Notas iniciais
Pessoal comentem o que estão achando até aqui. Obrigada :)

06/08/2014 – 20h03min

Toda Quarta na escola é dia de ter aulas à noite de natação, e essa idiotice valia alguns pontos essenciais para passar no fim do semestre. E como sempre ( porque eu sempre digo “como sempre”?) Susana era o centro das atenções.

– Vamos lá pessoal! Quero que vão de uma ponta a outra em borboleta! – Disse John, nosso professor de Educação Física e natação, e sinceramente o único que eu suportava. –Maya? Vai entrar hoje?

– Não John, eu não estou muito bem hoje.

– Tudo bem. Se quiser ir pra casa, está liberada. – Acenei com a cabeça em resposta que não iria. Ir pra casa e perder aqueles gatos (sem QI, mas ainda gatos) sem camisa? NUNCA.

– E você Joseph? – Pergunta John.

– Dispenso.

– Sorte a de vocês que eu sou um cara bem legal. – Disse John, fazendo sua típica careta de “EU SOU DEMAIS”.

John apita e todos entram ao mesmo tempo na piscina, e Gabbe sem que eu perceba senta ao meu lado com toda a sua graça habitual.

– E então, qual é a sua com a água? Quer dizer, você nunca entra na piscina.

– Não gosto de grandes concentrações de água, e o senhor? Que eu saiba, nunca entra na piscina. – Perguntei afinal ele mesmo me faz perguntas entranhas.

– Acho que posso dizer o mesmo, e a sua irmã como vai? – Tinha que envolver Susana nisso.

– Acho que vai bem.

– Hm, vamos dar uma volta? –Pergunta ele.

– Claro, acho que seria legal sair daqui. – Na verdade não é nada legal, os gatos ainda estavam sem camisa, mas sair com O GATO máster da escola é bem melhor que ver um bando de sem Q.I.

– Vamos.

Gabbe e eu fomos seguidos por olhares indiscretos, e eu senti que um deles era de Susana. Fomos até meu lugar favorito no mundo, a campina, que é tão perto da praia que dá pra ouvir o som das ondas ricocheteando contra as pedras.

– Esse é um dos meus lugares favoritos, sempre vim aqui desde... Desde criança.

– Eu também... – Eu sei que ele é como eu, no fundo sei. Ele também esconde algo de ruim, mas esse ruim pra mim era bom, porque não estava mais sozinha, poderia ser algo da minha mente louca, mas eu sabia que Joseph Gabriel tinha algo de obscuro.

– Sabe Maya? Você é única garota que não me estressa naquela escola ridícula, você não se exibe você não tenta se achar melhor que os outros e muito menos passar por cima de alguém, gosto disso.

E esse era o primeiro elogio que eu recebia desde que meu pai havia morrido...

Continua...