Das cinzas ao Recomeço
2 Olá nova realidade de Denver
(Dois Anos Depois)
O sol do dia anterior já havia derretido a neve nas ruas de Denver e tudo indicava que seria um dia com clima muito agradável. O céu aberto, acompanhado da brisa suave. Mais um dia iniciando.
E foi com o sol ainda escondido, faltando algumas horas para começar a nascer e com o celular já tocando, que ela ainda com os olhos fechados, tateou o procurando em cima da cabeceira. Quando o pegou, abriu os olhos, viu de quem se tratava e atendeu ainda com muito sono.
— Não posso acreditar que você me acordou a essa hora da madrugada Rebecca! Espero que seja algo muito, mas muito importante mesmo. Vida ou morte para ser mais exata!
— Para de reclamar, você vai ter que acordar mesmo em uma ou duas horas para trabalhar. Só estou adiantando um pouquinho... e tem jeito melhor do que acordar já ouvindo o som da minha voz? hahahaha e não vale dizer Raphael.
— Nesse horário, na verdade, o que me deixaria mais feliz seria estar dormindo — sorrindo de modo sarcástico ela completou — Vai me fala o motivo dessa honra matinal!
— Sinto um tom de sarcasmo em sua voz ahahah. Enfim, tá bem! É o seguinte. Como você sabe, a Tayla foi promovida de cargo no hotel e precisamos de uma comemoração. Nós sempre celebramos as conquistas uma da outra.
— REBECCA... sério? Essa conversa não poderia ter esperado até o expediente na lanchonete? Já esqueceu que trabalhamos no mesmo lugar?
— Vamos continuar essa conversa lá, mas quero que você já chegue lá com ideias para podermos chegar a uma decisão.
— Tá! tá bom Rebecca... vou pensar... quem sabe me vem em sonho. Agora vai dormir... ou pelo menos me deixa ir...posso? hahaha
— Agora que me ouviu e me compreendeu de maneira tão doce e meiga e o mais importante, já esta ciente de tudo...pode hahaha. Até daqui algumas horas . Te amoooo.
— Até Becca...sabe que também te amo. Somos todas uma só hahaha pra sempre. Agora desliga que quero dormir haha.
As duas desligaram e Lisie voltou a dormir, mas não mais por muito tempo. Logo o despertador tocou a despertando para começar um novo dia. Ela o desligou, se levantou e já foi separando o uniforme. Entrou no banheiro para suas necessidades e um bom banho e logo depois de arrumada saiu em direção à cozinha para tomar café com a mãe e a avó. Eram às três desde que os pais se separaram e as duas saíram de Ouray, onde o pai ainda mora e para onde ela vai às vezes o visitar, assim como ele a visita em Denver também.
Angeline, mãe de Lisie já estava se sentando quando ela entrou na cozinha.
— Bom dia filha! Dormiu bem?
— Bom dia mãe! Dormi como uma pedra, até que a Becca me ligou hahaha.
— Tão cedo? Aconteceu alguma coisa?
— Nós estamos planejando uma comemoração sabe...a Tayla conseguiu a promoção e agora ela é secretária executiva no hotel.
— Que coisa boa filha! Fico muito feliz...a Tayla é uma garota incrível, ela merece. Acho linda a amizade de vocês.
E então a avó Cecile vem em direção à mesa com o café da manhã.
— Bom dia minha neta preferida — Ela dá um sorriso caloroso para Lisie.
— Gostaria de saber se eu ainda seria a preferida se não fosse a única hahahahaha — às três caem na risada. Bom dia vozinha...que cheiro delicioso essas panquecas.
Então elas tomaram o café em meio a conversas e risadas. Logo depois de tudo arrumado, todas seguiram em direção às suas jornadas de trabalho. Angeline foi para o estúdio de dança e Cecile para a loja onde vende lembranças que façam lembrar da cidade que ela e vovô abriram quando se mudaram para cá. Enquanto isso, Lisie estava a caminho da lanchonete para começar o expediente do dia. Então, chegou uma mensagem no celular de Lisie e quando ela leu, ela sorriu automaticamente e seus olhos brilharam. Mensagem dele, do Raphael. Antes que ela pudesse começar a ler, ela sentiu chocar-se com alguma coisa em sua frente, ou melhor...alguém.
Antes que ela caísse no chão, sentiu fortes e seguros braços a segurarem e a puxaram fazendo com que ela esbarrasse em seu peito. Quando ela levantou sua cabeça e olhou em direção o rosto que estava tão próximo do seu, ela sentiu sua face ruborizar, além do coração que estava acelerado. Foi como se ela estivesse vendo um anjo, ou alguém esculpido à mão. Então, logo após esse momento em que pareceu que tudo tivesse congelado ao seu redor, ela voltou a si e envergonhada se afastou um pouco do salvador ainda desconhecido.
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