05/08/2014 – 20h34min

Fui acordada por Legolas, meu cão, arranhando a porta do meu quarto atrás de seus brinquedos, levantei relutante e abri a porta. Legolas entra como um raio e eu já sabia o motivo (e não era pelos seus brinquedos, sua agitação noturna) Susana estava atrás dele, e assim como eu ele também não confiava nela.

– O QUE ELE TE DISSE? Eu o vi! Saindo da sala ONDE VOCÊ ESTAVA! – sabia que haveria um interrogatório.

–Olá pra você também, ele só me perguntou as horas, só isso.

–Acho bom! Afinal que perigo você poderia me trazer? Olha só pra você…

– Susana já terminou?

– Nunca vou terminar você é uma idiota! Desprezível e quando todos souberem o que você é vão concordar comigo!

– SUSANA CHEGA! Pode sair, por favor?

Susana sai do quarto pisando forte, o que ela não entende é que eu não sou assim por opção eu nasci assim, e é assim que eu sou. O que eu fiz foi consequência disso, e nunca vou me perdoar.

Quando voltei do meu emaranhado de pensamentos, me dei conta de que meu celular estava vibrando, era um SMS de um numero desconhecido.

Eu sei quem você realmente é.

– Um amigo.

Mais uma das brincadeiras da Susana, só podia ser! NINGUÉM além dela sabia o que eu era, a não ser pelo nosso pai que infelizmente está morto, então eu poderia acreditar que era mais uma de suas brincadeiras de mau gosto ou ficar preocupada que alguém soubesse disso.

Mas uma vez Legolas me desperta dos meus devaneios, com seus latidos incessáveis dirigidos ao seu potinho de comida. Assim que coloquei sua ração no pote minha mãe grita que o jantar já está servido, como sempre desço antes de Susana pego o meu prato e subo de volta pro meu quarto.

Minha mãe não contesta muito minhas atitudes estranhas as vezes penso que ela não gosta de mim ou me culpa por algo que fiz em meu passado.

Continua…