Das Leben Kurz Schwarz
4 Capítulo 4 – O assassinato
Finalmente já haviam se completado os três meses.
Naquela manhã fiz como sempre fazia, fui até a parte leste da floresta, onde Eli me esperava. Não foi diferente naquele dia. Logo que cheguei ela disse:
— Hoje é o dia da tarefa. Primeiro vamos treinar pela manhã. E o treino de hoje será diferente. Está vendo aquele rio o qual é o limite de sua floresta?
— Sim, ele é bem fundo e meus pais me proíbem de ir lá.
— Pois é nele que vamos treinar. Hoje você vai nadar em um lugar bem fundo.
— Certeza? Sabe, meu pai me disse que há piranhas lá.
— Não tem nada, eu já verifiquei, isso é desculpa. Vamos lá. Pra dentro dele e comece e mergulhar. Vamos treinar quanto tempo você fica sem respirar debaixo da água.
Aquele foi o pior treino que já tive, eu tinha pavor de água, mas logo me acostumei. E só eu entrei na Água, Eli ficou fora dando as ordens.
Quando deu meio dia, Eli mandou parar o treino, me secar e disse que me explicaria.
Fiz o que ela pediu. Ela começou a explicar:
— Como você se lembra, eu te dei um trenamento básico e como recompensa você me faria uma tarefa. Pois bem, acho que você não sabe, mas meu pai é um nobre e amigo do rei. E ele me prometeu como esposa para o filho dele, o princípe Hernëst Drußnisch II. -Na hora que ela disse aquilo, uma forte tristeza me tomou. — O que foi? Seu semblante mudou de repente.
— Nada, só lembrei de uma coisa, quando você falou no sobrenome do príncipe eu lembrei do meu avô que morreu.
— Ah sim, mas voltando. Eu não quero me casar com aquele mané, já peguei ele várias vezes namorando algumas empregadas. E fora que ele é muito chato e se acha o tal. Então eu decidi matar ele e você vai me ajudar, nessa noite.
— O que? Estais louca? Isso é loucura, nós seremos presos e aí nossa vida acaba, seu pai vai ser acusado de traição.
— Não será, e nós não seremos presos. Como meu pai é o general, ele conhece todas as passagens do palácio. Apenas ele e a família real. Eu aprendi todas porque sou filha dele e já roubei vários papéis dele. Eu já poderia ter feito isso, mas o principe é o melhor espadachim desse reino. Ele é muito rápido, então preciso de você para tentar segurá-lo enquanto eu dou um golpe nele.
— Meu Deus, isso é loucura... E se matarmos ele? Como vamos fugir?
— Simples. Nós iremos pular no rio que cerca o palácio junto com o corpo do principe. Será fácil. Ninguém nunca irá suspeitar de nada.
— Certo, mas não acho isso certo.
— É certo sim, não gosto dele e não me casarei com ele. Bom eu vou indo, te espero aqui de noite. Trarei uma capa preta para você também.
E assim ela se foi, naquela tarde voltei para casa e logo fui deitar. Só levantei para jantar e após isso fui para meu quarto. Assim que deu de noite, pulei a janela e saí andando para o local, bem devagar.
Avistei ela no lugar marcado, com um capuz bem escuro. Assim que cheguei perto, tirou ela. Pecebi que ela tinha uma espada nas costas. Ela me deu o capuz e retirou e espada e disse:
— Essa aqui é a espada Schwarz, está na minha família há gerações, ela é mágica. -A espara era toda preta com o cabo dourado, devia ser de ouro puro. — Mas o único que sabe usar ela mais ou menos é meu pai. Mas vou usar ela para matar o principe.
— Certo, e minha espada?
— Ah, tome esta aqui, ela é envenenada, peguei do meu pai também, tente dar ao menos um golpe no principe, o veneno mata em uma hora. Eu trouxe uns 3 dardos tranquilizantes. Na hora te conto como será o plano. Agora me siga.
Me arrumei e fui seguindo ela, fomos em silêncio, era a primeira vez eu via aquele caminho. Atravessamos o rio, depois continuamos seguindo pela mata, demos a volta pela mata até chegarmos ao que parecia ser a parte de trás do palácio. Era a segunda vez que eu o via. Era lindo e grande.
Assim que chegamos, atravessamos o rio que cercava o palácio, chegamos na parede do muro. Eli simplesmente pegou uma chave e de repente, uma passagem se abriu. Eu achei aquilo muito legal.
Entramos e fomos caminhando, a passagem era bem escura. Fomos subindo, cheirava a mofo e dava para ouvir alguns barulhos de ratos. Então eli parou e me disse:
— Primeiro precisamos ser vistos por dois guardas.
— Ficou doida? Quer que nos peguem?
— Não, deixa eu terminar de explicar. Eles vão nos ver só com a capa e o capuz. Eu sei que os guardas de dentro do castelo não usam armaduras, logo, eu jogo os dados neles. Vão cair e quando acordarem só se lembraram de terem vistos duas pessoas emcapuzadas.
— Genial.
— Eu sempre sou. — Eli deu um sorrizinho após falar isso.
Ela abriu uma outra passagem, e fomos andando por um corredor bem bonito. Havimas moveis com pequenas estátuas de ouro, a parede era branca, o teto era todo colorido, com pinturas de deuses e seres, o piso era branco com alguns detalhes.
Continuamos andando, então dois guardas nos avistaram, logo vieram correndo para nos atacar. Eli simplesmente jogou os dardos e acertou os dois no pescoço. Logo caíram e começaram a dormir. Ela pegou os dardos de volta e voltou para a passagem.
Então continuamos na passagem escura, sempre subindo e virando. Eu não saberia voltar sem me perder. Eu preferia muito mais ir por dentro do palácio do que por aquelas passagens. Pra inicio eu nem acreditava no que estava prestes a fazer. Mas o importante era estar com minha amada. Assim fui pensando. O importante era estar com ela. Se morresse seria junto com ela, se fosse preso iria junto com ela e se tivessemos sucesso, eu me declararia para ela.
Então após muito tempo andando. Eli parou e me chamou:
— Chegamos, o quarto do príncipe é aqui ao lado. Ele estará deitado. Você pega espada e deixe perto do pescoço dele, mas deixa que eu o mato.
— Certo.
— Vamos, com cuidado.
Eli abriu mais uma passagem, entramos por ela. Vi pela primeira vez o príncipe, que logo morreria. Sua espada ficava atrás de sua cama, era aproximadamente do tamanho da de Eli. Cheguei por trás, e me posicionei.
Quando eli foi se posionar para dar o golpe, o principe acordou, e rapidamente chutou Eli e me empurrou. Quando dei por mim, ele já estava com a espada vindo em minha direção, ele era muito rápido, mas Eli também era e parou o golpe.
Ambos começaram a lutar, e lutavam muito bem e rapidamente, muito dos golpes eu não conseguia ver direito, de tão rápidos que eram.
Eu não consegui a me mexer, estava paralisado de medo. Nunca vi uma luta nesse nível.
Então, teve um momento em que as duas espadas se cruzaram. O capuz de Elisè foi para trás. O principe viu e começou a falar:
— Por que tú estas tentando me matar? Não me amas?
— Não, eu sempre te odiei, você não presta. Se eu casar com você, irá me trair.
— Da onde tirou essa ideia? Quem está traindo aqui é você, tentando me assassinar. Deixe isso de lado e não conto nada a ninguém. Deixo você e seu capanga irem tranquilos.
— Hm...Certo. -Ambos abaixaram as espadas. -Mas terá que me prometer que de agora em diante fará tudo o que eu pedir.
— É claro meu amor, mas antes só quero pedir uma coisa. Posso?
— O que?
— Revele para mim quem é seu capanga.
— Tudo bem, Kurz, tire o capuz.
Tirei meu capuz e olhei para o príncipe. Ele disse:
— Agora sou todo seu, meu amor.
— Certo, então tome.
Ela enfiu a espada no peito dele. O príncipe olhou para o peito e viu seu sangue escorrer e disse:
— Por que? Tú não me amas?
— Nunca amei e nunca irei te amar, traidor.
No momento que ela fez isso, acendeu uma luz vermelha contornando a espada nega, e o príncipe foi jogado pela janela. E logo após ouvimos um som de água. Corremos para ver.
Chegando na janela, vimos o corpo do principe no rio, que nesta parte do castelo estava com a água calma.
Eli pulou pela janela e eu fui atrás. Caímos no rio. O príncipe não parecia mais vivo, mas por garantia, Eli golpeou o príncipe algumas vezes com minha espada, para que ele fosse envenenado.
Então fomos levando o corpo até que ele achasse uma correnteza e a água o lavasse.
Um guarda percebeu o movimento, mas nós mergulhamos e tomamos rumo para a floresta Weiß. Logo o guarda voltou a seu posto. E então pegamos nosso caminho de volta.
Quando chegamos a parte leste da floresta, tentei botar meu plano de me declarar para Eli, mas não consegui.
Assim que paramos ela me abraçou e caímos no chão. Então ela olhou para meu rosto e disse:
— Nunca amei o príncipe, só tenho olhos para um.
— Quem é?
Ela não me respondeu, ao invés disso, me beijou...
Foi o melhor momento da minha vida, eu não estava acreditando no que estava acontecendo. Foi a melhor sensação que tive.
Após o beijo eu disse:
— Eu te amo.
— Eu sei, você sempre demonstrou ter uma queda por mim, e desde o primeiro instante que te vi, gostei de você. Você é muito corajoso. Não igual aquele príncipe boiola com cara de gay. O pai dele é insuportável, fora que ainda é gordo e fede. Com você eu me sinto bem. Você é a pessoa com quem quero viver o resto dos meus dias.
— Eu também penso assim. Quero me casar com você, fiz esse propósito e nada vai me impedir de cumpri-lo.
— É assim que eu gosto. Menino medroso.
Nos deitamos e ficamos olhando o céu, que estava muito lindo naquela noite, várias estrelas cadentes. Fiz diversos desejos. Desejos que envolvinham meu futuro com Elisè.
Após um tempo, ela se levantou e disse:
— Kurz, essa semana será difícil para mim e talvez até para você. Não haverá treino. Peço que semana que vem me espere para continuarmos nosso treino. Até.
— Até mais meu amor.
E assim ela saiu, sem o capuz, que jogou no rio. No caminho, limpou a Schwarz e jogou o capuz no rio, que ela havia sujado de sangue.
Fiquei olhando ela até ela desaparecer na escuridão. Voltei para casa muito feliz, minha vontade era de gritar.
Cheguei e não consegui dormir. Mas dessa vez o motivo era a extrema felicidade. Eu tinha uma companheira, que eu amava.
Fale com o autor