Darkness Feed
32 As vacinas
Notas iniciais
Ese capt ficou meio grandinho e eu não tinha acabado ele ainda, assim que eu continuo no próximo capt.
Vejo que já é de manhã e ouço mais duas respirações á minha esquerda e á minha direita.
Suspiro e cubro meus olhos.
- O que vocês estão fazendo aqui? — digo tentando ficar calma.
- Bom dia. — diz Nathan. — Pera ai, — Ele me encara. — Vocês?
- Olha para o lado Sr. Jones. — digo encarando seus olhos. — É uma surpresa muito agradável. Principalmente depois do que eu disse.
Ele se levanta e encara Carter.
- Ei. — sussurro observando-o tirar uma arma debaixo do travesseiro. — Não.
- Calma. — diz ele tirando uma bala da arma e colocando-a perto de meu pé, fazendo-me sentir o gelado da arma. — Não vou matá-lo. Só vou dar um susto.
- Nathan... — digo.
- Shh. — diz ele, — Se não ficar quieta, eu atiro no nariz dele.
Ele — não sei como e nem porque — tira um pedaço da bala e segura-a de cabeça para baixo, tornando-a um copo bem pequeno de bronze.
Ele leva a mão até o nariz de Carter, colocando a pólvora dentro de sua narina esquerda, mas percebendo que nada aconteceu.
- O que, era para exatamente, acontecer? — pergunto me sentando na cama, com as costas encostadas na parede fria e cruzando os braços.
Ele me encara.
- Já parei. — digo observando-o.
Nathan vê que Carter está respirando pela boca e arqueia as sobrancelhas, levando as mãos até sua boca e apertando os lábios avermelhados de Carter, forcando-o a respirar pelo nariz.
Ele se engasga e se levanta da cama, tossindo e soltando um pó preto do nariz.
- O que eu falei sobre ficar longe da Shannon? — diz Nathan observando-o tossir. — Que atiraria no seu nariz não é? Pois sinta-se agradecido por eu ter só colocado a pólvora.
- Você enfiou pólvora no meu nariz?
- Na sua narina esquerda. — diz Nathan com o dedo levantado.
- Vocês podem me dizer que merda que vocês estão fazendo aqui? A noite inteira? Sua namorada vai dar um tiro na sua narina esquerda só para você aprender a respeitá-la. — digo. — E vocês por acaso ouviram minhas palavras? Eu disse para me deixarem sozinha.
- Ele ia para seu quarto. — diz Nathan.
- Eu sou o namorado dela. O único errado é você Nathan. Minha irmã é sua namorada, mesmo sabendo que ninguém leva a Georgia a sério, você que deveria estar lá.
- Pois é. Mas tem um porém. Eu prometi para o irmão dela. — diz Nathan com o indicador pressionado contra o peito de Carter.
- Eu estou sabendo dessa promessa, tanto que você colocou pólvora no meu nariz! — grita Carter.
- Narina esquerda.
- Dane-se! — grita Carter, realmente irritado. — Saia!
- Não. — diz Nathan.
- Saiam vocês dois! — grito me levantando da cama e vendo que meu pijama pode estar um tanto curto demais.
Os dois me observam e eu pigarreio, fazendo-os olharem em meus olhos.
- Não. — dizem os dois de braços cruzados.
- Tá. — Dou de ombros e saio do quarto batendo a porta.
Nathan abre a porta e os dois saem do quarto.
- Ok, então vocês vão me seguir para qualquer lugar que eu estiver? — cruzo os braços e encaro os olhos dos dois. — É isso?
- Mais ou menos. — diz Nathan. — Se ele for te seguir, sim. Principalmente com esse pijama curto.
- Pare de olhar para meus peitos. — digo cruzando os braços.
- Estou olhando para suas pernas. — Ele ri.
- Pare! — grita Carter.
- Você também. — digo. — Parem de olhar para mim! Olhem para a Georgia.
- Ela é minha irmã. — Carter torce o nariz e faz uma careta de nojo. — Mas para você serve.
- Já olhei de mais para Georgia ok? — Nathan encara Carter com o canto dos olhos. — Enfim, pode ir tomar café.
- E vocês dois vão me seguir? — pergunto praticamente já sabendo que a resposta obviamente é sim.
- É. — dizem os dois.
Solto um grunhido e desço as escadas, vendo Georgia virar uma xícara de café dentro da boca.
- O que foi? — pergunta ela. — Seu pijama encolheu?
- Dê um jeito no seu namorado e no seu irmão e dê um jeito de os dois ficarem longe de mim. — digo.
- Onde Nathan estava? — pergunta ela com uma das mãos na cintura e outra apoiada no balcão de granito da pia. Escuto passos e ela encara alguém atrás de mim. — Onde estava?
- No quarto da Shan. — Ele dá de ombros e Georgia atira a xícara branca na parede atrás dele e encara seus olhos com raiva. — Enlouqueceu?
- Ela não está errada. — diz Carter.
- Nathan Jones! — grita ela. — Pode me dizer porque? E o que estava fazendo?
- Cumprindo a promessa que fiz para Abe e não vai ser você que me impedirá de cumpri-la até o final de minha vida ou até que isso seja resolvido.
- Ah não? — Ela cruza os braços. — E vai ser quem?
- A Shan. — diz ele arqueando as sobrancelhas.
- Como assim, eu? — pergunto. — O que eu tenho a ver com a sua promessa para o Abe. Não Nathan, o problema é só seu e do Abe, que no caso está morto, assim que... É só seu.
- Mas é por sua culpa.
- Eu não fui imprudente quando você fez essa maldita promessa.
- Mas eu sabia que você seria.
— Porque? — Cruzo os braços e solto uma risada. — Ah tá, você achou que convivendo com você eu ficaria igual?
- Funcionou. — Ele arqueia as sobrancelhas. — Se não funcionasse, eu nunca precisaria contar da maldita promessa. E sim, é problema seu. Ok. Vá se vestir, tomaremos café da manhã na casa do meu pai.
- Eu disse que vocês não sairiam. — diz Carter.
Nathan tira a arma do cinto e tira uma das balas de bronze, enfiando na narina esquerda de Carter.
- Considere isto como um aviso. — Nathan puxa meu braço e subimos as escadas. — Vá tomar banho e colocar outra roupa. Se não, você vai assim mesmo. Meu pai vai adorar, mas acho que Carter não.
- Desde quando se importa com o que Carter pensa?
- Desde quando quer ficar de pijama curto na frente do meu pai? — Ele levanta uma das sobrancelhas e cruza os braços.
Reviro os olhos e vou até o quarto.
Tomo banho e troco de roupa, colocando um short jeans e uma blusa branca.
Escovo os cabelos e desço as escadas.
- Shannon. — grita Nathan. — Vem logo.
- Nós vamos junto. — diz Carter segurando o braço de Georgia.
Encaro os olhos de Nathan que suspira.
- Vamos logo, ok? — diz ele com a chave na mão e a outra mão na maçaneta. — Vocês vão atrás.
- Porque? — pergunta Georgia.
- Vocês já estão indo, não reclamem. Vamos. — diz Nathan um tanto irritado.
Georgia e Carter se entreolham e entramos no carro.
Os dois se acomodam na caçamba da camionete e Nathan murmura alguns palavrões ao fechar a porta e as janelas.
- Eu vou lá atrás. — digo com a mão na maçaneta. — Georgia vem aqui e eu vou com Carter.
- Se fizer isso eu dou um tiro no Carter e o local não vai ser bom. — diz Nathan encarando meus olhos.
Tiro a mão da maçaneta e me ajeito no banco, com a cabeça encostada ao vidro.
- Porque quer tanto ficar com o Carter? O que ele tem de tão especial? — pergunta ele encarando a estrada.
- Ok. E se eu ficasse com você. O que você tem de especial?
- Bem, primeiro. Eu era amigo do seu irmão. Segundo. Eu vivi com você por quase dois anos. Terceiro. Eu trago geleia de m,orango. Quarto. Eu fiz você sobreviver. Quer mais algum motivo?
- Você deixou meu irmão morrer. — murmuro.
- Não foi bem assim ok?
- Então como foi? — pergunto encarando-o. — Você nunca me contou como foi. Posso considerar até que você matou ele Nathan.
- Se duvida de mim, para quê quer que eu conte? — Ele me encara. — O caso é que, você não precisa ficar com o Carter.
- Mas eu quero.
- Mas porque? Essa é minha pergunta. O que ele fez?
- Eu gosto dele Nathan. Assim como você gosta da Georgia. Porque você gosta da Georgia.
- Eu tenho motivos. Você tem certeza que quer escutá-los?
- Não quero saber. — digo e suspiro. — Eu estava me lembrando, a gente tomava as vacinas todos os dias. E não tomamos mais.
Ele freia o carro e me encara com os olhos arregalados.
Georgia e Carter nos encaram pelo vidro de trás.
- E só agora você vem se lembrar disso?
- Quem as conseguia era você. — digo. — Não eu.
- Ok. Eu vejo se meu pai tem algumas. Mas não me faça esquecer ok?
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