Darkness
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Pelo menos esse é o ultimo capitulo que vou postar até receber alguma resposta de vocês T.T
– Mãe, muito obrigada, a senhora me salvou. Pelo menos agora estou como antes, um pouco melhor que com aquelas roupas. E lembrando, nunca mais quero ver essa calça de pijama na minha vida. Faça o favor de queimar ou jogar no lixo, que quando eu chegar em casa não quero mais ver isso na minha frente.
– Ok querida faço isso sim, e de nada. – Ela me deu um beijo na testa e se foi, esperei até o termino da primeira aula para poder entrar na sala. Logo o sinal bateu anunciando que eu já poderia entrar, ótimo, sai correndo até chegar à minha sala, e sentei. Sidney estava a minha espera, mas a cobra também.
– O que aconteceu? Por que entrou na segunda aula? – Sidney perguntou curiosa e quando eu ia responder a sua pergunta a Patrícia me interrompe.
– Não ficou sabendo querida? Ela veio pior que todos os dias, em estado de deprimencia total e ficou trancada no banheiro até agora. Olha só. – Ela usou um tom de deboche, como sempre, e mostrou uma foto.
– Não me lembro de ter perguntado isso a você Patrícia. – Ela falou sarcástica. Segurei-me para não rir. E com essa resposta a cobrinha ficou ali sem ação. – Então Mel, responde.
– Você me paga sua magrela. – Patrícia rosnou, é a Sidney estava mesmo querendo briga. Sidney fingiu que nem a ouviu, e depois disso Patrícia foi embora.
– Acho que você ainda não me respondeu.
– Ela já disse tudo, eu vim pior que palhaço pra escola e fiquei trancada no banheiro esperando minha mãe trazer uma roupa um pouco mais descente. – fiz careta.
– Nossa, desculpa, mas não tem como não rir, você estava muito engraçada. – Ela riu, mas eu tive que concordar, estava mais estranha que o habitual, então tive que rir também.
O resto das aulas foram calmas, eu até estranhei por não ter acontecido nada hoje, fora o mico que eu paguei, claro. Deve ser só por hoje que eles me deixaram em paz, isso é bom. Assim que bateu o sinal anunciando o término das aulas todos começaram a sair e lógico, eu também, mas quando eu saí preferi voltar para a sala todos estavam lá fora me esperando e rindo da minha cara com fotos e vídeos, e o pior, foram chegando perto, mais perto, e então pegaram varias coisas, como lama, terra e varias outras coisas e começaram a jogar em mim, não tinha para onde fugir, pois para cada lado que eu ia eles estavam lá. Até que eu ouço uma voz familiar gritando.
– Vocês num cansam de fazer isso não seus idiotas, queria ver se fosse com vocês o que sentiriam. – Sidney falou com ódio aparente nos olhos.
– Fica quieta novata, se não vai acabar sobrando pra você também. — disse uma pessoa na multidão.
– Sidney fica quieta, vai embora. – Sussurrei quase chorando.
– Não, não vou deixar você aqui sozinha. – Ela gritou. –Saiam da minha frente, ou vocês vão ver seus idiotas.
– Olha só. E disse a defensora das horrorosas. – todos começaram a rir. Reconheci aquela voz na hora, era a Patrícia saindo do meio do tumulto. Depois de tanto tempo agüentando ela, eu não pude mais me conter e voei no pescoço dela. Dei puxões de cabelo, tapas, arranhões. E ela gritando. – Sai daqui sua esquisita, me solta, socorro. — mas eu ainda não estava satisfeita, eu queria matá-la, tamanho ódio que eu estava no momento. Sei que mesmo com os gritos histéricos dela ninguém separava. Isso para mim foi ótimo.
Mas como sempre existiam estraga prazeres, fomos separadas por dois homens fortes que passavam ali na hora, não sei de onde saíram, mas eu queria que tivessem voltado de onde vieram só até eu terminar o que queria. Enfim, depois de muitos chutes e tapas eu saí de cima dela, não tinha feito muito estrago nela, o máximo que ficou foram alguns arranhões pelo corpo e os cabelos que fiz questão de arrancar. Aquilo ficaria por pelo menos uma semana ou mais. Pelo menos uma vez na vida eu fiquei feliz com o que me aconteceu, assim pude dar o que aquela patricinha desgraçada merecia. Eu ainda estava sendo segurada por um deles, por que se ele me soltasse eu voltaria a bater nela. E ela de longe se levantou com uma certa dificuldade e começou a gritar.
– Sua desgraçada, você ainda vai me pagar por isso, olha só o estado em que você me deixou. – Ela disse ficando em pé com a ajuda das suas amigas e apontando pra mim. Eu já estava toda suja, descabelada, o que de pior poderia me acontecer? Melhor nem pensar por que se não eu me mato. Só ouvi o homem que estava me segurando falar.
– Olha só garota, se você quiser apanhar mais avisa por que essa aqui ta quase se soltando, não to mais agüentando segurar ela. – Depois disso vi Patrícia e suas seguidoras correndo para longe de mim ate que saíram da minha vista. E finalmente ele me soltou. – bravinha você hien garota. Quase não consegui te segurar. –deu uma risada, minha raiva ainda não tinha se passado totalmente então me apressei para ir embora, antes que acontecesse alguma coisa com ele.
– Ah claro, então por que não me soltou seu idiota? – rosnei irônica e sai dali correndo, acho que ele disse alguma coisa, mas não deu tempo de ouvir. Também não sei se a Sidney foi embora, pois no meio dessa confusão eu não me lembrei dela, enfim, amanhã falo com ela. Cheguei em casa toda rasgada, suja e suada, fechei a porta e deslizei por ela chorando, de ódio e de vergonha, mas finalmente eu consegui fazer o que a muito tempo estava querendo. E ainda vou ser pior, eu vou acabar com eles, um por um, nem que eu morra por isso. Sorri com essa minha idéia. É isso que eu vou fazer.
Subi para meu quarto, entrei no banheiro e tomei um banho demorado para tirar aquele cheiro de lixo do meu corpo, e chorei mais, será que é possível sofrer mais do que já sofro? Eu sempre me faço essa pergunta, e sempre acontecem coisas piores. Sai do banheiro e vesti uma roupa qualquer pra ficar em casa. E fui para cozinha comer, peguei um pacote de bolachas e uma lata de coca-cola, e fui pra frente da TV pra assistir os Simpsons. (não sei se eu já disse mais esse desenho é muito divo) Fiquei umas horas na frente da TV e me distraí a ponto de esquecer tudo o que havia acontecido hoje. Mas uma coisa eu não esqueci, era aquele homem que me segurou, não sei por que, mas parecia que ele não tinha medo nem nojo de mim. Não, Melanny sua idiota, é claro que ele te achou um lixo, não viu como você tava? Ele só te segurou pra você não bater mais naquela cadela. Lindo do jeito que era foi só hoje, e nunca mais você o verá. Dormi pensando nisso e acordei assustada, pois senti algo molhado em meu rosto, foi quando vi que o Pablo estava com um copo de água na mão e rindo. É, aquele idiota tacou um copo de água no meu rosto.
– Ei pirralha acorda. – ele disse com aquela cara de cínico e rindo. Ai como eu odeio quando ele faz isso. – vai dormir no seu quarto, que eu não quero que nenhuma visita se assuste quando te ver ai. – Eu sabia que ele estava brincando comigo, pois ele sempre fazia esse tipo de brincadeira, mas eu adorava meu irmão, ele era o único que me entendia.
– Eu não vou sair, melhor, assim ninguém vem aqui. – falei cínica. – quero ver quem me tira daqui. – e ele veio chegando mais perto, se agachou, olhou nos meus olhos e disse.
– Tem certeza disso irmãzinha? – eu balancei a cabeça em afirmação e dei a língua. – ok então, você que pediu. – então ele se levantou e num impulso me pegou nos braços e foi subindo as escadas dando altas gargalhadas e eu, claro, rindo junto. Parecíamos dois loucos, quase caímos duas vezes, até que chegamos em cima, ele me colocou no chão e disse. – ta gorda hein Mel, mais pesada que antes, mas acho que o peso é de ossos né. – ele riu e deu um peteleco na minha cabeça. Eu fiz uma careta, entrei no meu quarto e fechei a porta na cara dele. E então ele disse do lado de fora. – Oh educação viu maninha. – Eu ri e depois disso não ouvi mais nada, acho que ele desceu. Fui à frente do espelho e me olhei, de repente eu ouço alguém chamando meu nome, foi mais um sussurro e depois veio um vento, não sei de onde veio, por que a janela estava fechada, realmente eu me assustei e corri para a porta, mas ela estava trancada, virei para os lados com as mãos na cabeça e dei de cara com o espelho, nele tinha uma mulher, estava toda desfigurada. Ela estava falando alguma coisa, mas não se ouvia som, eram apenas sussurros, mas não eram dela, com medo disso tapei o espelho e fui correndo para um canto do quarto e me sentei ali gritando.
Notas finais
Bjs
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