Dark Steel

12 Arco 2: A ilha Sagrada: O esconderijo de masamuni.


Notas iniciais
O primeiro arco terminou com um numero impar... Eu odeio minha vida...

Já amanhecia, mas lá dentro estava escuro como a noite ainda. Os escombros do castelo bloqueavam toda passagem de luz da única saída que tinha, mas haviam algumas tochas acesas lá dentro.

—Arya acordou – Disse Ryan, sua voz ecoou pelo longo corredor.

Saí de dentro de uma das salas que estava cheia de espadas e vi Arya se levantando meio cambaleando. Ryan estava ao lado dela, sentado em um toten em formato de cruz que emanava uma aura vermelha.

—Você está bem Arya? – perguntei enquanto a colocava encostada na parede.

—Estou bem sim... Só um pouco tonta... Minha cabeça dói, é estranho, faz tempo que não tenho uma dor de cabeça assim...

—Logo vai passa, esse meu toten também cura. É só ficar parada um pouco – Ryan deu um sorriso meio tímido.

—Obrigada – ela respondeu um pouquinho vermelha enquanto desviava o olhar do dele – Miraculo!!! – então ela o viu deitado mais à frente – Ele voltooou *-------------*!!! – esse foi o tamanho do sorriso que ela abriu.

—É ele apareceu bem na hora. Não fosse ele eu teria morrido com certeza... Mas ele não precisaria ter VOLTADO se alguém cuidasse dele direito né?!

—...Desculpa... eu estava meio distraída tentando saber de que que era aquela pegada gigante no pântano... aí ele sumiu... – Arya respondeu com a voz bem baixinha.

— Falando nisso ele está bem maior do que antes.

—Sim, os basiliscos vão crescendo à medida que vão se alimentando. Quanto maior a presa maior fica seu tamanho – respondeu a enciclopédia humana – por isso que aqueles da caverna eram do tamanho de pessoas.

—ahm....... SERÁ QUE ELE COMEU AQUELE TROLL DO PANTANO?? – fiquei meio espantada.

—Provavelmente, para ele ficar com esse tamanho. E nós também não encontramos o troll antes de sair do pântano...

—Más como ele conseguiu matar ele!?

—Eu não sei... desculpa... – ela se apoiou para se levantar – de qualquer forma, eu já estou melhor, graças a seu toten Ryan. Vou ajudar a cuidar dos outros agora.

—Eu não sabia que você também sabia curar não Ryan – falei.

—Na verdade eu não sei muito bem não. Só sei fazer esse toten que Meridia me ensinou...Mais o menos...

—Você é de mais. Consegue controlar madeira, curar, controlar fogo e ainda se transforma em um lobo muito top com pele de bronze – afirmei.

—Fogo? Eu não consigo controlar isso não...

—É claro que consegue, eu vi naquela hora que você tentou prender o Masamuni com aqueles troncos – Arya estava prestando bastante atenção na conversa.

—Hahahaha... Aquilo não era fogo não. Eu também achei que fosse da primeira vez que vi. Mas aquilo é simplesmente minha mana da natureza.

—Como assim? Mas ela estava queimando.

—Deixa eu te explicar Ellie – Falou Arya enquanto curava os ferimentos de Lorel – Nossa energia espiritual tem duas formas, a primeira é de fato a energia espiritual : ela é algo como se fosse um rio que corre pelo nosso corpo se dividindo em afluentes e mais afluentes. Também pode ser comparado com nossas veias. Quando ela esta nessa forma nós não podemos ver ela pois ela é muito dispersa para enxergarmos. Praticamente tudo que existe possui essa energia espiritual, não só as criaturas vivas. A segunda forma é a mana : a mana é a nossa energia espiritual comprimida. Como a energia espiritual é dispersa de mais para tomar alguma forma, quando queremos usar alguma magia ela se comprime se transformando em mana, mas só que ela é muito volátil, por isso quando mana puro e sem forma entra em contato com a atmosfera ela se dispersa novamente e da a impressão de estar queimando da cor do elemento que ela tem mais afinidade. No caso do Ryan é verde por causa das folhas das árvores.

— Interessante.

—Mas o que você estava fazendo que teve que usar sua mana pura? – Arya perguntou para Ryan.

—Eu fiz um selo para prender ele... Mas não adiantou muito.

—Falando nisso, como funciona esse negócio de selamento? – perguntei.

—Basicamente você expele sua mana pura e a solidifica transformando em uma parede. Como ela é um tipo de energia não pode ser quebrada com ataques normais. As colunas que eu fiz servem como catalizadores. São nelas que a mana se apoia... Más um mago bem treinado não precisa deles.

—Então eu também posso fazer um selo?

—Tecnicamente sim. Mas isso não é tão simples, demanda muito tempo de treinamento para expelir mana puro – explicou Arya – Inclusive existem algumas magias que são feitas com ele... Mas são quase impossíveis de dominarem. Eu só ouvi falar de uma pessoa que usava elas. Aquele cara que encontramos perto da entrada da caverna. O último imortal, SiegFried.

—Aah tá explicado... Ele teve muito tempo para treinar – retruquei.

—Vocês encontraram com um imortal? Um de verdade? – perguntou Ryan empolgado – e ele era forte??

—Não deu para ver muito bem, nós só vimos ele terminando com um grupo de orcs e indo embora...

Arya terminou de curar Lorel e Raendal e então se sentou um pouco para descansar.

—Fiz tudo que podia aqui. Fechei os ferimentos deles mas eles vão precisar de mais tempo para se recuperarem completamente.

—Tudo bem. Ah, Arya. Eu tinha visto uma sala com alguns livros ali na frente. Acho que você vai gostar de ir lá.

—A sim, vou lá dar uma olhada então.

Ela pegou uma tocha e foi em direção a sala que eu havia apontado. Chegando em frente a porta os olhos dela começarem a brilhar. Ela abril um sorriso de orelha a orelha enquanto se deparava com uma sala inteira cheia de prateleiras entupidas até o teto de livros.

—Eu estava pensando em ficar aqui pelo menos uns dois dias, então se divirta ai.

Ela balançou a cabeça positivamente e entrou na sala.

***

Algum tempo depois Raendal acordou.

—Raendal, como está? – perguntei.

—Pelos Deuses, por quanto tempo estive inconsciente?

—algo mais de nove horas.

—E o que houve do Samurai?

—Foi derrotado. No final ele fez um ataque suicida derrubando todo o castelo e nos “prendendo” aqui em baixo. Da pra sair, mas vamos esperar até estarem todos bem.

—Então minha missão foi concluída? Novamente tens minha gratidão jovem e bela moça.

Fiquei um pouquinho vermelha com o elogio.

—E então, o que vai fazer de agora para frente?

—Como sobrevivi terei que retornar a Florantis e reportar a missão bem-sucedida. Mencionarei todos desta companhia com toda certeza.

—Bom, entã...

Arya deu um grito lá na sala dos livros então sai correndo para ver o que era.

—Eu não acredito! – Exclamou Arya – Todos esses livros, toda informação que tem aqui. Tudo foi escrito por Masamuni.

—O que?! Foi por isso que você gritou?! Eu tomei o maior susto achando que tinha acontecido alguma coisa Arya!

—Desculpa, é que eu fico empolgada com essas coisas. Imagina quanta informação nova para todo o mundo não tem aqui. Masamuni viveu com os Deuses por quase cem anos, com os Deuses, nesses livros deve ter muita coisa importante.

—Tudo bem, mas lembra que não ficaremos aqui por muito tempo.

—Anãããooo...

—Você queria mesmo ler todos esses livros né? – de novo ela balançou a cabeça positivamente – Leia o máximo que conseguir então.

—Sim sim, eu já li cinco livros.

—CINCO?! Tem certeza que você é humana?

E minha pergunta ficou no ar, ela já tinha voltado a ler. Então voltei para junto dos outros e voltei a falar com Raendal.

—Então, voltando ao que eu estava dizendo; agora que sua missão foi concluída por que você não viaja com a gente?

—Eu realmente devo retornar, a igreja tomara como falha minha missão se eu não voltar.

—Eu sei disso, mas imagina só quanta glória você terá se voltar para lá tendo matado Masamuni e Kallyth. E isso ainda seria muito bom para a prosperidade da igreja sendo Kallyth uma Rainha Demônio.

—De fato, eu não havia pensado nisso... Muito bem, terão minha companhia té o findar de vessa jornada.

—Obrigado. Você será uma grande ajuda.

Passado algum tempo resolvi ir à sala de armaduras para dar uma olhada e ver se achava alguma melhor para mim, então me toquei que Ryan não usava armadura.

—Ryan, você não usa armadura não?

—Ahm? – ele estava meio distraído em seus pensamentos – ah sim, quero dizer, não, não uso não. Elas diminuem minha mobilidade, atrapalham nos movimentos. Essa arma que eu uso é bem difícil de se usar com armadura por que tem que ficar saltando de um lado para o outro e correndo.

—Ah entendo, eu também não gosto de armaduras muito pesadas não, mas mesmo assim ainda tem algumas que não atrapalham tanto não. Eu estava indo a uma sala cheia de armaduras, você devia vir comigo dar uma olhada pelo menos.

—Tá bom, vamos lá.

Nos levantamos e fomos até lá. Chegando na sala nos deparamos com vários manequins com armaduras completas. A sala era enorme, devia ter uns 100 metros. Haviam armaduras de todos os tipos e tamanhos. Tinha armaduras até para gigantes...

—Como será que ele juntou todas essas armaduras? – Questionou Ryan – aah não... deixa pra lá – ele se lembrou das pilhas de esqueletos na sala do trono.

—Hahaha... Mas na verdade eu não acho que essas sejam as armaduras daqueles cadáveres. Elas estão em muito bom estado para serem. Além do mais, não há sinal de batalhas nelas.

—Você tá dizendo que foi ele que fez todas essas armaduras?

—Eu não duvidaria, quanto tempo ele ficou aqui no esquecimento? Sem falar que em uma outra sala eu vi toda uma forja.

Nós demos umas voltas pelo labirinto de armaduras olhando uma por uma para achar a ideal para Ryan, e também encontrar uma mais leve para mim.

—Olha Ryan, essa aqui parece boa pra você – mostrei uma armadura que era quase completamente feita de couro. Só haviam algumas partes de aço : as braçadeiras, uma proteção no peito e uma proteção nas pernas. E ainda por cima era detalhada em verde.

—Nossa, eu realmente gostei dela – Como ele usava só as roupas dele, vestiu a armadura por cima – É bem boa mesmo, as partes de couro nas dobras são bem ajustadas para não prender e parece que onde tem metal não atrapalha. E ainda é verde :D... nossa, faz tempo que não uso uma.

—Você já usou?

—Sim, mas parei quando comecei a praticar com essa lamina dupla.

—E que arma você usava antes?

—A Primeira arma que usei foi um machado grande, ai depois eu comecei a usar uma foice. Então virei um druida e comecei a usar isso aqui hihii.

—Foice? E isso funciona?

—Mais o menos. Não é muito bom para lutas não, você tem que ser muito bom pra ter uma luta justa... Você também tá procurando uma armadura pra você?

—Sim, essa aqui é muito pesada. Não gosto muito dela não – nós andamos um pouco mais e então, do outro lado da sala, encontramos uma armadura perfeita, ela parecia ter sido feita para mim. Era coberta por aço em todo tórax e nos ombros, as luvas e as pernas eram de aço e couro nas articulações e as botas eram do tamanho certo. Sem falar que era toda detalhada em vermelho, quase o mesmo vermelho que meu cabelo – Nossa que linda! É essa mesmo... – mas não havia lugar para me trocar ali, e a saída da sala estava muito longe para carregar uma armadura inteira – Ryan.

—O que foi?

—Vai pra lá, não da pra carregar essa armadura até outra sala então eu vou me trocar aqui... – fiquei um pouco vermelha – E vê se não espia em!

—T... Tá, não vou...

Ele saiu de perto e foi dar umas voltas olhando algumas outras armaduras. Ele já estava bem afastado, mas ainda dava para ver por cima de alguns manequins. Me escondi um pouco atrás de um manequim maior que tinha ali então comecei a tirar minha armadura. Aquilo era estranho, ficar nua com um homem na mesma sala... Mesmo que ele não esteja vendo... Então eu olhei na direção que ele estava, lá da frente ele olhou pra mim também por cima de um manequim sem capacete...

—Ahh! – Tampei meu corpo e me abaixei saindo da visão dele. Me senti queimando de vergonha. Embora não ache que ele tenha me visto nua por causa dos manequins, aquilo foi muito vergonhoso. Terminei de vestir a armadura ali no chão.

Quando terminei me levantei, já estava até me sentindo mais leve, mais móvel. Então me juntei a ele.

—Ficou ótima em você.

—Obrigada – Em pensamento resolvemos esquecer o que havia acontecido ali.

Voltamos para junto dos outros, Lorel já tinha acordado também.

—Olha só, armaduras novas – ela falou dando um sorrisinho malicioso – E os dois trocaram na mesma sala. Hehehe.

—Não aconteceu nada!... – respondi surtando de vergonha.

—Calma, eu não falei nada hihi. Mas até quando pretende ficar aqui capitã?

—Pelo menos até você e Raendal estarem em condições de lutar de novo.

—Pretendes viajar até outro continente agora, certo? Então podemos descansar na viagem. Creio que nosso Inimigo não nos atacara no mar – Sugeriu Raendal.

—É pode ser, mas vamos esperar pelo menos mais um dia aqui, até vocês terem descansado o suficiente.

***

Passado um dia nós arrumamos todas as nossas coisas e o que queríamos levar dali. Eu havia pegado somente a espada e a armadura que estava usando agora. Ryan pegou também a armadura e alguns amuletos que ele encontrou. Raendal não pegou nada. . Lorel pegou alguns artefatos que poderiam ser vendidos e algumas flechas da sala de armas, mas o arco ela continuou com o dela mesmo. E Arya pegou uma pilha com mais o menos 30 livros para levar.

—Arya! Como é que vamos levar isso tudo? – a repreendi.

—Mas tudo que tem aqui é importante, eu tenho que levar.

—Nem o Miraculo consegue carregar isso tudo, escolha no máximo 10 que você queira levar.

—Tá bom... – ela fez uma carinha triste e separou os que ela levaria.

Nos preparamos para ir, nos posicionamos na última sala, onde estava a espada, e então:

—E agora? Como a gente sai daqui? – Lorel perguntou.

—Acho que posso fazer alguma coisa – respondeu Ryan colocando as mãos na parede. A princípio não aconteceu nada, parecia que ele estava procurando algo, então as paredes começaram a tremer. Ele se afastou da parede então um galho começou a sair do meio de duas pedras, então começou a engrossar, e engrossar mais e mais, as pedras foram caindo até que o galho se transformou em um tronco que caberia uma pessoa dentro. Então Ryan tocou nele e ele se abriu ficando oco e revelando dentro dele uma escadaria que levava até a superfície.

Subimos as escadas, elas acabavam na beira de uma floresta perto da praia.

—Bom, saímos. Primeira parada concluída. Vamos para Zaaphira agora! – exclamei animando todos eles – A segunda parte de nossa jornada começa agora!

Notas finais
sem nada a dizer
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.