Darkness
5 Capítulo IV - Quem esse idiota pensa que é?
Notas iniciais
Espero que gostem, eu amei escrever, e vai ter muitooo Patch no próximo. u-u
Deixem comentários, quero ver se vocês gostaram ou não. u-u
Cheguei em casa ás 15:00h, subi direto para o meu quarto e joguei a mochila em um canto, sentei em minha cama e fitei os números escritos em tinta vermelha em minha mão. Abri a gaveta do criado-mudo e tirei de lá um bloco de anotações e um lápis, anotei os números no papel e o deixei em cima da cama, ao lado do travesseiro, eu não ligaria para ele. Dei um sorriso bobo, mas logo bati com a mão em minha própria testa, tinha que tirar esse garoto de minha cabeça. Deitei-me e fiquei em silêncio, olhando para a janela do quarto até adormecer.
— x –
Dorothea chegou para preparar o jantar ás 18:00h, desci para ver se ela precisava de ajuda, mas acabei sentada num dos banquinhos do balcão da cozinha. Logo, um prato de lasanha com salada para acompanhamento estava á minha frente, comi e repeti, enquanto a governanta, que não parava sentada estava terminando de lavar os pratos.
— Estava delicioso, Dorothea.
— Fico feliz que tenha gostado, preparei mais algumas coisas e guardei na geladeira. Já falei com sua mãe, e preciso sair esse final de semana, para ver alguns parentes, mas provavelmente só vou acabar voltando na terça.
— Ah, tudo bem... – Me levantei colocando o prato na pia. Dorothea o lavou rapidamente e depois que terminou foi buscar sua bolsa na sala e me deu um beijinho na testa, e perguntou numa voz baixa.
— Vai se comportar, querida? – Tinha certeza que parte do trabalho de dela era ser o mais maternal possível. Em geral, Dorothea era mais carinhosa e preocupada comigo do que minha própria mãe.
— Vou sim, prometo. – Sorri, e ela também. Logo abriu a porta da sala e saiu, andando apressada até seu carro.
Encostei-me na soleira da porta e a esperei sumir de vista. Entrei, e apaguei as luzes da sala e da cozinha. Subi para meu quarto, com um pouco de medo, sempre dormi sozinha, mas com o consolo que Dorothea estaria aqui pela manhã. Mas hoje, nem isso eu tinha.
Consultei o relógio de meu quarto e já eram 20:00h, olhei em direção á minha cama e o bloco de papel ainda estava aberto na pagina em que escrevi o número do celular de Patch. Mordi o lábio, amanhã tínhamos aula de Biologia e conhecendo o técnico tudo o que ele passava valia nota. Revirei os olhos e peguei meu celular em cima da mesa do computador, peguei o bloco de papel e disquei o número.
O telefone chamou umas 5 vezes até finalmente, Patch atender.
— E ai.
Soltei um suspiro de alivio, por ter sido Patch á atender, e continuei com a voz indiferente.
— Patch, é a Nora. Podemos nos encontrar, ainda hoje?
— Ah, eu estou bem, obrigado por perguntar. E... achei que não ligaria.
— Me poupe, Patch... Podemos ou não nos encontrar hoje à noite?
— Acho que não vai dar... Estou ocupado, sabe. – Ao fundo, ouvi um barulho parecido com bolas de sinuca batendo umas nas outras, resolvi arriscar:
— Deixe-me adivinhar, ocupado jogando sinuca?
— Isso ai, garota inteligente. – Ele definitivamente estava me zoando, zangada bati o pé no chão, e andei pelo quarto.
— Onde você está?
— Sinuca do Bo, não é seu tipo de lugar. Melhor ficar em casa com a mamãe.
Quem esse idiota pensava que era? Com raiva, desliguei na cara dele e joguei o celular em cima da cama enquanto corria para o banheiro, com minha toalha na mão. Eu iria á esse bar, e mostraria para ele que eu não era esse tipo de garota.
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