Notas iniciais
Mystical Maidens é uma história que vem sendo escrita por mim e por meu irmão.
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Nesse capitulo não tem ação, aventura e nem muita magia. É mais apresentações e enrolações, mas nos próximos capítulos fica mais interessante xD

Eu estava ansiosa para que tocasse o sinal logo e eu pudesse sair daquela prisão chamada escola. Recolhi o meu material com rapidez e enfiei dentro da bolsa com pressa, sem me preocupar em ser organizada. Andei com passos largos em direção da porta, tentando empurrar um garoto grande, jogador do time da escola, que paquerava uma garota bem na porta. Quando consegui passar pela parede e pela sua donzela, tive que enfrentar a multidão nos corredores em direção ao portão, afinal era sexta – feira e todos queriam ir embora. Quando estava passando pelo grande e largo portão do Instituto Quentin Quire eu ouvi alguém me chamar.

- Daiana! – fingi não ter escutado, estava realmente com pressa, até ouvir o chamado mais alto. – Daia! – Era minha amiga da oitava série, que tinha uma certa admiração por eu ser do ensino médio, apesar de Nicole aparentar ser mais velha do que realmente é.

- Nick! É que eu estava com pressa de sair, a semana foi um inferno. – desviei o olhar, rezando para que ela não perguntasse sobre isso.

- Ah, e qual semana na escola não é um inferno? Estava lotada de provas essa semana. – Ela me acompanhou, caminhando pela rua lotada de estudantes, ônibus escolares, vans, pais. – O que você vai fazer final de semana, Daia?

- Hm, ficar em casa, nadar, o de sempre. – Falei sem muita animação, pois já esperava algum convite da parte da Nicole.

— Então você irá me acompanhar na festa de quinze anos da Matilde? Estão dizendo que vai ser o maior festão e que vai vir um monte gatinhos de Satterford para festa. – A animação dela estava visível em seu largo sorriso nos lábios rosados.

- É mesmo, minha prima de Satterford virá para Kendall para ir à festa da Matilde. Ela é tão popular assim?

- Ouvi boatos que o pai dela é um dos mais ricos da região, só não sei como conseguiu todo esse dinheiro. Mas como se a Daiana Maicoom não fosse popular. E rica. – Nicole falou a última parte com maior relevância, como se tivesse importância, em Kendall a maioria das famílias lucravam com a pesca e com o turismo devido as belas praias. A cidade de Kendall era como se o ano inteiro fosse verão, todos os dias eram propícios à praia, a única coisa que faziam a cidade não ser verão o ano inteiro era a escola.

- Então até sábado Nick! – Dizia enquanto atravessava a esquina, entrando na avenida que levava em direção a praia, enquanto Nicole seguia em direção à cidade. Andava em passos largos, queria saber se minha prima de Satterford já tinha chegado. Jhynn era minha melhor amiga até ela ir para outra cidade e acabamos nos distanciando. Mas ela sempre foi muito especial, especial de um modo mágico.

Cheguei em casa em poucos minutos, estava caminhando em passos muitos largos. Logo notei que minha mãe já estava em casa, seu carro estava na frente da grande casa branca e então corri para a porta. Entrei as pressas sem me preocupar em limpar o tênis no tapete e logo gritei. – Mãe, já esta em casa? – Falei enquanto largava minha bolsa sobre a bancada do corredor.

- Sim Daiana. Mas quem você realmente queria perguntar, Jhynn, ainda não chegou. Sua tia ligou e disse que tem engarrafamento na estrada, elas chegaram mais tarde. – Minha mãe falava do segundo andar, ou talvez do terceiro, sem muita animação. Ela e a mãe da Jhynn, apesar de fingirem serem amigas, elas nunca se deram bem. Minha mãe deve pensar que se casou com o Maicoom errado, por que o meu tio ganhou uma parte maior da herança da família do que meu pai.

Não iria ficar esperando minha prima até o anoitecer, então precisava arrumar alguma coisa para fazer. E tinha uma coisa que eu amava fazer, mas meus pais não deixavam fazer durante o dia, para que ninguém visse, ninguém normal pelo menos. Mas mesmo com a reprovação dos meus pais, não queria dizer que eu não fazia, na verdade eu gostava ainda mais de fazer isso. Verifiquei-me que minha mãe estaria ocupada olhando algum reality show de patricinhas e assim não sentiria minha falta. Passei silenciosamente pela casa, até a porta dos fundos da casa.

Da porta dos fundos tinha uma pequena trilha que dava na beira da praia, que estava com bastante pessoas, um sol radiante que tocava a areia e a fazia brilhar como uma joia. De pés descalços, senti a areia quente na minha pele enquanto eu caminhava, me distanciando da casa. Havia um lugar, na praia, longe da minha casa e deserta, devido a areia estar tomada por rochas grandes e assim ter difícil acesso.

A caminhada até a essa praia durava uns quinze minutos, como sempre ela estava deserta. Larguei minhas roupas sobre uma das rochas, ficando apenas de biquíni. Algumas pedras mais baixas criavam pequenas piscinas de água e eu me deitei em uma delas. Fiquei deitada, com a água até o peito, sentindo a água gelada esfriar o meu corpo quente. Fechei meus olhos, deixando os pensamentos escaparem da minha mente e deixar ela focada, concentrada em algo. A água da pequena piscina natural começou a borbulhar, e esquentar um pouco. Meu corpo mudava de temperatura assim como a água, como se fizesse parte do mesmo. Minhas pernas adormeceram, borbulhando junto à água.

Em poucos segundos respirei fundo e abri os olhos, a água já não borbulhava mais e estava em temperatura ambiente. Movimentei minhas pernas sutilmente e a água espirrou, jorrando com força. Eu ri, sempre ficava contente quando aquilo acontecia, quando minhas pernas sumiam e no lugar aparecia algo místico. Olhei com admiração ao meu corpo, como pela primeira vez que aquilo aconteceu – na piscina de casa, em um domingo de almoço em família – eu ficava encantada comigo mesmo. Sobre a água balançante eu podia vera figura marrom clara, com algumas listras avermelhadas, como argila sobre o barro. A pele escamosa brilhava sobre os feixes de luz do sol, com algumas barbatanas em formato de babado sobre o corpo, como um lindo peixe grande e gracioso. Mas não era um peixe, e sim minha cauda, meu rabo de... sereia.

Notas finais
Termino meio clichê, eu sei, mas eu queria que ela se transformasse já no primeiro capitulo haha