Notas iniciais
Imaginem se vocês estiverem em uma batalha e o seu sangue correr tão rápido que você fica eufórico, suas mãos agem por conta própria e quando você percebe não tem mais controle do corpo. Iria ser bem interessante... Amenos que você tenha um poder maligno dentro de si.

O vale parecia sem bem extenso, dava para ver o horizonte. Caminhamos por ele por algum tempo. Passamos por campos de flores com rosas, tulipas, lírios e até beladonas, que inclusive o Ryan coletou algumas. Depois entramos em um campo de plantações e logo de cara encontramos um tapete dourado enorme, uma plantação de trigo que havia acabado de crescer. Depois fomos para uma plantação de canhamo que estava todo florido com suas flores roxas. Então chegamos em um lugar que parecia um santuário, havia uma fonte no centro, estruturas de pedras formando colunas com estatuas de musas do vento (musa do vento: um fantasma de uma mulher envolta em um tecido fino,também conhecida como wisp), um altar e ao pé do altar havia um homem ajoelhado com roupas de couro, longos cabelos azuis escuros amarrados com um rabo de cavalo, uma armadura azul também escura e uma berserker sword nas costas.

–Olá, com licença – falei para o homem – que lugar é esse?

Se levantando e terminado o que pareceu uma oração ele respondeu.

–Esse é um dos santuário deste vale, o santuário de Kallymat, a Deusa da harmonia.

–Um dos?

–Sim, existem vários desses espalhados por todo o vale, mais até do que o numero de Deuses.

–Por que tem esses santuários aqui?

–Este é o vale do juramento, a igreja costumava nomear seus cavaleiros aqui, então para homenagear os Deuses ela construiu santuários para cada um deles aqui. Tudo que existe nesse vale é dos Deuses, por isso é tudo tão bonito.

Ryan disfarçou escondendo as flores de beladona que ele havia pegado.

–A igreja? – perguntei – Quem é você?

–Meu nome é Raendal, paladino de decimo terceiro grau da igreja. E vocês?

–Eu sou Ellie.

–Lorel.

–Ryan.

–Arya.

–E o que fazem por aqui?

–Nós estamos indo para o sul do continente em favor de problemas da nossa cidade.

–Grande, que coincidência incrível, é para lá que vou também. Existe um grande mau que deve ser exterminado naquela região. Eu poderia os acompanhar? Viajar sozinho é desanimador.

–É claro, vai até nos ajudar caso sejamos atacados. Aposto que é um grande guerreiro.

–Pode apostar — Ele abriu um sorriso — Não é atoa que fui mandado para essa missão. Más pode ficar tranquila, nenhum mostro se atreveria a adentrar o território santo.

Continuamos a jornada para o sul, rumo ao castelo de Massamuni, agora com 5 componentes no grupo.

–De onde vocês vem? – perguntou Raendal.

–Somos da cidade de SilverRain, ao norte das montanhas.

–Eu não, eu sou da floresta elfica pouco ao norte daqui – falou Ryan.

–É verdade, eu também nasci lá mas estava vivendo na cidade – mencionou Lorel – E você, de onde é?

–Florantis, a capital da igreja. Moro lá desde que me conheço por gente.

–Por que você resolveu se tornar um paladino?

–Quando eu era criança eu vivia vendo os paladinos saírem em expedições e voltarem sempre gloriosos e cheios de riquezas para a igreja, eu ficava ouvindo e imaginando as aventuras que eles passavam. Eu viajava em meus pensamentos sobre o mundo do lado de fora das muralhas da cidade mas eu não podia sair. Então assim que pude me tornei um cavaleiro arcano e segui um longo caminho até me tornar um paladino ( breve explicação da diferença de arcano e paladino : arcanos são os cavaleiros que são encarregados de proteger a igreja, existem 33 graus. Quando chega ao trigésimo terceiro pode se tornar um paladino. Paladinos são cavaleiros da igreja que são encarregados de tratar de assuntos externos da igreja, partem em expedições de diversos objetivos variando entre buscar tesouros até matar monstros que ameaçam a fé. Existem 15 graus ). Já estou a 20 anos na ordem dos paladinos e fui mandado para uma missão que provavelmente significará o fim deles. Partirei para sovengard com honra (sovengard : lugar para onde vão as almas dos bravos guerreiros).

–Nossa... Que missão é essa? – perguntei – Deve ser muito difícil para um paladino de decimo terceiro grau estar com medo.

–Fui mandado para o sul para enfrentar Massamuni, o samurai imortal.

Surpreendi-me ao ouvir ele dizer o nome de nosso inimigo. Pensei comigo — Nossa, nós estamos indo para o mesmo lugar com o mesmo objetivo, mas ele esta com medo? Ele é um paladino muito poderoso, será que eu que estou subestimando esse samurai? – então falei:

–Grande, que coincidência incrível. Hehe.

–Hahaha uma boa piada – ele respondeu.

–Obrigada. Más é exatamente esse nosso objetivo. Por enquanto.

–Por enquanto? Então vocês estão tem um objetivo maior?

–Sim, nós vamos para Zaaphira depois de derrotarmos Massamuni para derrotar Kallyth antes que o caos se espalhe completamente por Eliowin (o nome do continente deles).

–Vocês são bem corajosos, seu primeiro inimigo já é perigoso o suficiente e vocês estão pensando em lutar contra um dos criadores dele.

–Eu não acho que esse samurai seja tão perigoso assim. Ele já esta a muito tempo sem lutar, deve ter perdido a pratica ou algo do tipo.

–Não o subestime. Ele é um hollow agora (literalmente vazio, algo que ja foi uma pessoa, mas não tem alma nem destino. Vive sem proposito, se é que pode chamar de vida), ele não pensa, só age como sempre agiu, e como ele passou a vida toda lutando ele não esqueceria de como faze-lo.

Aquelas palavras me deixaram refletindo. O que ele falou faz sentido, até meu pai e os quatro soldados tiveram dificuldade para lutar contra ele. talvez seja melhor eu me preparar melhor antes de enfrenta-lo.

Saindo do vale nós entramos em um deserto rochoso. Era incrível as formações rochosas, as pedras eram lisas como se tivessem sido polidas. O ar ficou mais quente e seco, só de respirar já deu para sentir que seria bem difícil atravessar aquele deserto.

–Ryan seu nariz ta sangrando! – exclamou Arya.

–Ahn? Ah, deve ser por causa do calor. Não estou acostumado com o clima seco assim, eu vivo na floresta, la é bem úmido as vezes.

–Pode deixar que eu cuido disso – Disse Raendal levantando a mão – Benção Divina!

Saiu dele um pulso circular azul que se espalhou em volta de nós. Quando nos atingiu eu senti como se tivesse sido molhada, minha pele e meu nariz se umedeceram de novo.

–Nossa, muito obrigada. Minha magia é de gelo, estava sentindo que não ia conseguir fazer nada – Lorel falou com um ar de alivio.

–Por nada. E vocês? Quais são suas magias?

–A minha é de Madeira – Ryan deu um pisão no chão e criou um totem do lado de Raendal.

–A minha é de fogo – Arya fez um pequeno redemunho de fogo com as mãos.

Incerta da minha magia eu falei – A minha é de metal – mas preferi não demonstrar para ter certeza de que não aconteceria nada de errado.

Adentramos o deserto e caminhamos contornando as varias rochas polidas. Mais à frente encontramos uma criatura estranha voando, ela tinha a pele amarelada, o torso de humano, asas, braços muito fortes e mãos grandes. A cabeça éra redonda e ele era coberto por uma pelagem amarela alaranjada, mas o mais estranho é que ele não tinha pernas, no lugar ele possuia uma calda como se fosse uma abelha, só que era de algum material que parecia metálico, com um ferrão enorme na ponta. saquei minha espada e parti para atacar.

–Espera Ellie! – exclamou Arya – ele é um drillmon, eles são pacíficos.

–Como isso pode ser pacifico? Olha o tamanho do ferrão na cauda dele.

–Ele é, e são os da especie dele que são responsáveis por deixar essas pedras assim.

O drillmon se aproximou de uma rocha e encostou a cauda nela então a cauda começou a girar e polir a rocha.

–É assim que eles se alimentam. A cauda recolhe os minerais da rocha.

–Que criatura estranha, tem certeza que é pacifica?

–Sim, e se você acha isso estranho espera para ver as que existem em zaaphira.

Guardei a espada e fomos andando em direção a ele, ele estava no meio do caminho. Quando nos aproximamos dele ele parou de polir a pedra e ficou nos observando. Continuamos andando e ele se aproximou mais de nós até que ele chegou o rosto bem perto de Raendal, Raendal se preparou para puxar a espada das costas quando o drillmon o fez por ele. o drillmon pegou a espada de Raendal e levantou para come-la.

–Eita eu esqueci disso, eles também comem com a boca más é raro. Só se eles virem algo que os chame a atenção, como o brilho de uma espada – disse Arya rapidamente.

Raendal pulou e segurou a espada antes que o drillmon colocasse na boca, ele deu um puxão mas o drillmon era forte demais para soltar só com aquilo. Raendal tirou um punhal para acertar a mão dele mas Arya não deixou ele fazer aquilo.

–Não o ataque, se ele se enfurecer vão ser pior.

Então eu tive uma ideia. Foquei o olhar ao lado dos dois e imaginei uma lamina saindo do chão. Pensei em um nome para aquilo pois poderia usar depois. Estiquei o braço e gritei:

–LAMINA ASCENDENTE!

Exatamente o que eu pensei aconteceu, não cresceu uma mas quatro laminas cresceram do solo então o drillmon se sentiu mais atraído por elas e soltou a espada de Raendal.

–Obrigado Ellie – agradeceu Raendal.

–É bem pensado, e vejo que suas magias andam evoluindo – falou Ryan dando-me uns tapinhas nas costas.

–É eu tenho usado aquelas dicas que você me deu.

Raendal jogou uma capa por cima da espada e nós continuamos andando. Nós encontramos mais alguns drillmons aqui e outros ali mas nada aconteceu, então chegamos perto de um lugar que pareceu um templo gigante. Fomos em direção a ele quando de repente.

–Se escondam! – exclamou Lorel nos empurrando para trás de uma pedra.

Nos abaixamos sem entender o porque daquilo então ela apontou para o alto de uma torre nas laterais. Lá em cima havia um orc com um arco gigante de vigia. Ele estava virado para o outro lado e graças aos Deuses ele não nos viu por que se havia um ali com certeza haviam mais la dentro.

–Nossa, ainda bem que você o viu primeiro Lorel, se ele tivesse nos visto com certeza haveriam pelo menos uns 100 orcs tentando nos matar agora – disse Raendal.

–100? Acho que 500 ainda é pouco, olha o tamanho desse templo, deve ter uns 4 andares – falei.

–É verdade. Lorel você consegue acertar aquele orc lá em cima?

–Pássaro sabe voar? – ela respondeu com uma cara de quem dizia: isso vai ser moleza.

Lorel tirou o arco das costas, molhou a ponta dos dedos e sentiu o vento. Tirou uma flecha da aljava, colocou em posição no arco, mirou exatamente no orc depois puxou um pouco para o lado para compensar o vento e um pouco para cima para compensar a distancia, puxou o fio com a flecha e o soltou. Nós acompanhamos a flecha que pareceu que tinha ido alto de mais mas foi perdendo altitude até que acertou em cheio na cabeça do orc.

–Otimo, de primeira, você atira muito bem – Elogiou Raendal.

–Obrigada mas eu treino a muito tempo, isso foi fácil.

–Agora é nossa hora de entrar lá – eu falei me levantando.

–Acho que não é uma boa ideia não Ellie – rebateu Lorel pensando nos mais de 500 orcs que haviam la dentro.

–Nós temos que entrar e acabar com eles, foi provavelmente daqui que saíram aqueles orcs que atacaram a floresta elfica.

–Eu concordo com ela, se destruir esse templo significar um pouco de paz pelo menos para essa região eu não me importo de perder um pouco de tempo aqui – apoiou Raendal.

–Eu também concordo, se aqueles orcs vieram daqui eu quero ter minha vingança por eles terem destruído tantas árvores – Ryan também apoiou.

–OK então, vamos – concluiu Lorel.

E Arya quieta como sempre.

–Deveríamos usar um ataque furtivo, pegar eles despercebidos e quando se derem conta já estarem mortos – sugeriu Ryan.

–É uma boa ideia, mas a menos que Ellie e eu tiremos nossas armaduras vocês três terão que ir sozinhos – rebateu Raendal.

–E por que não ficam? – finalmente Arya falou alguma coisa – acha que não conseguimos sozinhas? Opa, hihihi, desculpa Ryan. Sozinhos?

–Okay... – Ryan fez uma poker face.

–Se o plano furtivo der errado errado vocês entram e nos ajudam – Disse Arya.

–Tudo bem então, qual vai ser i sinal se der errado? – perguntei.

–Já sei, eu vou criar um totem em cima do templo – sugeriu Ryan.

–OK então. Boa sorte.

Eles partiram em direção ao templo silenciosamente, entraram e nós os perdemos de vista. Após alguns minutos, eu e Raendal estávamos jogando conversa fora então ouvimos um som de um sino tocando bem alto. Olhamos pra cima do templo e logo em seguida apareceu o totem de Ryan lá. Corremos em direção ao templo, Raendal apesar de estar com uma armadura corria muito rápido, eu mal conseguia o acompanhar. Entramos no templo e o primeiro andar estava vazio com um monte de cadáveres empilhados. Subimos para o segundo andar e este também estava vazio, então fomos para o terceiro e lá estavam eles, mas eles estavam tomando conta da luta.

–Ué, vocês estão indo bem – falei.

–Nós dissemos que chamaríamos se a missão furtiva falhasse e não se estivéssemos em perigo – respondeu Lorel – Vão para o quarto andar, deixa que esse a gente cuida.

– OK.

Raendal e eu subimos mais um andar, lá haviam cerca de 150 orcs mais uns 10 brutos. Raendal tirou a espada das costas e a segurou com uma mão só. Fiquei surpresa por ele conseguir fazer aquilo. Os orcs começaram a vir em nossa direção então saquei meu escudo e minha espada também.

–Que Thanos abençoe nossas espadas – Raendal proferiu uma breve prece então saltou para frente e balançando a espada cortou dois orcs ao mesmo tempo.

Me animei e fui para cima deles também. Logo de cara um orc tentou me atacar, eu desviei o golpe dele com a espada e o golpeei na garganta. Então segundo veio pelo flanco esquerdo e eu o bloqueei com o escudo. Aquele escudo realmente me incomodava mas ele era bem util em alguns momentos. Cortei a barriga do segundo orc e soltei um espinho de ferro em um terceiro. Olhei para Raendal e o vi soltar uma magia:

–LUA CRESCENTE! – ele balançou a espada e dela saiu um arco de água extremamente fino que dividiu ao meio vários orcs.

–Posso copiar essa magia? –perguntei rindo.

–Más é claro, fique a vontade.

–LUA CRESCENTE! – o mesmo aconteceu só que com um arco metálico.

No desenrolar da luta eu fiquei observando o jeito que ele lutava. A espada dele parecia ser tão pesada mas ele a usava com tanta destreza. Percebi que a cada balançada que ele dava pelo menos um orc era cortado ao meio, ele não atacava só por atacar, ele sabia que iria acertar não importava a distancia do oponente. Pensei – será que tem como eu fazer algo do tipo? – então imaginei a ponta de minha espada se alongando e a lamina ficando mais larga.

–CEIFADORA! – gritei e balancei a espada, essa que para minha surpresa cresceu incrivelmente acertando orcs a até 5 metros de mim. Ainda por cima ela não encolheu de volta depois do primeiro corte, então comecei a desferir golpes sequenciais, partia cerca de 6 ou 7 orcs ao meio por golpe. Senti muita mana entrando em mim de uma vez, fui ficando mais eufórica, a espada parecia não ter mais peso mesmo estando cerca de 20 vezes o tamanho normal.

–Hahaha – Soltei uma risada sem querer em quanto cortava mais um monte de orcs e mais mana entrava em mim. Ouvi bem de longe Raendal falando comigo mas nem prestei atenção.

–Ellie, não perca o controle, solte alguma magi...

Não ouvi mais nada, tudo ficou escuro, eu não sentia meu corpo mais...

Notas finais
Espada do Raendal: http://www.ign.com/wikis/tera/Greatsword Obrigado por lerem.