Darkness Feed

54 Talvez eu não vá.


Notas iniciais
Beeem, esse capt pode talvez agradar á Tiazinha456, se não agradar, por favor não me mate.
Até algum outro momento povu.

- Eu não acredito que você fez isso. — diz Brook me encarando.

**

- Não acredito que você fez isso. — B. e um grupo de garotos me encara, apoiando-se em espingardas ao lado da cerca de metal.

Escuto os ruídos de pássaros, que completa a paisagem assustadora aqui atrás.

Brinquedos quebrados e sujos, grama baixa, seca e amarelada, uma cerca enferrujada e uma camionete prateada no fundo.

Mas o que...?

Tem um amassado ali.

Ah... Eu me lembro o que foi.

E não. Shan não precisa saber disso.

- Expulsou Shannon Miller do seu dormitório? — pergunta B. — Você não é um dos Jones.

- Você nem a conhece.

- É, mas histórias das outras Miller circulam por aqui querido Nathan. — diz um garoto que todos chamam de Gabe.

- Está falando da mãe dela? — pergunto com o cenho franzido.

- Histórias circulam Nathan. Dizem que a tia dela não era tão santa assim.

Eles começam a rir e tento imaginar se garotas são idiotas assim também.

**

- Não acredito que falou isso. — Uma garota que chamam de Frankie me encara, deitada de bruços em minha cama. — Nathan é um gato, como pode falar isso?

- Ele atirou uma garrafa de cerveja em mim. — digo brava.

- E daí? — Brook revira os olhos e vejo que bastante gente está nesse quarto, mais pessoas que me lembro de terem passado por aquele corredor apertado. — Ele continua sento gostoso.

- Ei. — digo irritada. Já é a décima vez que chamam Nathan de gostoso e isso está começando a me incomodar.

- Ahá! — grita Brook apontando para meu nariz. — Você se importa com o Nathan.

- Não. Eu me importo com o fato de vocês falarem que o Nathan é gostoso.

- Mas ele atirou uma garrafa de cerveja em você.

- Nós dormimos no carro dele. Acho que eu... — digo começando a me sentir importante, mas logo me arrependendo de ter falado a primeira frase ao ver todas me olhando boquiabertas.

- Você disse que vocês não eram nada.

- E não somos.

- Ainda gosta do seu namorado vampiro? — Frankie sorri.

- Ele não é um vampiro! — grito encarando seus olhos castanhos. — Nathan é um idiota! — Jogo-me na cama de Brook, ao lado dela e bufo.

- Mas ele atirou uma garrafa de cerveja em você. — diz ela e começa a rir. — Ele gosta muito de você, mas continua sendo um dos Jones e é melhor ter cuidado com ele.

- Porque todos conhecem os pais de todo mundo? — pergunto.

- É complicado. Pode-se dizer que nossos pais queriam a cura. Quer dizer, eles estavam criando uma, mas todos acabaram morrendo. Meg meio que queria criar uma colônia para qualquer um, mas especialmente para os filhos ou parentes dos cientistas malucos. E parece que Meg já dormiu com o pai do Nathan, então ele tem uma coisa especial.

- Eles são iguais. — murmuro encarando um fio solto na colcha branca. — Eu vi os dois juntos e é assustador. — digo e balanço a cabeça. — Eu juro, eles são iguais.

**

- No carro? — grita Gabe, depois que B. foi embora.

- Cale-se. — digo revirando os olhos. — Não sei se Shan quer que a colônia inteira saiba!

- Cara... — diz um garoto do outro lado da cerca. — Desculpe-me por meu intrometimento, mas acho que ela ainda gosta do tal namorado vampiro,

- Porque acha isso? — pergunta Gabe.

**

- Você ainda gosta dele? — pergunta Frankie. — Mesmo que não seja um vampiro. Dane-se. Você ficou com o Jones, não com o Sr. Mordida na coxa que tira pedaço.

- Eu sei. — murmuro com as mãos cobrindo os olhos. — Não me pressionem.

- Mudando de assunto. — diz Brook sorrindo. — De acordo com Gabe, a festa do B. será a melhor do ano. E convenhamos, ele é um dos favoritos da Meg... Então é claro que vai rolar.

- Uma festa? — pergunto. — De noite?

- Ah, qual é. É só uma noite. Se os bichos entrarem bam! atiramos neles.

**

- E ai? — Gabe segura meu ombro, enquanto Shan passa pela porta com Brooklyn e mais algumas garotas.

Aceno e ela revira os olhos.

- Pare de ser chata! — grito.

Ela para de andar.

**

- Eu falei. — diz Brook, enquanto encaro Nathan gritar para que eu pare de ser chata.

- O que quer que eu faça? — grito de volta.

Ele sorri e morde o lábio, fazendo as garotas gritarem ao meu lado.

- Não! — grito.

- Eu vou ai! — grita ele sorrindo.

Ando dois passos e cruzo os braços, encolhendo os ombros.

- Você é muito estúpida. — murmura Frankie.

- Duvida que eu vá lá?

- Sim. — Ela cruza os braços e arqueia as sobrancelhas.

- Eu não vou. — digo. — Não é certo brincar assim com as pessoas.

- O que você faria para brincar com alguém? — Sinto algo envolver minha barriga. Encaro-o com o cenho franzido. — Eu corro rápido.

- Notei. — digo sorrindo.

- Hã... — diz Brook. — Bem, eu vou... Nós vamos... Ajeitar as coisas para a festa e... Nos falamos depois ok Shan?

- Não. — digo me soltando dele. — Eu vou junto.

- Quem disse? — Nathan segura meus ombros.

- Me solte! — grito.

- Não.

- Nathan!

- Eu quero um beijo! Agora! — grita ele, fazendo todos olharem para mim.

- Porque? — sussurro.

- Porque eu fico me sentindo uma vadia. — Ele ri e sussurra. — Eu estou mal. Não acredito que fez isso comigo ok? — Continuo encarando seus olhos. — Sabe, você deveria estar com os lábios nos meus agora

- Deveria?

- Sim.

- Então tchau. — digo andando na direção de Brook.

Ele me puxa pela cintura e segura meu pescoço com força.

- Ok. — Ele beija meus lábios. Segurando meu pescoço gentilmente quando apoio meus braços em seus ombros. — Viu?

- Cale-se. — digo ainda de olhos fechados, escutando-o rir. Me afasto dele e começamos a rir. — Te vejo na festa.

- É, talvez. — Ele diz.

- Porque, talvez?

Ele encolhe os ombros.

- Talvez eu não vá. E se eu não for, você deveria fazer o mesmo. — Ele começa a andar de costas. — Eu ainda vou ficar com você novamente dentro daquele carro.

- Não, não vai.

- Você duvida?

Encolho os ombros e ando até Brook.

Notas finais
Nathan, Nathan... Você só podia ser filho do John.
Caso da Meg com o tio John... Hmmmm