Darkness
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Espero que estejam gostando.
Acredito que de agora em diante vou postar pelo menos 2 capítulos por dia, se eu não conseguir postar 2, pelo menos um capítulo está garantido. Não sei que horário. Provavelmente a noite. Pois segunda minhas aulas retornam -Para nooooossa alegria *-* sqn- E também estou escrevendo e postando algumas histórias aqui, quem se interessar, elas estarão no meu perfil (:
Boa Leitura!!!
– Se você quiser, eu posso te ajudar. – Uma voz estridente ecoou por meus ouvidos me fazendo sentir calafrios. Não sei o que estava acontecendo, como eu poderia ouvir coisas na minha cabeça. Ok, eu devo ser louca mesmo. Então a voz voltou a falar novamente. – Você não é louca. – Tudo bem, isso me assustou. – Não precisa se assustar com isso, eu apenas quero te ajudar. – Se eu não estou ficando louca, nem ouvindo coisas, isso só pode ser aquelas coisas esquisitas de novo, e de qualquer jeito, eu estou ficando louca, como posso ouvir coisas além de minha voz na minha cabeça, mas quem sabe deve ser só alguém que quer me ajudar, acho que vou aceitar, se não, estou ferrada.
– Ok me ajude então. – Sussurrei nervosa e tremendo de medo, e então voltei a olhar as questões que estavam a minha frente e a voz começou a falar, aquilo foi muito estranho, eu sei, mas era o único jeito de eu não me ferrar, assim que terminei levantei para entregar a folha para a professora que olhou para a prova toda respondida e depois olhou para mim com um aparente olhar de surpresa, acho que ela pensou.
“Acho que essa menina colou, só pode ser possível, alias ela nunca me entrega nada completo” é professora surpreenda-se, sorri pra ela com uma cara cínica e voltei ao meu lugar, Sidney apenas me olhou e eu sorri para ela e fui em direção ao meu lugar, sentei-me e abaixei a cabeça para voltar a ouvir minhas musicas, e então aquela voz voltou a ecoar sobre minha cabeça novamente.
– Parabéns, esse foi nosso primeiro passo, e bem, foi fácil. – Eu terei que dizer que não entendi absolutamente nada? Acho que não.
– Primeiro passo para o que? – Eu perguntei aflita.
– Você saberá logo.
– Ok, quem é você? E o que esta fazendo na minha cabeça?
– Não se lembra de mim Melzinha? Eu sou seu amigo. E sei lá, já que você não esta dormindo, preferi falar com você agora mesmo. Assim você não consegue fugir de mim. – A voz parecia determinada e eu estava começando a pensar a quem ela pertencia, será que era daquele homem de branco do meu quarto e dos meus sonhos? Acho que não. Mas será? Tá, estou ficando com medo disso – Ou talvez paranoica. — E me parece que ele além de estar na minha mente sabia o que eu pensava, e depois de tudo isso ele riu. – Não precisa ter medo, e sim eu sou aquele homem de branco do seu quarto, mas não vou te fazer mal algum. Eu já disse varias vezes sou seu amigo.
– Meu amigo, claro, e a propósito, obrigada. – Eu dizia mentalmente para não dar mais motivos para me chamarem de louca. – O que já faziam mesmo sem eu fazer absolutamente nada. — E ele só me respondia com respostas precisas, o que realmente me irritava. Respostas precisas me irritam.
– Não precisa se irritar Mel, não é comigo que você precisa se irritar. – Eu realmente não havia entendido o que ele tinha acabado de falar, me parece que ele entendeu e logo explicou. – A pessoa com quem você deve ter cuidado não sou eu, e sim essa menina que esta à sua frente. – Eu logo olhei para a tal garota na minha frente e essa garota era Sidney, me subiu uma raiva ainda maior por ele estar tentando me colocar contra minha única amiga.
– Não acredito que você esta falando isso mesmo, ela é minha única amiga e você quer me separar dela dizendo que ela tem algo contra mim, fala sério. – Falei revoltada com aquela acusação sem fundamento. – e a propósito, para de me irritar, sai dai. — bati na minha cabeça algumas vezes.
– Você vai ver que ela não é quem você pensa que é, e isso não vai demorar muito tempo para acontecer, e quando isso acontecer, eu vou estar aqui te esperando como sempre, paciente.
– Isso não vai acontecer jamais, e se quiser esperar, que espere sentado. Por que eu nunca vou correr pra você. – Eu poderia não ter percebido, mas ao invés de falar na minha mente, ou até mesmo baixo, eu estava praticamente berrando no meio da sala de aula, todos estavam me olhando assustados como sempre, e então abaixei meu tom de voz e pude perceber que ainda estávamos na prova, acho que não tinham se passado nem 10 minutos ainda, o que me parecia uma eternidade. Olhei para todos os lados como se nada tivesse acontecido, ou pelo menos tentando, minha professora estava me olhando com uma cara de ódio, acho que queria me matar por tirar toda a atenção da sala, a culpa não foi minha como sempre, e depois de alguns segundos, imóvel a professora começou a andar na minha direção, e falou um pouco baixo, para que só eu a ouvisse.
– Se você quiser dar um show, dê, mas não na minha sala.
– Ok professora desculpe, não era minha intenção fazer isso. – A mesma voz que estava na minha cabeça, riu. Eu estremeci por dentro, com todos os sentimentos ruins que se passaram na minha cabeça depois disso, um deles foi a raiva, senti uma vontade louca de pegar a caneta que estava em minhas mãos e simplesmente enfia-la na garganta daquela professora, e aquela voz dizia. ”faça, é isso que você quer, faça.” E cada vez mais essa voz ia se intensificando a ponto de eu realmente fazer o que ela me pedia, mas voltei à razão e joguei aquela caneta longe em sinal de negação, e a vi olhando para mim, ainda sem expressão alguma no olhar, apenas olhei para meus pés que balançavam pendurados na cadeira e a encarei novamente. – Professora, desculpe, mas eu preciso sair. — a olhei atordoada e nem esperei ela responder, empurrei-a para o lado e sai daquela sala às pressas.
Sai correndo pela escola como se minha vida dependesse daquilo, a poucos minutos eu quase matei a minha professora, por mais que ela me irritasse, não merecia o que eu iria fazer. Fui para o banheiro e molhei meu rosto, me olhei no espelho e o que vi foi minha imagem assustada refletindo sobre ele.
De repente o mesmo homem que estava na minha cabeça há poucos minutos, e que ficava no meu quarto, ele estava sorrindo, parecia muito feliz, será que foi ele quem estava me forçando a fazer aquilo? Eu perguntei a ele, mas ele não me respondia, simplesmente sorria, ele estava começando a chegar mais perto de mim por trás, e quando desviei meu olhar do espelho para olhar para meu lado, não havia ninguém lá, voltei minha atenção ao espelho e ele ainda estava lá, somente com seu reflexo atrás do meu, e ainda continuava rindo, como se eu fosse uma palhaça, eu sentia sua respiração sobre meu pescoço, mas toda vez que eu virava não havia ninguém, como sempre. Cansei-me de fazer perguntas que não tinham respostas e sai do banheiro um pouco menos atordoada que antes e assim que estava voltando para minha sala, o sinal tocou anunciando que a primeira aula havia acabado, fiquei por lá vegetando mais alguns minutos, -por que os professores daquela droga de escola sempre se atrasavam cinco minutos para entrar. — até ver que todos da minha sala iam entrando aos poucos, e enfim entrei para mais uma daquelas aulas chatas e sem graça que até a pessoa mais nerd se cansa de assistir. Português, pois é, duas intermináveis aulas de português, acho que quem fez esses horários queria nos matar de tédio. Entrei com a cabeça baixa e sem nenhuma expressão no rosto, todos já estavam sentados, inclusive a professora que me olhava com aquela cara de mal comida de sempre, a olhei com desgosto e fui para meu lugar. Sidney como sempre fazia nessa aula, se virou para mim de costas para a professora e começamos a conversar e ouvir nossas habituais músicas, entre risos e conversas recebíamos olhares atravessados da professora.
Após momentos torturantes carregados de pura chatice, finalmente o sinal que parecia mais distante de bater, para nossa alegria tocou, e fomos as primeiras a sair em disparada para o intervalo que nos esperava. Trinta minutos de folga de toda aquela tortura era muito pouco, então tínhamos que aproveitar ao máximo. Fomos umas das primeiras que estavam no pátio, e foi fácil de achar um lugar vazio, o que logo se tornaria impossível pelo fato de muitos alunos entupirem aquele espaço e não sobrar um lugar se quer vago. Não levamos lanche, já havíamos comido antes de sair de casa, ficamos na mesma de sempre vegetando e olhando a movimentação que estava hoje. — surpreendentemente maior do que o habitual. — Uma vez ou outra Sidney fazia caras e bocas enquanto contava coisas engraçadas e riamos como loucas, já se fazia dois dias desde minha briga com Patrícia, ela sequer me olhava nos olhos, apenas quando me via abaixava a cabeça e passava reto, eu estava sentindo, tinha alguma coisa errada nisso tudo, aquilo realmente estava muito bom para ser verdade, mas enquanto ela não me ataca eu aproveito meus dias de folga dela e de suas seguidoras.
Notas finais
Espero que estejam gostando.
Enfim, deixem reviews dizendo se gostam, odeiam, críticas, favoritem, recomendem *-* aceito tudo. (:
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