Dating a Vampire
3 Descobertas, confusões... II
Notas iniciais
– Ai, que noite tranquila! – Disse me espreguiçando.
– Que bom que dormiu bem.
– O que você faz aqui?
– Eu posei com você Gabizinha, mas fica tranquila eu não fiz nada.
– Quem te deu permissão?
– Seu pai.
– Eu não tenho pai, já disse que ele morreu há muito tempo.
– Não morreu não, ele é Rei de Meridelli. – Ele disse com um sanduíche na mão.
– E esse sanduíche, de onde saiu?
– Da sua geladeira.
– Ah é? Não tem permissão pra ficar aqui, muito menos pra mexer na geladeira. E eu que pensava que vampiros não comiam comida humana, mas sim humanos.
– Já disse que tenho permissão do seu pai, e literalmente não comemos humanos, apenas bebemos o sangue deles, só isso, mas agora vai se arrumar, vou te levar pra escola, aliás, nossa escola.
– Como assim?
– Vamos estudar juntos, colega.
– Não sorria tanto mocinho, minha tia não sabe de você.
– Sabe sim, seu pai já cuidou disso.
– Eu não acredito!
– Ah é? Tia Lauren vem cá, por favor?
– O que foi meus queridos? –Tia Lauren perguntou.
– Não é possível tia, isso é um pesadelo, não, não, não, não, socorro! – Disse desesperada.
– Pode nos deixar a sós, tia? – Disse Mike. – Gabizinha, quero que você entenda, eu fui mandado pelo seu pai, o Rei Dominik pra essa cidade com vários outros, você sabe, vampiros pra proteger você dos perigos que sua mãe trouxe.
– Eu tô confusa – Lágrimas corriam pelo meu rosto agora – Quem é meu pai? Que perigos são esses?
– Calma, fica tranquila, você vai ficar sabendo de tudo com o tempo, saber disso agora só vai deixar você mais confusa, vem cá. – E ele me abraçou, daquele mesmo jeito de ontem à noite, que me tranquilizou. – Vamos, coloque sei uniforme.
– Mas você está aqui!
– Acredite, já vi você se trocar várias vezes.
– O quê? Só por que você é um vampiro não significa que você pode ver quando estou me trocando!
– Eu sei, você é bem birutinha né, eu não sou esse tipo de cara.
– Acho bom mesmo, seu trouxona, agora sai daqui. – O empurrei pra fora do meu quarto.
Depois de alguns minutos me arrumei e desci para tomar café, só que desisti, já estava atrasa.
– Vamos senhor vampirinho.
– Claro Gabizinha. Tchau tia Lauren. – Disse Mike.
– Tchau tia, até mais!
– Tchau, queridos! – Ela disse acenando.
– Que intimidade é essa com a minha tia?
– Ela é legal, não posso chama-la de tia mais princesa?
– Princesa?
– Sim, princesa de Meridelli.
– Af, não sou princesa.
– Está bem, será que a senhorita pode entrar no carro?
– Vamos de carro?
– O que é isso bem na sua frente? ‘-‘
Entrei no carro sem dar uma palavra, estive em silencio de casa até chegar à escola.
– Foi alguma coisa que eu disse? – Perguntou Mike.
– Não!
– O que foi então?
– Nada, cara, me deixa. – Disse irritada.
– Ei espera, você tem que andar junto comigo ok?
– Por quê? Eu não vou fazer isso? Sai fora!
– Estou falando sério, eu não vou deixar você sair do carro.
– Arg! Está bem.
Descemos do carro e eu fui obrigada a andar com aquele garoto estúpido, ainda por cima todos os olhares estavam voltados para nós, a única saída que eu tive era olhar para baixo enquanto Mike sorria descaradamente pra todos, que vergonha meu pai.
– Onde é a nossa primeira aula Gabizinha?
– Na sala no fim do corredor, pode ir na frente, vou falar com as minha amigas.
– Vou com você.
– NÃO! Digo você não precisa ir, tenho que falar com elas a sós.
– Tá bom, vou te esperar ali na porta.
– Finalmente livre desse imbecil – Disse e peguei o telefone pra mandar um torpedo para minhas amigas.
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– Amigaaaaaaaaaaaaa, quem é aquele gato que chegou de mãos dadas com você? – Perguntou Lindsay.
– Aquele é o Mike, ele é meu primo, vim com ele apenas pra ele não se perder, ele é novo na cidade.
– Sério, que gatinho – Disse Ash.
– Ash? E o seu namoradinho? – Perguntei
– Af, já era não rolou.
– Ele te traiu?
– Certo, mas eu não deixei barato, coloquei um belo par de chifres nele.
– Olha se não é o Cratos hehehe, sério eu adorei essa notícia!
– Saber que eu fui chifrada é bom pra você?
– Não, saber que você deixou aquele merdinha.
– Tá bom né, a Lind disse a mesma coisa, vocês realmente não gostavam do Oscar né?
– Com certeza não! – Eu e Lind falamos juntas.
– Ok, mas você não disse pra nós quem é aquele bonitão que te trouxe pra escola, acha mesmo que vamos acreditar que ele e seu primo? – Perguntou Ash dando uma gargalhada.
– Ah amigas, ele é meu primo que vai estudar aqui na escola esse ano. – Tentei dar uma desculpa, mas acho que não colou, minhas amigas me conhecem muito bem, elas sabem quando to mentindo.
– Hum! Vamos fingir que acreditamos tá dona Gabriela. A aula já vai começar, acho melhor irmos logo.
A aula toda foi tranquila, vez ou outra eu olhava pra trás e o Mike estava lá, me olhando e aquilo estava me deixando desconfortável, não que ter um menino olhando pra você fosse ruim, mas um vampiro olhando pra você não poderia ser tão bom né, tipo o Edward quando olhou pra Bella na primeira aula que tiveram juntos, parecia que ele ia engolir ela ou sei lá. O mesmo clima continuou até o fim da aula.
– Ei, menina que tal irmos ao shopping hoje? – Perguntei.
– Claro. – Disse Ash.
– Ai, desculpa meninas, mas não vou poder ir com vocês – Lind disse aborrecida.
– Ah, por quê? – Perguntei.
– Tenho que resolver uns problemas familiares, tenho que ir, vejo vocês depois.
– Está bem, fica pra próxima então amiga, tchau. – Disse Ash e nos despedimos de Lind.
– Ash, é impressão minha ou a Lind esta com sérios problemas?
– É também percebi isso, mas o que podemos fazer sem saber o que é?
– Não sei, vamos esperar. Então te vejo as quatro?
– Pode ser. – Ela disse e saiu. – Vou a pé para casa hoje, até mais.
– Haha, até! – Olhei pro lado pra ver se minha tia tinha ido me buscar e olha quem eu encontro dobrando a esquina, isso mesmo, o Mike. Talvez se eu caminhar rápido ele não me veja...
– Parada aí mocinha, esqueceu que também vamos juntos pra casa?
– Você me ama, admita.
– Ah, claro que amo, ahaha agora entra no carro Gabriela!
– Me obrigue! – Disse cruzando os braços em sinal de que ninguém me tiraria dali, mas não foi o que aconteceu, ele desceu do carro e agarrou meu braço. – Você tá me machucando garoto, me solta, me solta já, eu ordeno que me solte. – E ele obedeceu rapidamente ao meu comando.
– Entra no carro agora ou eu te coloco a força. – Ele parecia estar muito bravo, então decidi entrar.
– Você não precisava ter me agarrado daquele jeito. – Levantei a manga do meu uniforme e meu braço estava quase roxo. – Você viu o que fez? Olha como ficou o meu braço, você tem que acalmar essa raiva seu otário!
– Desculpa Gabi, mas você acaba com a minha paciência, eu não queria te machucar, na boa mesmo. – Ele disse, aparentemente estava arrependido.
– Tudo bem, mas da próxima vez conte até dez e tente não agir estupidamente. – Sai do carro e fui direto ao meu quarto soltar minha mochila e pegar gelo na geladeira.
– Espera deixa que eu te ajudo. – Mike era tão cuidadoso quanto estúpido, mas ainda continuava sendo o mesmo idiota e arrogante.
– Por que você parou quando eu disse ‘’ordeno’’?
–Tenho que obedecer às ordens do rei e você é filha dele, dessa forma tenho que fazer o que você ‘’ordenar’’, entendeu?
– Acho que sim, só que ainda não posso acreditar que meu pai esta vivo.
– Posso pedir uma coisa pra você? – Perguntou Mike.
– Claro.
– Senta no sofá, eu preciso conversar com você, mas você tem que prometer que não vai chorar.
– Você vai falar algo sobre minha família?
– Sim, posso começar? – Ele sentou no sofá e bateu no lado fazendo sinal pra eu sentar do lado.
– Bom, vou começar pela grande história da sua vida.
– Tá, prossiga! – Disse curiosa.
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