Darkness
34 Capítulo 33
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Eu sei que vocês devem estar querendo me matar pela demora dos capítulos, -ou não, pela falta de comentários aqui Y.Y- mas não me matem, pois vocês não saberão o resto da historia se fizerem isso, haha u.u
Enfim, me perdoem pela falta de responsabilidade e fiquem com mais um capítulo de Darkness (:
Bgs e boa leitura.
– Desaparece quando eu quero respostas, me apaga e agora aparece com essa cara de santo. – Falei fazendo cara de tédio e batendo o pé no chão em sinal de impaciência.
– Me desculpe, você estava muito alterada ontem, não queria que ficasse pior. – Tanatos falou.
– Não seria bom para você que eu estivesse alterada, pois você não ia dar as respostas que eu queria, mas eu me lembro muito bem do que aconteceu, e olha só, eu ainda quero respostas.
– Diga, farei o possível para responder, as que eu quiser.
– As que você quiser? Ok, já é um começo. Então me diga, quem é Flora?
– Ok, Flora é uma maluca qualquer que fugiu da prisão, não fale com ela Mel, ela é muito perigosa, só tem aquele rosto bonito que você viu quando quer alguma coisa, mas depois ela pode ser o ser mais cruel que já existiu. Não acredite em nada que ela disser, pois ela é traiçoeira.
– E por que eu posso acreditar em você?
– Você acredita se quiser. Se não quiser que se dane. – Deu de ombros.
– Como você é grosso. Tudo bem, mas por que ela veio atrás de mim?
– Por que ela quer um corpo para voltar a forma humana, simples. Você é muito boba Mel, não percebe o que acontece a sua volta.
– É exatamente por isso que eu quero saber, já que sou tão boba assim.
– Você saberá no tempo certo Mel. – E então ele novamente desapareceu. Como eu tenho raiva de quando ele faz isso.
– Quando eu quero saber de alguma coisa ele nunca me diz, acho que vou perguntar para aquela tal de Flora, será que se eu chamá-la ela aparece? – Falei pensativa. – Acho melhor não, mesmo que eu não acredite em Tanatos tenho medo dela, muito medo. – Continuei falando sozinha e abri novamente a porta para descer.
O resto do dia foi calmo, sem nenhum desastre. Meus pais chegaram e foram direto para a cama, pois quando chegaram já era noite, Gabriel e Sidney já haviam ido para casa, afinal, eles só iam passar um dia e não morar lá para sempre. O resto da minha semana foi tedioso, voltei para a escola, fiquei a semana inteira fazendo trabalhos chatos e intermináveis, minha semana se resumiu a isso, trabalhos, escola, casa, não vi Gabriel e Sidney tão pouco na escola. Mas do mesmo jeito, Tanatos conseguia tirar meu tempo para me irritar com suas suspeitas infundadas sobre quem eu conheço ou até mesmo quando eu perguntava sobre algo, ele continuava desaparecendo. A quem será que eu posso perguntar? Por que pra ele já notei que não vai adiantar nada, ele sempre some, principalmente quando o assunto é Flora. Eu queria muito saber de onde aquela mulher havia saído. Quando finalmente chegou sábado eu consegui descansar, hoje eu sairia com meu irmão, Sidney e Gabriel para um parque e depois cinema ou ao contrario, a ordem disso pouco me interessava, contanto que eu não ficasse enclausurada dentro da minha própria casa.
Quando o relógio marcou 5 horas Gabriel e Sidney apareceram em casa, assim que ele me viu já veio me agarrando, não liguei para isso, deve ter sido a saudade depois de três dias sem nos ver. Eu já estava quase sem ar, mas ele não queria me soltar, só sabia me apertar e me beijar, e ainda nem tinha entrado em casa.
– Espera Gabriel, deixa eu fechar a porta caramba. – Falei me esquivando e finalmente conseguindo me soltar de seu abraço matador. Puxei-o para dentro de casa e tranquei a porta assim que ele entrou, e então ele começou de novo a me abraçar, que garoto grudento, nem me deixa respirar. Dei um empurrão fraco nele, e me soltei. – Calma Gabriel, hoje não é o ultimo dia da sua vida. O que você tem hoje criatura? Me solta. –Falei quando ele tentou me agarrar novamente.
– Estava com saudades de te apertar, te abraçar, me deixa aproveitar sua chata. – Fiz uma careta e timidamente fui chegando mais perto dele. – É assim que eu gosto, mansinha.
– Gabriel. – Repreendi e ele riu.
– Desculpa amor. – Falou me dando um beijo.
– Melhorou. E Sidney, onde está? – Perguntei olhando para os lados só fazendo conta dela agora.
– Não sei, ela estava do meu lado ainda a pouco, e agora sumiu.
– Eu estou bem aqui, que coisa feia, só agora fazer conta da sua melhor amiga Mel, isso não se faz sabia? – Falou saindo da cozinha com um copo de água na mão. Sái de perto de Gabriel e corri para abraçá-la. – Olha só a falsidade tomando conta do recinto. – Continuou, rindo e eu ri junto.
– Ai amiga, que mentira, foi esse safado ali que me agarrou, e você sabe eu não tenho força para disputar com ele. – Apontei para Gabriel que me olhou malicioso. — Mas eu estava com saudades de você. – A abracei novamente.
– Mas eu te vi ontem e anteontem, ou seja, a semana inteira criatura. – Falou batendo na minha testa.
– Eu sei, mas não nos falamos direito, nessa droga de semana corrida, e deixa de ser chata e diz que estava com saudade de mim AGORA. – Falei autoritária, mas depois ri.
– Olha só a coitada, pensa que manda em alguma coisa. – Falou me dando outra tapa, que menina agressiva. – Mas eu estava sim, de ficar aqui as tardes, fica chato estudando sozinha em casa. – Assenti e então senti mãos na minha cintura.
– Acho que você já matou a saudade dela não é? – Gabriel falou, se referindo a Sidney.
– Não. – Sidney respondeu, pegando no meu braço e começando a puxar junto com Gabriel que ainda me segurava pela cintura.
– Calma, gente, se não daqui a pouco estão me partindo em duas. Me soltem. – Me soltaram e então eu me achando disse. – Tem Mel pra todo mundo gente. – Continuei, abrindo os braços e rindo, Sidney fez uma cara de tédio e jogou uma almofada que estava próxima na minha cabeça riu e foi se sentar no sofá.
– Bom, já que ela não quer eu quero. – Falou chegando mais perto de mim e me puxando pela barra da minha blusa. Começamos a nos beijar, ele me apertava, subia e descia as mãos bobas por todo o meu corpo, me levantando e me sentando na bancada, mas sem partir o beijo, até que ouvimos um barulho bem próximo de onde nós estávamos.
Viramos rapidamente os rostos em direção ao barulho e tivemos um susto enorme, Pablo estava ali nos olhando com uma colher na mão.
– Desculpa gente, eu estava passando aqui, queria tomar um danone peguei a colher e ela caiu. – Falou erguendo a colher. Ok Pablo, eu acredito nisso sim, tanto quanto acredito em unicórnios, fadas e gnomos. Não nos mechemos de onde estávamos, apenas olhando para Pablo, Gabriel estava com uma cara de pronto para matar e eu apenas surpresa. Imagina o que ele ia dizer, não estávamos em condições de reclamar, estávamos na cozinha, Gabriel no meio das minhas pernas, com uma parte de sua blusa levantada e apertando minha cintura, não sei como Pablo não teve um ataque, aposto que depois ele pega o Gabriel sozinho e arranca a cabeça dele.
Eu já não estava no clima para continuar daquele jeito em que estávamos, então desci da bancada e Gabriel ficou me olhando como quem não havia entendido nada.
Sem dizer nenhuma palavra sai deixando-o sozinho e fui para a sala me juntar a Pablo e Sidney. Olhei para Pablo e ele apenas me olhou e voltou a conversar com Sidney. E então Gabriel chegou por trás de mim, me abraçando e falando no meu ouvido.
– Por que saiu de lá, e sem me chamar? – Virei e usei o mesmo tom que ele usou.
– Por que o Pablo atrapalhou, e eu não estava mais afim, desculpe. – Falei dando um beijo nele e voltando a olhar para frente. – Ainda vamos ou já desistiram?
– Não sei, eu e a Sidney estávamos conversando agora, não quero mais ir e muito menos ela, prefiro ficar em casa e fazer algum jogo, assistir filme, comprar uma pizza sei lá. – Falou dando de ombros. Eu olhei para Gabriel, ele deu de ombros e então eu disse.
– Tudo bem, nós ficamos também. – Falei indo me sentar e puxando Gabriel junto comigo que se sentou no sofá e me puxou para seu colo. – Ainda tem lugar aqui sabia. Não precisava disso. – Sussurrei em seu ouvido, ele acha que eu sou uma criança, pra ele ficar carregando no colo, eu tenho pernas se ele não sabe. Mas de qualquer maneira, já estava me acostumando com isso.
– Para de ser chata Mel, eu quero você aqui e pronto. – Falou mordendo meu ombro.
– Alem de tarado, virou canibal agora foi? – Perguntei irônica e dei uma tapa nele.
– Virei sim, principalmente se for com você. – Respondeu me dando outra mordida, era só o que me faltava, arranjei um tarado canibal pra ficar na minha cola. Dei uma tapa nele e revirei os olhos rindo. – E você continua a agressiva de sempre. – Continuou, fazendo uma careta e depois falando no meu ouvido. – Adoro isso.
– Mas então gente, o que vamos fazer? Não quero ficar parada a tarde toda. – Falei, ignorando Gabriel e batendo os pés impaciente.
– Para Mel, isso está me deixando nervoso. – Gabriel falou segurando minhas pernas me impedindo de continuar.
– O que querem fazer primeiro? – Pablo perguntou.
– Não acredito que não saímos e você nem sabe ainda o que vamos fazer. – Falei irritada.
– Mel fica quieta. – Gabriel falou.
– Vamos jogar qualquer coisa. – Dito isso, me soltei de Gabriel e subi as escadas correndo para chegar logo ao meu quarto. Comecei a fuçar em tudo até que achei alguns jogos no meu Closet. Peguei todos eles e desci correndo novamente. – Bom, já que ninguém se mexeu, eu subi e peguei alguns jogos que eu tinha, estão aí. – Coloquei os jogos em cima de uma mesa. Primeiro jogamos uno, eu ganhei na maioria das vezes. Até que a tarde foi legal, jogamos varias coisas, pedimos pizza, assistimos a um filme.
Quando a noite chegou Sidney e Gabriel foram embora e ficamos apenas eu e Pablo sozinhos, por que meus pais novamente não haviam chegado em casa. Estava virando de costume eles chegarem tarde. Ficamos assistindo TV, até que o Pablo me chamou a atenção, ele parecia sério.
– Mel.
– Hmm.
– Desculpe, mas eu sou seu irmão mais velho, então me preocupo.
– La vem, fala Pablo. – Falei entediada, dando atenção a ele.
– Não quero que você fique daquele jeito com Gabriel, você ainda é muito nova e não pode ficar se agarrando assim, e essa não é a primeira vez que eu vejo isso Mel, por favor, tenha mais respeito pelos outros e por si mesma. – Fiquei sem palavras, eu sabia que ele falaria alguma coisa, mas não isso. Olhei em seus olhos e comecei, arrependida.
– Me desculpe, eu prometo que não faremos mais isso, nem na frente de ninguém nem por trás, também não gosto disso. – Fui sincera.
– Eu não estou falando isso por mim Mel, eu estou falando por você, você alguma vez já me viu passando da conta com a Sidney? – Neguei. – Então, por favor, eu peço se de mais valor, Gabriel é meu amigo eu sei, mas não é por isso que pode fazer qualquer coisa com a minha irmã, eu não gosto nada de ver minha irmã que tem apenas 13 anos naquele estado de hoje mais cedo, imagina se não fosse eu, se fossem nossos pais, não quero que aconteça novamente estamos entendidos? – Falou repreensivo e depois me abraçou. Eu me senti segura naquele abraço, mesmo que Pablo fosse somente meu irmão, eu o respeitava muito, não importa em qual assunto fosse.
Assim que me soltei dele subi para meu quarto e como já estava tarde deitei e menos de cinco minutos depois já estava dormindo, desde aquele dia em que eu passei a noite acordada, não sei exatamente pelo que, eu não tive mais pesadelos, muito menos vozes falando na minha cabeça, apenas Tanatos, ou seja, o de sempre desde que ele começou a falar comigo.
Passou-se então um mês, e eu já estava quase que firme com o Gabriel, mesmo eu negando todos os seus pedidos de namoro, ele dizia que estávamos namorando. Mas eu não ligo, eu e Sidney estamos mais grudadas que nunca, ela e Pablo se assumiram e estão namorando. Tanatos continuava falando que meus amigos me trairiam quando chegasse a hora, e bem, eu continuo não acreditando. Flora nunca mais apareceu, deve ter sido abduzida ou presa, como Tanatos havia me falado. Às vezes eu via o Alex, só que nunca mais tínhamos tocado na ultima vez que tínhamos ido ao parque e que quase ficamos. Eu havia ficado um pouco curiosa, confesso, queria saber se ele tinha a pegada. Para Mel. Você tem Gabriel e não precisa de mais ninguém.
Estava eu, voltando de mais um dia de escola, desta vez sozinha, Sidney havia faltado na escola, eu estava caminhando vagarosamente ao lado do parque, caminho que sempre faço todos os dias, até que ouço chamarem o meu nome, olhei para todos os lados possíveis e finalmente achei a pessoa que me chamou.
Notas finais
Acredito que o próximo post não será tão demorado assim.
Enfim, apenas digam se estão gostando ou não, o que precisa ser melhorado e se houver algum erro no texto também. Obrigada as lindas que não desistiram de ler e que fazem seus comentários divos para que eu fique feliz e continue a postar.
Se acharem que mereço, indiquem para outras pessoas, recomendem, que ficarei muito contente por isso.
-E eu ainda disse que tava sem assunto :O kkk-
Vou ficando por aqui, uma ótima noite e até o próximo capítulo.
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