Darkness
14 Capítulo XIII - Muita coisa para minha cabeça.
Notas iniciais
SPOILER: Digamos assim, Patch e Nora vão ter uma pequena briguinha e depois acoplar. -ui :)
Mas enfim, boa leitura.
Meu celular vibrou em cima do criado mudo e eu derrubei-o no chão para ele parar de tocar. Virei para o outro lado ainda deitada, e percebi que Patch já tinha ido embora. Nós não fizemos sexo nem nada, foi uma noite boa, apenas conversamos sobre nossas vidas e nos conhecemos mais.
Eu ainda estava chocada por tudo aquilo, ficara boquiaberta com as coisas que Patch contara sobre os arcanjos e os nefilins. O fato de Talitha, uma de minhas melhores amigas ser uma, me deixou arrasada, ainda mais por que ela não sabe de nada.
Como os pais dela não falaram nada? Como seu irmão não contou nada?
Levantei-me quando já eram 07:30, estava atrasada, então tomei um banho rápido e coloquei a primeira roupa que tirei de meu guarda roupa. Dorothea chegava hoje, o que era bom por eu ter uma companhia e ruim por ela não aprovar meninos dentro de casa. Se ela soubesse o que aconteceu nos últimos dias...
Cheguei na escola e todos já estavam em suas salas, corri pelo corredor e empurrei a porta com força ao entrar. Todos olharam para mim quando entrei, Patch abriu aquele sorriso de canto de boca e voltou a se concentrar em seu caderno. Vee me olhou como se quisesse explicações e Marcie Millar com uma expressão de raiva no rosto.
Fui me sentar ao lado de Patch, e ao invés de copiar, abaixei a cabeça e fiquei pensando sobre tudo que acontecera. Sabia que não deveria ter escolhido ficar com Patch, mas eu gostava dele, até demais.
Quando percebi, o dia todo já tinha se passado e eu já estava saindo da escola com Talitha e Vee ao meu lado. Vee tagarelava como sempre, planejando de irmos ao cinema hoje a noite, tudo o que fiz foi concordar com a cabeça, enquanto as duas discutiam sobre qual filme iríamos ver. Eram quase 20:00 quando saímos da casa de Vee para ir ao cinema ver um filme de romance qualquer.
Nos sentamos na ultima fileira, as duas comendo pipoca e doces e eu sentada no canto, não dando a mínima para o filme e muito menos para os comentários das duas. Sai com a desculpa de que ia ao banheiro e numa das curvas que o corredor fazia, encontrei Scott. Ele estava sentado no chão com as habituais roupas pretas e apertadas (que ele usava só para destacar mais os músculos, como a própria irmã dizia).
— Nora, oi. – Scott tinha tirado os fones de ouvido para falar comigo. Eu sabia que estava com uma cara esquisita enquanto olhava para ele, mas eu simplesmente não conseguia parar de pensar naquilo. Scott num exercito? Ajudando os Nefilins?
Sacudi a cabeça como se aquilo fosse tirar tudo de minha cabeça e sentei-me ao seu lado no chão lustroso do cinema.
— Oi... O que você está fazendo aqui?
— Que felicidade ao me ver, hein Nora.
— Quero dizer, aqui sentado no chão. – Revirei os olhos e ele abriu aquele sorriso colgate dele.
— Minha mãe quis que eu viesse com a Talitha, ela costuma bagunçar um pouco demais quando sai.
— Ah, é. Tipo você quando ia para aquelas festas no 9° ano?
— Quase... Você e aquele tal de Petch estão juntos?
— É Patch.
— Você ainda não me respondeu...
Na verdade, nem eu sabia a resposta. Eu gostava de Patch, mas não queria arriscar minha vida assim. Eu tinha medo do que um relacionamento como aquele poderia causar, do mal que poderia fazer para as pessoas que eu conheço.
Abaixei a cabeça e fitei o chão, Scott disse, impaciente, ao meu lado:
— Nora?
— Não, não estamos juntos.
— Pelo o que ouvi da conversa de Talitha e Vee vocês são bem próximos.
— Espera, você ouve as conversa da sua irmã?
— Passei pelo quarto dela bem na hora. – E deu os ombros como se fosse verdade mesmo.
— Ah, sei.
Um silêncio se seguiu, e Scott se levantou.
— Quer que eu te leve para casa? Já que não quer conversar nem assistir o lindo filme de romance?
— Acho melhor esperá-las...
— Vamos logo, Nora. – Estendeu a mão para me ajudar a levantar e eu aceitei. Fomos até o carro dele e entramos, quando Scott pegou no volante, pude ver um anel enorme em seu dedo indicador. Fiquei olhando o anel negro por uns minutos, até que paramos num sinaleiro e ele me tirou dos pensamentos.
— Herança, sabe. Talitha também deveria ter um, mas...
— Mas ela não sabe o que vocês realmente são. –Pensei em voz alta e ele me olhou com os olhos arregalados.
— O que você disse?
— Nada.
Ficamos o resto da viagem em silêncio, e quando chegamos á minha casa, nos despedimos com um aceno de cabeça e um sorrisinho.
Entrei em casa e fui direto para meu quarto, já eram quase 22:00h, os próximos três dias iam ser feriados, o que significava que eu ia ficar o dia todo deitada em minha cama.
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