Darkness Control
4 Preocupante / Atitude Confusa
Notas iniciais
26/06/2020
Uma coisa interessante, estúpida até, é que eu pensava, não, tinha a certeza de que não voltaria a escrever aqui. Pode parecer patético eu continuar a escrever aqui, pelo menos eu acho que assim é, mas eu vou continuar pois agora é a única coisa que posso fazer.
Depois da “Dominação” é a minha única escapatória, só comigo sem ninguém para o ler. Continuo a achar estranha a ideia de passar a minha vida e ideias para o papel, pois aí estão mais expostas aos olhares alheios, mas assim eu sinto-me melhor.
Hoje, recebi uma notícia devastadora, logo depois de acordar. Era a minha mãe.
Flashback on
Eram 9:01 da manhã quando eu acordei, o telefone tocava estridentemente na sala. Levantei-me e fui andando lentamente, para não tropeçar em nada. Não deu muito resultado. Tropecei no móvel da sala e em mais umas quantas coisas espalhadas pelo chão, quando alcancei o telemóvel sentei-me no chão e atendi, assim não haveria possibilidade de me magoar mais, nem de estragar mais nada. Mas então eu atendi, era a minha mãe, estava em pânico.
— Zeanela! Estás bem querida? Zeanela, estás aí?!
— Sim e sim, mãe. Mãe acalma-te, não é nada de mais…
— Nada de mais?!! Zeanela… — interrompi-a
— Zea mãe, é Zea! Nada de Zeanela, que nome horrível me deram…
— Tudo bem. Mas Zean… Zea tu vives na zona mais afetada do mundo, foi aí que eles deram o golpe vem para cá, aqui estás mais segura. A tua irmã saiu de casa com uma daquelas coisas e quando voltou estava irreconhecível, nem parecia ela a falar, só elogiava os Obscuros e dizia que eles eram perfeitos…
— Mãe está tudo bem, eu não vou voltar para Miami e desistir de tudo aqui só por causa disso.
— Zea, parece que não te importas… Já foste mordida?
— Já mãe, não entres em pânico. Eu não sou como aquelas idiotas, eles são monstros e não deixaram nem deixarão de o ser. Eu não confio neles, nem um pouco.
— Ok Zea, boa sorte com isso.
— Igualmente mãe, tchau. – desliguei. Eu detesto esta mania da minha mãe, sempre a pensar que eu estou em perigo.
Agora a situação parecia pior, vocês não percebem mas nos 17 de vida a minha irmã nunca elogiou ninguém, não a consigo imaginar, àquela caçadora de defeitos, a dizer que alguém é perfeito.
Flashback off
Vocês ainda não sabem mas eu, com os meus 15 anos de idade, vivo sozinha num apartamento ligeiramente longe da minha cidade natal, Miami, vivo em Berlim na Alemanha. É um apartamento pequeno. A porta da rua dá para a sala onde tenho… as coisas de sala. Ligada à sala tenho uma cozinha normal com tudo o que é preciso, chocolate para as próximas 3 semanas, doces, batatas frita, hambúrgueres e pizzas, mas eu também tenho fruta e essas coisas menos interessantes. Há uma casa de banho que dá para a sala e para a cozinha; um corredor que vai dar a um escritório, um quarto, uma suite e há também o meu quartinho, onde tenho o meu piano e outras coisas. Obviamente que o meu quarto é a suite.
A minha família vive em Miami. A minha irmã, Cristoanni, tem dezassete anos, é loira e é muito critica quanto a… tudo! A minha mãe, Merie, é da minha altura, é morena e tem 42 anos. O meu pai, Laurent, é mais baixo, moreno e tem 45 anos.
Mas o verdadeiro motivo de eu ter corrido para o meu diário assim que ele saiu foi a atitude do Dinis hoje, foi tão estranho, mas não de uma forma má.
Flashback on
Passou-se uma hora depois do telefonema da minha mãe, já estava lúcida e pronta, quando tocaram à campainha. Fui ver quem era, ainda receosa. Era normal que estivesse com medo, afinal fomos conquistados por vampiros há um mês e ontem quase fui violada. Mas eu fui ver quem era e quanto foi o meu alivio quando vi que era Dinis. Abri-lhe a porta e afastei-me para ele entrar.
Mas ele não fez isso, ele em velocidade sobre-humana agarrou a minha cintura, fechou a porta e deitou-me em cima dele no sofá.
— Diz-me uma coisa Zea.
— Tudo o que quiseres. – disse sem pensar, ele apenas sorriu maliciosamente.
— Qual é a tua cor favorita? – perguntou de rompante _ Mas por que raio ele quer saber isso? _ Ele deve ter visto a minha expressão de dúvida, por riu e disse:
— Há muito tempo que não sei este tipo de coisa sobre alguém, coisas irrelevantes mas ainda assim interessantes.
— Ah! Então, vermelho.
[…]
Flashback off
E foi só isso! Durante o dia todo apenas me fez perguntas, assim, como que ao acaso. Eu não o percebo, ontem ataca-me e hoje só quer isto. Não que não tenha gostado, fez-me sentir que ele estava à espera da minha autorização para ir mais além. Mas algo que me deixou confusa foi a sua despedida. Ele deu-me apenas um selinho e disse: “Sempre que me quiseres aqui, basta chamar o meu nome…” E foi-se embora!
Que “rapaz” tão confuso e frustrante!!! Mas ainda assim…
2ª página do diário da Zea
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