Dating a Vampire
2 Descobertas, confusões... I
Notas iniciais
– Está tudo bem Gabriela? – O Doutor perguntou com expressão preocupada – Você está pálida.
– Não eu estou bem só tive uma leve tontura, não é nada demais – Disse – Será que minha tia vai demorar muito? – Perguntei tentando mudar o clima desagradável.
– Acho que não, eu a vi saindo do elevador agora a pouco – O garoto falou dessa vez, uma voz firme e amedrontadora, mas doce ao mesmo tempo.
– Quem é você? – Perguntei curiosa.
Ele franziu o cenho
– Não vai responder?
– Meu nome é Mike. – Ele respondeu sem me olhar nos olhos, acho que ele não gostou de mim, de qualquer maneira tenho que descobrir quem é ele e por que eu havia tido sonhos com esse garoto.
– Sou Gabriela – Respondi com indiferença e ele fez uma cara tipo: ‘’eu não perguntei’’ isso me deixou mais intrigada ainda.
– Ah pai eu vim avisar que eu não vou voltar cedo pra casa, tenho uma festa pra ir hoje à noite, então não me espere. – Dizendo isso ele saiu sem ao menos se despedir dos de mais ali presentes, no caso eu. Arg! Eu mal o conhecia e já o odiava.
– Olá querida! – Minha tia disse com um olhar de surpresa, acho que estava feliz por eu ter acordado. – Eu estava com tanto medo de te perder.
– Tia, não vai se livrar de mim assim tão fácil rs.
– Bom então vou deixar vocês a sós – Disse o doutor, não sei se foi impressão minha ou ele olhou com aquele olhar para minha tia.
– Está bem, obrigada Dr. Polanski. – Minha tia retribuiu o olhar.
– Aí tem coisa – Olhei com um olhar malicioso para minha tia – O que foi isso tia?
– Isso o que ruiva? – Ela pergunta encabulada. – O que você esta falando?
– Tia não tenta fingir que nada aconteceu, eu vi tudinho, de onde você conhece esse doutor? – Perguntei curiosa.
– Ele é um ex-namorado, namorei três anos e depois ele foi estudar em Amsterdã. – Respondeu, pelo o que eu pude perceber ela ainda sente alguma coisa por ele.
– Tia por que você não tenta conquista-lo outra vez?
– E você, eu também vi a troca de olhares entre o filho do doutor – Ela sempre tenta virar o jogo contra mim.
– Que troca de olhares tia, aliás, eu já o vi em outro lugar, mas vamos mudar de assunto, vou dar alta daqui quando?
– Quando o médico disser que você pode sair, por isso pode ficar bem paradinha aí mocinha.
– Nossa! Quanto cuidado, eu só bati a cabeça, que gente bem fresca. – Disse embravecida, eu queria sair dali logo, tenho que descobrir onde será a festa que o Mike vai hoje à noite. – Tia eu tenho que sair daqui agora, por favor, eu já está bem, chama o Dr. Polanski! – Disse inquieta.
– Ok, se acalma ruivinha, eu vou chamar, já que você diz que está bem.
– Oh thank God. – Me senti aliviada, mas afinal por que eu estava tão preocupada com esse garoto?
Depois de algumas horas eu pude sair do hospital, fiz minha tia correr até chegar em casa.
– Rápido tia, rápido!
– Mas por que você quer que eu corra? O que tem para fazer?
– Tenho que pesquisar uma coisa. – Disse.
– Tão urgente assim?
– Sim! Acabei de lembrar, é trabalho da escola... Ah enfim chegamos, obrigada tia! – Disse e desci do carro e entrei em casa em passo acelerado.
– Calma mocinha, foi assim da ultima vez que foi para no hospital – Gritou minha tia, nem dei ouvidos, fui direto para o meu quarto e liguei o notebook, entrei em minha conta no facebook e que por algum milagre estava cheia de mensagens, mas eu estava sem tempo para lê-las, desativei o bate-papo, não estava a fim de falar com ninguém agora, fui direto procurar o Mike.
– Ué como deve estar o nome dele, acho que o sobrenome do pai dele vai me ajudar, bendita hora que eu vou para o hospital, descobri coisas interessantes, ah achei ele! – Disse entusiasmada – Você é foda Gabizinha. – Falei para mim mesma. Fui ver o perfil dele pra ver se ele ia postar alguma coisa, ou onde seria essa tal festa, passou meia hora e nada acontecia decidi ir me vestir se eu descobrisse aonde ele iria pelo menos não perderia mais tempo. Coloquei um casaco comprido já que era uma festa e eu não queria ir de vestido, era junho e em junho no estado que eu moro faz muito frio nessa época do ano, já deve imaginar de onde eu sou então né, mas bom mudando de assunto, fiz um rabo-de-cavalo e fiquei esperando mais um pouco e vi que um dos seus amigos atualizou o status que dizia:
‘’ Pista bobando aqui na Sync Club –– com Mike Polanski ‘’
– Então é aí que você está vampirinho, mas como vou chegar lá, a pé não vai rolar e eu ainda não posso dirigir no meu país, por que eu não moro nos Estados Unidos? Acho que vou ter chamar um taxi – Peguei minha carteira – Ainda bem que eu sempre tenho um dinheirinho guardado, agora só falta passar pela tia Lauren, pensa Gabriela, pensa... Ah meu Deus o que eu faço? — Após alguns minutos pensando... – Vou pular a janela, é isso Gabs, isso mesmo... Tenho que parar falar sozinha.
Pulei a janela, chamei um taxi em questão que minutos já estava na frente da tal ‘’Sync’’ que estava totalmente tumultuada quase não tive coragem de descer, mas o taxista me obrigou a sair, peguei um ar e... Força Gabriela! Vai lá. Paguei o caixa e entrei, pra minha sorte dei de cara com o Mike com uma garota loira, mas decidi ficar só observando afinal eu não conhecia ninguém naquele lugar, fui tomar alguma coisa antes que algum garoto não sóbrio viesse me convidar pra dançar e eu não queria ter que bater em ninguém hoje.
– Hei gatinha o que vai querer? – Perguntou o barman se escorando no balcão com um olhar malicioso, mas de jeito algum ele olhou nos meus olhos o que me deixou intrigada.
– Cherry Coke, por favor. – Respondi.
– Hum uma garotinha educada, nunca te vi por aqui, está com seu namorado?
– Não preciso!
– De que? Namorado? Hum.
– Te dar satisfações sobre minha vida, obrigada pela bebida. – Disse e sai desfilando pelo meio daquela gente toda e me sentei no sofá num canto onde havia um casal de puro ‘’Love’’, mas eu conseguia ver perfeitamente o Mike de beijos com aquela garota, porém algo fez com que minha atenção fosse desviada.
– Vem dançar comigo gatinha. – Um cara alto, moreno, forte e aparentemente parecia bem sóbrio, eu decidi aceitar o convite. Eu só podia estar ficando louca, sair dançando com um cara só por estar sóbrio. – Meu nome é Andrew, mas prefiro que me chame só de Drew.
– Ok, mas só porque você não parece estar bêbado. – Disse e levantei do sofá.
Fomos para o meio da pista quando começou a tocar uma musica romântica e os casais começaram a dançar juntos, o que me deixou um pouco sem graça, mas o Drew era um garoto legal, e não chegou com aquela mão boba, dançamos aquela música e quando me dei por conta já era 1h e o Mike ainda estava lá com aquela garota.
– Você conhece aquele cara? – Drew perguntou.
– Não, por quê?
– Porque você não para de olhar pra ele.
– Não é verdade, e não me olha assim.
– Ok, me desculpe.
– Acho que vou ir embora já está tarde, tchau Drew foi bom te conhecer e dançar com você, a gente se vê por aí.
– Ei, me da seu número então?
– Está aí no papel que eu coloquei no seu bolso sem você perceber.
– Como vou saber se é teu mesmo?
– Quer testar? Liga então.
Meu celular toca
– Viu! Haha, tchau se quiser me ligar depois, vou estar acordada.
Após me despedir do Drew estava me dirigindo à saída quando Mike puxou meu braço e me empurrou contra a parede.
– Me solta garoto!
– O que você esta fazendo aqui, uma senhorita como você não deve andar essas horas na rua, não acha?
– Me solta! – Um arrepio correu pela minha espinha, ele era muito forte, e se ele me morder? – Haha que nóia Gabriela, você nem sabe se ele é mesmo um vampiro. – Disse mentalmente.
– Vou te acompanhar até em casa, se me permite?
– Na-não precisa, eu po-posso ir sozinha – Engoli seco.
– Não precisa ter medo Gabi, não vou te machucar.
– Eu sei o que você é, o que você quer comigo?
– Então você recebeu a mensagem pelo sonho... Tenho que te contar uma coisa
– Pode falar.
– Aquela garota que eu estava protegendo era você Gabriela, eu estou com uma missão nessa cidade, você e filha do
Rei de Meridelli, foi ele quem me mandou pra cá pra cuidar de você.
– O que? Do que você está falando? Meu pai morreu, ele morreu há muito tempo atrás eu não o conheci. O que você quer?
– Psit! Calma, são muitas perguntas, não quero te deixar confusa.
Ele chegou perto do meu ouvido agora, eu pude sentir sua respiração calma, e isso fez com que eu me tranquilizasse, mas eu não estava calma eu estava totalmente nervosa, com medo. – O que... Você... Está fazendo comigo? – Eu me senti fraca, frágil, não conseguia falar direito, mas eu me senti segura nos braços dele.
– Só quero que você fique calma. Vou te levar pra casa.
– Você... Não pode...
– Posso, tenho permissão do seu pai.
A partir daí não me lembro de mais nada. Acordei da manha e o Mike estava lá, mas espera, por que o Mike estava lá?
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