Notas iniciais
Mais um capítulo da maratona.
Eesse se chama Retorno. Mas... Quem quer as nossas divas de volta levanta a mão \\\o///////
Okaaaay! Parei!
Enjoy~

– Onde vocês estavam? – a voz reclama ao ver os dois garotos entrando no apartamento.

– Aeroporto – Kai responde ao ver a expressão irritada de BaekHyun.

SeHun passa direto para o quarto, pensando alto... no avião a caminho de Pequim para ser mais exato.

– Nós pretendiamos sair daqui semanas... semanas atrás!

– Não pedi para você ficar – JongIn resmunga, jogado no sofá.

O cheiro de HwanMyung ainda está em suas roupas, deixando-o meio entorpecido e sonhador. Um sorriso surge em seu rosto sem que consiga se conter ao pensar no último beijo antes daquele vazio em seu peito se instalar.

– HyeJong veio pegar a última mala que ela deixou aqui – o mais velho senta ao lado do outro, tentando atrair sua atenção.

– Ela já foi? Voltou para a casa das irmãs?

BaekHyun não aguenta e gargalha alto. Kai finalmente se libertara completamente do encanto de HyeJong. Quem quer que essa HwanMyung fosse, era alguém especial para JongIn.

– Semanas atrás. Ela saiu pouco depois naquela noite que você e Hunnie chegaram de madrugada de um show, falando alto e histéricos.

– Não estavamos histéricos, hyung! – Kai reclama.

– Ne.

– Pabo.

Kai consulta o celular durante os segundos de silêncio. Está esperando sms ou ligações de HwanMyung. A garota prometera avisar quando chegasse na China.

– Você não vai vê-lo?

– O quê? Quem? – Kai questiona, enfiando o aparelho de volta no bolso, deixando no volume máximo para ouvir caso a garota ligasse.

– LuHan voltou.

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Kai – POV on

– Hannie – eu sussurrei ao entrar no quarto.

SeHun está ali, eu já esperava por isso. O mais novo parece não acreditar no que está acontecendo. SeHun segura o braço de LuHan, parece querer impedi-lo de sumir ou ter certeza que é real.

– Ei, Hunnie! Sou eu que tenho o poder de teletransporte, LuHan não – eu brinco, sorrindo para eles.

Paro ao entrar e fechar a porta do quarto.

De alguma forma, Hannie não parece muito presente. Seu corpo definitivamente está sobre a cama, mas sua mente está perdida. E, eu esperava que por causa do jogo de sombras, ele parecia terrivelmente mais velho. Entre todos os hyungs, LuHan era o que mais parecia com um dongsaeng... com um maknae na maioria das vezes, mais novo até que SeHun.

– Ele não está falando. Eotteokaeyo? – SeHun parecia que começaria a chorar a qualquer segundo.

Ver MinYeong partir o deixara fragilizado, encontrar LuHan dessa forma é cruel demais para meu dongsaeng.

– LuHan – eu sentei do outro lado dele, na beirada da cama e segurando sua outra mão.

Seu olhar estava grudado no teto, mas ele parecia desacordado.

– Hannie! – eu grito e seguro seus ombros, erguendo seu corpo e o fazendo sentar.

SeHun levanta com o susto e dá um pulo para trás.

– Pabo! O que você está fazendo?

O mais velho tosse e fecha os olhos, estava realmente pálido e fraco.

– Kkamjong... P-pabo – ele sussurra e dá um meio sorriso cansado.

Eu volto a deita-lo, com mais delicadeza dessa vez.

– Eu estou exausto. Não consigo manter minha mente no mesmo lugar por muito tempo.

– Você vai ficar bem? – SeHun se aproxima e volta a sentar.

– Ne. Só preciso descansar.

– O que aconteceu lá? – eu pergunto e recebo um tapa do SeHun.

– Eu conto quando conseguir me lembrar das coisas direito. Sobre o traidor... É real. Eu jamais pensei...

– Shh! – SeHun encosta o indicador sobre os lábios do outro para evitar que ele continue se esforçando tanto para falar e pensar.

– Quem é o traidor? – eu pergunto.

– Kim JongIn! – Hunnie censura com irritação.

– Ele só precisa dizer quem é.

– Estou tentando lembrar – LuHan fecha os olhos e se concentra visivelmente.

Coloco a mão em sua testa. Baby Face está suando frio e tremendo.

– Pabo. Chega – eu digo.

– Anyo... – o loiro ofega.

– Para com isso, LuHannie – SeHun insiste.

LuHan afunda mais no travesseiro, os olhos fechados com força. Ele finalmente desiste.

– Quero Lay – sussurra.

– Ele também se entregou.

LuHan olha para mim ao ouvir isso e senta com surpresa. Seus olhos expressivos demonstram um turbilhão de emoções diferentes.

– Anyo! Você não sabe que... Ele... YiXing.

– Fique calmo, Hannie.

– Anyo! Anyo! Anyo!

O mais velho tenta ficar de pé, mas é impedido por nós dois.

– Ninguém... Anyo! Nenhum deles...

Suas forças chegam ao limite e ele cai de volta deitado na cama, soluçando alto e tremendo ainda mais do que antes. LuHan adormece após algum tempo e nós o deixamos sozinho depois de trancar a janela.

Kai – POV off

– O que você acha que ele queria dizer sobre Lay? – SeHun me chama horas depois.

Nós dois fomos para o quarto. Quando eu estava pronto para dormir e ia me deitar, ouvi o celular tocar e fui buscá-lo no bolso da calça que deixara no banheiro. Atendi imediatamente ao ver quem era.

HwanMyung estava com a voz cansada e trêmula de frio. Era uma noite gelada em Pequim e ela não havia entrado no avião com roupas apropriadas para viagens noturnas e frias assim – ela gargalhou alto quando Kai comentou isso. A risada da morena fez JongIn sorrir também, mesmo que ela estivesse tão longe. Ela reclamara porque passou horas escolhendo aquelas roupas e ele ainda fala isso.

Você está linda, ele disse.

Você nem prestou atenção, pabo, ela respondeu, fingindo irritação.

Como eu não veria como aquele vestido vermelho contrasta com a sua pele e seu cabelo? Faz você parecer menos humana.

Menos humana? Isso não parece bom.

Foi a vez de Kai gargalhar alto.

A garota pediu para ele esperar e começou a falar em mandarim com alguém que estava com ela em Pequim. Ela se irritou fácil, mas controlou a voz por algum tempo. Ela xingou em japonês antes de suspirar e se desculpar com o chinês que falava.

– Kai oppa? – disse em coreano outra vez.

– Ne?

– Tenho que desligar. Saranghaeyo.

– Saranghae, nae kkum. Durma bem.

– Kim JongIn! Preste atenção! – SeHun reclamou e despertou Kai dos devaneios.

– O que foi?

– O que você acha que LuHan queria dizer sobre Lay? – SeHun repetiu devagar.

– Anyo. Não sei. Acho que estava só chateado por ele ter se rendido.

– Acho que não era só isso.

– Durma, Hunnie.

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LuHan – POV on

– Acorde, bebê – a voz familiar me faz despertar de repente.

Está muito escuro e, de repente, claro demais. Isso se repete e faz meus olhos arderem. Minhas forças são quase inexistentes... Eu estou tão vulnerável!

– Vá embora.

– Você tem mesmo rostinho de criança. Vamos brincar?

– Não me toque!

– Eu sou só uma garota indefesa. Você não quer brincar comigo, doce LuHan oppa? – ela provoca com malicia na voz, arranhando meu braço com as unhas.

Eu tento me desvencilhar, mas não posso enxergar e me sinto completamente perdido. Além de fraco... Fraco!

– Não faz isso – eu peço quando sinto o toque gélido da lâmina de uma faca no meu rosto, sem me ferir.

A garota corta e arranca minha camisa e a maior parte da calça. O ambiente fica muito mais frio de repente, não só por causa das minhas roupas... Inacreditavelmente gelado, como se estivessemos em um freezer.

– Eu queria ter tempo para brincar mais com você antes de... Espere! Eu tenho tempo! Tenho todo o tempo que eu quiser e ninguém vai saber.

– O que você quer?

Sinto o corte superficial em minha barriga e ofego com surpresa, nem tanto pela dor. Eu já sofrera dores piores do que essa.

– Quero ver você implorar para que eu pare.

– Nunca.

– YiXing também disse isso. E ele se curou nas primeiras semanas já que eu não o soltaria. Depois de um tempo, ele não se curou mais. Sabe a última coisa que ele disse, da última vez que brincamos?

– Não me interessa.

– “Me mata! Por favor! Me deixa morrer!” – ela imitou perfeitamente o sotaque chinês de YiXing.

Lay pedira pela morte? O Lay forte e persistente? O mesmo Lay que sempre acreditou que podiam voltar a se unir, mesmo que parecesse impossível? Que tipo de demonio essa garota é?

O ambiente parou de piscar e eu fecho os olhos para tentar me recuperar. A presença dela também some por alguns segundos. Eu respiro e tento olhar para a agressora, mas não consigo ver nada ao meu redor além de sombras.

– Os outros EXO vão te matar – eu digo e sinto seus dentes em meu ombro direito, pressionando até rasgar a pele.

Ela gargalha alto e senta sobre minha barriga, dificuldando minha respiração.

– Você supervaloriza seus irmãos.

– Não, você é que não conhece o valor deles.

– Eles não vão interromper a minha brincadeira.

– Vá pro inf- – minha voz é interrompida por um grito de dor quando ela enfia a faca na minha coxa direita.

– Não se preocupe. O tempo está controlado. Cada dia nosso é apenas um minuto para o resto do mundo. Você vai sentir muita dor ainda – ela fala e eu posso ouvir sua felicidade na forma animada e infantil que fala.

– O tempo? – eu repito com a voz mais fraca a cada segundo.

– É. Você pode me aceitar agora e acabar logo com isso.

– Não vou me render.

– Você tem pernas lindas – ela retira a faca da minha coxa e enfia na outra.

Eu mordo a lingua para sufocar um grito. Não vou deixar que ela sinta todo o meu sofrimento, que veja o quanto já estou fraco e vulnerável.

Repetidamente, eu sinto enquanto ela me fere com tudo o que pode. Tento permanecer em silencio, mas nem sempre é possível.

Depois da terceira semana, eu não sabia se podia aguentar mais por muito tempo. Ela tem me mantido vivo para que possa continuar brincando com meu corpo.

A camada grossa de gelo que revestia o quarto deve estar abafando o som dos gritos que tentei dar para chamar Kai e SeHun.

E a sétima semana vem e vai... Quarenta e nove dias de tortura.

LuHan – POV off

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– Durma, Hunnie.

– Para onde você vai? – SeHun pergunta depois de responder a sms que MinYeong enviara, eles estão conversando desde que HwanMyung ligou, cerca de uma hora antes.

Kai desligara a pouco quando resolveu sair.

– Vou ver se Hannie está bem. Você vai dormir. Coloque os fones e tente não pensar muito. Apenas durma, você precisa disso.

Kai sai do quarto e anda devagar e silenciosamente pelo corredor até chegar onde LuHan estava. Assim que vê o feixe de luz por baixo da porta, denunciando a lampada acesa, percebe que algo está muito errado.

– Se você gritar agora, eu vou acabar com eles como acabei com você. Pode chamá-los, não me importo.

– Vá embora! Eu não aguento mais – LuHan ofega.

Alguns segundos de silêncio se instalam.

– Não tenho mais poder nenhum. Só a vida. Se você tirar minha vida, não vai ter mais doze brinquedinhos.

– Eu me satisfaço com onze – a voz feminina diz de forma intensa e maliciosa.

– Uau! A vadia infernal sabe subtrair! – LuHan provoca e sua voz é entrecortada por um gemido de dor logo depois de um som de tapa.

– Cala a boca!

– Eu vou matar você – LuHan grita.

– Se fosse, teria feito isso nessas sete semanas que passaram enquanto o resto do mundo passou apenas por quarenta e nove minutos.

Sete semanas? Ele estava sendo torturado por sete semanas?

Eu vou abrir a porta, mas sou impedido.

– Não!

Notas finais
Ya! Guardem as pedras! Vocês podem precisar mais, mais, MAIS delas no próximo capítulo ^_^
Alguem pensou que eu ia trazer as DIVAS de volta? Bem que eu queria... Mas elas tem trabalho a fazer! Como os Sparkles e Jewels ficticios ficariam??? O que eles fariam?
Mas o LuHan voltou!!! Eu quase choro pra fazer a dor do Hannie, principalmente porque eu sei que vou apanhar da unnie por fazê-lo sofrer. Se eu não voltar, chamem a polícia brincadeirinha~!
Minha nova paixão: B.A.P. Realmente Melhor. Absoluto. Perfeito (Best. Absolute. Perfect = B.A.P). Ceeerto! Admito que os melhores, perfeitos... pra mim são os EXO, K e M principalmente o Bacon e o Kkamjong e o Panda e o BigBaby. Mas HimChan, DaeHyun e Zelo são umas coisas deliciosas. Quem acredita que o Zelo é mais novo do que eu?! E olha que eu sou piveta mesmo. Sonho realizado, ser noona de algum k-idol. Quem resiste àquele Yeah! Were the B.A.P! que o Zelo faz em No Mercy? Eu não *-*
Estou preparando um capítulo super, super especial o/ Um dia ele sai, mas vamos seguindo a vida e as complicações normais enquanto isso.