Notas iniciais
~Armagedom_14 Capitulo novo, esse saiu mais cedo. Primeira batalha delas e uma historia sobre... Vocês vão ver. Se ajeitem em suas cadeiras fiquem bem confortáveis e boa leitura.

No portão da cidade um soldado veio falar conosco.

–Qual o motivo da saída?

–Nós vamos atrás de Kallyth para acabar com essas guerras de uma vez por todas.

–Vocês tem permissão?

–Sim – Mostrei a permissão assinada pelo rei para ele.

–Saiba que vocês estarão por conta própria do lado de fora da cidade. Tomem cuidado.

Saímos da cidade e fomos rumo a Leste em direção a uma estrada que passava ao pé de duas montanhas. Ao passar pelas montanhas, quando a cidade já não era mais visível, senti uma grande energia espiritual passando por nós, em seguida houve um clarão em nossa frente. De dentro do clarão saiu uma voz.

–Esperem um momento.

Nós três ficamos surpresar com a visita do rei fora da cidade.

–Rei?! O que vossa majestade faz sozinho aqui fora da cidade? – Perguntou Lorel intrigada.

–E quem disse que estou sozinho? – O rei respondeu com um sorriso de quem estava se divertindo. Olhamos em volta e vimos pelo menos oito White Knights que pareciam ser assassinos estrategicamente “escondidos” – Eu sei que vocês pretendem fazer um caminho mais direto para chegar mais rápido, mas tem um motivo para seu pai ter levado os outros para o sul, eles estavam... É melhor você mesma ler. Eu tenho que voltar para o castelo antes que notem minha falta.

Ele me entregou uma carta e sumiu do mesmo jeito que apareceu, com um clarão e com um rastro de energia espiritual extremamente forte. Abri a carta e comecei a ler.

“Querida Ellie, a essa altura você já deve ter saído para ir atrás de Kallyth. Eu deixei essa carta com o rei para ter certeza de que ninguém mais a leria, pois ninguém pode tomar conhecimento disso. Nós fomos para o sul justamente para encontrar o castelo que mencionei em uma das cartas. Aquele é o castelo de Masamune, um antigo samurai que lutou que lutou ao lado dos Deuses na guerra contra o corrompido Deus guardião. A ajuda de Masamune foi tão grandiosa que os deuses o abençoaram transformando ele no primeiro imortal. Masamune viveu por muitos anos ao lado dos Deuses praticando seus ensinamentos e aprendendo sobre eles, até que um dia ele aprendeu tudo o que podia sobre eles, então voltou para nosso mundo e vagou por vários países lutando em batalhas impossíveis para humanos. Ele derrotava exércitos inteiros com apenas uma balançada de sua katana de um metro e oitenta com a técnica da lamina dos ventos. Depois de alguns anos, cansado de sempre vencer facilmente, Masamune resolveu parar. Então ele caminhou por dias até que chegou ao limite do nosso continente, então ele começou a construir um castelo. Durante cento e dois anos ele trabalhou arduamente até que o castelo ficou pronto. Quando finalmente acabou, ele sentou –se no trono, colocou sua espada em seu colo e ficou parado ali, imóvel, tentando decidir se o que os Deuses o concederam era realmente uma benção ou uma maldição. Passando algum tempo, vendo a indignação de Masamune, Dakarius, o demônio da furia, apareceu para ele e deu-lhe uma ultima missão: proteger sua espada de qualquer um que a tente roubar. A partir de então, começaram a aparecer vários exércitos tentando rouba-la. Exércitos não só de monstros, mas de pessoas também, porém Masamune ainda era um humano então poupava a vida das pessoas. Mas estas pessoas voltavam, e voltavam cada vez mais fortes. Vendo isso, os Deuses começaram a achar que chegaria um dia em que alguém o superaria e que esse alguém poderia ser corrompido pelo poder da espada e se tornar mau. Então eles desceram e foram tomar a espada para guarda-la em segurança na cidade divina, onde ninguém teria acesso. Mas o proposito de Masamune agora era guardar a espada de QUALQUER UM que tentasse rouba-la, e foi o que ele fez, então eles travaram uma batalha que durou semanas. Vendo que aquilo não iria acabar facilmente, os Deuses tomaram sua imortalidade e seu espirito foi junto a ela. Porém seu corpo havia sido possuído por uma força maligna e continuou lutando com a mesma destreza. Então os Deuses recuaram, pois aquilo não era mais um humano, e não hesitaria em matar outro humano ou até mesmo um Deus... Este ficou conhecido como o dia em que os Deuses perderam... Desde então poucas pessoas tentaram enfrenta-lo e sua historia acabou se perdendo no tempo. Já se passaram mais de oitocentos anos, e pela falta de oponentes ele deve estar sem pratica. Filha, você deve ir atrás dessa espada. Seu poder não se iguala ao de nenhuma outra. Ela a ajudara a enfrentar Kallyth.

Com amor, papai.”

Guardei a carta e partimos rumo ao sul.

Após alguns quilômetros, encontramos uma torre que parecia estar abandonada. Decidimos subi-la para observar o caminho. Entramos na torre e começamos a subir a escadaria. Estava bem escuro, as paredes estavam cheias de algo pegajoso. Arya acendeu uma chama. Imediatamente caiu algo em cima de mim. Era a mesma coisa que tinha nas paredes.

–Cuidado – Gritou Arya lançando uma bola de fogo naquilo.

Aquela coisa começou a se contorcer e a escorregar pelo meu corpo e a me envolver toda. Era maior do que parecia, mal dava pra me mover dentro dele. Arya continuou atirando bolas de fogo até que aquilo se desfez em bolhas gosmentas no chão.

–Más que merda era aquilo?- Perguntei assustada.

–Aquilo era um slime, eles não suportam o calor, por isso caiu em cima de você quando acendi a chama.

–Acho que ele tinha irmãos – Lorel falou apontando para o teto da escadaria mais acima. Nós olhamos e vimos o teto infestado deles.

–Acho que consigo cuidar deles, só vou precisar de um minutinho – Ela segurou a staff com as duas mãos e começou a concentrar mana. O cristal azul da ponta começou a brilhar então ela começou a desenhar um circulo magico no ar e recitar – Aragon, o Deus da harmonia, o senhor do equilíbrio entre os elementos, aquele que viu a primeira chama e a pôs sobre suas ordens. Conceda-me seu poder... CHAMA DIVINA!

Imediatamente saiu do circulo um som como o de cem dragões cuspindo fogo e saiu também uma onda de chamas douradas que subiu a escadaria aparentemente até o topo. Quando o fogo apagou, só o que sobrou dos slimes foram bolhas e gotas pegajosas no teto.

–Vocês estão bem? – Perguntou Arya se “escondendo” novamente atrás da staff.

–Sim. Mas acho que o calor irritou minha pele – Respondi coçando o braço.

–Acho q a minha também.

–Desculpa, vou ver o que posso fazer – Ela levantou a staff e disse – Cura rápida.

Apareceu um brilho avermelhado em volta de nós e nossa pele voltou ao normal.

–Você consegue recuperar mana também? – Perguntou Lorel.

–Eu comecei a aprender, más nós fomos atacados e agora eu estou aqui. Não aprendi muita coisa.

–Então usa o que você aprendeu – Ela apontou para cima na escadaria bem quando apareceram goblins correndo para cima de nós e gritando.

–Recuperação de mana!

Apareceu um brilho azul em volta de nós. Senti minha energia espiritual correndo pelo meu corpo. Olhei à frente, havia uns vinte goblins. Saquei minha Silver Knight Straight Sword e a apontei para frente, então a balancei liberando energia. Novamente saiu uma lamina em arco voando que acertou dois goblins os cortando ao meio. Retirei meu escudo e fui para cima deles. Quando fui atacar um, uma flecha passou voando por mim e acertou meu alvo bem na testa.

–Muito lento – Disse Lorel rindo.

Dei uma risada e fui para outro. Ataquei ele mas ele defendeu com um escudo em péssimo estado e contra-atacou com uma espada mal forjada. Eu defendi e chutei o peito dele, ele cambaleou para trás então eu novamente o ataquei com um corte no pescoço. Virei para o lado e vi um goblin já atacando em minha direção. Eu balancei o escudo este que bateu na espada com tudo fazendo o goblin deixa-la cair e segurar o próprio pulso com dor. Aproveitei o momento e estoquei minha espada no peito dele. Em seguida vi duas flechas voando e acertando a cabeça de dois goblins e ainda vi uma terceira flecha, mas essa era maior e de gelo, esta que passou como um raio por mim e atravessou o peito de um goblin e parou enfiada no peito de outro. Do outro lado vi bolas de fogo voando e explodindo na cara de alguns goblins. Investi contra um outro atravessando seu pescoço, e um outro seu peito.

–Ellie se abaixe – Me abaixei e ela gritou – FLECHA PERFURANTE!

Saiu voando por cima de mim uma flecha que mais parecia uma lança que foi girando tão velozmente que atravessou três goblins. Haviam sobrado quatro dele.

–Abram espaço por favor – Pediu Arya. Abrimos e ela disse – Garra flamejante.

Saiu de sua staff uma mão gigante de fogo com garras enormes que voou para cima dos goblis e os fatiou em segundos.

Continuamos subindo. Arya usou sua cura rápida para recuperar a pouca força que tínhamos gastado. Chegamos no topo da torre e observamos o caminho. Não dava para ver muito. Mais à frente havia uma cadeia de montanhas bem altas. Vasculhamos o local mas não tinha nada de mais. Foi então que ouvimos um rugido bem alto e estranho vindo de cima de nós. Olhamos em cima do telhado quebrado e vimos o que eu senti que estava faltando... O guardião da torre.

Notas finais
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