Darkness
24 Capítulo 23
Notas iniciais
Desculpem não ter postado mais, estou um pouco doente e com febre desde ontem então só vou postar um capitulo hoje, e pra compensar, esse é maior que os outros. Não sei quando será a próxima atualização, espero que seja logo (:
Espero que curtam esse capitulo e que comentem dizendo o que acharam.
Boa Leitura.
Quando ela chegou, atacamos sem pensar, tinha batatas, refrigerantes, e várias outras coisas. Eu amo batatas fritas. E então alguém chega do nosso lado e pergunta.
– Oi, posso me sentar com vocês? É que está tudo ocupado. – Sim, era ele, Maicon, parece que quando eu penso que nunca mais verei as pessoas me aparecem. Eu olhei para boca grande da Sidney já falou.
– Então é esse o menino que você falou Mel? – Eu apenas assenti. – Bonitinho mesmo. – Ela disse sorrindo, eu acho que fiquei vermelha ou talvez ate roxa de vergonha. Tudo bem Sidney, depois eu te mato. Olhei para ela que continuava rindo com aquela cara de cínica, e ouvi uma risadinha dele.
– Desculpe, como é mesmo o seu nome? – Maicon indagou se referindo a Sidney.
– Sidney. – Sorrindo, ela levou algumas batatas a boca.
– Não faz assim Sidney, vai deixar a Mel com vergonha, coitada. – Ele disse rindo, ai que cínico. – E então, o que estão fazendo aqui?
– Não tivemos aula e viemos assistir um filme, e bem, agora estamos aqui, comendo, ou tentando. – Eu ri. – E você?
– Não sei, estava sem o que fazer, como vocês, e vim.
– Mas sozinho? – Perguntei curiosa.
– Sim, não tenho muitos amigos. As pessoas parecem não gostar de mim do jeito que eu sou. Mas tudo bem, não ligo, melhor do que rodeado de gente falsa. – Ele disse sorrindo. – E então, o que vão fazer depois daqui?
– Ainda não sabemos, Por que não? – Perguntei.
– Por nada, não quero mesmo.
– Ok, então nós ficamos. – Sidney falou dando de ombros.
Ficamos naquele Shopping o dia inteiro. Nos divertimos, vimos outros filmes e nos conhecemos melhor, o nome dele era Maicon, tinha 15 anos, era muito legal, só não gostei de uma coisa, ele gostava da Lady Gaga, eu detesto aquela mulher. Mas tudo bem, isso não me interessa. Quando já eram 07h00min da noite nós saímos do shopping e ficamos andando pelas ruas, estava ótimo. Mas tínhamos que nos despedir, não podíamos ficar fora de casa o dia inteiro, sem dar noticias, apesar de que minha mãe me ligou algumas vezes enquanto estávamos lá, a mãe de Sidney também, então não tinha problemas.
Ele foi nos deixar em casa, sim, Sidney dormiria em casa de novo, a mãe dela não estaria lá, estava no trabalho e ia passar a noite fora. Incrível como o mundo é pequeno, ele morava a apenas três ruas da minha casa. Como eu nunca vi aquela criatura antes? Mas pensando bem, eu não conheço nem quem mora ao lado da minha casa.
Despedimo-nos, ele foi para casa e quando nós entramos em casa, logo fomos bombardeadas de perguntas pelo Pablo.
– Quem era aquele garoto estranho? – Perguntou fazendo uma cara séria
– Só um amigo – Dei de ombros
– Namorado? – Ele me encarou
– Se fosse qual é o problema? – Mostrei a língua enquanto puxava Sidney para o quarto.
Subimos para nosso quarto. – Não era mais meu, pelo menos não enquanto Sidney estivesse lá. – Ficamos conversando sobre vários assuntos durante várias horas.
– Vou na cozinha comer algo, quer que te traga alguma coisa? – Perguntou quando já estava na porta.
– Trás sim um sanduíche Alfredo, enquanto isso vou tomar banho – Falei em um tom autoritário e em seguida dei uma risada de leve.
– Tá bom. Garota que esbarra em garotos misteriosamente bonitos – Ela mostrou a língua.
– Mais respeito ou irei te demitir Alfredo – Falei apontando para a porta.
Nós duas caímos na risada e assim que ela saiu do quarto eu entrei logo no banheiro por que se não eu não iria tomar aquele banho nunca.
Minha semana passou muito rápido, Sidney já havia voltado para sua casa, mas sempre estava indo para minha casa, parece que aqui era sua segunda casa, Maicon era muito legal nós três estávamos saindo sempre que podíamos. Era muito divertido quando nos juntávamos. Não saia nada de bom, admito. Quanto mais os dias passaram ficava mais perto das aulas voltarem, bem que dizem que alegria de pobre dura pouco.
Descobri outra coisa sobre o Maicon, ele estudava na mesma escola que eu, só que a noite, bem que eu queria poder estudar a noite, mas na droga de escola que eu vou só podem estudar a noite depois do primeiro grau, então sem chances. Minhas aulas voltaram finalmente e todos os dias foi a mesma coisa, levantei sozinha, já que Sidney não estava mais em casa para me acordar, me arrumei, comi e fui para a escola. Hoje eu estava muito animada, pois iria ao parque com Sidney e Maicon depois da escola, ele passaria em casa um pouco depois do fim das aulas.
Cheguei na escola encontrei Sidney, conversamos e entramos, eu percebi que alguém me olhava diferente, olhei em volta e reparei que era o Caio aquele idiota, agora que eu estava “mais bonita” e mudada ele estava correndo atrás de mim, eu não dava atenção a ele e apenas ria das suas atitudes idiotas para tentar me agradar, mas era só eu mandar ele sair, que ele saia sem ao menos dizer uma palavra, tem algo bom nisso, agora eu posso dar o fora nele a hora que eu quiser, mas ele sempre volta, isso já está me irritando.
Depois daquele dia na praça, eu não vi mais o Alex, talvez por que eu não fui à escola, inteligente você Mel. Estou muito ansiosa para voltar a vê-lo. Parece que eu estou pressentindo que vai acontecer algo se eu encontra-lo, ou deve ser só coisa da minha cabeça mesmo. Do jeito que eu penso coisas. Tanatos nesse meio tempo, estava quieto, não falava mais comigo, nem quando eu chamava quando estava sozinha. Estranho da minha parte, quando ele falava, eu queria que parasse e finalmente quando para eu quero que volte para conversar.
As aulas se arrastavam vagarosamente me dando agonia a cada minuto que se passava, parece que quando queremos muito uma coisa, o tempo demora séculos a passar, já deveria ter me acostumado com isso, até por que sempre que eu estava na escola era assim, mas hoje, especialmente hoje, eu estava com pressa. Como sempre as aulas foram um completo tédio. Não prestei atenção em nenhuma, acho que isso já estava virando de costume, não estava mais ligando para a escola, mas mesmo assim, não prestando atenção em nada, eu conseguia saber do que se tratava depois, não pergunte como, nem eu mesma sei o que se passa comigo, mas não me importo, isso é bom, não preciso ficar perdendo meu tempo com coisas que provavelmente saberei depois.
Finalmente as aulas acabaram, eu dei graças, e praticamente sai correndo para casa, segurando Sidney que estava resmungando.
– Se acalma garota, espera. – Se soltou e parou ofegante. – Pra que toda essa pressa?
– Se esqueceu de que vamos ao parque?! – Respondi animada.
– Como se você nunca tivesse ido a um antes. – Ela disse revirando os olhos.
– Eu já fui sim. – Dei língua para ela. – Mas é que, sei lá, eu estou sentindo que alguma coisa vai acontecer sabe.
– Ah sei. – Falou me olhando desconfiada. – Será que não é por causa de quem vai conosco?
– Lógico que não, o Maicon é só meu amigo, nada a ver, não viaja Sidney. E não é exatamente por ele que eu estou assim, nem eu sei o porquê de estar assim.
– Claro, mas nós só vamos mais tarde depois das 2 horas, e ainda é 12:43, então se acalma que não vai adiantar em nada ficar desse jeito.
– Tá bom, mas vamos continuar, por que se você não percebeu, estamos no meio da rua. – Comecei a andar novamente deixando-a para trás. – Agora você corre né. – Falei quando a vi novamente ao meu lado ofegante.
Me despedi de Sidney assim que cheguei perto de casa e fui sozinha, entrei, como sempre, o silencio predominou dentro daquela casa, fora os barulhos que eu fazia, era meio chato ter que ficar naquela casa enorme sozinha novamente, por isso, qualquer proposta que me fizessem de ficar fora de casa, eu aceitava na hora. Subi para meu quarto, joguei minhas coisas em cima da cama e fui direto para o banheiro, estava muito calor e eu precisava de um banho urgente. Tomei meu banho, coloquei uma roupa mais fresquinha e desci para arrumar algo para comer. Miojo, sim a preguiça estava tomando conta de mim naquele momento. Estava feliz por estar comendo, mesmo que fosse aquilo. Como eu não consigo comer numa mesa, logo fui para frente do sofá, e liguei a TV, estava passando desenho, ótimo, melhor do que jornal. Não sei quanto tempo eu fiquei assistindo, quando eu estava vendo meus divos perdia noção das horas.
Ouvi a campainha tocar, fui atender, era a Sidney. Ela estava linda, mas o que ela estava fazendo agora na minha casa? Não foi ela que disse que era eu quem estava com pressa? Vamos ver então. Dei espaço para que ela entrasse e a folgada já foi sentando no sofá.
– O que está fazendo aqui? – Perguntei.
– Falando assim parece que nem queria que eu viesse. – Ela disse fazendo uma careta.
– Não é isso, você sabe que não, apenas estou curiosa. – Falei sentando ao seu lado ficando em silencio para que ela falasse.
– Tudo bem, eu estava em casa sem o que fazer, e decidi vir aqui, ver minha melhor amiga, passar o tédio, e você sabe, esperar, não ia aguentar ficar sozinha na minha casa.
– A sei, puxa saco. – Ela me deu língua e eu ri. – Se você não viesse eu iria à sua casa, não queria ficar aqui sozinha também.
– Está vendo como não consegue ficar sem minha pessoa? – Falou pulando no meu pescoço, falando sério, acho que ela quer me matar, só vem no meu pescoço.
– Tá bom, sem escândalo, e vou pedir de novo, não me mata, se você me ama mesmo, não me mata. – Falei tentando me afastar do seu abraço quase fatal.
Ficamos assistindo TV e comendo besteiras por horas, quase impacientes, parecia que ele tinha nos esquecido e que não viria mais. Já eram mais de 7 horas quando ele chegou, com aquela carinha de sonso, quase voei no pescoço dele.
– Você diz que vem depois das duas horas, e só chega agora? Nos fez esperar a tarde toda sua besta. – Falei estapeando ele, que a meu ver, achou engraçado, pois ficou rindo. – Do que você está rindo?
– De você, eu disse que viria depois das duas, não especifiquei que hora seria. – Falou e deu uma tapa na minha testa. – Sua lesa.
– Amiga, ele está me chamando de burra? – Perguntei a Sidney.
– Acho que o lesa, foi pra não piorar o caso. – Ela respondeu rindo.
– Agora é você que está me chamando de burra? – Ela apenas deu de ombros e riu.
– Vocês ainda querem ir? – Maicon perguntou.
– Lógico que sim, você acha que eu iria ficar esperando o dia inteiro por uma coisa e desistir? Nunca. – Respondi entediada.
– Apoiada amiga.
– Então vamos.
– Espera, eu quero ir junto. – Pablo falou aparecendo na sala.
– Se não tiver problemas, vamos. – Maicon respondeu.
– Vamos logo. – Falei apressada.
– Combinei de ir com o Gabriel, mas nos encontramos lá mesmo.
Quando ele disse aquele nome, meu coração começou a disparar tão rápido, que parecia que ia sair pela boca, ou até mesmo explodiria dentro de mim.
– Ele... Ele vai? – Perguntei gaguejando.
– Sim, por quê? Algum problema? – Pablo perguntou.
– Nenhum, contanto que ele não fique perto de mim, não tem nada. – Respondi dando de ombros. Mas meu coração ainda estava aos pulos, por que será que só de ouvir o nome daquele traste eu fiquei assim? Deve ser de tristeza, por que ele ia acabar com minha felicidade, é isso mesmo, deve ser, ou não.
– Então vamos ou querem falar sobre mais alguma coisa? Como o tempo, a bolsa a bolsa de valores...? – Sidney falou impaciente na porta de casa.
– Vamos, não quero sair daqui amanhã. – Puxei Maicon e Pablo que ainda estavam dentro de casa.
Saímos porta a fora, fizemos uma zona no meio da rua, todos os que nos viam nos chamavam de malucos, só por que estávamos cantando e gritando no meio da rua, isso é ser maluco? Claro que não. Mas enfim, não demoramos muito para chegar ao parque, que por sinal só olhar de fora, dava para ver perfeitamente que estava lotado, quando eu bati o olho na entrada do parque quem vejo? Sim Gabriel, as palpitações voltaram a me atacar, só que agora mais intensamente. À medida que chegávamos mais perto eu ficava mais e mais aflita, então grudei no braço de Sidney e Maicon que me olharam sem entender nada. Assim que chegamos perto dele, ele já veio nos cumprimentar.
Notas finais
Bgs e até a próxima.
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