Daughter Of The Dead- A Maldição
2 - Mas se ele estiver morto?
Notas iniciais
15 anos! Em apenas 1 semana, Sárah faria 15 anos, tudo parecia passar tão rápido quanto suas ferias de inverno. Ela estava mais alta, o cabelo estava a mesma coisa, porem com as suas pontas pintadas em um tom azul marinho, seus olhos continuavam iguais, um dia cinza, um dia verde, variando de acordo com seus sentimentos, e a escola? Ela abandonou, trocou por aulas em casa com sua mãe, assim não teria problemas de ser atacada por um sátiro de olhos dourados, ou um minotauro maluco querendo seu poder.
Ela estava sentada na mesa com sua mãe em quanto tomavam seu café da manhã. Os cabelos de Sárah estavam soltos, raramente eles estavam, a menina não gostava de mostrar suas ondas em um tom escuro de seus cabelos, ela vestia um moletom do AC/DC, deixado por seu namorado a ultima vez que esteve ali, e uma calça jeans branca com algumas partes rasgadas, nos pés não vestia nada, ela gostava de andar com os pés descalços pela a casa, ainda mais em uma manhã fria como aquela.
Era a manhã perfeita para Sárah, o sol brilhava fortemente, mas ele não era o suficiente para esquenta-la, ele trazia junto um vento gelada, parecia um típico domingo, mas não era domingo, era recém sexta-feira, o dia em que Sárah finalmente entrava em ferias e se "mudava" para o Acampamento Meio-sangue.
- Não quero você aprontando pelo o Acampamento a fora- A mãe de Sárah era jovem, tinha os cabelos iguais ao da filha, porem os olhos azuis, tinha apenas 35 anos, sua voz era doce e calma.
- Mãe, não se preocupe, não irei.
- Você fala isso sempre- A mãe resmungava- Falou que nada iria acontecer quando aquele seu amigo veio aqui, mas vocês fizeram um fantasma morar em minha casa por 1 semana, era horrível olhar para o espelho e ver uma cara transparente sorrindo a você.
Sárah sabia do que a mãe estava falando. Emmit havia resolvido visita-la, os dois estavam de boa em seu quarto quando derrepente Sárah se assustou com um fantasma no meio de seu quarto, ele ficava repetindo a ela as mesmas palavras que ela não entendia. "Mestre, se revingue daqueles que a amaldiçoaram". Bom, Sárah tentou explicar a mãe que não era sua culpa o fantasma estar lá, mas a sua mãe apenas dizia que ela não devia mentir, e isso ela não conseguia se safar, sua mãe sabia quem era Hades, sabia que a filha podia muito bem conjurar ou falar com fantasmas.
- Aquilo foi um acidente- Sárah suspirou- E você sabe que estarei mais segura no Acampamento, sem minotauro, gigantes ou sátiros de olhos dourados.
- Me sinto sortuda por não ver através da Nevoa- Daiana, era o nome de sua mãe, repetia isso sempre- Mas mesmo assim, tome cuidado.
Ela iria almoçar no Acampamento, por isso logo após do papo estranho que raramente tinha com sua mãe, que evitava falar disso e fingia que a filha era normal, ela se direcionou ao seu quarto para mudar de roupa.
Sorriu falsamente para o espelho, colocou sua blusa laranja do acampamento, uma calça jeans mais escura, e seus coturnos marrons nos pés, fez uma trança mal feita para o lado em seus cabelos e foi arrumar sua mochila.
Ali dentro colocou seu bastão, que quando ela queria, virava um sabre de ouro imperial que era o seu companheiro mais valioso em lutas, aquele sabre havia matado um gigante, era seu bem mais precioso. Ela só tinha mais uma camisa do acampamento em casa, as outras ficavam em seu chalé no Acampamento, colocou a blusa ali dentro e um short jeans caso fizesse calor, ela colocou o moletom de James na mochila também, se tivesse sorte de vê-lo, poderia devolver.
Sua mãe a levou de carro até a entrada do acampamento, que não ficava muito longe dos limites da cidade, ela apenas olhava para a rua em quanto ela ia embora, estava muito empolgada para rever seus amigos e seu pequeno irmãozinho.
- Filha, tome cuidado- Daiana estava se segurando para não chorar.
- Eu vou mãe.
- Eu te amo- A mãe a abraçou fortemente.
- Eu também- Sárah se direcionou para o grande portão do acampamento.
Movimentado, Sárah diria isso se o acampamento estivesse mesmo movimentado. Os campistas pareciam tristes, suas feições estavam obscuras e pareciam doentes. Sárah diminuiu o sorriso ao ver o Acampamento daquela maneira, e de longe podia avistar Anna e Emmit, e então ali estava Quiron acompanhado de Megan, a pretora do Acampamento Júpiter. Ela estranhou, geralmente era James que visitava o Acampamento para dar noticias ou para resolver negócios sobre a rixa dos dois acampamentos.
Quiron avistou Sárah de longe e então suspirou murmurando algo, Megan e ele caminharam em direção a prole de Hades com um sorriso torto na cara.
- Oque aconteceu? Porque estão todos assim?- Sárah olhou diretamente ao homem meio cavalo.
- Sárah, isso não será fácil falar- Megan estava com os olhos inchados, parecia estar chorando a dias.
- É sobre o James- Quiron continuou- Bem, não chore agora, ainda há esperanças.
- Oque? Oque aconteceu com ele?- Havia desespero em sua voz.
- Bem...James sumiu a alguns dias- Megan continuou- Não sabemos se está vivo ou morto, mas encontramos sua espada cheia de sangue perto do Acampamento Júpiter.
- Mas ainda há esperanças- Os olhos de Sárah começaram a formigar.
- Eu não sei, iremos continuar procurando por ele- Megan mordeu o lábio inferior- Avisarei qualquer noticia a você, prometo.
As lagrimas saíram rapidamente pelo os olhos de Sárah, e quando percebeu, Emmit e Anna estavam correndo em sua direção assim que perceberam seu desespero.
- Não..não pode ser, ele tem que estar vivo- Ela estava confusa.
- Não tenho tantas esperanças Sárah- Megan se virou para a saída- Me desculpa.
Quando Sárah percebeu, estava envolvida nos braços de Emmit, abrasando o amigo fortemente e deixando todas as suas lagrimas saírem depressa, Anna apenas colocava a mão no ombro da garota, falando palavras de conforto, mas Sárah não prestava atenção nelas, ela estava desesperada, ela estava querendo voltar ao tempo.
Tudo parecia como uma lembrança para Sárah, a primeira vez que o viu na sala de Quiron, o sorriso para a partida, as palavras de conforto no dia seguinte, o primeiro abraço, o primeiro beijo, de como ela se sentia segura quando estava com ele, de como ele a protegeu quando ela achou que nunca sairia do labirinto de Dédalo, de como suas tardes eram divertidas quando os dois alugavam um filme e ficavam tocando pipoca um no outro. Ela se lembrava de tudo, de cada palavra, de cada beijo, de cada abraço que ela havia recebido dele, ela se lembrava das idiotices que falava, e das brincadeiras retardadas que só eles entendiam, ele era mais que um namorado, era seu melhor amigo, aquele que sabia de todos os seus medos e segredos.
- Tudo ficará bem- Emmit ainda a abraçava.
- Mas se ele estiver morto?- A garota estava desesperada pelo o namorado.
- Ele não está, nós vamos acha-lo, eu prometo.
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