Darkness Night
1 Final Battle
Era uma noite fria, a lua imponente reinava solitária em meio a um céu sem estrelas, a brisa noturna agitava a grama daquela clareira, onde encontravam-se duas mulheres, uma delas aparentava ter seus 30 anos, tinha cabelos loiros curtos, duas grandes orelhas de raposa em meio aos cabelos e 9 grandes caldas, ela segurava com força o peito e respirava com dificuldade, suas roupas estavam em farrapos. A outra devia ter seus 25 anos, longos cabelos negros, vestia uma malha negra, por cima um hakama e um colete vermelho, duas longas mangas brancas cobriam seus braços e suas mãos estava cobertas de sangue.
Dou-lhe os parabéns Kyuubi no Kitsune, por durar mais de três minutos contra mim. — A mulher de vermelho falava enquanto se posicionava – mas com 3 costelas quebradas e o pulmão perfurado, essa luta já chegou ao fim.
Maldita sarcedotisa Hakurei – berrava a outra — eu jamais perdoarei o mal que você fez a minha mestra.
A loira saltou, ignorando completamente a dor, em um instante suas unhas cresceram e ela voou sobre a sacerdotisa, mas antes de suas garras alcançarem a adversaria, seu rosto foi atingido por um chute, o impacto a arremessou violentamente contra a floresta, 3 arvores cairam. A mulher de vermelho entrou na floresta calmamente, viu sua inimiga escorada em uma arvore que por pouco não caiu junto as outras. Em um segundo ela pois de pé a outra lhe erguendo pelo pescoço com apenas a mão esquerda, pois a direita desferia socos com selvageria. A mulher de orelhas de raposa cuspiu sangue, lagrimas escorriam pelos seus olhos, enquanto seus labios sussurravam palavras.
Está chorando, ahahahhah um monstro chorando. – a mulher de cabelos longos debochava – o que está sussurrando? Por acaso esta implorando por sua vida?
A sacerdotisa encosta o ouvido nos labios da outra para ouvir o que está falava.
Me... perdoe... Yukari-sama, não consegui vingar a senhorita Aomi.
Os olhos castanhos da Hakurei faiscaram de raiva, ela concentrou energia espiritual no punho, a qual fazia sua mão brilhar e desferiu o golpe de misericordia. Mas seu punho foi parado, uma mão saindo do nada, por uma fenda aberta na existencia segurou seu braço. Rapidamente a fenda se ampliara e de dentro saia outra mulher, está também era loira, seus longos cabelos eram presos por pequenos laços vermelhos, vestia um longo vestido roxo, e carregava um guarda-sol.
Enfim a poderosa Yukari apareceu – a sacerdotisa recuou em um salto – pensei que já não se importava com sua shikigami.
Perdoe-me Ran – Yukari falava – prometi a você que não lutaria, mais não posso perder outra pessoa importante.
Yukari-sama... – Ran esforçava-se – não... lute... você ainda... não superou... a morte da senhorita... Aomi.
O chão se abrira, em outra fenda, levando a Kitsune para um lugar seguro. As duas mulheres se encaravam, Yukari preencheu o céu com esferas de energias e arremessou contra sua inimiga.
Danmaku? Sabe que isso não faz efeito em mim.
A dona dos cabelos negros desapareceu frente aos tiros, surgindo atrás da outra, um soco poderoso rasgou o chão, Yukari escapou ilesa sumindo por um de seus portais.
Por que faz isso? — Gritava Yukari dos céus concentrando novamente outra chuva de disparos.
Que pergunta idiota. Vocês são youkais, monstros que comem humanos, e eu sou uma sacerdotisa, a sacerdotisa do templo Hakurei, a humana que mata os monstros.
A mulher alçou vôo, desfazendo a distância em segundos, atravessando pelo espaços entre os tiros, alcançou Yukari e desferiu um chute, este foi aparado com o guarda-sol, mas a força era tamanha que à arremessou contra o solo.
Então por que à matou? Por que matou sua propria amiga? Como pode matar Kirisame Mima?
Ela era humana igual a você, não era, Hakurei Kasuko?
Yukari desferia varias perguntas seguidas em quanto se levantava.
Você não imagina mesmo por que? — Kasuko perguntava – Ela era usuaria de magia, cedo ou tarde se tornaria uma bruxa, um monstro como você, o que eu fiz foi salvar sua alma de um destino cruel.
Salvar sua alma? O que fez foi tirar a vida de uma mãe e fazer uma criança orfã.
Ah, fala da pequena Marisa, ela nem vai sentir tanto assim, uma criança de menos de um ano não perceberá a falta – Kasuko sorriu maquiavelicamente – diferente de você que perdeu a filha.
O chão tremeu, o ar começou a esquentar, raiva plena podia ser vista no rosto de Yukari, inumeros portais abriram ao redor da sacerdotisa e dentro deles demônios, todas olhavam para Kasuko, concentravam em suas mandibulas deformadas chamas negras preparando-se para frita-la.
Aposto que pra fazer tudo isso você precisa de muita concentração – A sacerdotisa falava na maior calma.
De repente o peito de Yukari foi atravessado por uma espada, atrás dela um homem na casa dos 30 anos, cabelos negros presos por uma faixa branca, vestia um kimono azul com detalhes em branco, era um samurai.
Todos os portais se fecharam, Kasuko desceu lentamente, expressão de vitoria em seu rosto.
Mesmo sendo uma youkai poderosa não deve conseguir se mexer com uma espada abençoada no coração. — O homem dizia enquanto segurava o cabo da arma.
Maldito, quem é você? — Yukari berrou.
Deixe-me apresenta-lo, este é meu marido e pai de minha filha, Sanada Yosuda. — Respondeu Kasuko.
Bem acho que chegou ao fim, sua serva estava certa, não devia ter me enfrentado sem superar a morte de sua filha.
As energias espirituais da sacerdotiza se concentraram em sua mão, ela mirou o pescoço de Yukari.
Este é meu presente para você, vou mata-la do mesmo jeito que fiz com sua filhinha.
O sangue tingiu a grama de vermelho, seguido de um grito de dor.
Yosuda por quê? — Kasuko gritava para seu amante.
A espada tinha atravessado o peito de Kasuko, então está viu, que por baixo do vestido rasgado de Yukari havia um pequeno portal. E no seu rosto um sorriso maligno.
Gostou do MEU presente Kasuko. Yukari saltou para longe.
Você não notou, mas já sabia da presença desse homem, antes mesmo de nossa luta começar.
O quê? — Kasuko estava surpresa.
Mas o melhor foi este plano, no momento que ele me atacou, criei dois pequenos portais debaixo de minhas roupas, sua espada atravessou por eles sem tocar meu corpo. — E ela continuava – quando você baixou a guarda pensando que havia me vencido criei um terceiro portal atrás do seu marido e ela o empurrou para que ele a ferisse.
E isso é pela minha mestra. — Gritava de dentro do portal uma pequena youkai, ela aparentava uma criança de 10 anos com cabelos castanhos escuros, grandes orelhas de gato e um par de caudas negras, usava um vestido vermelho e rosa.
Obrigado Chen – Yukari agradecia – você não tem nem 2 meses em nossa companhia, mas já provou ser uma shikigami de valor.
Os olhos de Yukari brilhavam em meio a noite. Ela estralou os dedos das mãos.
É hora do troco
Um portal se abriu na frente de Yukari e outro na frente de Kasuko, a youkai mirou a ponta afiada do seu guarda-sol na fenda e a humana viu que o portal da sua frente mostrava a ponta do equipamento. Então com toda força Yukari enfiou o guarda-sol pela fenda.
Nãoooo! — gritava a sacerdotisa — De repente notou que o guarda-sol não a havia empalado.
Ela olhou para o lado. Seu rosto começou a se encher de lagrimas, novamente Yukari fazia um terceiro portal, so que este é que realmente ligava ao da sua frente, ele apareceu atrás da cabeça do samurai e foi ai que a ponta do guarda-sol entrou. O homem caiu morto, Kasuka caiu aos prantos.
Achou mesmo que eu te mataria tão rapido? — Yukari lambia os labios — Quero que você também sinta a dor de perder um ente querido. Mas agora chega, não aguento mais olhar pra sua cara.
Varios portais pequenos apareceram ao redor da sacerdotisa, todos ligados ao primeiro, Yukari novamente esfaqueou o portal com seu guarda-sol, só que desta vez o corpo de Kasuko era brutalmente perfurado. Berros ecoaram por toda Gensokyo, Yukari estava quase saciada, pois agora tinha vingado sua filha, no chão o corpo mutilado do que um dia foi uma mulher.
Só falta uma ultima coisa.
Yukari abrira um novo portal e por ele seguiu. Então surgiu no templo Hakurei, os selos que protegiam as entradas tinham perdido a força depois da morte da sacerdotisa, agora eram apenas pedaços de papel velho, ela entrou na construção e seguiu por seu corredor, aparentemente já conhecia o interior deste. Entrou em um quarto e viu deitado em um futon uma pequena criança, devia ter quase 1 ano.
Então esta aqui deve ser Reimu.
Ela abraçou a criança que logo acordou e começou a chorar. Devia ser fome ela conclui e rasgou o resto da roupa deixando o peito nu, a pequenina abocanhou o mamilo sem fazer distinção. Depois de amamentar a pequena, Yukari seguiu para fora do templo e abriu outro portal, de onde saiu uma gigantesca tartaruga.
Genjii.
Sim mestra Yukari.
Proteja a criança que mora nesse templo, se houver necessidade, qualquer que seja, me chame.
Sim mestra.
Vou agora dormir um pouco.
Genjii segui para dentro da construção mas antes de entrar viu que Yukari falou mais alguma coisa, mas não conseguiu distiguir.
Ela me tirou minha filha. — Yukari sorria. — Então você, será minha.
O sol timidamente nascia em Gensokyo.
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