Datherine Forever
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Bem, esse capítulo não ficou muito bom, não estava muito inspirada. E só para vocês entenderem mais ou menos, isso se passa lá pelo meio da segunda temporada (para quem acompanha a série) quando todos sabem no Klaus mas ele ainda não pego a Katherine, sabe?
Bem, espero que gostem!
Me remexo na cama, me enrolando ainda mais no cobertor. Sinto a textura peluciada conta minha pele e suspiro, totalmente relaxada. Não me lembro de ter comprado esse cobertor, mas com certeza foi uma das melhores ideias que tive no últimos tempos, assim como comprar os lençóis de seda nos quais estou deitada, os quais também não sei quando comprei.
Viro de lado e abro um pouco meus olhos. Está um sol de fim de tarde. Nossa, dormi muito. Estranho, não me lembro de ter ido dormir. Nem de ter chegado em casa. Me lembro apenas da boate e...
Pulo na cama assustada, me encolhendo o máximo que posso. A ultima coisa que me lembro é do sorriso no rosto do Klaus enquanto eu desmaiava. Onde estou agora? Quanto tempo se passou? O que aconteceu?
Onde está Damon? Coloco esse pensamento em espera e tento me concentrar em mim. Esse negócio de altruísmo sempre atrapalha.
Olho em volta preocupada mas nada me faz identificar o local. Estou em um quarto grande, bem mobilhado, com sofás e tapetes, um armário, penteadeira e uma porta que acho que leva a um banheiro. A cama na qual estou deitada é enorme, e tudo em volta é luxuoso e parece muito caro.
Estou apavorada, mas me forço a respirar fundo e pensar. Onde estão minhas roupas? Olho para mim mesma e vejo que estou de camisola, uma camisola que não é minha. Saio da cama com cuidado, tentando não fazer barulho, e olho dentro do armário a procura das minhas roupas e encontro um coleção completa de roupas novas, de frio e de calor, de todas as marcas (marcas caras) e todas novas e do meu tamanho.
Meio insegura, pego uma calça jeans e uma blusa simples, de mangas compridas. Procuro por um sapato, e ao achar muitos e todos do meu número, pego um par de tênis e calço com pressa.
Abro a porta do quarto e saio para um corredor imenso, cheio de portas, todas fechadas. Sem saber para onde ir, começo a correr para a direita, daquele jeito rápido e sobre humano que apenas os vampiros conseguem. Paro abruptamente quando ouço gritos. São baixos e abafados pelas paredes, mas mesmo assim os ouço. E reconheço a voz.
Saio correndo em direção a voz de Damon, para o lado oposto do corredor. Chegando ao fim, subo uma escada imensa e entro na sala de onde vem sua voz. Me falta ar ao olhar dentro do lugar e tenho de me segurar na parede para não cair.
Ele está ali, acorrentado a parede, com sangue espalhado a sua volta sujando sua camisa. O sangue dele, que estaria escorrendo pelos machucados se os vampiros não se curassem rápido. Ele está desmaiado, fraco e acabado.
Corro até ele e seguro sua cabeça entre minhas mãos, acariciando seus cabelos enquanto sussurro seu nome, tentando traze-lo para mim. Ele entreabre os olhos, da um sorriso fraco e cai em meu colo. Tento soltá-lo, mas as correntes são muito fortes, então me limito a ficar com ele e tentar conforta-lo.
Mesmo não sabendo onde estou, sem saber como vim para cá ou o que acontecerá, meu coração se enche de alegria e esperança quando ele se aconchega em meu colo, tentando inutilmente se segurar em mim com as mãos fracas.
– Está tudo bem... – sussurro em seu ouvido. – Não se preocupe... Estou bem aqui...
Ele murmura alguma coisa, que a principio não entendo, mas quando ele começa a repetir a palavra como se fosse um mantra para sua salvação, e finalmente tenho consciência do que ele diz, todo sangue se esvai do meu corpo e meu mundo cai sob meus pés.
Me afasto dele instintivamente e ando em direção a porta, tentando me livrar daquelas palavras. Sinto um nó se formar em minha garganta ao ouvir o nome que sai de seus lábios, ao ouvir ele implorar por Elena.
Uma parte de mim – a parte estúpida de mim – quer ficar e ajuda-lo, mas a parte magoada e egocêntrica sabe que devo fugir para me salvar. Faço isso desde sempre, me coloco na frente de todos e deixo as emoções em segundo plano, então por que agora isso parece tão difícil?
Ouço ele sussurrar Elena mais uma vez, e isso é o suficiente para me lembrar por que os sentimentos destroem. Abro a porta atrás de mim e me viro para sair correndo, sendo impedida por mãos que seguram meus ombros.
– Você não deveria estar aqui... – Klaus diz calmamente e com tom de reprovação enquanto eu paraliso no lugar tentando manter o controle, mas meu peito é uma selva de sentimentos e luto para não ser devorada.
– Klaus – tento parecer tão calma quanto ele, mas o pânico é perceptível em minha voz.
– Katerina... – Ele sorri da mesma maneira estranha como sorriu no boate e me segura pelos pulsos, me arrastando para fura do quarto e fechando a porta. Minhas tentativas de resistência são inúteis perto da força dele, mas não desisto até ele me segurar contra a parede.
Respiro fundo, a raiva já tomando conta do meu corpo.
– Que surpresa vê-lo por aqui – ironizo.
– Eu que o diga! Você deveria estar em seu quarto – diz ele irritado, tentando parecer um lorde. – Qual o problema? Não gostou dele? – Dessa vez me pareceu muito ameaçador, e decido que minha raiva deve ficar para outra hora. Não quero acabar como Damon está.
Damon.
– Está ótimo – dou um sorriso falso –, apenas me perdi quando fui passear um pouco... – Não consigo evitar de ser totalmente sarcástica ao falar com ele, e posso notar sua irritação.
Mas ele apenas sorri como se tudo fosse uma grade brincadeira.
– Eu lhe mostro o caminho de volta. E dessa vez espero que permaneça lá até segunda ordem. – Ele me puxa pelos pulsos, me arrastando de volta para meu quarto, para longe de Damon.
Não luto com ele enquanto me puxa, mas meu coração permanece lá. Me sinto uma idiota. Damon não gosta de mim e eu deveria odiá-lo. Bem, talvez odeie. Mas não é isso que parece no momento. Penso apenas em como eu deveria ajuda-lo.
Esqueço por um momento como é estranho tudo que está acontecendo, esqueço que eu deveria estar sendo torturada, não Damon. Esqueço que não sei onde estou nem o que vai acontecer. Esqueço que estou com medo do que Klaus pode estar planejando para mim.
A única coisa que penso é que gostaria que Damon estivesse chamando o meu nome.
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