Darkness

15 Capítulo 14


Notas iniciais
Olá pessoas lindas (:
Mais um capítulo postado, espero que estejam gostando.
Boa Leitura.

– Saw. – Eu disse isso com meus olhos brilhando, eles pensaram um pouco e decidiram por esse mesmo, eu não desgrudava os olhos da TV, aquele era meu filme favorito, já tinha visto ele varias vezes, mas não conseguia enjoar. Passaram-se horas e ainda estávamos vendo o filme, e estranho meus pais ainda não haviam chegado, estranho isso, depois daquela pizza eu fiquei com vontade de comer pipoca, então fui fazer e Sidney me acompanhou até a cozinha.

– Nossa não sei como você consegue assistir aquilo, as pessoas tem que se mutilar para poder se salvar de algum jeito, não estou mais aguentando ver tudo aquilo Mel.

– Ai mulher para de ser mole. – Ri da cara dela e coloquei a pipoca no microondas, enquanto esperávamos ficar pronta ficamos conversando.

– Mel, por que você não gosta do Gabriel? Ele é tão legal.

– Só se for pra você, por que pra mim, ele é insuportável, o odeio. Sempre arrumando um jeito de me irritar. – Tremi de nervoso naquela hora, não entendi o porque, será mesmo que eu tenho tanta raiva dele assim pra ficar desse jeito? Acho que não é pra tanto. E então o microondas apitou avisando que já estava pronto, fui lá peguei e coloquei em duas vasilhas grandes, e assim que estávamos voltando todas as luzes da casa apagaram, eu dei um grito tão forte que se tivesse alguma coisa perto quebraria. Com meu grito Sidney se assustou e gritou também derrubando algumas coisas que estavam em cima da mesa.

Senti mãos me segurando pelas costas e me prendendo num abraço, logo pensei que eram aquelas coisas de novo então dei mais um grito desesperado, e então tive a boca tapada por uma mão.

– Para criatura, quer me deixar surdo é? – Era o Gabriel, fiquei mais aliviada em saber disso, mas espera aí ele ainda estava me abraçando, mesmo com vontade de solta-lo não consegui de tanto medo que estava naquela hora. – Se acalma. –Então ele tirou a mão da minha boca devagar e eu estava respirando ofegante, meu coração batia muito rápido, parecia que ia sair pela boca.

Ele foi às escuras tentando achar alguma coisa que fizesse luz, e a cada lugar que ia, saia me puxando, pois mesmo que eu quisesse, ele não me soltava, e então finalmente depois de tropeços e batidas ele achou um isqueiro e logo o acendeu, e então consegui ver que ele estava muito próximo a mim. E quando ele ia chegando mais perto eu virei o rosto e consegui me afastar, mas ele ainda não tinha me soltado, fiz de tudo para conseguir, mas não adiantou de nada, então dei um suspiro indicando que ele tinha vencido e ele me puxou novamente, dessa vez para a sala, onde estavam Pablo e Sidney sentados com uma lanterna nos esperando.

– Ai menina, me deixou sozinha, eu vou matar você. – Falei indignada com
Sidney.

– Que horror, ai você fica sem amigas. – Ela falou dando de ombros e estirando língua para mim, que ri na mesma hora. – Mas você não estava sozinha. — ela disse apontando para Gabriel.

– Era melhor estar, assim não me assustava mais ainda. – Eu disse revirando os olhos.

– Sabe Mel, eu ainda estou aqui. – Gabriel falou ofendido.

– Mas eu disse pra você ouvir mesmo, quase me mata de susto me pegando daquele jeito. – Pablo que estava calado esse tempo todo finalmente se manifestou.

– Como é Mel? Explica isso direito Gabriel. – Ele indagou sério.

– Então, eu fui ver o que tinha acontecido, por que ela estava demorando tanto já que a Sidney saiu rápido, então sem querer eu assustei ela, ela gritou e eu tive que tapar a boca dela, só isso. – Ele disse com a expressão inocente.

– É isso mesmo Mel? – Ele perguntou desconfiado.

– É sim, esse idiota me assustou.

– Idiota? Eu deveria ter te deixado no escuro mesmo. – Ele disse revirando os olhos e saindo de perto de mim.

E então depois dessa discussão idiota, ouvimos barulhos vindos da porta, olhamos diretamente para ela eu como sempre estava com medo, e a medrosa da Sidney já veio correndo para o meu lado. Ouvimos a maçaneta girar e então nos encolhemos e os meninos ficaram na nossa frente, quando abriram a porta, eram meus pais, que ótimo.

– Oi gente, está tudo bem aqui? – Minha mãe perguntou.

– Tudo ótimo, fora que vocês dois quase nos mataram de susto. – Falei levantando do sofá.

– Desculpem queridos, vimos tudo escuro e nos preocupamos. – Ela disse sorrindo. -pelo que parece foi só aqui que a luz acabou, por que nas outras casas tem luz. Bom, seu pai já vai ver o que aconteceu, enquanto isso, Pablo, me da aqui essa lanterna. – Ela disse pegando da mão dele e subindo a escada, coragem a dela de subir sozinha no escuro, mas espera, só aqui que não tem luz? Como assim? E subi correndo as escadas logo após a minha mãe, e entrei no meu quarto que quando eu apertei a tomada a luz acendeu, nossa que esquisito, papai já deve ter arrumado a luz.

Fiquei lá sentada alguns segundos, até que as luzes do meu abajur começaram a piscar freneticamente, e então foi se formando uma espécie de vulto, não sei ao certo, que a cada piscada, se tornava mais humano, e então as luzes voltaram a se acender, e pude ver que era o mesmo homem de sempre. Falando sério, aquilo já estava me irritando profundamente. Ele só ficava me olhando, agora que ele estava um pouco mais perto, notei que seus olhos estavam negros, e bem, ele não estava mais de branco, ele estava com uma espécie de capa totalmente preta e um capuz que cobria um pouco o seu rosto. A cada passo que ele dava em minha direção eu dava um para traz com medo do que ele pudesse falar ou fazer. E então em um piscar de olhos, ele já estava na minha frente, somente a poucos centímetros e eu já estava tremendo como sempre, formou-se um nó na minha garganta que me impedia de gritar para pedir ajuda.

– Parece que você nunca aprende as coisas. – Falou num tom sarcástico.

– Aprender, o que? – Perguntei com a voz quase inaudível.

– Que o que você vê, é um dom, e que você não pode contar a ninguém, pode ser pior. Não se lembra de quando contou aos seus pais? – Se passou um filme na minha cabeça novamente sobre esse dia. – Pois é você lembra, e mesmo assim conta aos outros, sabe muito bem que eles não podem te ajudar.

– O que você quer comigo? Por que logo comigo? Não poderia ter arrumado alguém melhor que eu? Olha só sou uma menina rejeitada que ninguém quer perto e vocês ainda fazem questão de me atormentar tanto.

– Não sou eu quem faz isso Mel, como já disse antes, eu quero te ajudar, quero ser seu amigo, eles podem sumir se você deixar eu te ajudar, mas enquanto você não quiser eles vão continuar aparecendo. Por que logo com você? Eu não sei, na verdade eu não sei de nada, mas eu posso fazer com que eles desapareçam e você possa ter uma vida normal. – Eu parei pra pensar, será mesmo que isso pode acontecer? – Isso Mel, pense muito bem, por que você não terá mais chances como esta.

– Se eu disser que aceito você tem certeza de que eles desaparecem? – O olhei com duvida.

– Sim Mel, acredite em mim, eu quero te ajudar. – Ele falou sereno.

– Ok, então qual é o seu nome? – Indaguei curiosa.

– Meu nome é Tânatos. E então, vai querer minha ajuda ou não? – Perguntou com a voz alterada, parecia que ele estava ficando sem paciência. Acho que eu vou aceitar, não estou perdendo nada mesmo.

– Ok, mas num tem um nomezinho melhor não? – Perguntei divertida.

– Não. – Respondeu ríspido.

– Eu aceito, não tenho nada a perder mesmo. – Ele deu um sorriso satisfeito, por incrível que pareça, depois disso, meu medo sumiu e eu fiquei mais, como posso dizer, mais leve.

– Ok, nunca mais eles apareceram. – Ele sorriu e depois disso se formou uma nevoa e então ele desapareceu.

Notas finais
Será que o romance está no ar?! E esse tal acordo que nossa personagem principal fez, irá ajudar ou na verdade, fazer com que tudo fique pior?!
Deem suas opiniões, por favor (:
Acredito que postarei o próximo capitulo mais tarde. (:
Bgs da Tia Kah