Darkness
20 Capítulo 19
Notas iniciais
O que estão achando?
Boa Leitura (:
O tempo se passou como vento e rapidamente já estávamos no intervalo, assim que o sinal bateu, fomos as primeiras a sair, quer dizer, eu apenas me levantei e esperei uma pessoa em especial passar, Patrícia é. Assim que ela se levantou e ia passar por mim, coloquei o pé na frente e ela tropeçou, e correu quase caindo em direção à parede, ela só não bateu por que aquelas amiguinhas dela a seguraram, se não tinha se esculachado lá, como elas são estraga prazeres. Assim que vi aquela cena, que eu mesma havia provocado quase cai no chão de tanto rir junto a Sidney, com toda a ajuda delas ela conseguiu se recompor.
– Ai que coisa Patty, você esta bem? – Perguntei cínica.
– Foi você que fez isso. Sua... Sua... sua.
– Sua...? – Repeti o que ela ia falar chegando mais perto dela. – Sua o que?
– Sua vadia. Foi você quem fez isso. – Acusou furiosa.
– Que feio Patrícia, me acusando, por acaso você tem provas?
– Tenho sim, minhas amigas estão de prova que foi você que fez isso. Você vai ver.
– Ok, e suas amigas viram exatamente o que?
– Você colocando o pé para eu cair, sua idiota, não finja de desentendida. – Ela disse aumentando o tom de voz.
– Eu não estou fingindo nada, não venha dar uma de louca pra cima de mim, e baixa o tom sua vadia que não tem ninguém gritando com você. – Eu não havia percebido, mas eu também estava aumentando minha voz, mas tudo bem, eu posso, ela não. Então ela se encolheu ao lado delas. – Agora sai daqui antes que eu faça alguma coisa com você sua idiota.
Elas saíram de lá quase correndo, era a segunda vez que eu fazia isso com elas, era ótima a sensação de que eu estava sob controle, e que elas tinham medo de mim, a sala toda viu e ficaram rindo, eu e Sidney não ficamos muito atrás, parecíamos duas loucas rindo e cambaleando pelos corredores.
– Ai Mel, a melhor coisa foi o tombo, nunca vou esquecer, seria melhor ainda se ela não tivesse sido segurada. Mas mesmo assim, nunca vou conseguir me esquecer, essa vai ficar para a historia, meus parabéns. – Ela disse rindo e batendo palmas, e eu apenas agradeci fazendo uma reverencia. – Ai para, minha barriga está até doendo de tanto rir, vamos logo para o intervalo. – Ela falou me puxando para o pátio. Assim que chegamos lá, foi a mesma coisa, todos me olhando e blábláblá. Sendo admirada, e seguida com vários olhos por onde passava.
– Amiga, vamos ao banheiro. – Sugeri não dando tempo para ela pensar, pois já saí em direção ao banheiro em seguida.
– Vamos. – Me seguiu. Entramos, não tinha quase ninguém, mas as que estavam, só bastou um olhar para elas que foram saindo aos poucos ate ficarmos só eu e Sidney lá dentro. Melhor que assim ninguém ficava nos olhando com aquelas caras de bunda de sempre. Ficamos lá algum tempo e então saímos. E ficamos andando pelo pátio por algum tempo e ouvindo músicas até que o sinal finalmente bateu anunciando que era para voltarmos para a sala. Voltamos, e que ótimo, ciências, de novo, pelo visto vou morrer de tédio, coisa que sempre faço quando tem essas aulas chatas, quem quer saber sobre o corpo humano, ou melhor, no que eu vou usar isso na minha vida? Sempre me pergunto isso, mas nunca obtenho uma resposta.
Depois de duas aulas de puro tédio, a ultima foi matemática, melhor ainda, meu dia foi ótimo, fora que os alunos e professores notaram a minha mudança, o que também já estava ficando chato dizer que era eu toda hora e ver os mesmos rostos sem expressão alguma, como sempre, como eu disse antes, esse povo não tem mais ideias boas. Quando finalmente todas as aulas acabaram, eu fui saltitando até a porta juntamente com Sidney, que se duvidar, estava mais feliz que eu por ter saído daquele inferno. Hoje era segunda e como eu já sabia, era o ultimo dia de Sidney morando lá em casa, ela estava muito contente, pois ia voltar a ver a mãe dela, eu não gostei muito da ideia de ela ir embora, mas ela tem a mãe dela, a casa dela, não iria ficar o tempo todo morando na minha casa.
Quando estávamos saindo, senti uma pontada no meu peito, era a mesma coisa que senti na noite em que tudo escureceu em casa, estava mais forte, uma coisa muito ruim iria acontecer, eu só não sabia o que, fiquei alarmada para qualquer coisa que fosse, Sidney notou minha súbita mudança de humor e me perguntou, mas eu não quis responder para não deixa-la preocupada.
Estávamos indo em direção à saída da escola até que escuto alguém gritando meu nome, nós duas nos viramos para trás e vimos quem era, meu professor de geografia, sim o Marcos, e... O irmão dele? Esforcei-me para poder vê-lo direito, e sim, era o próprio, e estavam nos chamando para ir até eles. Como que num encanto, eu esqueci aquela dor e fui em direção a eles puxando Sidney pelo braço. Assim que chegamos lá eu quase cai, eles eram mesmo parecidos, e o pior, lindos, quase babei mas me recompus.
– Então Mel, esse aqui é o meu irmão, o nome dele é Alexander. – Ele disse apontando para a perfeição ao seu lado, ele não parecia tem mais que 19 anos, quase não prestei atenção ao que Prof. Marcos estava falando, quando finalmente Alexander se pronunciou.
– Oi, acho que você não é a menina da briga. – Ele disse encarando o meu professor.
– É ela mesma, só esta diferente. – Ele disse com animação. E eu para reforçar, assenti afirmando.
– Não é possível, como ela está diferente. – Ele disse olhando para mim, mas ainda falando com o irmão.
– Bom, eu acho que ainda estou aqui. – Falei erguendo uma das mãos, talvez para eles me notarem e pararem de falar entre si, o que funcionou perfeitamente. – E repetindo, sou eu sim, aquela coisa suja e... Você viu. – Eu disse ele riu e assentiu.
– Ok, é você mesmo, não reconheci muito bem, pois está diferente, e mais calma do que naquele dia, se é que me entende. – Sim, eu entendi, ele se referia a Mel selvagem que ele conheceu, lembrando disso, eu ri. – Bom, como você já sabe meu nome é Alexander, mas prefiro que me chamem de Alex, como é mesmo seu nome?
– Melanny, Mel, prazer, e essa é Sidney, minha amiga. – Falei apontando para ela, que parecia estar viajando, como eu estaria se não tivesse que me manter concentrada na conversa, então cutuquei ela.
– Hã? O que? – Ela perguntou olhando para os lados, ótimo, ela despertou. – A, desculpe, Sidney. – Ela disse um pouco corada, eu dei uma risadinha e ela me lançou um olhar mortal.
– A claro, prazer. Bom eu já estou indo, depois conversamos, e Mel, eu não consegui esquecer aquele dia. – Ele deu uma risada gostosa de se ouvir. – Queria muito te conhecer. Já vou indo meninas, tchau. – Ele nos deu um beijo e então se foi, seguindo o seu irmão. Eu fiquei paralisada por alguns segundos até finalmente conseguir falar alguma coisa e foi...
– NOSSA QUE GATO. – Gritei, não me importei com quem escutaria, o que de fato deveria, pois ele ainda estava a uma distancia considerável, e pode me ouvir. Virou-se para trás e riu, acenou e voltou ao seu caminho. Eu fiquei boba, de com o que eu acabara de fazer, mas tanto faz, já foi mesmo. Sidney que apenas olhava falou.
– Amiga, o que foi isso, será que isso foi real? Me belisca. – E como eu sou uma ótima amiga, belisquei seu braço. – Ai sua malvada, eu estava brincando. – Ela disse passando a mão no local onde doía. Eu apenas ri. – Então quer dizer, que mais de perto ele ainda é melhor, teve a quem puxar. – Ela disse com olhar malicioso.
– Como pode, essas meninas de agora estão mais safadas do que antes, o mundo está perdido senhor. – Eu disse colocando as mãos na cabeça olhando para cima em tom de desespero e ri em seguida. Sou uma ótima atriz não?
– Ai Mel, não fala isso, eu não sou safada, apenas sou realista, é diferente. – Ela disse piscando pra mim e em seguida rindo. – Bom amiga, aqui está ótimo, mas eu estou com saudades da minha mãe, será que ela já chegou em casa?
– E eu que sei, não saberemos se continuarmos aqui. Você vai passar primeiro na sua casa ou na minha?
– Na minha, quero ver minha mãe logo, depois passo na sua e pego minhas coisas, vamos. -e novamente fui puxada.
Como eu sou uma ótima amiga, acompanhei Sidney até a casa dela e entramos, a casa estava totalmente silenciosa.
– Estranho, minha mãe já deveria ter chegado. Mãe? – Sidney gritou chamando por ela, e então o telefone tocou, senti aquela dor voltar ao meu peito assim que ouvi o barulho do telefone, que logo parou, pois Sidney atendeu.
– Sim? Eu sou filha dela. – Ela dizia ao telefone, eu me encostei perto para que pudesse ouvir a conversa, e foi o seguinte.
– Oi, eu sou do hospital... – Não consegui ouvir o nome. – E estamos tentando te ligar desde ontem. – Dizia uma voz de mulher ao outro lado da linha.
– Do hospital? Que hospital? E para que?
– Meu nome é Carmen, sou de NY, estou ligando para lhe dar uma péssima noticia.
– Diga logo, antes que eu morra aqui na linha moça. – Ela disse impaciente.
– Você precisa ser muito forte. Bom vou dizer, sua mãe, sofreu um acidente de avião ontem de madrugada, no qual nenhum dos passageiros sobreviveu, e bem, ela também não.
Notas finais
Espero que estejam gostando e quero reviews para postar o próximo capítulo hien (:
Bgs
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