Darkness Feed

82 Sangues humanos e mordidas de Carter Lewis


Notas iniciais
bem, vocês vão entender

Sou acordada com os berros de Brandon e os puxões de Brook.

- O que houve? – pergunto com a visão embaçada, depois que saímos do laboratório e Brandon pressiona um botão, fazendo outro vidro ficar á alguns metros do outro.

Escuto algo como um sugador e esperamos alguns segundos.

- O vidro estava rachado! – grita Brook. – Como você rachou?

- Eu estava dormindo! – grito de volta, esfregando os olhos e encarando Brandon.

- Tudo bem, podemos voltar – Brandon abre a porta e entramos novamente, andando até o rachado enorme no vidro e Nathan tentando quebrá-lo novamente. – Espera ai... – Ele e Brook se entreolham. – Shannon!

Os dois tampam o nariz e eu percebo.

- Eu estou doente. – digo.

- Não... Não está. – diz Brook me encarando. – Pelo menos, você não parece doente. – Ela coloca a mão em minha testa. – Faça um exame nela e vamos descobrir.

- Tudo bem, vem aqui. – Brandon puxa meu braço.

**

- Isto é impossível! Ninguém tem isso! – grita Brandon, mas já percebemos que ele está falando sozinho e aparentemente eu não estou com o vírus. – O que você tomou que ninguém aqui tomou?

- Água limpa? – pergunta Brook.

Nos entreolhamos.

- Nada, mas...

- Ela foi mordida pelo Carter – completa Brook. – Isso significa que...

- Achamos a cura. – Brandon sorri para mim. – Shannon. Achamos a cura. Sangue humano e mordidas de Carter Lewis.

Encaro Nathan, feliz por não precisar mais ver aquela cara verde novamente, mas seu rosto de verdade.

- Mas... – começa Brook.

- Mas o que? – pergunto.

- Sempre que o B. tem uma notícia boa, tem um mas. Por exemplo: Achei a cura, mas você vai precisar ser mordida pelo Carter de novo.

- Exatamente – diz Brandon com o polegar entre os dentes e o cotovelo apoiado no braço da cadeira.

- Como assim? – pergunta Brook com o cenho franzido.

- Alguém precisa ser mordido pelo Carter. E eu acho que ele não vai querer morder mais ninguém além dela.

- Porque ele não morde você? – pergunto assustada, com as imagens da boca de Carter ensanguentada e...

- Porque eu não quero um vampirinho mordendo o meu namorado – diz Brook agarrando a cabeça de Brandon. – E ele tem razão. Ele acha que você é a alma gêmea dele e essas merdas.

- Tudo bem. – digo suspirando.

- Tudo bem? – pergunta Brandon.

- Tudo bem – repito, encarando Nathan. – É o único jeito, está bem? Então... Que seja.

Brook e Brandon se entreolham como se eu fosse completamente maluca.

E bem, se ser maluca significa ser mordida novamente e conseguir a cura para salvar Nathan e mais um montão de gente, então sim, eu sou maluca.

**

John e Meg me encaram com as mesmas expressões de Brandon e Brook.

- Isto é uma má ideia – diz Meg, com os dedos entrelaçados nos de John.

- Você nem gosta do Nathan. Por isso não quer. – resmungo e John ri.

- Não, é uma má ideia sim – Ele suspira. – Shan, sabe que Nathan não ia querer...

- Nathan está aqui? – grito e todos olham para o vidro atrás de mim, onde Nathan continua batendo no vidro e seguro os ombros de John. – Nathan não pode bater na sua cara a gora e depois ele vai agradecer por você ter deixado a...

- Namorada dele. – completa Brook.

- Não sabe o que são, não é? – Ele ri e eu concordo com a cabeça. – A amiga com benefícios dele... – Olho para o lado, sabendo que é estranho eu estar admitindo que eu e Nathan... Bem. Pro pai dele. – Não finjam que não acontece. Eu sei o filho que tenho.

- Tudo bem. Me deixado levar uma...

- Acho que não vai ser só uma... – começa Brandon, mas jogo uma garrafa de água nele e ele se cala.

- Uma mordida para achar a cura.

- Também conheço o safado do Carter então só uma mordida não existe naquele cérebro de merda.

- Eu queria ter um pai assim – diz Brook rindo.

- Ele teoricamente é seu tio – diz Meg sorrindo.

- É. – John encolhe os ombros.

- Gente? Acho que poderíamos focar, não acham? – pergunta Brandon estalando os dedos. – A Shannon está querendo voltar para a mansão dos Lewis, onde vocês dois já ficaram presos e aqueles dois também e foram torturados. Carter não vai oferecer chá para ela.

- Você vai com ela – diz Brook, batendo em seu ombro.

- O que? – Brandon a encara com as sobrancelhas juntas.

- Não podemos ir nós todos e você era em quem o Nathan confiava. – Brook diz e esboça um sorriso... Amigável?

- Acho que depois da festa... – começa John encarando Brook.

- Pois eu ia dizer a mesma coisa – diz Brandon e eu encaro-os.

- Olhem aqui, calem essas bocas! – grito.

- Brandon vai com você e ponto! – grita Brook.

- Que se dane! – grito puxando minha jaqueta, mesmo que provavelmente – e mais aterrorizante – provavelmente não foi ficar com ela no corpo por muito tempo.

Tudo bem.

Você já bancou a vadia por dias e... Versão de Nathan com seios.

Versão de Nathan com seios.

**

- Isto é uma péssima ideia. – Brandon me encara, debruçado sobre o volante.

Encaro as luzes acesas da mansão, sabendo que eles não dormem.

Pensar eu sei á quase vinte minutos estragou meu plano de virar a versão feminina do Nathan.

- Ah, que droga. Ele me deve uma – resmungo pulando do carro e andando na direção da casa, tentando ignorar o nó em meu estômago por saber que verei Carter novamente.

Lembrar da adega.

Bato na porta, fechando os olhos e apenas abrindo-os novamente quando a porta se abre e eu encaro Carter com sangue nos dedos e a aparência de um garoto de dezenove anos.

- Oi – digo, como se eu fosse apenas uma vizinha puxando conversa. Como se ele nunca tivesse mordido minha coxa.

- Shannon – Ele sussurra, limpando as mãos nas calças. – Eu estava...

- Se alimentando, sim – concordo com a cabeça. – Acontece que o Nathan quer a mesma coisa e eu...

- O que? – Ele começa a rir. – Nathan virou um bicho?

- Sim – digo. – Preciso que me morda. Agora – Arqueio as sobrancelhas e ele junta as suas. – Não é to difícil... É só... Morder.

- Tudo bem... – Ele ri, me deixando passar e eu encaro Brandon uma última vez antes de entrar na casa. – Já conhece a casa e... Talvez que quisesse poderíamos ir para a adega e...

- Nem brinque comigo. – digo apontando para sua cara.

- Shan! – grita Georgia com um sorriso ensanguentado, chupando os dedos repletos de sangue. – O que houve com o Nate?

- Virou um bicho – Carter ri, segurando minha cintura. – Fico feliz que tenha voltado.

- Não voltei – digo encarando-o se sentar no sofá, agora virado na direção da porta, até porque tem um corpo ali atrás e agora eu preciso fingir que não há nada. – Só preciso que...

- Sim, sim. Que eu te morda, mas para que... – Ele para e ri, olhando para Georgia. – Ah, vejo que descobriram a cura. Minha pista ajudou?

- Você sabia? – pergunto.

Ele encolhe os ombros e ri.

- Claro que sim, agora... Georgia... Pode.

- Estou ocupada, mesmo – Ela revira os olhos e sobe as escadas batendo a porta do quarto e Carter se levanta, andando em minha direção.

- Então – Ele tira meu casaco, jogando-o no sofá e me sentando em uma poltrona. – Acha mesmo que vai entrar aqui, pedindo que eu te morda para que salve seu namorado que por sinal, realmente não sei porque gosta dele depois que ele ficou com a minha irmã, mas... E eu vou simplesmente sentir prazer em morder você, entregando a cura de bandeja? – Ele ri, beijando meu pescoço e isso me dá repulsa. – Quer dizer, não que eu não queira, mas... Ah, não sei. Isso me faz pensar no pobre Nathan...

- Só morda! Mas que droga, Carter! – grito encarando-o e ele ri.

- Vejo que a personalidade pegou – Sinto seus dentes tocarem minha pele, mas ele beija outra vez. – Ah, Shan. Por favor. Não precisa da cura agora, mas se bem que... – Sinto minha pele arder e seus dentes perfurando minha pele. Ranjo os dentes para não gritar. – Ah, o que é isso? Grite!

- Não. – digo ainda rangendo os dentes.

Continua ardendo.

Lágrimas saem de meus olhos e sinto outra mordida, direto em meu ombro, praticamente tocando o osso, mas sem arrancar pele.

Isso vai ser doloroso, e pelo jeito, está longe de acabar.

Notas finais
tem mais capt hoje ok?
É que na realidade ia ser só um, mas ai ia ficar gigantesco então vão ser dois.
Enfim, até dps