Darkness
2 Noite e Sombra
Anberlin — The Runaways
O tempo irá dizer
O tempo irá dizer ou nos separar
Você está a milhas e milhas e milhas de distância
O silêncio revela onde nós realmente estamos
Darkness
Capitulo 02
Estavam sentados a mesa. Com seu pai na ponta sua mãe ao seu lado esquerdo, Ayame na segunda cadeira do lado direito, e ele sentado ao lado de sua mãe. O único que estava faltando era seu irmão mais velho, Itachi. O irmão havia saído alegando ir a um aniversário de algum amigo, mas ele sabia que Itachi estava bebendo ou na cama com alguma garota.
- Como anda a escola Ayame? — Fugaku perguntou ao mesmo tempo em que cortava um pedaço de frango.
- Bem. — Respondeu a garota dando de ombros.
O clima era tenso ali. Eles não eram realmente uma família há muito tempo, talvez jamais tivessem sido. Sasuke rolou os olhos com a tentativa do pai de tentar criar uma conversa. Era tolice aos olhos dele. Ayame poderia ser uma espécie de preferida para Fugaku, mas a garota geralmente ignora o pai.
- Fiquei sabendo que você levou uma advertência Sasuke. — O patriarca da família o olhava duramente. — Itachi jamais sequer discutiu com um professor, nunca ganhou uma advertência por quase bater em um.
Sasuke rolou os olhos e se pós de pé. Estava cheio de tudo aquilo. Era sempre comparado com seu irmão, sempre foi e sempre seria assim. Fechou as mãos em punhos saindo rapidamente do local. Pode ouvir os passos do pai atrás de si, dizendo que era para ele voltar e se sentar.
- Você é um moleque mal criado, seu irmão jamais me desrespeitou.
- Eu. Não. Sou. Itachi. — Falou pausada e friamente. Ele estava cheio, cheio da pressão e da forma hipócrita de seu pai. Fugaku vivia reclamando de seu avô, mas ele era igual a ele. Ambos apenas interessados em dinheiro e o progresso das Empresas Uchiha's.
- Quem dera que fosse como seu irmão, pelo menos ele me traz orgulho.
Aquilo havia sido à gota d'água. Sasuke fechou suas mãos em punhos mais ainda, suas juntas chegavam a ficar brancas. Ele estava cheio! Cheio de tudo aquilo! De seu pai fingir ser um homem de família, um bom homem que sempre colocava sua família em primeiro lugar, isso tudo era apenas diante da mídia. Uchiha Fugaku não prestava! Ele era somente um homem ambicioso que vivia traindo sua mulher com outras com metade de sua idade.
- Eu não vou ser como Itachi. Ponha isso na merda da sua cabeça. Se você tem tanto orgulho assim se mude com ele para o inferno. — Sasuke berrou.
- Ora seu...
Ele não ficou para ouvir o resto, apenas abriu a porta e a fechou com força o suficiente para sair das dobradiças. Andou até seu carro, entrou no mesmo para logo em seguida ligar o motor e sair cantando pneus. Sasuke estava irritado, estressado com tudo, quase explodindo. Mas ele já sabia para onde iria...
.::oOo::.
Suspirou sentando-se. Estava cansada, afinal já era uma e meia da manhã passada e ela estava trabalhando, fora que havia ido para aquela maldita escola pela manhã. Não era exatamente ruim, mas ainda sim preferia Nova Iorque.
Ouviu gritos, se pós de pé serrando os punhos. Mais uma vez naquela noite ela foi salvar uma garota de ser estuprada. Geralmente ela fazia isso, quando Escuridão estava se mostrando. Derrubou o homem, enquanto a garota corria chorando.
Depois de se livrar do homem, caminhou até o centro da cidade, necessitava urgentemente de um drink. Ao adentrar no Konoha's Night pode ver alguém inesperado. Uchiha Sasuke, filho do governador Uchiha Fugaku, um dos herdeiros da fortuna Uchiha, e também seu colega de classe.
Ele jamais a reconheceria, nãoquando Escuridão aparecia. Sorriu caminhando até ele, ela vestia algo, um tanto simples, calças jeans rasgadas nos joelhos, blusa decotada preta e justa e scarpin cinza. Algo que chamava atenção no subúrbio, mas era discreto naquele bar.
- Para senhorita? — O barman lhe lançou um sorriso malicioso.
- Winky.
- Você tem idade para isso?
- Eu tenho idade para muitas coisas. — Piscou para ele, que logo foi buscar sua bebida. Homens era tão fácil manipulá-los.
Observou pelo canto do olho, onde Sasuke estava sentado quase ao seu lado. Seus olhos escuros estavam no copo de vodka, seu rosto não demonstrava emoção, mas mesmo assim, de alguma forma ela achou que ele estivesse com raiva. Uma pena, pois ela tinha certeza que ele ficaria mais bonito que o normal se sorrisse.
Agradeceu ao barman, o mesmo tinha lhe entregado seu número junto com a bebida. Seus cabelos no momento negros se espalhavam pelas suas costas, caindo lindamente até sua fina cintura. Ela recebia olhares de todos os homens no bar, eles estando acompanhados ou não.
- Você deveria parar, já é seu sexto copo. — Comentou. — Logo vai ficar bêbado e ninguém vai te levar para casa.
- Hn. — Resmungou sem dar muita atenção.
- Bebida não vai resolver seus problemas, Sasuke.
- Como diabo sabe o meu nome?
- Intuição feminina. — Sorriu dando de ombros. — Venha, eu te levo para casa.
- Por que você não vai para o inferno? — Perguntou sobre o ombro. Ele estava quase caindo, e ela sabia que se ele dirigisse poderia bater o carro, e se fosse a pé, provavelmente seria assaltado.
- Porque eu moro lá. Às vezes é bom fugir de casa. — Falou sorrindo de canto.
Ele se pós de pé com a ajuda dela, não sabia por que, mas sentiu que poderia confiar naquela linda mulher de cabelos negros e olhos cor de safira. Ela passou um braço pela cintura dele, enquanto o mesmo circulava os ombros magros dela, quem visse de longe diria que eles eram um belo casal.
Sakura se sentia bem o ajudando. O que era estranho já que ela odiava esse tipo de garoto, que enchia a cara para esquecer seus problemas. Ela sabia que aquilo não iria adiantar em nada, afinal ela já havia o feito uma vez. Ela desconfiava que os problemas de Sasuke fossem relacionados ao seu pai, e provavelmente a preferência do mesmo para com seu irmão mais velho — Itachi.
- Hei, onde está seu carro? — Sakura perguntou.
Ele apontou para uma Mercedes preta, estacionada logo a frente. Sakura caminhou com ele até o carro, e pegou a chave no bolso de trás da calça de Sasuke. Abriu a porta do banco do passageiro fazendo ele se sentar ali. Era estranho o mesmo não reclamar por outra pessoa dirigir o seu carro. Provavelmente estava bêbado demais para sequer notar isso.
Sakura se sentou no banco do motorista, ligando o carro em seguida. Olhou pelo canto do olho, vendo Sasuke de olhos fechados, com a cabeça escorada no banco e com o cenho franzido. Voltou seus olhos para a estrada, parando em uma sinaleira.
- Você está bem? — O encarou.
- Hn. — Abriu os olhos, fitando-a. — Para onde estamos indo?
- Para sua casa. — Dobrou, parando o carro em seguida. Pegou o celular em seu bolso, discando o número de Sombra.
- Alô? - Perguntou uma voz sonolenta.
- Oi, me desculpe te ligar a essa hora da madrugada, mas sugiro que venha aqui fora.
- Onde você está? — A voz feminina havia adquirido firmeza.
- Digamos que eu estou acompanhada, e você vai querer levar essa pessoa para dentro de casa.
- Sasuke?
- É...
- Ok. Estou indo.
Sasuke a olhou confuso. Afinal com quem diabos ela estava falando? Ele pode ver como o quadril dela se mexia quando ela saia do carro, era uma visão um tanto bonita para ele. Ela fez a volta no carro e abriu a porta para ele o ajudando a se por de pé. Caminhou até o enorme portão de ferro, o empurrando e se encaminhando a porta da frente.
Ali parada estava Uchiha Mikoto, com os braços cruzados na altura do peito. Ela encarou o filho, com uma combinação de tristeza e decepção. Ela sabia que seu marido pressionava demais a Sasuke, o filho do meio era o que mais sofria.
- Mikoto. — Sakura sorriu para ela.
- Escuridão. — Sorriu de canto, fitando os cabelos negros da mesma cor de seu filho.
- Bom Sasuke, eu vou indo. — Sakura se pós na ponta dos pés e deu um beijo na bochecha dele. — Te vejo por ai.
Ele olhou atônico, vendo-a caminhar tranquilamente para a rua escura. Estranhou a atitude dela, garotas geralmente teriam medo de andar sozinhas aquela hora da madrugada. Aquela garota — Escuridão como sua mãe havia a chamado — realmente tinha chamado sua atenção.
.::oOo::.
Levantou-se da cama, ouvindo um barulho no andar de baixo. Prendeu seu cabelo negro em um coque, descendo as escadas rapidamente. Franziu o cenho. O que ela estava fazendo ali? Com seu irmão e sua mãe ainda por cima? Arregalou os olhos negros, sorrindo de canto em seguida. Escuridão beijou seu irmão e ele sequer se moveu. Aquilo era algo surpreendente.
- Te vejo por ai. — A ouviu dizer e desaparecer em seguida.
- O que aconteceu Sasuke? — Sua mãe, Mikoto, olhava curiosa para Sasuke.
- Eu bebi um pouco, e essa garota me trouxe para casa, sem algum motivo aparente. — Sasuke se jogou no sofá, colocando o braço direito sobre os olhos.
Ayame se sentou no degrau mais alto da escada, fitando o seu irmão. A caçula Uchiha sentia falta do antigo Sasuke, aquele que sempre brincava com ela, os dois eram cúmplices, sempre foram. Mas ultimamente ele andava diferente. Provavelmente devido à pressão do seu pai, Fugaku queria que Sasuke fosse exatamente como Itachi.
Ela amava seus dois irmãos mais velhos, mas, ainda sim preferia Sasuke. Itachi era divertido, e ela adorava conversar e assistir filmes com ele. Mas ultimamente seu irmão mais velho vivia afastado, era raro ele jantar com a família ou passar os fins de semana em casa. Ele sempre fora mulherengo, mas aquilo havia piorado nos últimos dois anos.
Sasuke... Ele sempre esteve do lado dela, sempre a dizendo que ela deveria mostrar aos outros o ela que pensava; ser determinada e corajosa. Sasuke era seu confidente, ele sabia todos os segredos dela, quando ela estava triste ele sempre foi o primeiro a ver. Seu pai criticava Sasuke de mais, jamais elogiava o irmão, apenas o criticava. Aquilo sempre a deixava demasiadamente irritada. Não era certo!
- Sasuke... Você conhece seu pai, ele odeia quando respondem para ele. Você já deveria saber disso filho.
- Hn. — Viu seu irmão se sentar e encarar a mãe. — Eu não consigo admitir o que ele faz. As mentiras que ele conta para vocês. Eu estou cheio.
- Eu sei filho. Só tente, eu não sei não responder quando ele fala com você. Eu não gosto de ver essa casa sempre em guerra.
- Hn.
- Vá para cama, já está tarde e amanhã você tem aula.
Mikoto suspirou. Vendo que seu filho não lhe responderia mais nada, se pós de pé. Deu um beijo na testa dele e subiu as escadas. Parou ao lado de Ayame, a mesma sorriu torto para mãe. Mikoto bagunçou os cabelos da filha, sua cúmplice, depois foi até seu quarto. Afinal, ela merecia de um descanso.
Ayame desceu as escadas lentamente, tentando não fazer nenhum ruído. Andou até o sofá negro onde Sasuke estava sentado fitando o nada. Ela se sentou ao lado do irmão e o abraçou, escorando sua cabeça no ombro dele. Demorou um pouco, mas ele retribui.
- Não fique assim, Sasuke-kun. — Ayame disse. — Papai é um bundão, nós dois sabemos disso. Eu não sei ainda pelo que você está passando, mas conhecendo Uchiha Fugaku, logo-logo ele vai começar a me criticar.
- Ayame... Esqueça isso.
- Uchiha Sasuke! — Ela segurou o rosto do irmão. — Preste bem atenção. Eu vou sempre estar do seu lado, eu e a Okaa-san. Quando você estiver triste ou irritado venha falar com a gente, e não tome um porre. Beber não vai resolver seus problemas. Você tem dezesseis anos e já está bebendo, não venha me pedir um rim daqui a alguns anos.
- Vamos para cama Ayame. — Sasuke revirou os olhos.
Ayame pulou nas costas de Sasuke, assim que ele se pós de pé. Ele riu minimamente, carregando a garota escada acima. Caminhou até o final do amplo corredor, abrindo a última porta a esquerda. Ayame desceu das costas doirmão, lhe dando um beijo na bochecha.
- Boa noite.
- Boa noite. — Sasuke disse, indo para o quarto da frente.
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Desceu do carro, sendo seguida por Hinata. Estava cansada, realmente cansada, havia passado à noite pensado em Uchiha Sasuke... E nem fazia idéia do por que. Aquele garoto, na verdade um homem, realmente a atraia. Esperava que não fosse nada romântico, apenas atração física.
Suspirou e olhou para o céu. Hinata estava sentada ao seu lado em um dos bancos da enorme escola, a mesma estava um pouco desconfortável por ter que usar aquele uniforme. Sakura continuou a pensar, sem prestar atenção nos garotos que a fitavam.
Ela não iria se apaixonar, não novamente. Ela seria dura, a barreira que havia montado envolta de seu coração não iria desmoronar mais uma vez. Talvez aquela houvesse sido a única coisa boa em mudar de cidade, ela não veria mais ele nem as pessoas de sua antiga escola.
Sakura amava a diversidade de Nova Iorque, onde você poderia entrar em uma boate de Jazz, ou em um bar de Rock que ficava bem ao lado. Era o mundo em uma cidade. Nova Iorque era civilização, modernidade, nas ruas era raro você ver pessoas gentis voltando de um dia de trabalho. Totalmente ao contrario de Konoha, apesar da cidade ser quase tão grande e desenvolvida quanto Tóquio, era um lugar calmo, com muito verde e pessoas geralmente alegres. Um lugar um tanto pacífico para as pessoas normais.
Olhou para frente, vendo uma garota de cabelos negros que iam até sua cintura fina caminhando até ela. Ela vinha com um sorriso de canto no rosto. Parou na frente de ambas, sentando no colo de Sakura em seguida. Ela beijou a bochecha de Hinata e depois a da Haruno.
- Ohayo. — Disse Uchiha Ayame.
- Ohayo Ayame-chan. — Hinata respondeu o cumprimento com um sorriso.
- Ohayo... Noite. — Sakura murmurou.
- Ah, falando nisso... Escuridão. — Fez uma pausa dramática. — O que você estava fazendo lá em casa ontem à noite? Com meu irmão?
Hinata olhou intrigada para a Haruno, aquilo não era algo que ela esperava. Sakura colocou o cabelo atrás da orelha, ficando assim aparente uma única mecha negra que se escondia de baixo dos seus fios róseos.
- Eu fiz uma parada antes de voltar para casa, fui ao um bar e encontrei-o lá. — Deu de ombros. — Eu gosto da sua mãe, e eu sei como ela ama seus filhos.
Quando terminou de falar Sakura apertou a bochecha de Ayame, a última fazendo uma careta por aquilo. Hinata também sorriu, pensando que talvez Sakura estivesse amolecendo um pouco, o que seria uma coisa boa. Ela sabia os últimos ocorridos na vida amorosa da amiga, realmente desejava que aquilo não lhe acontecesse novamente.
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A alguns metros de distância três garotos estavam as fitando, ambos com o cenho franzido. Afinal, aquela era mesmo Uchiha Ayame? A garota que não se dava muito bem com as pessoas daquela escola, que geralmente era fria com suas colegas, cujas quais apenas queriam a popularidade dela? Algo estava errado. O mais estranho era a caçula Uchiha fazer amizade justo com aquelas duas lindas e intrigantes garotas.
- Teme, sua irmã conhece aquelas duas?
- Pelo visto sim. — Respondeu Sasuke.
- Mas espere um momento... — Neji arregalou parcialmente os olhos. Não, não poderia ser verdade, aquela não poderia ser a pessoa que ele estava imaginando ser. Como diabo não notou a semelhança antes? Talvez se não tivesse cabulado aula com Tenten teria notado aquilo antes.
Se distanciou dos amigos, que o fitaram mais confusos do que antes. Hyuuga Neji caminhou determinado em direção das três garotas que sorriam umas para as outras. De longe Mitsashi Tenten observava seu namorado, cujo tinha um olhar um tanto raivoso no rosto. Algo estava errado.
- Com licença. — Neji disse parando em frente a elas.
- O que você quer? — O sorriso que antes estava no rosto de Ayame havia sumido.
- Não é com você. — Direcionou seus olhos para Hinata. — Você é Hyuuga Hinata?
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