Darkness
13 Capítulo 12
Notas iniciais
O que estão achando da minha historinha?
Vejo que o numero de leitores continua subindo, mas pouquíssimas pessoas comentam, então, por favor pessoal, se estiver lendo e não comentou nada até agora, dê pelo menos um "oi" pra eu saber que continuam acompanhando, pois sem comentários fica difícil saber se estão acompanhando ou não...
É isso, espero que gostem e boa leitura.
Não pude ver mais nada, pois aquela imagem sumiu e o lugar onde eu estava ficou totalmente escuro novamente, não consegui reconhecer, mas sabia que já estive ali, o mesmo cheiro de sangue acusava que era o lugar da ultima vez, poucas luzes começaram a acender, o que me pareciam, eram velas, quando tudo ficou mais iluminado, os mesmos rostos, os gritos, sussurros de antes voltaram. Eles estavam querendo chegar perto de mim, mas alguma coisa os impedia de avançar, mas a mesma mulher desfigurada que eu vi algumas vezes voltou, e estava vindo rastejando novamente em minha direção, gritei de medo e finalmente consegui voltar ao meu corpo sem ela conseguir me tocar, mas quando eu abri meus olhos, eu não estava mais no colo de Sidney, eu estava no chão, me levantei assustada e dei de cara com eles dois me olhando com uma expressão não muito boa, era um misto de medo misturado com susto, não consegui definir direito.
Quando cheguei mais perto, vi Sidney se afastar de mim e correr para o lado de Pablo que agora estava de pé. Preciso dizer que não entendi exatamente nada? Acho que não. Então continuei parada imóvel onde estava e disparei.
– O que aconteceu? Por que estão correndo de mim? Por que eu acordei aqui no chão? – Sidney que me olhou com duvida começou a falar sendo seguida por Pablo.
– Por favor, não chegue mais perto, eu explico, mas por enquanto, continue ai. – Ela disse com a voz tremula, ela realmente estava com medo, e o pior, medo de mim. Atendi ao seu pedido mesmo que antes de ela faze-lo e continuei onde estava. – Ok, você, nos assustou muito. – Ela falava pausadamente, escolhendo palavras para falar. – De repente você estava no meu colo chorando, e no mesmo instante estava rindo como uma louca, sua voz ficou meio esquisita, como se fosse um robô ou algo parecido, falava coisas que não dava para entender, e então o que eu pensava que o que seria impossível de acontecer, aconteceu, Mel você, FLUTUOU AQUI NA SALA – Ela aumentou seu tom de voz e eu não estava acreditando em absolutamente nada do que ela estava falando, aquilo era uma coisa impossível.
– E seus olhos Mel, eles ficaram negros, você ria como uma maluca, e ficava repetindo as mesmas palavras toda hora. “Vocês vão morrer, ela não é mais normal, ela é minha, eu venci, não adianta lutarem, por que essa já esta ganha.” – Ele falou essas palavras e parecia não acreditar no que ele mesmo dizia, parecia muito surreal para acreditar. Eu caí de joelhos no chão, chorando muito, agora as únicas pessoas que poderiam me ajudar, estão com medo de mim, que ótimo. Olhei para eles novamente e recebi um olhar de pena.
– A única coisa que eu mais queria na minha vida era ser normal, não sou a culpada disso, fazendo isso, eles estão acabando com minhas ultimas esperanças de voltar a ser normal e afastando as pessoas que eu mais amo. – Eu continuava chorando desesperada com as mãos sobre os olhos e com a cabeça baixa. E senti que tinha alguém do meu lado, eram eles, mesmo com medo, eles estavam do meu lado.
– Tudo bem pequena vai ficar tudo bem, se acalma. – Ele disse isso me tirando do chão e me carregando para o sofá novamente, e Sidney que ainda estava um pouco longe de mim, veio se aproximando lentamente até ficar totalmente do meu lado. E bem, quando ela me tocou senti que ela ainda estava tremendo.
– Não precisa ter medo de mim Sidney, por favor, não faça isso comigo, e não me olhe com essa cara de pena que é a pior coisa que você pode fazer comigo, se continuar assim prefiro que nem chegue perto de mim, pode sair correndo. – Falei aumentando meu tom de voz, mas ela continuou imóvel, apenas ouvindo o que eu dizia, cada palavra que eu falava cortava meu coração, mas só de olhar ela com aquela cara eu me sentia pior. Então como ela sempre me pegava de surpresa ela me abraçou. Senti na hora que aquele abraço foi verdadeiro e que ela não me deixaria por causa daquela maldição que estava sobre mim. Quando isso passasse eu iria descobrir o porque disso, eu tenho certeza que sim.
– Não seja idiota Mel. Nunca mais diga isso! – ela me olhou séria e eu dei um sorriso forçado.
Depois que o choro cessou totalmente me levantei do sofá e fui em direção às escadas, assim que pisei no primeiro degrau eu senti uma tontura terrível, e quase cai, se meu irmão não tivesse me segurado a tempo disso acontecer, eu sorri pra ele e fiz com que me soltasse, e pude subir as escadas cambaleando a cada degrau subido, assim que consegui chegar ao meu quarto, girei a maçaneta lentamente, olhei ao redor e finalmente entrei, e fui imediatamente em direção ao banheiro, tomei um banho de quase uma hora, que me relaxou totalmente, e finalmente pude pensar nas coisas com mais calma, sai do box ainda secando meus cabelos com outra toalha e quando olhei para a parede, lá estava escrito com sangue. “Você não tem escolhas”. Num ato de desespero gritei, e deslizei pela parede e cai sentada no chão chorando mais ainda. Menos de meio segundo depois meu irmão estava entrando feito um louco no banheiro e atrás dele vinha Sidney, eles me olharam assustados e eu apontava para a parede, mas parecia que não viam nada, então eu tentava falar, sem muito sucesso.
– Ali, ali. – Repetia palavras sem nexo. – Não deixa, por favor, não deixa.
– O que Mel? Não estou vendo nada, se acalma. – Pablo tentava me acalmar.
– Vocês não estão vendo? Tá ali. – Continuava apontando para a parede que agora estava limpa. – Estava ali, acredite em mim, estava escrito, eu sei, eu não sou louca.
– Acreditamos em você, mas não tem nada ali Mel, vem levanta, vai vestir uma roupa, e quando você ficar mais calma nos conta o que aconteceu. – Então ela foi se aproximando de mim lentamente como antes, e segurou minha mão me ajudando a levantar do chão, seguida por Pablo que me segurou pela cintura, me guiando para fora do banheiro. – Pablo, da licença, ela precisa se vestir. – Ele assentiu.
– Ok, mas daqui a pouco eu volto aqui pra ver se ela melhorou. – Depois disso saiu do quarto e só ficamos nós duas lá dentro, eu sentei na minha cama, e Sidney ficou procurando uma roupa confortável para me vestir, uma blusa enorme que ficou parecendo um vestido velho e um shorts de malha. Assim que eu vesti me deitei na minha cama e Sidney sentou do outro lado que estava vago fazendo carinho em mim enquanto eu continuava chorando.
– Amiga tenta dormir, continuar chorando não vai resolver nada. – e então como mágica meus olhos começaram a se fechar lentamente até que ficou tudo escuro e depois disso não me lembro de mais nada. Sidney ao ver que eu estava dormindo mais calma, continuou lá velando meu sono, até que Pablo entra. — Ela dormiu. – Sidney cochichou para ele, e sorriu um pouco, ele também sorriu, estava mais aliviado agora que eu estava um pouco melhor. Alguns minutos depois eles foram saindo de fininho de dentro do quarto e desceram em direção a cozinha, Sidney foi até a geladeira e pegou um copo de suco e se encostou na bancada suspirando pesadamente, e Pablo só olhava para ela. – Acho que ela esta melhor, o que faremos com ela?
– Não faço a menor ideia. Está ficando cada vez pior, eu não acreditava no que ela me falou, mas agora que eu vi não há como falar que é mentira. – depois disso, seguiu-se um longo silencio, a única coisa que se ouvia naquela cozinha era o som das suas respirações lentas, ou nem tanto, Pablo que estava sentado do outro lado da mesa chegou mais perto do rosto dela e ficaram a poucos centímetros um do outro, até que ele venceu essa barreira e colou seus lábios nos de Sidney calmamente, um beijo que se seguiu por mais alguns segundos até que Sidney o partisse com uma expressão séria.
– Você está ficando louco? Eu falando da minha amiga, SUA IRMÃ e você querendo me beijar, o que você tem na cabeça? – Ela o olhou com uma expressão severa no rosto, enquanto ele a olhava sem graça.
– Desculpe... Eu... Eu. – Ele gaguejava enquanto tentava se explicar. – Desculpe. – Ele abaixou a cabeça. Ela que o olhou negando com a cabeça em sinal de desaprovação, e imediatamente saiu dali deixando-o sozinho com a cabeça ainda baixa.
– Como pode, eu estou mal pela minha amiga e ele me beija. – Enquanto ela falava se lembrava da cena que acabara de acontecer e continuava negando como se não estivesse acreditando. – Como eu vou olhar pra Mel amanhã? Como? Acho que nem vou contar pra ela, depois de tudo isso que aconteceu hoje, não quero que ela fique pior, é. Não vou contar. – Sentou-se no sofá ligando a TV para ver se conseguia se distrair, mas sempre se lembrando do que se passou entre eles minutos antes. Passaram-se as horas e ela não viu mais Pablo, que há essa hora já deveria estar em seu quarto, ou não. Olhando para o relógio ela viu que horas eram e se assustou. –Nossa, duas da manhã, dia longo esse. – E então desligou a TV e subiu em direção ao quarto de Mel e se deitou devagar na cama para não acordar a amiga.
Notas finais
Bgs da Tia Kaah
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