Dark Sunshine
14 Capítulo 14 - Retorno
Notas iniciais
Eesse se chama Retorno. Mas... Quem quer as nossas divas de volta levanta a mão \\\o///////
Okaaaay! Parei!
Enjoy~
– Onde vocês estavam? – a voz reclama ao ver os dois garotos entrando no apartamento.
– Aeroporto – Kai responde ao ver a expressão irritada de BaekHyun.
SeHun passa direto para o quarto, pensando alto... no avião a caminho de Pequim para ser mais exato.
– Nós pretendiamos sair daqui semanas... semanas atrás!
– Não pedi para você ficar – JongIn resmunga, jogado no sofá.
O cheiro de HwanMyung ainda está em suas roupas, deixando-o meio entorpecido e sonhador. Um sorriso surge em seu rosto sem que consiga se conter ao pensar no último beijo antes daquele vazio em seu peito se instalar.
– HyeJong veio pegar a última mala que ela deixou aqui – o mais velho senta ao lado do outro, tentando atrair sua atenção.
– Ela já foi? Voltou para a casa das irmãs?
BaekHyun não aguenta e gargalha alto. Kai finalmente se libertara completamente do encanto de HyeJong. Quem quer que essa HwanMyung fosse, era alguém especial para JongIn.
– Semanas atrás. Ela saiu pouco depois naquela noite que você e Hunnie chegaram de madrugada de um show, falando alto e histéricos.
– Não estavamos histéricos, hyung! – Kai reclama.
– Ne.
– Pabo.
Kai consulta o celular durante os segundos de silêncio. Está esperando sms ou ligações de HwanMyung. A garota prometera avisar quando chegasse na China.
– Você não vai vê-lo?
– O quê? Quem? – Kai questiona, enfiando o aparelho de volta no bolso, deixando no volume máximo para ouvir caso a garota ligasse.
– LuHan voltou.
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Kai – POV on
– Hannie – eu sussurrei ao entrar no quarto.
SeHun está ali, eu já esperava por isso. O mais novo parece não acreditar no que está acontecendo. SeHun segura o braço de LuHan, parece querer impedi-lo de sumir ou ter certeza que é real.
– Ei, Hunnie! Sou eu que tenho o poder de teletransporte, LuHan não – eu brinco, sorrindo para eles.
Paro ao entrar e fechar a porta do quarto.
De alguma forma, Hannie não parece muito presente. Seu corpo definitivamente está sobre a cama, mas sua mente está perdida. E, eu esperava que por causa do jogo de sombras, ele parecia terrivelmente mais velho. Entre todos os hyungs, LuHan era o que mais parecia com um dongsaeng... com um maknae na maioria das vezes, mais novo até que SeHun.
– Ele não está falando. Eotteokaeyo? – SeHun parecia que começaria a chorar a qualquer segundo.
Ver MinYeong partir o deixara fragilizado, encontrar LuHan dessa forma é cruel demais para meu dongsaeng.
– LuHan – eu sentei do outro lado dele, na beirada da cama e segurando sua outra mão.
Seu olhar estava grudado no teto, mas ele parecia desacordado.
– Hannie! – eu grito e seguro seus ombros, erguendo seu corpo e o fazendo sentar.
SeHun levanta com o susto e dá um pulo para trás.
– Pabo! O que você está fazendo?
O mais velho tosse e fecha os olhos, estava realmente pálido e fraco.
– Kkamjong... P-pabo – ele sussurra e dá um meio sorriso cansado.
Eu volto a deita-lo, com mais delicadeza dessa vez.
– Eu estou exausto. Não consigo manter minha mente no mesmo lugar por muito tempo.
– Você vai ficar bem? – SeHun se aproxima e volta a sentar.
– Ne. Só preciso descansar.
– O que aconteceu lá? – eu pergunto e recebo um tapa do SeHun.
– Eu conto quando conseguir me lembrar das coisas direito. Sobre o traidor... É real. Eu jamais pensei...
– Shh! – SeHun encosta o indicador sobre os lábios do outro para evitar que ele continue se esforçando tanto para falar e pensar.
– Quem é o traidor? – eu pergunto.
– Kim JongIn! – Hunnie censura com irritação.
– Ele só precisa dizer quem é.
– Estou tentando lembrar – LuHan fecha os olhos e se concentra visivelmente.
Coloco a mão em sua testa. Baby Face está suando frio e tremendo.
– Pabo. Chega – eu digo.
– Anyo... – o loiro ofega.
– Para com isso, LuHannie – SeHun insiste.
LuHan afunda mais no travesseiro, os olhos fechados com força. Ele finalmente desiste.
– Quero Lay – sussurra.
– Ele também se entregou.
LuHan olha para mim ao ouvir isso e senta com surpresa. Seus olhos expressivos demonstram um turbilhão de emoções diferentes.
– Anyo! Você não sabe que... Ele... YiXing.
– Fique calmo, Hannie.
– Anyo! Anyo! Anyo!
O mais velho tenta ficar de pé, mas é impedido por nós dois.
– Ninguém... Anyo! Nenhum deles...
Suas forças chegam ao limite e ele cai de volta deitado na cama, soluçando alto e tremendo ainda mais do que antes. LuHan adormece após algum tempo e nós o deixamos sozinho depois de trancar a janela.
Kai – POV off
– O que você acha que ele queria dizer sobre Lay? – SeHun me chama horas depois.
Nós dois fomos para o quarto. Quando eu estava pronto para dormir e ia me deitar, ouvi o celular tocar e fui buscá-lo no bolso da calça que deixara no banheiro. Atendi imediatamente ao ver quem era.
HwanMyung estava com a voz cansada e trêmula de frio. Era uma noite gelada em Pequim e ela não havia entrado no avião com roupas apropriadas para viagens noturnas e frias assim – ela gargalhou alto quando Kai comentou isso. A risada da morena fez JongIn sorrir também, mesmo que ela estivesse tão longe. Ela reclamara porque passou horas escolhendo aquelas roupas e ele ainda fala isso.
Você está linda, ele disse.
Você nem prestou atenção, pabo, ela respondeu, fingindo irritação.
Como eu não veria como aquele vestido vermelho contrasta com a sua pele e seu cabelo? Faz você parecer menos humana.
Menos humana? Isso não parece bom.
Foi a vez de Kai gargalhar alto.
A garota pediu para ele esperar e começou a falar em mandarim com alguém que estava com ela em Pequim. Ela se irritou fácil, mas controlou a voz por algum tempo. Ela xingou em japonês antes de suspirar e se desculpar com o chinês que falava.
– Kai oppa? – disse em coreano outra vez.
– Ne?
– Tenho que desligar. Saranghaeyo.
– Saranghae, nae kkum. Durma bem.
– Kim JongIn! Preste atenção! – SeHun reclamou e despertou Kai dos devaneios.
– O que foi?
– O que você acha que LuHan queria dizer sobre Lay? – SeHun repetiu devagar.
– Anyo. Não sei. Acho que estava só chateado por ele ter se rendido.
– Acho que não era só isso.
– Durma, Hunnie.
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LuHan – POV on
– Acorde, bebê – a voz familiar me faz despertar de repente.
Está muito escuro e, de repente, claro demais. Isso se repete e faz meus olhos arderem. Minhas forças são quase inexistentes... Eu estou tão vulnerável!
– Vá embora.
– Você tem mesmo rostinho de criança. Vamos brincar?
– Não me toque!
– Eu sou só uma garota indefesa. Você não quer brincar comigo, doce LuHan oppa? – ela provoca com malicia na voz, arranhando meu braço com as unhas.
Eu tento me desvencilhar, mas não posso enxergar e me sinto completamente perdido. Além de fraco... Fraco!
– Não faz isso – eu peço quando sinto o toque gélido da lâmina de uma faca no meu rosto, sem me ferir.
A garota corta e arranca minha camisa e a maior parte da calça. O ambiente fica muito mais frio de repente, não só por causa das minhas roupas... Inacreditavelmente gelado, como se estivessemos em um freezer.
– Eu queria ter tempo para brincar mais com você antes de... Espere! Eu tenho tempo! Tenho todo o tempo que eu quiser e ninguém vai saber.
– O que você quer?
Sinto o corte superficial em minha barriga e ofego com surpresa, nem tanto pela dor. Eu já sofrera dores piores do que essa.
– Quero ver você implorar para que eu pare.
– Nunca.
– YiXing também disse isso. E ele se curou nas primeiras semanas já que eu não o soltaria. Depois de um tempo, ele não se curou mais. Sabe a última coisa que ele disse, da última vez que brincamos?
– Não me interessa.
– “Me mata! Por favor! Me deixa morrer!” – ela imitou perfeitamente o sotaque chinês de YiXing.
Lay pedira pela morte? O Lay forte e persistente? O mesmo Lay que sempre acreditou que podiam voltar a se unir, mesmo que parecesse impossível? Que tipo de demonio essa garota é?
O ambiente parou de piscar e eu fecho os olhos para tentar me recuperar. A presença dela também some por alguns segundos. Eu respiro e tento olhar para a agressora, mas não consigo ver nada ao meu redor além de sombras.
– Os outros EXO vão te matar – eu digo e sinto seus dentes em meu ombro direito, pressionando até rasgar a pele.
Ela gargalha alto e senta sobre minha barriga, dificuldando minha respiração.
– Você supervaloriza seus irmãos.
– Não, você é que não conhece o valor deles.
– Eles não vão interromper a minha brincadeira.
– Vá pro inf- – minha voz é interrompida por um grito de dor quando ela enfia a faca na minha coxa direita.
– Não se preocupe. O tempo está controlado. Cada dia nosso é apenas um minuto para o resto do mundo. Você vai sentir muita dor ainda – ela fala e eu posso ouvir sua felicidade na forma animada e infantil que fala.
– O tempo? – eu repito com a voz mais fraca a cada segundo.
– É. Você pode me aceitar agora e acabar logo com isso.
– Não vou me render.
– Você tem pernas lindas – ela retira a faca da minha coxa e enfia na outra.
Eu mordo a lingua para sufocar um grito. Não vou deixar que ela sinta todo o meu sofrimento, que veja o quanto já estou fraco e vulnerável.
Repetidamente, eu sinto enquanto ela me fere com tudo o que pode. Tento permanecer em silencio, mas nem sempre é possível.
Depois da terceira semana, eu não sabia se podia aguentar mais por muito tempo. Ela tem me mantido vivo para que possa continuar brincando com meu corpo.
A camada grossa de gelo que revestia o quarto deve estar abafando o som dos gritos que tentei dar para chamar Kai e SeHun.
E a sétima semana vem e vai... Quarenta e nove dias de tortura.
LuHan – POV off
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– Durma, Hunnie.
– Para onde você vai? – SeHun pergunta depois de responder a sms que MinYeong enviara, eles estão conversando desde que HwanMyung ligou, cerca de uma hora antes.
Kai desligara a pouco quando resolveu sair.
– Vou ver se Hannie está bem. Você vai dormir. Coloque os fones e tente não pensar muito. Apenas durma, você precisa disso.
Kai sai do quarto e anda devagar e silenciosamente pelo corredor até chegar onde LuHan estava. Assim que vê o feixe de luz por baixo da porta, denunciando a lampada acesa, percebe que algo está muito errado.
– Se você gritar agora, eu vou acabar com eles como acabei com você. Pode chamá-los, não me importo.
– Vá embora! Eu não aguento mais – LuHan ofega.
Alguns segundos de silêncio se instalam.
– Não tenho mais poder nenhum. Só a vida. Se você tirar minha vida, não vai ter mais doze brinquedinhos.
– Eu me satisfaço com onze – a voz feminina diz de forma intensa e maliciosa.
– Uau! A vadia infernal sabe subtrair! – LuHan provoca e sua voz é entrecortada por um gemido de dor logo depois de um som de tapa.
– Cala a boca!
– Eu vou matar você – LuHan grita.
– Se fosse, teria feito isso nessas sete semanas que passaram enquanto o resto do mundo passou apenas por quarenta e nove minutos.
Sete semanas? Ele estava sendo torturado por sete semanas?
Eu vou abrir a porta, mas sou impedido.
– Não!
Notas finais
Alguem pensou que eu ia trazer as DIVAS de volta? Bem que eu queria... Mas elas tem trabalho a fazer! Como os Sparkles e Jewels ficticios ficariam??? O que eles fariam?
Mas o LuHan voltou!!! Eu quase choro pra fazer a dor do Hannie, principalmente porque eu sei que vou apanhar da unnie por fazê-lo sofrer. Se eu não voltar, chamem a polícia brincadeirinha~!
Minha nova paixão: B.A.P. Realmente Melhor. Absoluto. Perfeito (Best. Absolute. Perfect = B.A.P). Ceeerto! Admito que os melhores, perfeitos... pra mim são os EXO, K e M principalmente o Bacon e o Kkamjong e o Panda e o BigBaby. Mas HimChan, DaeHyun e Zelo são umas coisas deliciosas. Quem acredita que o Zelo é mais novo do que eu?! E olha que eu sou piveta mesmo. Sonho realizado, ser noona de algum k-idol. Quem resiste àquele Yeah! Were the B.A.P! que o Zelo faz em No Mercy? Eu não *-*
Estou preparando um capítulo super, super especial o/ Um dia ele sai, mas vamos seguindo a vida e as complicações normais enquanto isso.
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