Darkness Feed

34 Morrendo por você


Notas iniciais
PELAMORDEDEUS NÃO FIQUEM HISTÉRICOS COM O TÍTULO!!
enfim, se der eu posto o outro hoje, mas acho que não vai dar então...

- Esse velho me tira do sério. — murmura Nathan abrindo a porta do carro.

- Tudo bem? — pergunta Carter.

- Sim. — diz Nathan emburrado, entrando no carro.

Levanto as sobrancelhas e faço a volta entrando na outra porta do carro.

Sento-me no banco do carro, coloco o cinto e Nathan continua murmurando palavrões e xingamentos dirigidos á seu pai.

- Nathan.

- Eu não vou voltar lá. — diz ele emburrado.

- Eu... Não ia dizer isso.

- O que ia dizer então? — Ele me encara rapidamente.

- Quero aprender a atirar. — digo e o encaro. Ele dá de ombros. — Não tem nenhuma promessa sobre isso, não é?

- Na verdade, foi só um pedido. Ele quis que eu ensinasse.

- Não pensei em outra pessoa. — digo sorrindo. — Pode me ensinar e pensar quando vai falar de novo com o seu pai.

- Para quê eu vou lá? Para ele dizer para nós deixarmos Georgia e Carter. Você quer ir embora?

- Não. — digo com os olhos arregalados para ele, notando o quão estressado ele está.

- Foi o que eu pensei. — ele suspira. — Meu pai é confuso. Você ouviu o que ele disse sobre minha mãe.

- Você não pensou, nem por um segundo...

- Que ele estava bêbado e drogado? — Ele diz, com as mãos firmes no volante. — Sempre.

- Então acredita nele? — pergunto olhando desconfiada para seus olhos.

- Obvio que não. — Nos encaramos por um momento e ele umedece os lábios com a língua.- Meu pai estava bêbado agora mesmo.

Estava?

- É. É diferente de quando eu estou muito bêbado, mas eu não estava tão mal quando bati o carro.

- É. — digo. — Então você está dizendo que...

- Que não é desculpa ele dizer que estava bêbado naquele dia.

- Mas ele disse algo sobre remédios e drogas.

- Me diz. Você que nem acha certo matar um bicho.

- Mas não é. Eu continuo achando que são pessoas como nós.

- Eu sei o motivo ok? Não quero um debate sobre o que é certo ou não. Já fiz muita coisa errada na vida, não posso dizer nada. Só quero dizer...

- Ok. Fale.

- Mesmo que estivesse bêbado. Assim como ele estava hoje. Justifica ele ter matado minha mãe de vadia?

Nego com a cabeça e ele suspira.

- Posso perguntar uma coisa? — Ele encara o asfalto com manchas e buracos.

- Pode. — digo franzindo o cenho.

- Enquanto seus pais estavam vivos. — Ele me encara. — Você viu alguma briga deles?

- Uma vez. — digo me lembrando. — Porque ele voltou tarde no jantar de aniversário de casamento.

- E como foi?

- Ele e Abe saíram á tarde para fazer qualquer coisa e eles se atrasaram duas horas e minha mãe já tinha preparado tudo e estava bem brava.

Ele ri.

- Imagino.

- Pois é. — digo. — Então ouvimos o carro. Então eles entraram em casa e meus pais se encararam e começaram a discutir. Ele não queria dizer onde estava e isso era suspeito.

- É o que eu estou pensando? Porque se for... — Ele ri.

- Deixe-me terminar. — digo. — Abe também não queria dizer e eles continuaram discutindodiscutindo até que meu pai passou pela porta e minha mãe já estava com lágrimas nos olhos quando ele entrou com seis lírios amarelos. Eram as favoritas dela e Abe me disse que eles ficaram um tempão procurando por pelo menos uma.

- Estão extintos.

- É mas eram as favoritas dela e ele queria.

- Hm. — diz ele. — Não foi uma briga de verdade. Sério que foi a única coisa que aconteceu?

- É. Sei que as dos seus pais foram bem piores, mas essa foi a única que eu vi até a morte deles.

- Outro bicho?

Concordo com a cabeça.

- Mesmo tempo?

- Eram vários. E estávamos na floresta. Ele nos mandaram voltar para casa e ouvimos os gritos, — Fungo e encaro a estrada, com um ponto branco no fundo. — Abe nos levou para casa e me mandou dormir.

- Seu irmão era forte Shan. — Ele começa a dirigir mais rápido. — Ele quis mesmo salvar você. — Nathan ri. — Ele disse uma vez, que sabia que provavelmente morreria fazendo algo por você. E quando o bicho atacou ele, ele estava pegando as geleias de morango.

- Isso é sério? — pergunto, quase com lágrimas nos olhos.

Ele estaciona o carro na frente da mansão], puxa o freio de mão e me encara com um sorriso.

- É.

Descemos do carro e Carter envolve seu braço em meu ombros.

- O que é? — pergunta ele.

- Uma coisa que o irmão dela fez e ela não acreditou, perguntando: Sério e ai eu disse: é. — diz Nathan encarando-o. — Mias alguma pergunta?

- Você não sabe responder perguntas. — diz Carter.

- Eu não quero responder perguntas, é bem diferente. — Nathan pisca e estala a língua. — Não se magoe, sou assim com todo mundo. Até com a Shan.

- Principalmente comigo. — digo.

- Isso é verdade. — diz Nathan. — Eu vou tomar banho. Georgia abre a boca e ele aponta para ela. — A senhorita não vai vir junto. Você vai cuidar para que esses dois não façam o que você quer fazer.

- Você é muito chato. — Ela cruza os brsaços e balança a cabeça, colocando os cabelos loiros para trás dos ombros.

Solto uma risada e seguro seu ombro.

- Acredite. Vai ficar pior. — digo vendo Nathan sorrir, olhando para o fio de sua blusa enrolado nos dedos. — Não é Nathan?

- Isso. — Ele me encara com os olhos azuis esverdeados mais intensos e brilhantes por causa do sol. Nos encaramos por algum tempo e vejo seu lábio inferior se mover, me deixando desesperada com a mordida de lábio, mas ela não acontece. — Eu vou...

- Ok. — diz Georgia ainda de braços cruzados.

Nathan entra na mansão e nósa ficamos encarando o chão.

- Então — digo. — Conseguiu resolver as contas para resolver a epidemia?

Ele suspira.

- Só meus pais conseguiam fazer aquilo. — Ele encara o céu praticamente sem nuvens. — Eu estou sinceramente a ponto de desistir.

Notas finais
Ok, esse não teve treta nem nada por isso vou digitar o próximo bem rápido e vou postar mesmo sendo pequeno.
Até despois