Daughters of Night: Menina Da Noite.
5 Capture a bandeira.
Notas iniciais
Espero que aproveitem.
Depois de correr cinco minutos, o que pareciam ser horas, avistei as primeiras batalhas. Diminui o ritmo, e fiquei só andando, desviando de espadas e me concentrando para ver de onde os campistas do time vermelho vinham. Andei mais alguns muitos metros, e havistei um grupo de campistas, acho que de Ares, perto de uma árvore. Aquela era a árvore! Tentei andar sem ser percebida, e contornei a árvore, até poder ver a bandeira do time vermelho. Percy apareceu com mais dois campistas do chalé de Hermes.
A distração. Enquanto eles lutavam, eu peguei a bandeira. Quando a toquei, ela ficou escura como a noite. Rapidamente a dobrei, e a coloquei dentro da capa.
O meu azar foi que um campista de Ares viu que abandeira não estava mais lá. Ele se virou na minha direção, mas acho que ele não podia me ver. Droga, como eu queria que ele saísse do meu caminho!
Bem quando eu pensei isso, ele começo a gritar.
"Aaaaaaa, estou cego. Faz parar! Faz parar!"
Meus deuses. Nunca vi um filho de Ares tão fraco. Acho que era eu quem estava fazendo isso, pois uma onda de cansaço me invadiu.
Anda, Claire, não é hora de deitar e tirar uma soneca! Eu briguei comigo mentalmente.
Enquanto o fracote se debatia, eu comecei a andar novamente, em direção ao nosso território.
Depois de um tempo vagando na noite, cheguei perto do riacho, a marca que separava o território dos dois times.
Espremi os olhos e consegui ver mais ao longe. Nossa bandeira ainda estava lá. Percy e Claire estavam no riacho, tentando conter os "inimigos" de passar para o nosso território.
Passei pelo riacho, e entrei no nosso território. Esperei a trombeta/apito soar, avisando o fim de jogo. Nosso time estava comemorando. O time vermelho não estava entendendo nada. Tirei minha capa, ficando visivel, e mostrei a bandeira que estava em minhas mãos. Ela não estava só preta agora, representava um céu estrelado.
"Vitória do time azul!" Quíron anunciou.
Nosso time comemorou muito. Todos me davam parabéns, e eu só ria.
Quíron permitiu uma hora a mais acordados, mas depois teríamos que ir dormir.
Fugi de toda a folia, e fui para a casa grande. Precisava resolver algumas coisas com o centauro e com o sr. D.
Quando cheguei lá, Quíron e o Sr. D estavam na varanda conversando, o último com uma garrafa de coca-cola na mão.
"Boa noite, Sr. D, boa noite, Quíron" Eu disse docemente.
"Boa noite, Claire" Os dois disseram juntos.
"Quíron, logo é o natal.... e todos foram tão bons comigo nesses dois dias que eu estive no acampamento, que eu gostaria de ir à cidade um dia... para comprar alguns presentes." Eu soltei logo tudo de uma vez.
Ambos pareceram surpresos.
"Claro, Claire. Só leve alguém com você, sim?" Quíron disse.
"Sem problemas" O sr. D disse.
"Hm, e tem mais uma coisa. Por que na véspera de natal, nós não mudamos as coisas? Fazemos uma ceia, convidamos os deuses, e pá... Podiamos até liberar um pouco, mas pouquinho de bebida alcoólica... no dia 25, quem quiser pode trocar presentes... e no ano novo nós fazemos uma festa. A meia noite, todos vamos para a praia, e assistimos os fogos."
Os dois pararam pra pensar um pouco. O sr. D. parecia estar gostando da ideia de bebida.
"Ora, por que não Quíron? Todos estam precisando descançar um pouco." Disse ele.
Ok, agora eu me assustei. Como é que é? O sr. D concordando com uma ideia minha? Fiquei surpresa, mas foi uma supresa boa.
"Tudo bem. Ah, Claire. Aqui está o seu horário." Eu peguei o pedaço de papel, e fui para o meu chalé.
Lá, dei uma olhada no meu horário.
8:00 — Café da manhã.
9:00 — Aula de esgrima com Nico.
10:00 — Hora livre.
11:00 — Artes e ofícios com Rachel.
12:00 — Almoço.
13:00 — Aula de arco e flecha com o chalé de Apolo.
14:00 — Aula de Grego com o chalé de Atena.
15:00 — Aula de montaria com o chalé de Afrodite.
16:00 — Aula livre.
17:00 — Canoagem com o chalé de Poseidon.
18:00 — 20:00 — Capture a bandeira nas sextas feiras, tempo livre.
20:00 — Jantar.
21:00 — Fogueira.
22:00 — Toque de recolher.
Fui tomar um banho, e vi uma marca que não reparava fazia tempo.
Era uma cicatriz, um risco que ia dos ombros até metade das costas.
Durante o banho, me lembrei de como havia conseguido aquela cicatriz.
Era um dia chuvoso. Eu tinha cinco anos. Era tarde, mas eu ainda não tinha ido dormir. Aquela fora a primeira vez que meu pai chegou tarde. Eu estava no meu quarto, brincando, quando ouço um barulho vindo da sala. Saí do meu quarto e fui ver o que era. Meu pai havia quebrado um vaso, e segurava os cacos. Ele havia bebido pela primeira vez. Não tinha consicência do que estava fazendo. Ele disse que não era nada. E enquanto eu voltava para a cama, ele jogou o pedaço de vidro em mim.
Sai do box, coloquei um pijama que minha mão havia me dado — aliás, ela tinha me dado um monte de roupas novas!
Fui para a cama, me lembrando de como ele era louco, com os olhos vermelhos por causa da bebida. E com esse pensamento triste, peguei no sono.
Notas finais
Beijinhos.
Fale com o autor