Darkness Feed
56 Sem ficar bêbado nem virar bicho ok?
Notas iniciais
(222 é uma das tatoos do Adam Levine - vocalista gato le~arrepio - e é o número da sorte deles, pq foi o número de endereço da primeira gravadora deles e ah, se quiserem saber disso vão para a wikipedia e pesquisem Maroon 5. Enfim. Valeu mesmo povu.
Tem Nathan bêbado nesse capt.
(eu sei q tem gente que gosta, não neguem)
Escuto os barulhos dos pássaros e sinto minha cara ser queimada pelo sol.
Esfrego os olhos e olho para o lado, encarando as costas de Nathan.
Cutuco sua espinha e ele se sacode, como se ficasse arrepiado.
- Como sabia como me acordar?
- Não sabia. — digo rindo.
- Só minha mãe sabia disso. — Ele sorri e me encara. — Agora você também.
**
Encaro seu rosto e sorrio.
Os olhos arregalados por motivo algum, os lábios avermelhados e a carinha de irmã de Abe.
Olho para a cerca e tenho vontade de explodir.
Gabe e Brooklyn encaram o carro rindo.
Tiro a blusa de Shan do chão e coloco em seu colo, colocando minha camisa.
Descemos do carro e Brooklyn cruza os braços encarando o rosto de Shan.
- E a senhorita diz que não se importa. — Ela ri e entrega as botas que Shan usava ontem. — Achei-as por ai. — Ela dá de ombros e começa a rir. — Só avisando, a loira que você beijou ontem está bem confusa. E eu me dei ao trabalho de explicar, mas ela não entendeu. Então eu disse seu nome inteiro e ela começou a rir, dizendo que entendia.
- Que bom. — digo de braços cruzados.
- Mas a senhorita deve explicações ao B. Ele está realmente chateado. — Ela encara Shan com um olhar sério e os braços cruzados.
- É mentira. — B. anda até ela e beija sua bochecha, logo olhando para mim e se afastando um pouco. — Desculpa. Me esqueci que... Enfim. — Ele dá de ombros. — Foram só beijos e não me importo.
**
Nathan revira os olhos duas ou três vezes, até que beijo seus lábios e ele ri.
- Você é muito estranha.
- Nós somos muito normais. — digo enlaçando seu braço com o meu e sorrindo.
- Normais. — Ele repete concordando com a cabeça.
- Muito. — diz Brook rindo. — Vocês não brigaram?
Nathan dá de ombros.
- Porque nós brigaríamos?
- Ela me beijou. — B aponta para seu peito.
- Você beijou a garota plagiadora da vovó Nancy. — diz Brook.
- Vovó Nancy? — pergunta Nathan.
- Minha avó. — diz Brook balançando a mão para que esqueçamos o assunto. — Então... Viram quem atirou no bicho ontem? Meg está atrás de quem fez isso.
Nathan levanta a mão.
- Ah, porque ok. Vamos interromper para matar um bicho? — diz Brook. — Me poupe.
- Não estávamos...
- Me engana que eu gosto. — Brook cruza os braços e me encara revirando os olhos. — É sério? É, você e seu pai tem super poderes, como dia minha tia.
- Como assim? — pergunta Nathan rindo.
- Nathan, você não é burro. — Brook encara a cara confusa de Nathan e cruza os braços. — Minha tia diz que seu pai é bom de cama.
- Ok, eu poderia morrer sem essa informação. — diz Nathan de olhos fechados.
- Você que ficou com essa cara confusa, não eu. — Brook pisca os dois olhos e começa a rir. — Shan disse que você é a cara do seu pai.
- Você... — Nathan me encara. — Você disse que eu sou bonito.
- Nunca disse que o John não era. — digo. — Seu pai é...
- Cale-se. — Nathan coloca a mão sobre minha boca. — É sério. Não será a primeira a dizer isso. Ás vezes eu tenho vontade de socar minha própria cara e quebrar meu nariz.
- Isso vai deixar você com o nariz quebrado, não menos parecido com seu pai. — diz Brook. — Seu pai é um gato.
- Brooklyn! — grita Nathan cobrindo os olhos com as mãos.
- Nunca mais me chame de gostosa e eu calo minha boca. — Brook sorri e B. começa a rir.
- Vocês acabaram de chegar. Estou aqui á dezessete anos. Acredite, fica bem pior.
**
As garotas gritam e riem ao falarem da festa de ontem.
Com quem ficaram, com quem queriam ficar, mas que ficou com outra pessoa — o que causava mais uma de várias outras discussões que tiveram aqui em menos de meia hora.
A porta se abre e Nathan aparece, com uma garrafa de cerveja e o andar de alguém realmente bêbado.
- Não atire isso em mim ok? — murmuro.
Algumas garotas ficam em seu caminho e ele ergue os braços.
- Saiam do caminho vadias! — grita ele e as garotas saem do caminho, rindo. — Shan! — Ele encara uma outra garota e franze o cenho. — Você não é a Shan. — Ele balança os cabelos da garota que ri. — Shan! Eu estou bêbado, não consigo ver você se ficar se escondendo.
- Eu estou aqui. — digo acenando, me levantando da cadeira de metal. — O que você quer? Nenhum dos seus amiguinhos está aqui.
Ele vem em minha direção e segura meus ombros.
- Eu estou bêbado. — diz ele encarando meus olhos.
- Notamos. — digo.
- Eu queria te dizer uma coisa. — Ele pisca várias vezes e segura meu rosto de uma maneira nada gentil e sorri.
- Primeiro solte a garrafa. — digo.
Ele deixa a garrafa cair no chão e suspira.
- Quando eu atirei a garrafa em você. Eu...
- Sinto muito? — pergunto, completando sua frase.
- Não. — diz ele. — Eu estou bêbado.
Eu e Brook nos entreolhamos e começamos a rir.
- Vem. — digo rindo e segurando seus ombros, guiando-o até a porta. — Você precisa dormir.
- Eu estou bêbado. Mas preciso de mais. — diz ele com a voz lenta, me fazendo rir.
- A única coisa que terá é seu travesseiro. E depois vou bater em sua cara por desfazer a promessa. — digo andando pelo meio do refeitório e andando pelo corredor estreito na direção do dormitório de Nathan e B.
Ele abre a porta do meu dormitório e me empurra na direção da cama, ficando sobre mim depois de bater a porta.
- Como assim? — grito.
- Acha mesmo que eu estava bêbado? — Ele tira a camisa e me encara com os olhos estreitos. — Chega de bancar o apaixonadinho e você pare de bancar a vadia.
- Ah, então cansou de ser justo.
- Só vou ficar com você, mas não vou esperar sua permissão para poder fazer isso. — Ele segura minhas costas e beija meus lábios. — Sério, chega de bancar a vadia.
- Quer a irmã do Abe?
- Faz eu me sentir péssimo, mas sim. — Ele ri e volta a me beijar.
Ok. Voltamos a estaca zero.
Não sou mais a vadia e Nathan é o bêbado que toma leite direto da caixa todas as manhãs.
- O que queria dizer quando atirou a garrafa em mim? — digo empurrando-o.
- Você já sabe.
- Você disse o que era quando estava bancando o apaixonadinho.
- Grande dane-se. Estou apaixonado por você e isso vale para qualquer das minhas personalidades. — Ele se inclina, mas continuo encarando-o com uma das sobrancelhas arqueadas. — Você quer mesmo escutar não é?
- Sou a irmãzinha do Abe. — faço biquinho e ele começa a rir. — Por favor.
- Eu te amo. — Ele sorri. — Ok. Chega de parte melosa? Você já é uma mulher ok?
Dou de ombros e concordo com a cabeça.
Ele sorri e se inclina em minha direção, beijando meu pescoço.
Até que sinto uma tossida perto de minha clavícula.
Ele se levanta e fica perto da janela, tossindo e cai no chão.
Sento-me ao seu lado e seguro seu rosto.
- Isso não é uma gripe. — digo colocando a mão em sua testa. — Não é uma gripe.
- É, mas vamos fingir que é. — Ele balança a cabeça e se levanta. — Qual é? Está com medo de mim?
- Estou com medo de que você vire um bicho.
- Eu não ou virar um bicho. — Ele segura meu rosto. — Não vou. Não posso. Por causa dos papéis para meu pai. — Concordo com a cabeça, encarando o chão. — E por causa de você. Mas que droga! Essa coisa é que nem chiclete no cabelo de garota! Eu estou virando mesmo um apaixonadinho.
- Melhor do que um bicho. — digo encarando seus olhos.
- Eu não vou virar um bicho. Vou ter que enfiar isso na sua orelha para que entenda? Mas que droga! — Ele anda de um lado para o outro e me encara. — Desculpa. — Ele suspira e revira os olhos. — Melhor eu ir embora antes que eu perca o foco de tudo e comece a beber de verdade.
- Vou bater em você se fizer isso.
- Posso ficar aqui então?
- Pode.
- Agora estamos conversando.
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