Das Leben Kurz Schwarz

1 Capítulo I - A menina do capuz


Olá, meu nome é Kurz Schwarz, e contarei a vocês a história da minha vida.

Tudo começou quando eu tinha a idade de 13 anos. Meus pais e eu morávamos em uma pequena casa no meio da floresta Weiß.

A floresta foi dada ao meu avô pelo rei Hernëst Drußnisch, e toda a área da floresta pertencia à minha família. Minha família era bem modesta, nosso sustento vinha da lenha que era usada no castelo do rei.

Desde pequeno, eu tinha o sonho de me tornar um cavaleiro e me aventurar pelo mundo. Mas devido as condições de minha família, nunca pude frequentar uma escola de cavalaria.

Todos os meses, minha família ia até a cidade comprar roupas e vender a lenha que sobrava. Em um desses dias tudo mudou.

Foi em uma manhã, 1º de agosto, minha mãe me acordou gritando:

— Kurz Weiß, acorde logo ou serei obrigada a te acordar com uma porrada.

Eu odiava ser chamado pelo meu nome completo e odiava ainda mais surras da minha mãe. Logo me levantei, me troquei rapidamente e preparei a carroça com a lenha.

Chegando na cidade, minha mãe mandou eu esperar enquanto ela iria vender um pouco de lenha para um bar.

Aproveitando que não tinha ninguém me olhando, peguei um pequeno graveto e comecei a me imaginar lutando, travando uma batalha contra um dragão negro.

Eu estava me divertindo, até que chegou uma pessoa com uma roupa negra, encapuzada. Devia estar fugindo de algo ou alguém, dava para ouvir sua respiração. A pessoa olhou em volta e percebendo que não havia ninguém, começou a falar:

— Olá pirralho. — Sua voz era feminina. — Sabe lutar com uma espada ou não passa de mais uma criança amadora?

— Claro que eu sei.

— Então vejamos... — Ela pegou um graveto e foi quebrando ele até deixar no tamanho de uma espada. — Vamos ver se você realmente sabe. Me ataque, vamos.

Não esperei nem um segundo, corri com tudo para cima dela, tentei acertar sua cabeça, mas assim que dei o golpe, ela o bloqueou e com um simples movimento de seu graveto me desarmou.

Ela começou a rir e disse:

— Não passa de mais uma criança boba... Até que é bonitinho, pena que não sabe lutar.

Ela retirou o capuz, seus cabelos eram longos e cacheados, seu rosto era lindo, aparentava ter uns 12 anos.

— Você teve muita coragem em aceitar meu desafio. O aceitou mesmo eu sendo uma pessoa desconhecida. Você é digno de me proteger em um passeio pela cidade. Meu nome é Elisè, mas me chame de Eli. Qual seu nome?

Eu sem entender muito as coisas, respondi:

— Meu nome é Kurz, Kurz Weiß. Mas qual é essa história de te proteger em um passeio pela cidade?

— Sou uma dama, preciso de proteção, há muitos vagabundos que gostam de abusar sexualmente de damas como eu. Você se demonstrou corajoso e eu posso lhe pagar se quiser. Por favor, só hoje...

— Certo, mas porque você apareceu aqui do nada correndo?

— Sabe, eu estava com medo de uns homens que pareciam estar me seguindo. Então você aceita?

— Aceito, mas você terá que me pagar.

— Certo.

— Mas antes, preciso avisar minha mãe.

E saí correndo para falar com minha mãe. Assim que a encontrei eu disse:

— Mãe, posso fazer umas entregas para o padeiro? Ele irá me pagar.

— Claro que pode querido. Nossa... Seu pai ficará orgulhoso em saber que você está preocupado em ajudar nossa família. Pode ir querido e cuidado. De noite quero te ver aqui.

— Claro mãe, pode deixar.

E voltei correndo para onde Eli estava.

Saímos andando pelo cidade, eu estava achando muito legal, nunca tive a oportunidade de explorar a cidade, sempre que vinhamos ficavamos vendendo nos mesmo lugares, para mim a cidade era incrível.

Eli andava meio receosa, e colocou o capuz novamento. Após andarmos um pouco, ela apontou para uma loja de armas. Fomos até lá.

Ela comprou duas espadas e me deu uma e disse:

—Já que você é meu protetor, precisa estar armado.Vamos até o porto, nunca fui lá.

— Certo, mas dizem que lá é perigoso.

— Que nada, só uma lenda para afastar crianças bobas.

E fomos indo para o porto. E no caminho fomos conversando. Ela fazia diversas perguntas. Expliquei onde eu morava, como era minha casa e falei sobre meu sonho de ser um cavaleiro. Ela achou uma coisa bem legal. Tentei perguntar sobre ela, mas o máximo que ela me respondeu foi que, seu nome era tudo o que eu precisava saber no momento.