Notas iniciais
Comentem o que acharam. :)

07/08/2014 — 23h01min

As perguntas de Susana não paravam e as ameaças também não.Ah e a escola? Foi um inferno total todos falavam sobre a “Esquisita e o Bonitão” saindo às escondidas a noite.

Gabbe pareceu não se importar com os comentários das pessoas (Sem Q.I volto a dizer) sobre nós, ele até conversou comigo hoje no intervalo, disse que estaria na campina hoje à noite, às 23 horas, foi então que bolei um plano maligno para encontra-lo, resolvi pular a janela do meu quarto que fica no segundo andar da casa (Os normais podem achar isso meio estranho).

E fui ao encontro de meu adorável desconhecido, conversamos muito ontem e eu conheci um Gabbe muito além de seu “rostinho bonito” e ao contrário da maioria das pessoas da escola ele tinha Q.I. Quando cheguei até lá ele estava encarando o lugar no qual nossos pais, tios e avós sempre diziam que nunca poderíamos ir até lá, mas ninguém nunca disse o porquê, algum momento depois Gabbe nota a minha presença.

–E aí fugitiva! Como estão as coisas? — Pergunta ele.

– Se eu disser que estão boas, vou mentir e se eu disser que está ruim vou mentir. Então está péssimo.

– Nossa, que otimista... Pois bem, eu estou péssimo também, sabe ser uma estrela o tempo todo cansa muito.

– E não é convencido...

Fizemos uma espécie de piquenique noturno, e foi bem divertido, Gabbe passou a ter um lugar na minha vida vazia ele era uma das pessoas que fazia valer a pena estar viva, tudo bem ele era uma espécie de desconhecido, mas há algo nele que me encanta não era a sua inteligência e muito menos sua beleza estonteante (e põe estonteante nisso)mas acho que era a nossa incrível condição de ter uma mesma espécie de vida de merda, comparado a outras pessoas. Gabbe assim como eu perdeu a única pessoa que fazia a sua vida valer a pena, sua mãe Marissa, ela foi assassinada assim que Gabbe completou 11 anos, pela Ordem que alegava que ela havia algo que os humanos não poderiam saber e que ameaçava a segurança de todos neste mundo. Desde então Gabbe vive com seu pai (um bêbado) , e que convenhamos faria um incrível par com minha mãe no quesito de não ter sentimentos pelo próprio filho.

Quando voltei para casa já passava de uma da manhã, todos estavam dormindo, menos Legolas que me esperava pacientemente em sua caminha. Tomei um banho e logo em seguida adormeci feliz por ter uma nova companhia além de Ana e Legolas.

08/08/2014 – 15h45min

Gabbe, Ana e eu almoçamos juntos na escola, e todos aqueles olhares indiscretos continuavam a nos seguir, até que Susana chega ao refeitório e se depara com nós três conversando como pessoas “normais”. Ela dá aquele seu sorriso de “Sim, eu sou uma vadia louca e vou arruinar você” ela se dirige calmamente até nossa mesa e pergunta.

– Posso me sentar?

Gabbe é o primeiro a responder – Claro! Pode se sentar bem ali, naquela cadeira eu a reservei especialmente para pessoas como você!

Eu sabia o que aconteceria se ela se sentasse, e o resultado não foi outro, assim que Susana se sentou a cadeira cedeu com seu peso, todos no refeitório riram da cena ( e eu não fiquei fora disso).

– Nossa, me desculpe eu realmente não sabia. Deixe-me te ajudar. – Diz Gabbe. Assim que ele pega a mão de Susana para ajuda-la, ele “acidentalmente” esbarra no suco de laranja, que cai sobre Susana, causando ainda mais euforia no refeitório.

A inspetora Francis aparece, acabando com a histeria aguda dos sem Q.I, e a minha também.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – Pergunta ela. Susana responde usando o resto de dignidade que ainda tem — Nada inspetora, eu só caí, só isso.

– Vá se limpar Stark. E VOCÊS VOLTEM A COMER! – Assim que inspetora se afasta Susana nos ameaça.

– Isso não vai ficar assim...

Continua...