Notas iniciais
Aproveitem o primeiro dia em Hogwarts da Sophia ;) Eu estou seguindo uma linha do Livro, mas pode ser que algumas coisas sejam mais parecidas com o filme. É uma mistura louca kkkk OBS: Sei que Aleto e Amico Carrow são irmãos no livro e no filme. Mas eu fiz eles pai e mãe da principal para dar certo a história. Boa leitura Potterheads

No dia seguinte eu só tive tempo de me arrumar rapidamente com minhas tradicionais (a partir de agora) vestes longas, peguei minhas coisas e corri para não perder o café da manhã.

Cheguei no salão e fui direto para o mesmo lugar de 6 anos atrás. Hermione, Rony e Harry ainda estavam na mesa conversando animadamente e comendo algumas coisas, eu não tinha tanta disposição assim logo de manhã, sou uma pessoa que não se dá bem com ninguém quando acorda cedo, eles me conheciam, mas mesmo assim tentaram me envolver na conversa como se eu estivesse com o mesmo animo que eles

– Hey bom dia, antes tarde do que nunca – Disse Rony tentando brincar comigo.

– Acordei minhas férias inteira sempre mais de meio dia. Tive sorte de conseguir acordar hoje e ainda ter café da manhã – Me servi com um suco de morango e um pedaço de torta de maça.

– Soph, você vai fazer N.I.E.M. de trato das criaturas mágicas? – Harry perguntou um pouco preocupado.

– Não acho que vai ser necessário para minha carreira de auror, sem contar que dá para aproveitar o tempo livre para estudar e terminar as lições que eu tenho certeza que não serão poucas – Percebi eles se entre-olharem com expressões preocupadas – Porque?

– É que Hagrid acha que nós quatro vamos fazer. Não tivemos coragem para contar a ele o contrário – Respondeu Hermione com o mesmo tom preocupado. Realmente, Hagrid vai ficar arrasado sem nós quatro em sua aula, sempre fomos os únicos alunos que mostrava algum interesse na aula.

– Vamos contar para ele depois do almoço, tudo bem por vocês? – Sugeri com um sorriso e recebi sorrisos de resposta.

Terminamos nosso café e fomos atrás da professora McGonagall para pegarmos nossos horários que nesse anos estaria um pouco mais complicado do que o normal. Esse ano só vamos fazer as matérias que quisermos e que tivemos uma nota que o professor aceite para continuarmos. No meu caso selecionei só aquelas necessária para ser auror já que tinha tirado nota boa em todas elas, já Harry e Rony ficaram para trás na matéria de poções, eles tiraram um excede expectativas, e eu tirei um ótimo.

Hermione foi a primeira a pegar os horários, e já correu para a primeira aula de runas antigas. Logo em seguida a professora se virou para mim simpática como sempre.

– Vamos lá senhorita Carrow – Ela pegou nas mãos minhas anotações e meus resultados do NOMs, olhava para os papéis com o óculos na ponta do nariz, o que era um pouco engraçado – Herbologia, Feitiços, Poções, defesa contra as artes das trevas, ótimas notas minha jovem, e sua nota O em transfiguração me deixou muito orgulhosa e nem um pouco surpresa, bom saber que você quer continuar – Me entregou meu horário pronto com um sorriso enorme nos lábios – Ainda está com o desejo de se tornar auror?

– Sempre foi meu sonho, e dos meus pais também. Espero conseguir notas boas nesses últimos anos que restam – Peguei o horário da mão dela bem satisfeita.

– Continue se esforçando e com certeza irá conseguir – Piscou para mim.

– Valeu professora, vejo vocês na sala comunal meninos – Após bater o olho no meu horário e ver que eu tinha uma aula vaga no primeiro período e acenei para eles, peguei minhas coisas e rumei para as escadas.

Só de saber que a primeira aula do ano seria com o Snape me dava vontade de me suicidar, aquele cara não para de pegar no meu pé e no pé do Harry desde o nosso primeiro ano, parecia que a vida dele era infernizar a nossa e isso estava nos cansando, sorte a minha que eu sempre me dei bem com a matéria que ele lecionava.

Peguei meu exemplar de um romance bruxo e me aconcheguei no sofá da sala comunal que se encontrava vazia no momento. Estava aproveitando meus últimos momentos livre de lição de casa, por que eu sei que ao final do dia eu vou ter uma pilha deles.

– Adivinha só – Harry e Rony cruzaram o buraco da mulher gorda super animados, e vieram na minha direção.

– Não faço mais adivinhação – Sorri brincando com eles, Rony mostrou a língua e Harry veio deitar a cabeça no meu colo.

– Muito piadista você – Rony sentou-se na poltrona ao meu lado.

– Obrigado, é um dom raro – Pisquei para ele e voltei minha atenção para meu livro, mas logo em seguida Harry fechou-o e pegou da minha mão – Hey...

– Vamos fazer poções esse ano – Sorriu torto e escondeu meu livro, um sinal de que queria a minha atenção.

– Como conseguiram esse feito? – Alisei os cabelos negros dele que sempre estavam meio bagunçados e olhei firme naquelas pérolas verdes que conseguiam ver até a minha alma.

– Slughorn aceita “excede expectativas” para continuarmos em sua matéria. Snape que era chato – Harry continuou sorrindo de uma maneira que fez meu coração parar por meio segundo e acelerar a batida logo em seguida.

– Snape “era” chato? – Retribui o sorriso e eu pude ver em seus olhos alguma coisa diferente, só não consegui interpretar o que era.

– Snape não é só chato – Rony se levantou e pegou um frisbee dentado na bolsa – Ele é irritante, malvado, provocador e meio idiota – Disse ao jogar o brinquedo, que girou na sala rugindo e tentando morder a tapeçaria.

– Eu acho que ele só é mal amado – Alisava o cabelo do Harry e ele estava gostando da situação, era estranho o poder que aquele garoto tem em mim ultimamente.

Ficamos ali de bobeira por uma hora, não consegui ler meu livro por que Harry me distraia de mais para eu conseguir focar em alguma coisa que não fosse aquela voz e aqueles olhos, e Rony acabou destruindo um vaso com seu frisbee.

Já entrando em depressão típica de primeira aula do ano, nós pegamos nossas coisas e descemos uns quatro andares para chegarmos a sala de Defesa contra as artes das trevas. Hermione já estava lá, carregava uma pilha de livros antigos, a cara de cansada não negava que a primeira aula fora mais difícil do que ela esperava.

– Quer ajuda Mione? – Perguntei solidaria, e ela agradeceu quando eu peguei dois livros para mim – Tudo isso é dever de casa?

– Sim, e espere só, aposto que Snape vai dar o dobro disso.

– Vira essa boca para lá... – Rony resmungou e no mesmo segundo uma figura preta com o rosto amarelado abriu a porta calando todos os alunos. Os cabelos escorridos caiam em cortinas pelo rosto dele encontraram um pouco de luz solar que cruzavam algumas brechas. Snape resmungou um “entrem” com sua voz tediosa e nós obedecemos sem exitar.

A sala estava com estilo totalmente Snape, aposto que ele sonhou com esse dia por sua vida inteira. O ambiente mais escuro que o normal estava abafado devido as velas que iluminavam parte da sala, tornando mais difícil a tarefa de se sentir bem. Para completar tudo, as imagens nos quadro foram trocadas, agora estava muito pior, partes do corpo torcidas, pessoas sofrendo, horríveis ferimentos pareciam querer assombrar todos os alunos. Um morcego grande e velho que eu carinhosamente chamo de professor Snape cruzou a sala, sua veste preta esvoaçante me fazia ter vontade de rir todas as aulas.

– Eu não lhes pedi para pegarem seus livros – Disse Snape já atrás de sua mesa, fuzilava a mesa que Hermione estava sentada. Ela permaneceu quieta e escorregou seu exemplar de “Enfrentando o Sem-Rosto” de volta para dentro da mochila e guardou tudo debaixo de sua carteira — Eu quero falar com vocês e quero toda sua atenção — Seus olhos negros percorreram a sala inteira, claro que sempre demorando mais ao cruzar os meus e mais ainda ao cruzar os do Harry que estava sentado ao meu lado — Vocês tiveram cinco professores nessa matéria até agora, eu acredito.
Naturalmente, esses professores todos tiveram seus próprios métodos e prioridades. Dada a confusão, estou surpreso que tantos de vocês conseguiram um N.O.M. nessa matéria. Estarei ainda mais surpreso se todos conseguirem fazer os trabalhos de N.I.E.M., que serão bem mais avançados — Snape andou pelo canto do quarto, falando agora numa voz mais baixa; a classe inteira esticou seus pescoços para mantê-lo em vista — A Arte das Trevas, são muitas, variadas, sempre mudando e eternas – Depois disso meu cérebro entrou em modo descanso, nunca consigo prestar atenção nesses discursos de boas vindas, ainda mais quando ele é feito pela voz tediosa e baixa do Snape.

Ele andava pela sala exaltando as artes das trevas o que me dava nojo, olhei para um lado e vi Hermione prestando total atenção no que o professor falava, olhei para o outro e vi Harry assim como ela também prestando atenção, era só eu que não ligava para nada que esse homem falava?

– Muito bem, senhorita Granger? – Disse Snape desconfortável.

– Seu adversário não terá nenhum aviso sobre que tipo de magia você irá utilizar — Disse Hermione — O que lhe dará uma vantagem de uma fração de segundo.

– Um resposta copiada quase palavra por palavra do Livro de Feitiços, Série 6 – Snape zombou da Hermione, e eu consegui ouvir uma risada irritante do outro lado da sala do Malfoy — Mas correta na essência. Sim, aqueles que progridem em usar mágica sem falar os encantamentos ganham um elemento de surpresa ao fazer feitiços. Nem todo bruxo pode fazê-lo, claro; é uma questão de concentração e poder mental que alguns – olhou profundamente para Harry mais uma vez — Não possuem – Vi meu melhor amigo ficar vermelho de raiva depois desse comentário, mas ele se recusava a desviar o olhar dos olhos de Snape, acredito eu que por questão de dignidade.

– Vocês irão se dividir em pares — Snape continuou — Um irá tentar azarar o outro sem falar. E o outro irá tentar repelir a azaração no mesmo silêncio. Comecem – Ordenou e nós obedecemos formando pares.

Como de costume eu fiz par com Hermione e Harry fez par com o Rony. Conseguia ouvir uma considerável parte da classe murmurar algumas azarações e outra parte murmurar um feitiço de proteção. Hermione tinha os lábios em uma linha reta e fina pressionando um no outro para impedir de que alguma palavra escapasse e eu a imitei. Tentamos ao máximo, alguns minutos depois eu consegui lançar uma azaração dos braços moles e Hermione repeliu sem nenhum problema. Snape só ignorou esse feito por puro orgulho. Eu já tinha treinado isso antes, mas ainda era difícil, meu pai e minha mãe como aurores sempre me ajudavam bastante nessa matéria que se tornou uma das minhas preferidas.

Desviei minha atenção tentando descansar um pouco e vi Rony ficando num tom de roxo, era bem provável que ele ficasse ali até amanhã sem conseguir soltar uma mísera azaração.

– Patético, Weasley — Disse Snape, depois de algum tempo observando a dupla – Aqui, deixe eu te mostrar – Ele virou sua varinha para Harry tão rapidamente que Harry agiu instintivamente. Esqueceu todo pensamento de um encantamento não-verbal e gritou “Protergo” em alto e bom tom. Seu Feitiço de Escudo foi tão forte que Snape perdeu o equilíbrio e bateu numa mesa, caindo logo em seguida junto com uma cadeira. A sala toda olhou e agora observava Snape se levantar, irritado, muito irritado – Você se lembra de que nós estamos praticando feitiços não-verbais, Potter?

– Sim – Disse Harry, rígido.

– Sim, senhor.

– Não precisa me chamar de senhor, Professor. – Harry respondeu antes mesmo de perceber a gravidade dos problemas que suas palavras poderiam lhe custar. Alguns garotos da grifinória (inclusive Rony) começaram a rir, o que foi um erro maior ainda.

– Detenção, sábado à noite, no meu escritório – Disse Snape – Eu não aceito insulto de ninguém, Potter... nem mesmo do Escolhido – Harry fechou as mãos controlando sua raiva e só assentiu.

Após o ocorrido Snape passou a lição de casa mais enorme que alguém já viu na aula de retorno das férias, o sinal bateu anunciando o final dessa tortura que chamam de aula, eu peguei minhas coisas e ajudei Hermione com as dela.

– Boa reposta Harry, pena que lhe rendeu uma detenção já no primeiro dia – Eu disse trocando o nosso toque de mão.

– Valeu – Ele sorriu de lado meio desanimado.

– Oi? Só eu aqui achei que foi muito errado responder o professor desse jeito? – Hermione parecia um pouco nervosa.

– Acho que sim – Disse Rony zombando dela – Harry fez o que todos daquela sala queriam fazer, inclusive você.

– Mas não justifica – Hermione não se daria por vencida e nós resolvemos aceitar isso.

– Harry! Ei, Harry! — Jack Sloper, um dos batedores do Time de Quadribol da Grifinória do ano anterior, veio correndo em nossa direção segurando um rolo de pergaminho na mão e o máterial escolar na outra.

– Isso é para você – Disse Sloper — Escuta, eu ouvi dizer que você é o novo capitão. Quando é que ocorrerão os testes?

– Ainda não tenho certeza – Disse Harry sem ligar muito para o garoto a nossa frente – Eu te aviso quando decidir – Harry desenrolou o pergaminho e começou a ler deixando Sloper falando sozinho.

Espiei o pedaço de pergaminho que ele lia e vi a inconfundível letra fina e obliqua do nosso querido diretor. Continuamos andando juntos pelo corredor sem prestar muita atenção no que acontecia ao nosso redor.

– Ele gosta de Acid pops? – Disse Rony confuso e um pouco perplexo.

– É a senha para passar pela gárgula que fica do lado de fora do escritório – Harry sussurrou para que só nós escutássemos.

– Hey, acho que Snape não vai gostar nada disso – Apontei o horário que Dumbledore queria ver Harry no sábado.

– Verdade, não poderei comparecer a detenção – Harry sorriu abertamente.

Ficamos no salão principal durante todo intervalo imaginando o que Dumbledore queria ensinar Harry, e eu sabia que teria que repassar essa informação ao Lorde, preciso a todo custo provar minha lealdade a ele para que não desconfie de nada.

O intervalo passou rápido, obrigando Hermione ir para a aula de Aritmancia e me deixando com os dois patetas na sala comunal da grifinória fazendo o dever de casa do Snape.

Se eu não tivesse ali eles iriam demorar mais do que demoraram, quando fomos para o almoço já estávamos com quase metade do dever pronto. Hermione ajudou a gente no período livre depois do almoço e fomos para a aula dupla de poções com o dever de DCAT pronto.

O sono me fez de vítima depois do almoço e continuou comigo na aula de poções, então assim que eu me sentei entre meus amigos fiz questão de deitar minha cabeça no ombro do Harry e fechar meus olhos. Tinha um caldeirão a nossa frente que emitia uma fumaça meio dourada que não tinha cheiro nenhum, o único cheiro que eu sentia vinha do ombro em que eu estava deitada, enchia meus pulmões e me deixava bem alegre com isso.

– Me avisa quando o professor chegar – Falei com a voz meio mole.

– Não acha melhor acordar logo de vez, é bom sempre causar uma impressão legal com o professor novo – Ele pegou minha mão na dele e começou a fazer carinho na mesma.

– Mas eu estou com tanto sono, Harry – Resmunguei e no mesmo momento ouvi a porta se fechar, o que fez com que eu me endireitasse na cadeira no mesmo instante.

Slughorn entrou na sala animadamente, sorriu sugestivamente para Harry o que deu a entender que ele vira a cena de eu deitada no ombro dele e achou que tinha algo a mais entre nós.

– Agora – Disse Slughorn, cujas linhas massivas estavam tremendo atrás dos vapores das poções — Balanças para fora, todo mundo, e seus kits de poções, e não se esqueçam de suas cópias do Livro Avançado de Poções...

– Senhor? – Chamou Harry, levantando a mão.

– Sim, Harry...

– Eu não tenho um livro, nem Balanças nem nada, nem Rony tem, nós não sabíamos que poderíamos fazer o N.I.E.M., entende?

– Ahh, sim, a Professora McGonagall mencionou... não se preocupe, meu garoto, não tem por que se preocupar. Você pode usar os ingredientes do armário da sala por hoje, e eu tenho certeza de que podemos lhes emprestar umas balanças, e tenho uma caixa de livros velhos aqui, que servirão até vocês escreverem para Floreios e Borrões...

Slughorn ajudou Harry a pegar os materias para iniciar a aula, e eu consegui ver uma careta de reprovação vindo da mesa onde sentavam quatro sonserinos, inclusive Malfoy.

– Agora, vocês já devem ter percebido que eu preparei algumas poções para vocês darem uma olhada, só por curiosidade – Ele sorriu e respirou fundo inflando ainda mais a barriga que já tinha expulsado pelo menos um botão da camisa que vestia – São os tipos de poções que vocês devem estar aptos a fazer quando terminarem seus N.I.E.M.s. Claro que já devem ter ouvido falar em pelo menos uma, mesmo nunca as tendo preparado... Alguém pode me dizer o que é essa...

Ele indicou o caldeirão perto da mesa da Sonserina. Eu e o resto dos alunos nos inclinamos para ver o que era, e parecia somente água fervendo num caldeirão, cheguei até a achar que era uma pegadinha, mas a mão da Hermione levantada me provou o contrário.

– É Veritaserum, uma incolor e inodora poção muito poderosa, que força a quem toma-la falar a verdade – Disse Hermione convicta e orgulhosa.

– Muito bem, muito bem – Replicou Slughorn feliz com a resposta – Agora – Continuou, apontando para o caldeirão perto da mesa da Corvinal – Essa é bem conhecida... Tem aparecido nos folhetos do Ministério ultimamente... Quem poderia...?

Dessa vez foi minha mão que atravessou o ar antes da mão da Hermione. Ele sorriu satisfeito para nossa mesa e apontou para mim.

– É a poção Polissuco, senhor – Disse ao avistar a substância lentamente borbulhante, parecida com lama no segundo caldeirão, que nós quatro preparamos em nosso segundo ano no colégio. O professor ficou ainda mais satisfeito.

– Excelente, excelente! Agora essa aqui... sim querida? – Ficou surpreso com a rapidez de Hermione.

– É Amortentia!

– Realmente, é. Parece quase uma tolice perguntar – Disse Slughorn, que parecia muito interessado – Mas eu acredito que você saiba o que ela faz?

– É a mais poderosa poção do amor no mundo! – Disse Hermione.

– Certo! Você a reconheceu, eu suponho, por seu distinto brilho de pérola?

– E pela fumaça subindo em suas espirais características – Confirmou Hermione, entusiasmada — E ela deve cheirar diferentemente para cada um, dependendo do que nos atrai, e eu posso sentir grama recentemente cortada, pergaminho novo e... – Mas ela ficou levemente rosada e não completou a frase. E eu tentei realmente sentir o cheiro da poção, mas a única coisa que eu conseguia cheirar era o perfume de Harry ao meu lado.

– Posso perguntar seu nome, minha querida? – Perguntou Slughorn, ignorando a vergonha de Hermione.

– Hermione Granger, senhor.

– Granger? Granger? Por acaso você tem algum parentesco com Hector Dagworth Granger, que fundou a Extraordinária Sociedade dos Fazedores de Poções?

– Não. Eu acredito que não, senhor. Eu nasci Trouxa, você sabe – Ela disse ainda com mais vergonha do que já estava.

Eu vi Malfoy se aproximar de Nott e sussurrar algo; ambos riram, mas Slughorn não se importou; ao contrário, abriu um sorriso e olhou de Hermione para Harry para mim com um sorriso no rosto que chegava até a ser exagerado.

– Há! Duas amigas, uma é nascida trouxa, e ela é a melhor do nosso ano! Acredito que estas são as amigas das quais você me contou, Harry?

– Sim, senhor – Confirmou Harry orgulhoso.

– E qual o seu nome querida? – Slughorn apontou para mim, e foi minha vez de ficar com as bochechas coradas.

– Sophia Carrow, senhor – Observei ele ficar um pouco espantado, creio por que ele deve ter conhecido meus pais, e essa primeira impressão nunca é uma boa.

– Filha de Aleto e Amico Carrow? – Pude perceber certo medo na voz dele, era assim sempre, já tinha até me acostumado.

– Sim, professor.

– Conheci seus pais no passado – A careta dele só piorou – Espero que eles estejam bem – Sorriu sem graça e tornou sua atenção para a classe – Como primeira tarefa do curso, eu quero que vocês...

– Senhor, você não nos disse o que tem nesse – Disse Ernie Macmillian, apontando para um pequeno caldeirão preto em cima da mesa de Slughorn. A poção dentro estava pulando e caindo; era da cor de ouro derretido, e grandes gotas estavam pulando como peixes dourados sobre a superfície, mas nenhuma gota caiu.

– Ha – Ele indagou satisfeito, eu tinha certeza que Slughorn não tinha esquecido dessa poção, mas estava esperando para ser perguntado sobre ela para ter um efeito mais dramático — Sim. Aquilo. Bem, aquela, senhores e senhoras, é uma interessante poção chamada Felix Felicis. Eu acredito – Ele se virou para nossa mesa – Que vocês saibam o que Felix Felicis faz, Senhorita Granger, Senhorita Carrow?

– É sorte líquida – Eu respondi me lembrando de quando meu pai me mostrou essa poção no meu primeiro ano, ele já desconfiava que eu poderia cair na grifinória, e me deu a poção com esperanças que eu fosse para Sonserina. Claro que a minha sorte foi cair na casa que estou hoje com os amigos que tenho – Te deixa sortudo.

– Correto, pegue outros dez pontos para a Grifinória. Sim, é uma poção interessante, a Felix Felicis. Incrivelmente traiçoeira de se fazer, e desastrosa se errar. Porém, se feita corretamente, como essa aqui, você vai descobrir que todas suas ações vão tender ao sucesso... pelo menos até o efeito acabar. E ela será a recompensa da nossa primeira lição de hoje. O sortudo que conseguir executar, não perfeitamente, mas o mais fiel possível a poção Morto Vivo irá ganhar um frasco com a Felicis que lhe dará sorte por doze horas. As instruções estão na pagina dez de seus livros, podem começar.

Abri meu livro e comecei a tarefa. Selecionei todos os ingredientes apontados como necessários e os coloquei em cima da mesa para finalmente por a mão na massa e começar a preparar a poção. Todos na sala estavam concentrados, só se escutava as balanças medindo a quantidade de ingredientes e os caldeirões fervendo.

O professor andava pelas mesas observando nosso trabalho, o que era uma maneira intimidadora de fazer com que a gente errasse no preparo.
Com a aula quase no final, eu estava na metade da poção, ela tinha uma cor preta, o que o livro indicava como normal.

– Hey, olha aqui no meu livro. Tem algumas anotações que tornam impossível o ato de seguir as instruções corretamente – Harry disse me mostrando o livro de poções – Só que essas anotações são ótimas, olha minha poção – Ele mostrou a poção quase finalizada, estava clara como o livro descrevia – Deveria ser de um aluno bom nessa matéria...

– Ou deveria ser um idiota tentando pregar uma peça com o livro – Hermione já tinha o cabelo totalmente levantado por conta da fumaça que tomava conta da sala. Ela odiava trapassa, ainda mais quando isso poderia favorecer alguém tornando a pessoa melhor do que ela.

– Eu acho que são dicas mesmo. Ai ta falando para mexer sete vezes no sentido anti horário e uma vez no sentido horário – Tentei fazer conforme o livro pedia e o sucesso foi imediato, minha poção ficou com uma cor mais clara, parecendo bem mais com a de Harry do que com a do resto da sala – Funciona mesmo – Eu disse espantada – E você achando que iria se dar bem sozinho – Brinquei com Harry e ganhei um sorriso sincero dele.

Todos tinham uma poção escura no caldeirão, menos eu e Harry, o que deixou Hermione furiosa por nós estarmos seguindo outra coisa a não ser o livro, e Rony decepcionado por não compartilharmos nossas dicas com ele a tempo de ele conseguir corrigir a poção azul escura dele.

– E o tempo acabou, parem de mexer! Por favor – Slughorn anunciou colocando-se a frente da sala – Vamos ver o que vocês conseguiram.

Slughorn foi de mesa em mesa observando as poções, na maioria das vezes torcendo o nariz e franzindo a testa em desaprovação para aquilo que os alunos produziram. Ele mexia e cheirava as poções só para não falarem que ele não avaliou corretamente.

Quando se aproximou de nossa mesa veio um sorriso de satisfação e animação na hora.

– O que temos aqui? – Ele mexeu na poção da Hermione um pouco decepcionado com o resultado – Está boa, mas dava para fazer melhor...

– Sim, o resultado não foi como eu esperava – Ela sorriu sem graça também desapontada.

– E você senhor Weasley? – Ele tampou o nariz ao se aproximar do caldeirão de Rony que tinha um liquido viscoso e azul escuro – Sugiro um pouco mais de treino para ficar aceitável.

– Tudo bem professor – Rony abaixou a cabeça também bastante decepcionado com o desempenho dele.

– Mas sem dúvidas essa mesa está bem a frente das outras, se daqui sair o vencedor, serei obrigado a dar mais trinta pontos para a Grifinória – O Professor anunciou fazendo com que as outras mesas ficassem morrendo de inveja – Senhorita Carrow, isso é uma obra de arte – Ele deu o maior sorriso ao mexer na minha poção – Arriscaria dizer que se tomasse essa poção ficaria adormecido por mais de horas. Um ótimo trabalho – Ele quase pulava de animação, olhou para o lado e sorriu mais ainda – Só vai perder infelizmente para a poção do nosso querido Harry, um trabalho de um verdadeiro mestre em poções, puxou muito de sua mãe, ela era a minha melhor aluna.

– Obrigado professor – Harry sorriu orgulhoso ao ser comparado com a própria mãe.

– Então tempos um vencedor – Horácio pegou o pequeno frasco da poção da sorte e entregou a Harry – Muito bem meu rapaz!

Harry guardou o pequeno frasco a tempo de bater o sinal encerrando a aula dupla que tivemos. Guardei minhas coisas e segui para fora da classe o mais rápido possível. Minha marca estava incomodando bastante agora, e com isso eu me sentia suja, me sentia como a verdadeira traidora que eu sou, não me sentia digna de ficar ao lado dos meus amigos.

Notas finais
Obrigado pela leitura, até o próximo capítulo. Não esqueça de comentar aqui em baixo, gosto de conversar com os leitores ;*