Skillet — Whispers In The Dark

(Sussurros Na Escuridão)

Apesar das mentiras que você está fazendo

Seu amor é meu para ser conquistado

Meu amor está

Apenas esperando

Para transformar suas lágrimas em rosas

Darkness

Capitulo 10

Estava sentado em um enorme sofá de couro, apenas esperando ser chamado. Sua mente o levou ao dia anterior. Tinha certeza que conseguiria descobrir o que queria, mas não esperava que fosse tão fácil. No final das contas aquela mulher era considerada a mais forte de todas elas? Porque se fosse, bem, todas deveriam ser extremamente fracas e ingênuas.

- Sasuke-sama. — A secretária o chamou. — Itachi-sama e seus sócios o estão esperando.

- Hn.

Seus pés o guiaram até a primeira porta do extenso corredor. Assim que girou a maçaneta, abrindo a enorme porta de mogno, seus olhos caíram sobre o ruivo sentado na ponta da mesa. Pain. Também conhecido como Yahiko, com seu maior comparsa — Nagato — sentado ao seu lado direito, e Konan do esquerdo.

Tudo era tão óbvio para ele. O que todos naquela sala queriam era exatamente a mesma coisa: Poder. Havia alguns ali — como Konan — que tinham objetivos um pouco diferentes, mas que para consegui-los necessitavam da mesma coisa. Agora você deve estar se perguntando: Por que Uchiha Sasuke faz parte disso? Bem... Ele tem seus próprios motivos, cujos quais não revela a ninguém. No começo fora apenas uma proposta de seu irmão mais velho, que aos poucos foi se tornando seu próprio interesse.

Sasuke estava cansado da forma que vivia, já não ligava para o que o pai dizia, ele sempre o humilhou desde o dia que nasceu, sempre o comparando com o irmão mais velho e a irmã mais nova. Talvez fosse por isso, querer provar para seu pai o quanto ele podia ser superior a qualquer um. Mas se falasse isso estaria, de alguma forma, mentindo para si mesmo. Sasuke estava ali para se testar. Ver do que era capaz, e se conseguiria atingir seu maior objetivo, não que ele fosse mencioná-lo para alguém, é claro.

Na noite anterior ele foi esperto, já sabia o que fazer quando Sakura, de algum modo, revelou sua real identidade. Ele conviveu tempo o suficiente com a irmã para saber do que uma garota gostaria que ocorresse naquele momento. Ela jamais desejaria que ele falasse aos berros com ela, ofendendo-a de todas as ofensas existentes. Não. Sakura era uma garota, não somente uma guerreira. Supôs que assim como todos os seres do sexo feminino ela preferisse algo um tanto romântico, como um abraço e conforto. Aquela foi sua melhor tática.

Aquele havia sido o ponto fraco dela. Ele sabia do passado da rosada com Yahiko, o que facilitou ainda mais a forma de conquistá-la. Eles precisavam de informações, e elas teriam que vir de algum lugar e de alguma forma. Konan havia sido uma das Darkness, mas isso já fazia um bom tempo, eles necessitavam de informações atuais para conseguir o que queriam. Conseguir a confiança da melhor agente, que ainda era neta — porque eles sabiam a verdade por trás de muitas mentiras contadas sobre elas — da líder do grupo, um antro de respostas para perguntas que dificilmente poderiam ser respondidas por agentes normais.

E pensar que sua irmã e sua mãe faziam parte daquilo também, chegava a ser até irônica a forma que sua família havia sido dividida, e ninguém aparentemente notara isso. Fugaku estava preocupado de mais em desviar dinheiro, e se contentar com suas amantes. Mikoto — segundo suas fontes — estava ensinando Ayame, a última centrada demais nos treinamentos e nas amigas para perceber algo. Itachi era cauteloso, seu irmão estava a todo custo tentando esconder seu ponto fraco de todos que pudessem atingi-lo. E necessitava de sua ajuda para aquilo. Sasuke jamais especulara que Itachi estava protegendo uma mulher a todo o custo.

Cumprimentou todos os presentes apenas com um aceno de cabeça, sentando-se logo em seguida ao lado do irmão. Várias pastas estavam separadas pela mesa, cada uma com um kanji, com seus respectivos codinomes. Sasuke abriu sua pasta, dando de cara com uma foto de Sakura e Ayame.

- Então Sasuke, conseguiu? — Pain perguntou escorando o rosto nas mãos.

- Sim. — Disse. — Darkness, ou Escuridão como preferir, é Haruno Sakura.

- Ótimo. — Pain falou, ele não diria em voz alta, mas sempre ficara confuso sobre a rosada, desde a última vez que a vira, as coisas realmente tinham mudado. E sabia que Tsunade era sábia, achou que a mesma mudaria tudo para esconder o segredo. — Tenho algo para lhes contar...

.::oOo::.

Sakura analisava calmamente os papéis em suas mãos, o cenho franzido nunca saía de seu rosto, ela estava há mais de uma hora fazendo aquilo. Hinata estava sentada no sofá oposto ao seu, o cabelo azulado preso com uma caneta em um coque mal feito. Ambas estavam confusas, e extremamente irritadas. Não podiam acreditar no que estava escrito naquela montanha de papéis.

No dia anterior elas levaram Sasuke e Ayame em segurança para casa. Assim que chegaram ao seu apartamento receberam um belo sermão de Tsunade, por mais que Sasuke fosse filho de Mikoto ele nunca poderia saber sobre o segredo delas, ainda mais porque o mesmo era homem. Sakura ficou surpresa com a expressão da avó, ela parecia ter demasiada raiva dos Uchiha, ela alegou que era para a rosada sempre ficar com os olhos bem aberto em relação a ele. Por mais que a mais velha fosse cautelosa, ela sempre soube que deveria ouvi-la, o sexto sentido de Tsunade era surpreendentemente infalível.

Quando a Godaime havia lhe entregado aqueles papéis, dizendo que eram informações recém-descobertas sobre a Akatsuki ela ficou espantada. Não entendeu como haviam conseguido descobrir tantas coisas, toda a história de grande parte dos membros, mas ali não mencionava seus nomes muito menos características físicas. O que a fazia se perguntar novamente como conseguiram aquilo sem saber de qual deles estavam falando especificamente.

Havia somente uma mulher na organização, aparentemente ela tinha alguma relação com o líder da Akatsuki. Todas as pessoas seqüestradas nos diferentes países tinham parentesco político, alguns eram filhos, primos, netos, de antigos senadores, deputados, prefeitos, governadores. Mas era somente aquilo, fora as outras kunochis da Darkness. Não acreditava ser um golpe político, porque todas essas candidaturas de seus respectivos parentes foram praticamente há 20 anos atrás. Aquilo era como procurar uma agulha em um palheiro.

Sakura estudava cada palavra gravada em preto naqueles inúmeros papéis. Tsunade tinha lhes dito que foi entregue anonimamente no endereço da loja que tinha acesso a uma das entradas da organização. Alguém já sabia que elas estavam na ativa, isso era mais do que óbvio ultimamente, e ainda por cima conhecia um de seus esconderijos, por assim dizer.

Sempre foi muito cautelosa quando se tratava de sua verdadeira identidade, só cometeu o deslize de revelá-la por duas vezes, seus maiores erros foram aqueles. Mas Yahiko estava morto, e Sasuke não abriria a boca para não prejudicar sua família, pelo menos era isso que ela pensava. Algo lhe dizia para abrir bem os olhos, para tudo e todos. Já estava bem claro que havia um agente duplo no meio da Darkness e agora provavelmente desconfiavam dela por trazer um homem ao seu meio.

Arregalou os olhos para os papéis que segurava, não acreditava no que estava escrito ali. Sentou-se com a coluna reta, realmente surpresa. Seu olhos não desviavam do quinto parágrafo, terceira linha daquela página. "Mais de dois agentes trabalham e/ou estudam na escola de Ensino Médio Konoha High". Seu coração palpitava mais forte. Ótimo, além de ter que abrir bem os olhos no "trabalho" também teria que o fazer enquanto estivesse na escola.

Deixou tudo de lado, os depositando no sofá. Hinata observava atenta a rosada, Sakura havia lhe contado detalhadamente o que havia ocorrido depois que se separaram, incluindo, seu deslize. No momento Sasuke provavelmente sabia que Hinata também fazia parte da organização. Suspirou, a amiga andava muito para baixo ultimamente, somente se metendo em mais problemas.

Participar de qualquer organização tinha tanto seus lados bons quanto ruins. Um deles era que você sempre deveria colocar a organização em primeiro lugar e guardar os segredos revelados nela com sua vida. Não podia contar para nenhum ser sobre nada mencionado nesta. Você não vivia mais por você, mas sim para esse novo grupo que adentrara. Na Darkness não era diferente.

Hinata e Sakura sempre tiveram uma vida agitada e cheia de tragédias, mas sem dúvida as coisas eram piores para a rosada. Além de todos os turbulentos problemas familiares, não houve uma vez que Sakura gostasse de alguém e não acabasse mal no final. Hinata se perguntava como uma pessoa tão boa podia sofrer tanto.

Poucos, muito poucos, sabiam o que Sakura fazia em muitos fins de semana nos Estados Unidos. Como grande parte de seu dinheiro ganho em missões era doado para projetos de crianças com câncer, ou deficiência. Ela passava grande parte do tempo ali, brincando com os pequenos, que ficavam sempre sorridentes quando a viam. Sakura deveria ter feito algo muito ruim no passado para sofrer tanto agora.

Notou a rosada passar as mãos pelos cabelos, e suspirar frustrada. Não perguntaria o que lhe afligia, já havia feito aquilo pela manhã e sabia que quando Sakura estivesse pronta para lhe contar assim ela o faria. Mas isso não evitava que Hinata ficasse preocupada, por via das dúvidas ficaria de olho, e prestaria bastante atenção se a mesma acordaria chorando à noite novamente.

.::oOo::.

Caminhava calmamente pelo campo aberto, vestida em uma espécie de armadura feminina, seus cabelos longos e róseos presos em duas grossas tranças que iam ate sua fina cintura escondida pela roupa de metal. Sua cabeça doía, sua mão estava sobre uma ferida recém-aberta na lateral de seu braço, aquilo latejava, sentia que precisava descansar, era isso ou brevemente desmaiaria por falta de sangue.

- Sakura!

Virou-se, tentando identificar o dono da voz sutil que lhe chamava. Era tudo tão confuso, ainda mais com sua visão embaçada, próximo a si, ela viu um homem correndo na sua direção assim que a viu cair de joelhos no chão. Em um segundo ela piscou e ele estava a sua frente, aquilo fora estranho parecia que ficara por minutos viajando em seu subconsciente para aquele rapaz estar tão rápido a amparando.

As mãos dele estavam segurando-a, lhe trazendo para perto, ele colocou a mão sobre sua testa, levemente notou o mesmo arregalar os olhos, mesmo assim não conseguia identificar a cor ou o dono daquelas pedras preciosas. Seu corpo estava mole, sequer percebeu estar sendo carregada, aos poucos a escuridão fora a tomando e antes de se entregar totalmente as trevas, ela pensou ouvir o homem dizer.

- Não morra.

Sentou-se assustada na cama, notando Hinata ao seu lado lhe olhando preocupada. Passou a mão pelo pescoço notando o suor ali, suspirou baixando os olhos para o que eram os lençóis ao redor de suas pernas. Sakura sentia que ficaria brevemente louca se os pesadelos/sonhos/lembranças continuassem. A sua cabeça sempre latejava depois que aquilo terminava, ou que ela acordava, era como se seu crânio tivesse se chocado com uma parede de concreto.

- Você está bem? — Hinata se manifestou pela primeira vez.

- Hai.

Só então Sakura notou que a amiga já estava vestida, pronta para sair, o que era estranho para uma manhã de domingo. A rosada se colocou de pé, e foi segurada por Hinata quando quase caiu devido à tontura. Viu a dona dos olhos perolados lhe arquear uma sobrancelha, sabia que Sakura estava mentindo sobre seu estado atual.

- Você realmente está bem Sakura?

- Não se preocupe comigo, um analgésico resolve meu problema. — Disse enquanto caminhava cambaleante até o banheiro. — Aonde você vai?

- Mansão Hyuuga, tenho um almoço com a minha família. — Sua voz era triste e um tanto irritada. — Kurenai me aconselhou a ir, mas estou sem a mínima vontade.

- Quer que eu vá com você? — Gritou sobre o barulho do chuveiro.

- Eu bem que gostaria, mas acho que é melhor eu ir sozinha.

- Se é isso que você quer...

Hinata queria sim que Sakura fosse com ela, mas ela via que a rosada estava passando por maus bocados ultimamente, seus problemas familiares e a forma com que a família Hyuuga lhe tratava, isso deixaria o senso de justiça da rosada mais que ativo, e pioraria ainda mais o humor dela. Por mais que Sakura tentasse parece bem e forte, ela sabia o quanto a rosada estava vulnerável e despedaçada por dentro. A amiga tinha lhe contado que conhecera, ou reviu, Akasuna Sasori, o que deveria ainda mais ter abalado com a estrutura mental dela.

Levantou-se da poltrona em que estava sentada, caminhando para fora do quarto. Foi até a sala, vendo Kurenai lendo o jornal e bebericando uma xícara de chá quente. Pegou sua bolsa em cima do sofá oposto ao que Kurenai estava, respirou fundo recebendo um olhar corajoso de sua segunda mãe. Sorriu fracamente caminhando até a porta.

.::oOo::.

Aquilo já a estava enlouquecendo, não agüentava mais todos aqueles sonhos e visões de um passado, de uma vida distante. Aquilo vivia a atormentando praticamente desde o dia que nascera, e só vinham piorando ao longo dos anos. E o pior de tudo é que ela não conseguia encaixar as peças daquele monstruoso quebra-cabeça, as lembranças vinham de forma aleatória, depois de muito tempo que ela foi capaz de colocá-las em uma espécie de ordem. O que não lhe adiantava de muita coisa.

Sakura sabia que sua vida estava uma enorme confusão, e ela não estava tomando nenhuma atitude para mudar isso. Seu subconsciente lhe dizia para encontrar seu pai, o fazer esclarecer as coisas que havia feito com sua mãe. Por Deus! Ela já estava cansada daquele joguinho, estava perdida nas suas fracas memórias de infância e questionava o que os outros lhe contavam sobre o incidente.

Bufou, passando as mãos pelos cabelos molhados. Seu olhar parou no espelho bem a sua frente. As almofadas coloridas abaixo da janela onde estava sentada faziam contraste com as vestes pretas que usava, destacando mais ainda suas olheiras e seu cansaço. Ela precisava sair, e se esquecer de todas aquelas coisas, por um dia ao menos, ela queria ser uma menina normal. E ela sabia bem com quem conseguir isso.

Levantou-se, caminhando devagar até a penteadeira onde estava o seu celular. Por um momento ficou relutante, não sabia se deveria ligar ou não, poderia estar incomodando. Pensou por alguns segundos, em seguida procurando o número na sua agente telefônica. Apertou "send", sendo atendida no segundo toque.

- Sakura?

- Oi... — Falou mordendo o lábio em seguida. — Você quer sair hoje?

- Para onde?

- Você quem sabe, não conheço a cidade inteira ainda para ser capaz de ir a um bom lugar.

- Te encontro, no Holy Motel em vinte minutos.

- Holy Motel? Acho que é meio cedo para chegarmos a esse ponto. — Falou rindo.

- Como você preferir, a minha casa está livre. — O tom de malicia era bem claro.

- Aham, sei. — Riu. — Te vejo daqui a pouco.

Desligou o telefone, continuando a rir, pegando um jeans claro, e uma blusa de mangas compridas rosa com um cachorro na frente, e completando com seu casaco e botas beges. Rapidamente passou um pouco de maquiagem, apenas o suficiente para cobrir as suas olheiras e a deixar com uma expressão mais suave. Sorriu, realmente, sair deveria ser uma ótima opção.

Quando colocou os pés na sala de estar perdida em pensamentos, ela parou automaticamente arqueando uma sobrancelha. Sakura, que agradeceu por ainda não ter sido percebida, ficou a fitar a cena diante dos seus olhos ao mesmo tempo em que se escorava no arco da porta. No sofá do lado direito estava Kurenai, sentada com os tornozelos cruzados segurando uma xícara de chá, um sorriso enorme estava bem marcado no seu rosto. Ao lado dela, estava um homem um tanto elegante, que sorria da mesma forma para a dona dos olhos rubis. A rosada tinha a impressão de já tê-lo visto em algum lugar, mas não se lembrava de onde.

Resolveu seguir o seu rumo, caminhando lentamente até a porta sem fazer qualquer ruído. Os dois pombinhos sequer notaram sua presença, deveriam estar concentrados de mais um no outro. Sakura sorriu, pelo visto todos estavam seguindo suas vidas "normais", era isso que ela iria fazer também. E sair com Ino era sem dúvida uma boa opção para esquecer seus problemas.

.::oOo::.

Viu o taxi indo embora, suspirou, a hora havia chegado. Virou-se encarando a porta de madeira antiga, a casa com paredes esplendorosamente brancas, as enormes janelas de vidro espalhadas por toda a casa. Não vinha até ali fazia mais de dez anos, por mais que a casa parecesse pertencer a pessoas calmas e de alma pura, ela sabia que não era bem assim. Hinata tinha conhecimento que teria de ser forte, ou as coisas complicariam mais ainda no futuro.

Relutante, ela tocou a campainha. Pode ouvir vozes, mas não conseguiu identificar o que falavam, logo passos vinham na direção dela. Quando a porta se abriu, ela deu de cara com um rosto desconhecido, mesmo que sua memória dissesse que já conhecia aquela mulher com longos cabelos castanhos e olhos extremamente negros. Franziu o cenho quando a mesma sorriu de forma superior para ela, parecia que seu castigo divino estava para começar.

- Boa tarde Hinata. — A mulher disse.

- Konnichiwa. — Seu rosto podia estar sério, mas ainda sim suas bochechas estavam coradas. Ela viu a forma que a mulher uniu as sobrancelhas quando lhe respondeu no seu mesmo idioma. Provavelmente esperando que ela não soubesse mais o sua língua materna.

A mulher lhe deu espaço, para que assim adentrasse na enorme sala. Havia um sofá de oito lugares no lado esquerdo da sala, um de dois lugares praticamente a sua frente, todos na cor branca, uma mesa de centro cor mogno com um lindo vaso de girassóis sobre esta. Ali sentados na enorme sala, de paredes brancas com quadros de família pendurados, estavam seis pessoas a fitando.

Neji segurava a mão da sua namorada, Tenten, que estava ao lado de seu tio Hizashi e sua esposa, mãe de Neji, com uma menina de onze ou doze anos perto desta. No sofá de dois lugares estava seu pai, olhando-a. Hinata esperou a mulher e assim que a mesma parou ao seu lado, deixando a dona dos olhos perolados mais confusa ainda.

- É bom vê-la em casa filha. — Hiashi falou se colocando de pé.

Hinata sorriu muito fracamente, somente porque prometera para si mesma que daria uma chance do seu pai se explicar. Apesar de tudo a dona dos olhos perolados possuía um coração muito mole quando o assunto era sua família, mesmo que essa a tenha esquecido ao longo dos anos. Hiashi caminhou até ela, deixando-a surpresa quando recebeu um abraço apertado do pai. Relutante, passou os braços pela cintura do mais velho.

- Pensei que não viria. — Disse encarando-a.

- Eu sempre cumpro as minhas promessas. — Falou em tom doce.

- Venha, deixe-me te apresentar alguém.

A morena sorria para os presentes, que a cumprimentaram com um beijo no rosto, pelo visto as coisas realmente tinham mudado por todo tempo que ela esteve fora. Seu pai parou na frente da menina mais nova dali, a pequena a fitava com expressão dura. Parecia não gostar de sua presença naquela casa.

- Hinata, esta é sua irmã mais nova, Hanabi.

Foi ai que o mundo congelou nos olhos da menina, lembrando-se do porque da briga dos seus pais há anos atrás. Não foi somente adultério que seu pai cometera, foi adultério com a melhor amiga de sua mãe, o que acabou gerando a garota a sua frente. Seu coração começou a palpitar mais rapidamente.

Por um minuto ela pensou em correr, procurar Sakura e desabar em lágrimas no colo dela. Mas ela não o faria, deveria ter algum motivo obscuro por trás de tudo aquilo. E a família Hyuuga não era somente seu pai, ela tinha lembranças boas com seus tios e primos. Por isso, relutante ela se abaixou dando um suave beijo na bochecha de Hanabi, sorrindo verdadeiramente. Sua irmã não tinha culpa dos acontecimentos passados, deveria ser tão vitima quanto ela.

- É um prazer te conhecer Hanabi-chan. — Hinata disse.

- Pena que eu não posso dizer o mesmo. — Seu sorriso morreu, vendo a menina se colocar de pé e sair praticamente correndo da sala.

Todos ficaram em silêncio, viu seu pai suspirar e lançar um olhar para sua, até então, madrasta. A mulher assentiu levemente, caminhando para fora do cômodo. Pelo visto ela estava certa, as coisas seriam bem mais complicadas do que imaginava. Mas apesar de tudo tentaria manter-se forte, pelo menos era isso que ela esperava.

Notas finais
N/a:Bom, não vou falar muito agora, já expliquei meus motivos lá em cima kkk Não se preocupem, eu estou bem agora e pronta para colocar todas as minhas fics em dia...Sobre o capitulo, espero que tenham prestado bastante atenção, porque tem muitas pistas do que vai acontecer futuramente.Por hoje é só.BeijosSamiN/b:Hey people! Gente, confesso que fiquei chocada com as revelações sobre o Sasuke no começo do capítulo...tive vontade de entrar na fic só pra fazer o garoto "acordar pra vida"! A pobre da Sakura confiando nele... hummm, mas o que será que vai acontecer agora? Façam suas apostas e não se esqueçam de mandar os reviews, garanto que isso ajuda mto mesmo!BjinhosBella