Avril Lavigne — What The Hell

(Que Inferno)

Toda minha vida eu fui boa, mas agora

Ah, estou pensando "que se dane"

Tudo que eu quero é bagunçar

E eu não me importo

Se você me ama, se você me odeia

Você não pode me salvar, baby, baby

Toda minha vida eu fui boa, mas agora

Ah, que se dane

Darkness

Capitulo 06

O ruivo olhava atentamente para a foto da garota de cabelos negros e olhos azuis. Aquele rosto era familiar, tinha certeza que já a havia visto em algum lugar. Não acreditava que havia saído da Konoha High no meio daquela briga entre a sobrinha de Godaime e Karin, só para receber aquilo.

Levantou da cama. Caminhou até o computador enquanto pensava. Nunca acreditou que aquelas lendas sobre a guerreira Darkness fossem verdade. Pelo que sua avó contara quando o mesmo era criança, Darkness começou com uma mulher que se uniu a várias outras, formando assim uma espécie de exercito de guerra. Elas faziam tudo nas sombras, durante à noite, matando cada homem do exercito inimigo. Até onde se lembrava, era somente aquilo.

Digitou “Darkness" na barra de pesquisa da internet. Apareceram vários sites diferentes, e um deles chamou a sua atenção em especial. Chamava-se "Doce Flor de Cereja". Na página havia uma mulher com longos cabelos negros e olhos azuis meia-noite. A diferença daquele retrato para a foto que tinha em sua mão era que os cabelos eram cacheados, e não lisos, e a mecha cor de rosa que se destacava na foto, não existia no retrato. Começou a ler atentamente a página.

Darkness...

Muitos ficam fascinados com a história de amor de uma inglesa filha de um dos maiores colonizadores de Konoha, com um japonês, filho caçula e órfão da família do imperador. Diz a lenda, que eles se amavam desde o momento que seus olhos se encontraram.

Quando estava prestes a se tornar imperador, o Falcão, como era conhecido, colocou todo seu exercito na busca de seu irmão mais velho. Cujo qual havia matado toda sua família, para que assim tivesse o completo controle do Japão, sendo que seus familiares eram os únicos que poderiam detê-lo. O garoto, com ódio do irmão se afundou cada dia mais na escuridão. Não se importando mais com nada, nem mesmo a única mulher que um dia havia amado.

A Cerejeira, como era chamada carinhosamente, desde pequena tinha sido treinada por seus pais, sabia muito sobre artes marciais. Sua família havia saído da Inglaterra quando ela havia completado doze anos, alguns dizem que sua mãe havia sido uma das primeiras Wiccas, talvez por isso a maldição se tornou mais forte.

Quando a Cerejeira completou quinze anos, ela começou a montar seu exército, mais ou menos ao mesmo tempo em que seu amado batalhava com o irmão. Ela se reunia secretamente com as jovens de Konoha, lhes ensinado a lutar e usar magia branca.

Não se sabe exatamente quando nem o porquê, mas em um ponto de suas vidas, os amantes estavam em lados opostos. Tendo que batalhar um contra o outro. Diz a lenda que quando eles se encontraram pela primeira vez depois da revolta de Falcão, a Cerejeira acabou por ter um filho. Dez meses depois ocorreu a batalha de suas vidas, onde ambos morreram.

Dizem que na verdade, um anjo desceu do céu com pena do casal, fazendo assim que eles se encontrassem a cada encarnação. Mas um demônio também estava os assistindo, era uma bela distração para ele. Sendo assim, ele os amaldiçoou, e toda vez que se encontram, uma desgraça ocorria, os separando. E assim seria durante todos os seus ciclos de vida.

O ruivo franziu o cenho, aquilo era a coisa mais idiota que já havia lido. Se aquelas garotas realmente estavam de volta para estragar os planos deles, ele acabaria com cada uma delas. A internet sempre mentia, então decidiu que perguntaria sobre aquilo para Konan, afinal ela já havia sido uma delas. Quem melhor para lhe falar sobre aquela baboseira do que ela?

Saiu do quarto, descendo as escadas de sua casa e indo até a cozinha. Sua avó estava preparando o almoço, um delicioso cheiro tomava conta do cômodo.

- Sasori... Está com fome, querido?

.::oOo::.

- Por que você se afastou antes?

Eles ainda estavam no pátio da escola, o intervalo já havia acabado, e eles ainda estavam ali sentados e conversando. A rosada lhe lançou um olhar triste, Sasuke parecia ser um cara legal, mas ela não queria se envolver com alguém. Não agora, pelo menos.

- Foi por que...

- Sakura! — Ino gritou ofegante, ela parou na frente deles. — Testuda! Tsunade-sama está te chamando. A vadia da Karin deixou as coisas bem ruins para você.

- Ótimo. – Bufou e ficou de pé num salto.

- Sakura. — A rosada se virou para fitar Sasuke.

- Hai?

- Eu vou com você.

- Mas...

- Vamos.

O Uchiha pegou a mão dela, puxando-a em direção da diretoria, deixando para trás uma Ino com expressão confusa. Aos poucos um sorriso malicioso se formou na face da loira. Testuda, testuda... Você acabou de chegar e já está arrasando corações, pensou a loira.

- Se eu fosse você, não ia até lá comigo, vai acabar se ferrando também. — Sakura falou fitando o chão.

Ela não entendia aquilo tudo! Sasuke era um grande mulherengo, cafajeste, vivia trocando de namorada, fora seus "casos". Afinal, por que diabos eles estava a ajudando? Será que ele fazia isso por ela ser nova na escola? Diferente, como ele mesmo dizia? O Uchiha só estava a deixando mais confusa.

- Sua tia já está acostumada comigo a "visitando". — Sasuke disse.

- Eu sempre soube que você era um "cara mal". — Sakura sorriu, dando um leve tapa no ombro dele. — Eu gosto de caras maus.

- Nunca imaginei que uma de Godaime fosse tão... Irritante.

- Como é que é? — Ela parou o encarando com as mãos na cintura.

- Hum. — Lhe mostrou seu famoso sorriso de canto. — Só estou brincando.

Pararam em frente a uma enorme porta vermelha, uma placa escrita "Godaime Hokage; Diretora" pairava no seu alto. Os dois se fitaram, parecia um pouco cedo para aquilo, mas Sakura se sentia extremamente confortável ao lado de Sasuke.

Sasuke tocou sua bochecha rosada, vendo a mesma ficar com o rosto mais vermelho. Ele deu um passo a frente, envolvendo a cintura dela, e a vendo fazer o mesmo com seus ombros. Sakura respirou profundamente, o abraçando em seguida.

- Obrigada, Sasuke-kun.

- De nada. — Ele a abraçou de volta. Sentia-se bem a segurando em seus braços, por um momento ele esqueceu a aposta de Naruto, não apenas isso, mas tudo que os rodeava.

Sakura fechou seus olhos verde-esmeraldas, se vendo em um lugar que jamais se lembrava de ter ido. Um enorme campo verde e florido, cheio de árvores a sua volta. Ao longe se podia ver um castelo enorme, com vários guardas ao redor. Ela estava correndo com um sorriso no rosto, tropeçou em uma pedra, quase chocou seu delicado rosto com o chão. Por sorte braços fortes haviam a amparado.

Virou-se para encará-lo, seu amado e salvador. Tocou o rosto dele, sua mão pequena contornando cada traço da face dele. Seus narizes se tocaram, dando um divertido beijo de esquimó. Os lábios dele tocaram os dela, fazendo a mesma suspirar e se entregar totalmente a ele.

O vestido delicado e pesado que ela antes usava, estava jogado no chão junto com a blusa de flanela dele. Estavam debaixo da sombra de uma enorme árvore, Sasuke tirou os cabelos róseos que cobriam o pescoço dela e depositou um beijo ali. Sua mão deslizou do ombro da sua amada até sua mão esquerda, tocando o dedo anelar, onde jazia um anel de ouro branco, incrustado com jades e safiras.

- Você sabe por que a aliança é colocada neste dedo? — Ele perguntara.

- Na verdade, não. Mas me diga o porquê. — Ela sorriu para ele.

- Porque é o único dedo que tem uma veia ligada diretamente ao coração.

Sakura piscou, voltando ao corredor da escola. Aquelas visões, elas nunca aconteceram quando ela estava acordada, não como Sakura. Sasuke a encarava preocupado. Ele a fitava com o cenho franzido, tocou de leve a testa dela e seu pescoço.

- Você está bem? — Sasuke perguntou.

- Sim. — Se firmou no ombro dele. — Foi só uma leve tontura. Não dormi muito bem essa noite.

- Hum. — A segurou pela cintura.

- Sakura. Finalmente!

Os dois se viraram para fitar uma mulher loira de seios enormes os encarando com os braços cruzados. Atrás de Tsunade, sentadas em frente a mesa da diretora estavam Kin, Tayuya e Karin. A última tinha um saco de gelo na boca, e uma expressão raivosa direcionada a Sakura.

- Te vejo depois, Sasuke-kun. — Sakura se pós na ponta dos pés, lhe dando um beijo na bochecha. Da mesma forma que Escuridão havia o feito.

Sasuke lhe assentiu em resposta, lhe lançando um sorriso de canto. Sakura entrou na sala com uma Tsunade de sobrancelhas arqueadas vindo atrás dela. A diretora fechou a porta, em seguida acenou para Sakura sentar a frente dela.

- Sakura. — Tsunade fitou a garota seriamente. – Karin, poderia me contar por que jogou comida na Sakura? E você, Sakura, poderia me contar o que te faz achar que tem o direito de bater nela por isso?

Sakura cruzou suas pernas magras, depositando suas mãos no colo, assim como a etiqueta mandava. Ela olhou pelo canto do olho para as três lideres de torcida, elas tinham expressões raivosas. Claro, era mais que obvio para a Haruno que elas contariam os fatos como se fossem as mocinhas da história.

- Tsunade-sama... — Disse Sakura. — Eu estava no refeitório com Ino e Temari, com minha bandeja na mão. Karin tentou virar o conteúdo em mim, mas fui rápida o suficiente para que não me atingisse.

- Isso é mentira! — Karin gritou raivosa.

- Silêncio! — Tsunade falou. – Já ouvi seu lado da história, deixe-me ouvir o dela. Prossiga, Sakura.

- Kin e Tayuya começaram a me provocar, depois Karin chamou minha mãe, sua sobrinha, Tsunade-sama, de "vadiazinha". Se quiser pode checar as câmeras. Não fui capaz de me conter.

- Natural de vocês três. — Tsunade escorou o rosto nas mãos. — Admito que esperava um pouco mais de controle vindo de você, Sakura.

- Desculpe-me.

- Vocês três. — Apontou para as líderes de torcida. — Terão que ajudar Gai no treinamento do time de baseball infantil.

- Mas, Tsunade-sama...!

- É uma ordem! — Godaime usou um tom inquestionável. — Enquanto a você, Sakura, tenho um castigo especial.

- Sim, senhora. — Concordou a rosada com a cabeça baixa.

- Estão dispensadas. — Tsunade falou. — Sakura, você fica.

- Hai. — A rosada abaixou novamente a cabeça, esperando o castigo. Pelo canto do olho pode ver as três líderes de torcida saírem irritadas da sala. Por último Karin, que lhe mostrou um sorriso sarcástico. Bitch, pensou consigo mesma.

- Haruno Sakura. — Tsunade lhe lançou um olhar severo. — Você arriscou a missão! Poderia ter estragado todo nosso trabalho de meses! Você foi criada naDarkness desde pequena, sempre foi a que mais se destacou. Deveria saber se controlar!

- Era da minha mãe que ela estava falando! — Pela primeira vez na vida Sakura levantou a voz para sua shishou. — É da mulher que deu a vida por mim que estamos falando! Você fala como se não ligasse para sua filha, "vovó".

Sakura se calou, tocando a bochecha vermelha. Tsunade havia lhe dado um tapa. Uma tinha descontado a raiva e frustração na outra. As duas nunca haviam brigado, sequer discutido. Aquilo havia sido extremamente anormal, e o pior de tudo: doloroso, amargo.

- Cale a boca! — A loira disse com amargura. — Você só perdeu sua mãe. Eu perdi minha filha, meu marido no mesmo dia e a pouco meu irmão. Você é só uma criança mimada, Sakura! Vá para sua próxima aula agora, quando chegar em casa, já terei pensado no seu castigo.

Sakura saiu batendo a porta. Ela tirou o casaco e a gravata do uniforme, abrindo dois botões da blusa que era fechada até dois dedos abaixo do pescoço. Andou rapidamente até o seu armário, pegando sua bolsa. Com raiva estampada nos olhos, ela caminhou até o estacionamento. Visualizou o porscheperto da saida, tirou a chave do bolso lateral da bolsa, junto com uma carteira de cigarros.

Havia prometido a si mesma que jamais colocaria um cigarro novamente em sua boca, mas aquela era uma exceção. Tinha parado com aquilo quando descobriu que o assassino de sua mãe — seu pai — também fumava.

Hinata havia lhe dito que se a visse fumando lhe daria uma surra que jamais esqueceria, mas a mesma não estava ali para ver. Ela sabia que estava sendo estúpida e irresponsável, mas naquele momento de raiva e angustia, pouco importava.

- Me solta! — Sakura disse quando sentiu uma mão fria segurar seu braço enquanto tentava entrar no carro.

- Não sabia que você fumava. — Sasuke falou ainda a mantendo em seus braços.

- Sasuke! ME SOLTA! — O encarou irritada.

- Não. — Ele disse sério. — No estado que você está, consequentemente irá bater o carro.

- Foda-se. — Jogou a mão livre que segurava o cigarro para o alto. — Eu não vou fazer falta para ninguém mesmo.

- Isso não é verdade. — Sasuke falou já irritado.

- Você é um cara, jamais entenderia. — Sakura puxou seu braço com força, se soltando dele.

- O que porra aconteceu com você, Sakura? — Ele segurou os pulsos dela, a prensando contra o carro.

O que acontecera com ela? Tantas coisas... Quando tinha quatro anos sua mãe lhe prometera que passariam o dia no parque de diversões, mas antes fariam uma parada na casa de seu pai. Aquele foi o pior dia da sua vida, sua mãe morreu diante dos seus olhos.

Depois... Teve, bem, teve ele, ela o conhecera em Los Angeles em uma missão para a Darkness. Achou extrema coincidência o encontrar em Nova Iorque, algum tempo depois. Havia se apaixonado por aquele imbecil, que só estava a usando para conseguir informações. Ele jamais soube quem ela realmente era, nunca conheceu Sakura, mas havia pisado em Escuridão o suficiente para que sentisse a dor vinte quatro horas por dia.

E agora... Havia brigado com sua avó. Sua "tia" naquela enorme farsa. Sua vida sempre fora uma farsa, pôde notar finalmente. Raramente ela demonstrava seus reais sentimentos, odiava demonstrar sentimentos ruins. Mas aquela maldita cidade, onde sua mãe fora morta, estava a atormentando e a levando a fazer coisas que prometera jamais fazer novamente. E chorar era uma delas, o que ela começou a fazer naquele momento.

- Coisas ruins... — Respondeu a Sasuke, com lágrimas escorrendo por seu rosto. — Coisas ruins o suficiente para me mudarem totalmente.

Ele tocou o rosto dela, secando o rastro que as lágrimas fizeram em sua face. Soltou os pulsos dela, e tirou de sua mão aquela porcaria de cigarro, jogando-o no chão e pisando em cima. Sakura o encarava sem dizer uma única palavra, seu choro não tinha soluços nem nada do tipo, apenas... Lágrimas.

Sentiu-se sendo abraçada, e ficou feliz por aquele gesto. Seus treinamentos sempre foram duros, raramente tinha alguém para abraçá-la e lhe dar conforto. Escondeu seu rosto no peito de Sasuke, sentindo os braços dele a trazerem para mais perto.

- Venha, vamos sair daqui.

Ele tirou as chaves da mão dela, e abriu a porta do passageiro, fazendo-a sentar ali. Colocou sua mochila, junto com a bolsa dela no banco de trás. Assim que fechou a porta ao lado do banco do motorista, seus olhos se direcionaram a ela. Sakura estava com a cabeça escorada no vidro do carro, com as mãos juntas em seu colo.

- Onde vamos? — Perguntou em um sussurro.

- Você vai ver.

.::oOo::.

Respirou fundo, olhando o enorme prédio. Ela havia combinado de se encontrar com Hiashi bem ali, nas empresas Hyuuga. Não estava nem um pouco contente com aquilo. Mas Kurenai disse que era melhor ela ir, era isso ou enfrentar os tribunais.

Tinha se despedido de Mikoto, logo depois foi para casa, se arrumar para aquele maldito encontro. Afinal o que ele queria com ela? Tinha medo que ela falasse para imprensa o que havia acontecido com sua mãe? Que ela havia se matado por que viu seu marido na cama com outra, ou então divulgar ao mundo que sua mãe estava olhando para ela antes de se matar?

- Posso ajudar? — Uma bonita mulher, que não passava dos vinte e cinco anos, havia a perguntado. Provavelmente a recepcionista ou coisa do tipo.

- Hyuuga Hiashi está me esperando. — Falou ajeitando a bolsa no ombro.

- Qual o seu nome, querida? — A mulher lhe lançou um doce sorriso.

- Hyuuga Hinata.

- Pode pegar o elevador, e ir até o sétimo andar. Ele estará lhe esperando na ultima sala a esquerda.

- Arigatou.

Entrou no elevador um tanto nervosa. A última vez que havia encontrado com seu pai não fora nada agradável. Olhou o relógio em seu pulso, as aulas na Konoha High deveriam ter terminado a meia hora. Estava preocupada com Sakura, ela andava muito calada ultimamente. Tinha certeza que a rosada estava escondendo algo.

Saiu do elevador e suspirou novamente, andou até o final do corredor parando em frente a última porta a direita. Enquanto caminhava até seu destino pôde ver vários olhares direcionados a ela, fora os cochichos. Talvez todos já soubessem sobre a então desaparecida filha mais velha de Hyuuga Hiashi.

Bateu na porta. Respirou profundamente, colocando um olhar sério em seu rosto delicado. Não iria transparecer o quanto estava nervosa, iria permanecer firme e forte. Pelo menos era aquilo que ela esperava. A porta foi aberta por seu primo Neji, que vestia um terno preto.

- Entre.

Seu scarpin preto fazia um leve barulho enquanto ela caminhava sobre o carpete da sala, seu pai a encarava, podia sentir isso. Desviou seus olhos para si mesma, calça social preta, com uma blusa listrada em branco e azul indo até seus cotovelos. Foi a melhor roupa que imaginou para aquele maldito encontro.

- Hinata, sente-se. — Ouviu a voz grossa de seu pai.

- O que quer comigo? — Perguntou se sentando a sua frente, seus calcanhares cruzados e mãos juntas sobre a mesa. Teria que aparentar dureza, mesmo que ela não tivesse uma gota daquilo.

- Hinata, eu sou seu pai, por mais que você tenha um ódio inexplicável por mim. — Ela pensou ter visto tristeza nos olhos dele. — Eu me interesso por você.

- Mas não pela minha mãe. — Disse friamente. – Aliás, como vai seu casamento, afinal você trocou sua esposa pela amante. Deve ter uma vida maravilhosa agora.

- Eu não quero falar sobre isso com você, Hinata. — Hiashi falou. — Quero saber sobre você, filha...

- O que, exatamente?

- Onde você estudava, Hinata? — Neji perguntou, ajudando o tio.

- No Colégio São Miguel, uma escola de nível superior, só para garotas.

- Já ouvi falar sobre essa escola, é uma das melhores do mundo. — Hiashi tinha um sorriso orgulhoso no rosto. — Tem que ser muito inteligente para entrar nela.

- Eu sei, minha média é 9.9 de 10.

- Com quem você morou durante esses anos? — Hiashi perguntou.

- Você realmente me chamou para isso? — Hinata disse com o cenho franzido. — Qual foi seu real objetivo, Hiashi?

Ela o viu suspirar, e direcionar um olhar melancólico para suas mãos. Neji estava escorado na parede, com um olhar difícil de identificar. Hinata viu seu pai passar as mãos pelo rosto, depois a encarou com um sorriso envergonhado.

- Eu gostaria que você morasse comigo.

Notas finais
N/a: Hello my little cats. Por algum milagre da natureza, hoje eu não tenho muito o que dizer. Avril Lavigne é diva, eu amo ela. E essa nova música, nossa amei. Bom, espero que esse capítulo tenha agradado vocês, porque eu gostei particularmente dele. Só para constatar, essa maldição foi tirada da internet, e você sabem a cada dez informações na internet, nove tem erros. O mangá me deixa triste, porque o Sasuke-kun não aparece, nem a Sakura e o Naruto. Mas admito que essa (spoiler) luta do Kakashi com o Haku e o Zabuza foi legal, e agora deve ser bem interessante o Gaara e o pai dele. u.u Bom, é isso. A BeeatrizCastro, minha nova beta que corrigiu o capitulo... Deem um 'oi' para ela. Kisses Sami