Darkness Feed

65 Eu posso aguentar, mas ele não. É, ele é um idiota


Notas iniciais
Ok. Eu vou tentar de verdade postar outro capt hoje mesmo, por isso foi digitar tipo: SUPER rápido.

- Me tira daqui. — continuo repetindo e Nathan continua segurando mu rosto, até que seu cabelo começa a ficar loiro e sangue começa a escorrer por sua boca, que esboça um sorriso.

- O que houve Shannon? — Carter sorri. — Está com medo de mim.

- Sai. — Ele segura meus ombros e acaricia meus braços. Lágrimas começam a cair de meus olhos. Me movimento, dando passos para trás e me afastando dele. — Não chega perto de mim!

- Shan. — Ele ri. — O que houve? Até parece que eu machucaria você. — Ele anda em minha direção com as roupas ensopadas de sangue. — Fala sério. — Paro de andar e encaro-o com os olhos estreitos. Ele sorri e anda em minha direção. Não é real. Não é real. Não é real. Ele tira os cabelos de meu pescoço e aproxima a boca, arrastando até minha orelha, deixando um rastro de sangue gelado em minha pele. — Senti sua falta. Desde que fugiu... Estou tão sozinho. — sussurra ele. Olho em volta. Estamos ainda na colônia, mas não á ninguém além de mim e Carter. — Porque foi embora?

Ele beija meu pescoço.

- Fale comigo Shan.

- Você não é real. — digo rangendo os dentes. Empurro seu peito, sentindo o sangue em minhas mãos. — Você não é real!

Ele suspira e passa a camisa pela cabeça, me encarando.

- Eu vou mostrar que sou real. — Ele anda em minha direção e segura minhas costas e mesmo que eu tente empurrá-lo, ele é mais forte do que eu. Sinto o sangue gelado em minha barriga. — Vou provar que sou real.

- Me solta! — Soco seu peito e ele começa a rir.

- Eu te prendi em uma adega, porque te soltaria? — Ele ri mais uma vez. — Se renda Shan. Nathan está servindo de jantar para minha irmã e eu que sou muito diferente dela, queria fazer você não morrer como a irmãzinha do Abe... Ah não. Espera. Nathan já fez isso. O vagabundo.

- Não fale assim dele. Você é bem pior.

- Ah, ele contou as aventuras dele pelas estradas do país? Ele contou tudo o que fez? Não Shan! Ele continua o Nathan e só o que ele quer é dormir com você sem que magoe você. Ele te transformou em uma vadia!

Me levanto e seguro as cobertas, quase rasgando-as.

Arregalo os olhos e vejo as costas de Nathan.

- Nathan.

- Shan. — Ele solta um grunhido.

- Porque nunca me contou sobre quando você viajava pelo país?

Mesmo sabendo que é uma idiotice e que Carter disse isso em meus sonhos, eu meio que preciso saber.

Ele suspira e se senta, com uma cara de sono, mas os olhos me encaram.

- Porque isso... Agora? — Ele esfrega um dos olhos.

- Eu deveria ter perguntado antes? — Pisco algumas vezes.

- Não é só... Você não parecia se importar com...

- Não é que eu me importe... Quer dizer... Eu não quero saber. Desculpe. — Balanço a cabeça e esfrego minha mão em seu braço. — Volte a dormir.

Me viro e tapo meu ombro com as cobertas.

Fecho os olhos e suspiro.

Estou ficando completamente maluca.

- Não. — Ele me abraça. — Você quer me perguntar alguma coisa. Eu vou responder ok?

- Não. Não é nada. — digo ainda de olhos fechados.

- Nada. — Ele ri. — Você esconde mal as coisas. Me fala. Eu juro que vou responder qualquer coisa que você me perguntar.

- Quando eu acordei no carro, depois que você nos tirou da adega. Você estava com vários cortes.

Encaro seus braços e seu peito, ainda com alguns cortes.

Ele suspira.

- Eu realmente...

- O que aconteceu? E eu quero que me diga a verdade. — Encaro seus olhos e ele deita a cabeça no travesseiro.

- Carter não deu cinco minutos. — Ele encara meu pescoço. — Quando saímos da mansão, ele veio atrás de mim com um cachorro grande com a boca espumando. E uma faca.

Tapo os olhos com as mãos.

- Ele tinha raiva Nathan! — digo.

Ele me abraça e suspira.

- Então ele me empurrou, atirou uma faca em mim e deixou o cachorro em cima de mim.

- Onde eu estava?

- Dentro do carro. — Descubro os olhos e o encaro. — Não era isso o que queria?

- Você não está me dizendo a verdade. Está?

- Não.

- Eu quero a verdade.

- Acontece que eu não quero que você saiba a verdade. — Ele se levanta e anda de uma lado para o outro, envolta da cama.

- Eu mereço saber a verdade. — digo encarando seus olhos.

- Você estava desmaiada. Está a salvo e não teve nenhum arranhão depois de eu ter costurado sua perna, então cale a boca e me deixe em paz. — Ele encara meus olhos e aponta para meu nariz.

- Então é só isso? — Encaro seus olhos. — Só porque você me deu licores...

- Você preferia sentir dor enquanto eu costuro a sua perna ao invés de fugir? Era exatamente o que eu deveria ter feito.

- E porque não fez? Por causa do Abe?

- Porque você é humana. — Ele suspira. — Só por isso. Nada mais. — Ele pisca algumas vezes e me encara com um olhar culpado. — Desculpe.

- Ah, é assim que funciona? Você fala tudo que quer, todas as verdades, tudo o que pensa, pede desculpas e eu me jogo em seus braços? É assim que vai ser daqui para frente?

- Eu estou perdendo a cabeça. — Ele anda em minha direção, mas continuo encarando seus olhos.

- Notei. E não me venha com esta história de que consegue fazer as coisas sozinho. Você viveu dizendo tudo sobre discalculia para seu pai e agora quer fazer tudo sozinho? — Me levanto e aponto para seu nariz. — Pois sabe o que eu acho? — Fico com o rosto perto do dele. — Você deveria pedir ajuda para ele. Não vai conseguir. E acima de tudo você continua sendo o mesmo Nathan que atirou uma garrafa de cerveja em mim e desmaiou no chão, não querendo dizer nada além de nada.

Passo pela porta e bato-a andando pelo corredor.

**

Encaro o chão.

Estou realmente perdendo a cabeça e da próxima vez, não acho que vai ser bonito.

Provavelmente perderei qualquer chance de ter Shan e saber que vou morrer por pensar por um momento como ela em não saber se matava ou não aquele bebê, me leva a loucura.

Não acho que ela perdeu a cabeça quando disse aquilo. Era realmente o que ela queria dizer á muito tempo.

**

Paro de andar e mordo a unha do indicador.

Ok. Não foi nada sensato ter dito aquilo, mesmo que eu tenha perdido a cabeça junto com ele.

Ando de volta para o quarto, devagar, pensando no discurso inteiro.

Mas quando chego á porta e a abro, a única coisa que consigo dizer é:

- Desculpa. Eu... — Abro a porta por completo e vejo que a janela está aberta e o quarto está vazio. — Idiota! — grito e soco a parede. — Eu preciso aguentar, mas você não consegue!

- Com quem está falando? — Brandon para na porta e sorri. Olho para ele e seu sorriso se esvai, quando as lágrimas começam a cair de meus olhos. — O que houve?

Ele vem em minha direção.

- Ele foi embora. — digo soluçando.

- Ele... Deixou um... — Brandon aponta para a cama com o colar de sua mãe e um papel dobrado escrito Shan.

Ando até ele e desdobro o papel, hesitando ao esperar uma carta enorme mas na verdade, há somente uma frase curta.

Desculpe por ter perdido a cabeça com você.

Nathan.

Notas finais
Bem... É. Não há palavras.