Como relatado anteriormente, houve um momento na vida de Tâmina que ela quis ser rebaixada na escola. Descer da turma C para a D foi uma das melhores coisas que aconteceram com ela. Porque no ciclo 2, ela conseguiu fazer amigos e gostar do Colégio. A história pra ela, nem que por um curto período de tempo, ficou no "felizes para sempre".

Enquanto ela considerava o colégio a melhor coisa que jâ havia acontecido na vida dela,cpor outro lado, nosso protagonista, par dela, não estava tão bem assim.

Dastan, desde pequeno, sentia algo indescritível por uma jovem garotinha de longos cabelos escuros. Ele nunca foi uma pessoa de demonstrar sentimentos, nem mesmo pra si. Mas chega um momento em que certas coisas passam do limite, e pra tomar o controle da situação, é necessário admitir que algo está errado.
Fontes muito confiáveis, como o

melhor amigo de Dastan, me informaram sobre os fatos escritos nesse capìtulo. É uma parte importante da vida do nosso protagonista, pois sem isso, como saberíamos que ele realmente tem emoções?

Toda escola ou colégio de gente rica tem um grupo de elite. Um grupinho com os mais poderosos que praticamente mandam no lugar.

Irmandades, como são mais conhecidas, são marcas registradas de faculdades. E foi introduzida no Colégio Style. Dastan, claro, foi convidado pra entrar. E isso nem foi a primeira coisa que ele foi obrigado a fazer, mesmo não querendo.

Me reservo no direito de denunciar todos esses grupinhos de pessos poderosas, que se juntam pra prejudicar os outros. Se auto institulam reis e superiores, oprimindo os mais fracos.

Tudo começa com uma faísca, caros leitores. Tudo começa com uma simples brincadeira.

E se existe uma coisa que pode salvar qualquer um de uma existência patética, é essa sensação indescritível que nos comove. Dastan sentiu aquele fiapinho do destino dentro dele. Se não tivesse sentido isso, se não tivesse ouvido o chamado, todo o resto seria diferente.

Sei que minhas palavras podem confundir, caro leitor, mas em breve, tudo se explicará.

O AUTOR

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– Aquilo que você mais deseja, é aquilo que você nunca terá.

Andress era um dos veteranos do Colégio Style. 8° ano, um histórico marcado por estar sempre nas turmas A e B, principalmente da A.

Era um daqueles caras que sabia tudo o que rolava nos bastidores. Conhecia todo mundo, tinha influência com as pessoas certas.
Dastan sabia que vinha sendo observado. Durante seu primeiro semestre no Colégio Style, foi tratado como um príncipe. E príncipes chamam atenção.

Era volta as aulas, início do segundo semestre. As pessoas não tinham mudado de série, mas muitas olhariam para a tabela e veriam que foram mudadas de turma.

Dastan nem procurou seu nome no enorme painel, sabia que continuava na turma A. Procurou o nome de Tâmina, e sentiu uma certa tristeza por ver a turma dela.
Tâmina Del Rey, 1° ano.
Turma D, ciclo 2.

Por mais um semestre, ela não seria da sua sala. E pior, ela iria estudar do outro lado. E se a amizade deles, que ainda estava em fase de crescimento, acabasse ali? E se ele se tornasse apenas alguém que ela costumava conhecer? Ela sentiria falta dele? Porque nem seus intervalos seriam juntos a partir dali.

Dastan viu Tâmina chegar. Quase como um formigamento ou uma picada de algum inseto no pescoço, ele sentiu que precisava virar a cabeça e a viu.

Ela olhava o painel, analisava as tabelas. Os dedos torcidos, a expressão facil angustiante, como se estivesse na torcida por algo. Então um sorriso, aquele sorriso que começava pequeno e terminava do tamanho do mundo.

Aquele sorriso que poderia iluminar uma cidade inteira, de tão incandescente que era. Aquele sorriso que fazia o coração de Dastan bater mais forte.

Ele passou uns bons minutos com raiva, inconformado. Quem iria ficar feliz por ser rebaixado? Ele sabia que ela tinha feito de propósito, porque ela era inteligente. Tâmina deveria estar, no mínimo, na turma B.

Ele pensou em ir falar com ela, talvez dizer um oi. Eles eram realmente amigos? Ele ficou na dúvida. E enquanto pensava nisso tudo, ali parado, Andress apareceu do seu lado e disse aquela frase.

– Aquilo que você mais quer é o que nunca terá.

Foram duas frases. A primeira, dita do nada. A segunda, quando Dastan o olhou com dúvida. Eles trocaram apenas um olhar, porém, foi o suficiente.

Dastan se sentiu um idiota. Tinha deixado muito claro que sentia algo por Tâmina. Não que estivesse apaixonado por ela, isso não. Era mais um... Estar intrigado com algo novo e fascinante. E ele não devia ter feito isso, devia ter disfarçado. Devia parar de olhar pra Tâmina assim, tão descaradamente.

– O que você quer? — ele perguntou a Andress, querendo ir direto ao ponto. — Sei que andam me vigiando. Vá direto ao assunto.

Andress ficou pensativo por alguns segundos, como se decidindo se valia a pena enrolar ou fazer logo o gol.

– Está bem. — ele disse, suspirando. — Existe um grupo no colégio, uma irmandade, se preferir. E querem você dentro.

– Não. — Dastan respondeu de uma vez. — Mas obrigado pelo convite. — concluiu, ríspido.

Dastan tentou dar as costas a ele e ir embora, mas Andress o barrou.

– Calminha ai, não tão rápido.

Nem te expliquem nada ainda, você pode querer reconsiderar.

– Eu duvido.

Os dois se encararam por mais alguns segundos, e Andress fingiu um olhar de tristeza.

– Eles não aceitam um não, colega, infelizmente. Não de alguém como vocé. E lamento muito fazer isso, mas nós dois sabemos que você não quer que nada de ruim aconteça com ela.

Tâmina. Dastan tentou permanecer impassível, mas sentia uma dor no estômago, o início do desespero.

– E nem tente negar. Como você mesmo disse, estivemos te observando. Você não gosta que se metam com ela, deixaremos o caminho livre pra ela. Mas vai ter que prometer cooperar conosco.

Dastan prometeu pensar mais sobre o assunto a contra-gosto. Perguntou a Alderan sobre isso.

– Ah, a Gate. Mamãe não gosta de falar sobre eles. Digo, a senhora Fett. É bizarro ter uma mãe que é diretora do colégio. Bem, o que eu sei é que é um grupo constituído pelos alunos de maior prestígio ou algo do tipo. Ninguém que eu conheça sabe quem criou isso, exceto minha mã... A diretora Fett. Porém, ela não gosta de tocar no assunto, então... Dizem que a ideia de dividir os alunos em ciclo 1 e 2 foi deles. Eles não querem apenas os mais ricos, querem os inteligentes também. Dizem que só a elite mesmo entra. Não conheço ninguém que tenha recebido convite, mas duvido que falariam.

Dastan fez várias, até que Alderan ficou curioso e desconfiado.

– Por que razão você está fazendo tantas perguntas? Quer entrar pra essa organização? — Dastan fe z que não com a cabeça. — Então o que é, cara?

– Fui convidado pra entrar. — ele respondeu simplesmente.
Foi a vez de Alderan fazer as perguntas, e de fixar eztremamente empolgado e com ciúmes.

– Eu sou filho da diretora e não recebi convite nenhum. Você deu uma tremenda sorte.

Dastan não comcordava tanto ass com isso, mas decidiu ficar quieto. Durante uma das aulas, pediu pra sair da aula e andou até o outro lado do Colégio. Havia tanta coisa separando ciclo 1 do 2. Ele estava curioso pra saber mais a respeito.

Viu um monte de crianças correndo e brincando pelo gramado, devia ser intervalo deles. Procurou por Tâmina, queria falar com ela e contar as novidades.

Porém, ao vê-la cercada de amigas, se divertindo tanto, decidiu deixar pra lá. Não tinha que ficar lotando a cabecinha dela com essas histórias, ela poderia ficar com medo ou pensar em um monte de teorias bizarras. Não era um mundo pra pessoas como ela.

Ele quase foi embora, quase. Mas então ele ficou ali, olhando pra ela. E começou a pensar. "Ela costumava me procurar, ela me chamava. Ela andava do meu lado, e disse que não sairia a menos que eu quisesse. Então por que ela foi embora?"

Ele se forçou a ir embora, mas era um daqueles raros momentos em que parecia que seu corpo não obedecia sua mente. Ele viu o momento em que Tâmina correu para os braços de um garoto. O garoto a girava, fazendo com que ela desse muita risada. Quando pararam, os dois se deitaram na grama e ficaram ali, conversando e rindo de alguma coisa, e algo dentro de Dastan poderia estar se quebrando.

Ciúmes, inveja, raiva, frustração, eram vários sentimentos que ele sentiu ao mesmo tempo e em grandes proporções.

– Ei, cara, eu estava te procurando. — Alderan disse, ao vê-lo. — O debate já vai...

Alderan parou, olhando para onde Dastan olhava.

– Ah, sinto muito, cheguei num momento ruim. — ele disse, se afastando. — eu aviso que você não está bem e não vai poder ir.

– Não. — Dastan disse, com os punhos cerrados. — Eu vou sim.

Notas finais
Cap completo