Darkness Feed
22 Agora é importante, não é?
Notas iniciais
Mas ai vai, até lá embaixo.
- E então? — pergunto apoiando as mãos com o papel azul em cima de minhas pernas cruzadas, esperando que Nathan diga alguma coisa.
Ele apoia o cotovelo no joelho da perna dobrada e morde o dedão.
- Leia de novo.
Bato as mãos em minhas coxas e faço uma cara séria.
- Pela sexta vez?
- O que espera que eu faça?
- Ele quer falar com você Se ele não falou pela carta...
- Porque ele gostaria de me ver? — Ele começa a ficar irritaod. — Porque, alguém m]no mundo gostaria de ver como eu estou a não ser para pedir alguma coisa?
- Porque eu me preocupo com você. — digo encarando o lençol branco.
Ele aperta os lábio e suspira.
- Você está dizendo para eu ir lá? Mas eu não tenho nem o endereço.
Viro a folha e arrasto-a com o dedo em cima da linha com o endereço.
- Desgraçado. — Ele murmura e ri. — Vai comigo?
- Nathan...
- Olha, eu sei. É estranho eu querer estar sempre com você, mas por favor. Eu vou acabar dando um tiro nele.
- Eu estava querendo dizer que você fosse com a Georgia.
- Ou nela. — Ele suspira. — Por favor. Eu só quero que você evite que eu o mate.
Concordo com a cabeça e me levanto indo na direção da porta.
- Mas sabe que eu não conseguiria impedir você. Se quiser atirar nele, você vai conseguir.
- Eu nunca mataria ninguém na sua frente. — Ele tira a jaqueta de couro preto do cabide e passa um dos braços na manga. — E além disso, não vamos ficar muito tempo.
- Nathan, preciso falar com você. — Georgia se encosta na porta da cozinha.
Nathan suspira e esfrega os olhos.
- Você está grávida?
- Não. — diz ela confusa.
- Ótimo, — Nathan sorri, aliviado. — Então não é urgente.
- Ela vai junto?- pergunta Georgia se referindo a mim.
- Vai. — diz Nathan batendo nos bolsos da calça jeans, procurando as chaves.
- Aonde vocês vão? — Ela cruza os braços. — Cassino? Bar? Ponto de drogas? — Muito irônico ela perguntar isso. — Puteiro?
- Junte tudo isso e terá exatamente o lugar onde vamos.
Ela arregala os olhos e fica brava, ao mesmo tempo.
- Calma. — Nathan ri.
- Onde estão indo? — pergunta Carter.
- Tenho assuntos a tratar. — diz Nathan batendo a chave na palma da mão.
- Com quem?
- Vai mudar alguma coisa na sua vida? — diz Nathan um pouco alterado. — Não. Não vai.
- Se é assunto seu, porque a Shannnon está indo com você? — Carter arqueia as sobrancelhas.
- Ela me impedira de matar alguém.
- Vocês não vão. — diz Carter de braços cruzados e expressão séria. — Têm muitos bichos lá fora.
Nathan puxa a cortina da janela perto da porta, mostrando o dia claro.
- São quatro da tarde! — grita ele. — Sabe o que é aquilo? — Ele appnta para o sol. — Se chama sol! Ele faz os bichos queimarem! Eu vou acabar deixando a Shannon aqui e cometer um homicídio!
- Toma.- Carter joga um celular em minha direção. Á tempos não vejo um desses. — Eu vou mandar uma mensagem a cada cinco minutos, trate de responder.
- Ok. — Nathan revira os olhos e puxa meu braço. — Não sei que horas voltaremos, por tanto, não pergunte.
Saímos da casa e andamos até o carro.
Paro de andar e Nathan me encara desesperado.
- O que foi agora?
- O carro não estava quebrado?
- Entende as palavras: Já consertei?
- Entendo, mas nãoi sabia da situação.
- Pois agora sabe. Podemos ir?
Concordo com a cabeça. Entramos no carro e Nathan começa a dirigir, chegando a estrada asfaltada.
- Pare! — grito,
- Mas que droga! — grita ele e para o carro.
- A quanto tempo você não bebe? — pergunto.
- É mesmo importante?- Encaro seus olhos e ele suspira. — Não sei! Desde ontem, talvez?
- Que horas?
- Eu garanto que estou sóbrio. Ok? — Reviro os olhos e concordo com a cabeça. — Ok.
Ele volta a dirigir e eu digo o endereço.
Logo ele entra em uma rua escura, mas parecida com um beco.
- Acho que não...
- Sei muito bem o que estou fazendo.
Ele dirige por entre as casas sujas, ruas cheias de corpos espatifados no chão.Algumas garotas com roupas curtas de mais.
As outras casas acabam e no final, uma casa de um só andar, em uma cor esverdeada e o número setecentos pintado em preto na porta.
Nathan para o carro e vejo que o sol já começa a se pôr.
- Está certo disso? — pergunto.
Ele concorda com a cabeça, nem um pouco animado.
Descemos do carro e Nathan destrava a arma.
Olho para trás e o encaro.
- Antes que diga alguma coisa, podem ter bichos aqui.
Ele abre a porta e me deixa passar.
A casa está escura, e eu não vejo nada. Nathan segura meu braço.
- Quem está aqui? — Uma voz masculina diz e posso escutar Nathan engolir em seco. — Você tem três segundos para se identificar, do contrario, eu atirarei.
Escuto a arma ser destravada.
- Não atire! — grito assustada.
- Ah, você chegou. — Uma luz fraca se acende e um homem — admito, tão bonito quanto Nathan — de mais ou menos quarenta anos, com alguns fios grisalhos na faixa de cabelo perto das orelhas anda em minha direção e segura meu pescoço.
- Não! — grito empurrando-o.
- Ela não é uma das suas. — diz Nathan. — Pai.
O homem encara Nathan, pasmo.
Um sorriso safado surge em seu rosto.
- É uma das suas, não é danado. — diz ele rindo.
- Não, não é uma das minhas. Ela é uma amiga. Shannon, este é meu pai. — Nathan fala como se convivesse com ele todos os dias, mas está sendo melhor do que eu imaginei.
- Vamos para dentro. Quer uma cerveja?
- Sabe ao menos quantos anos eu tenho? — diz Nathan com as mãos nos bolsos da jaqueta.
Passamos por um corredor estreito com cheiro de tabaco, até chegarmos á cozinha.
Uma mesa com tecido verde toranam a mesa de jantar em uma de pôquer.
- Mais de dezesseis. — O pai de Nathan abre a geladeira. Nathan continua encarando-o, querendo uma resposta melhor. Seu pai suspira e o encara. — Vinte e dois. — Ele de enclina e fica com metade do corpo na geladeira. — Então, ela é só sua amiga ou a amizade de vocês tem benefícios?
Olho assustada apara Nathan que ri.
- Só minha amiga.Agora sabe de quem eu saí. — Nathan move os ombros para trás, fazendo seus osso estralarem. — Ela tem namorado. Irmão da minha amiga com benefícios.
O pai de Nathan ri, ainda com a cabeça na geladeira. — Quer uma Shannon?
- Hã... Eu não bebo. Sr. Jones.
- Me chame de John. — Ele sorri e entrega uma garrafa a Nathan, recolhendo-a logo depois e encarando seus olhos. — Está dirigindo?
- Desde quando isso é importante? — Nathan arqueia as sobrancelhas.
John ri e nos sentamos na frente da mesa de pôquer.
- Então, cadê a sua namorada?
John embaralha uma pilha de cartas em cima da mesa.
- Na casa dela. — diz Nathan, observando as mãos de John.
- Ela tem nome? — John encara Nathan rapidamente e volta o olhar para as cartas em suas mãos.
- Georgia. — diz Nathan. — Georgia Lewis.
John para de mexer nas cartas e coloca-as em cima da mesa.
- Você recebeu a carta. — Ele cruza os braços e me encara. — Mas você leu primeiro. — Ele encara os olhos de Nathan. — Você é um covarde. Seus olhos ainda estão vermelhos de chorar.
Notas finais
Valeu.
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