Notas iniciais
eu fiquei taaaaaanto tempo sem postar na fics por vários problemas: primeiro: meu netebook que tinha os arquivos salvos das minhas fics quebrou e eu não tinha como acessar eles até então segundo: o nyah ficou fora de ar e eu não consegui adiantar nenhuma fic e terceiro: minhas provas, cujas terminaram ONTEMMM então aqui está um capitulo fresco que fiz para vocês, coisas BOAS OTIMAS PERFEITAS MARAVILHOSAS estão por vir espero que gostem boa leitura anjos

CAPITULO IX

Estávamos entrando em temporada festiva na cidade, porque era uma das épocas mais quentes do ano em Sponvilly, North Pole e Fort Wainwright. Na faculdade não seria diferente. As arvores estavam mais verdes, as flores desabrochavam e o campo estava bem mais cuidado, as decorações espalhavam-se pelas paredes junto com panfletos. O prefeito estava convidando a cidade inteira para participar de um evento beneficente que arrecadaria dinheiro para os orfanatos, os hospitais e os orgãos de caridade nas três cidades que se ligavam, cuja Sponvilly era o elo entre elas.

Lauren sempre esteve animada com festas, essa não seria diferente. Os irmãos Laudox estavam definitivamente se mudando para Sponvilly no periodo de um ano. Um ano. Eu não consigo acreditar nisso, mas Damian estava tentando conseguir papeladas suficientes para transferência de curso, por sorte, Economia ainda tinha vagas abertas. Por sorte, quero dizer, para Lauren, apesar de que eu estivesse feliz por eles, sabendo mesmo assim que eu terei que enfrentar os flertes de Daniel.

Com o final de semana livre, eu voltei para casa de tia Isobel, mas fui raptada pelas investidas de Lauren em comprar novos vestidos para o evento. Eu não podia dizer não, na verdade esse é meu maior defeito, eu não consigo dizer não, principalmente para ela. E para Suzanna, que faltava roer o restante de cuticula porque Matt estava definitivamente desaparecido, ou quase. Ele ligava para ela algumas vezes de noite. Isso soava tão estranho, mas eu esperava que ele viesse para Sponvilly, pelo menos para encontrar Suzanna para se divertirem nas festividades do proximo final de semana.

– Eu quero algo claro. – murmurei, sentada num banco vermelho de frente a vitrine enquanto Suzanna lia Harry Potter e Lauren vasculhava entre os cabides da loja.

– Eu quero o Matt. – Suze resmungou sem erguer os olhos para mim.

Essa situção com Suzanna não parecia evoluir, eu tentei falar com ela ou levar ela para algum lugar que a fizesse esquecer, mas pelo jeito eu perdi a prática. A única pessoa que a fazia falar mais do que o de costume era Caleb, por motivos simples: ele sempre a incitava a gritar e a xingá-lo. E acho que ele gosta disso. Caleb neste momento deve estar no clã flertando com a morena que ele vem falando a uma semana, na qual eu não faço ideia de quem seja, mas pelo menos parece ser divertida, enquanto Suzanna não confia em nada naqueles olhos sobrenaturais. Claro que não, ela tem olhos de vampiro, da mesma forma como eu tenho olhos de uma bruxa, mas Suzanna já está acostumada a isso.

Como parte das nossas atividades, Caleb e eu treinamos aos finais de semana e também nas terças e quintas, quando minhas aulas são no periodo do fim da tarde e tenho toda a manhã para trabalhar com ele, ou chutando ou sendo chutada. Ele disse que eu evolui, e posso confessar que sim, mas tenho medo disso. Normalmente, eu sempre estava mais caída no chão do que em pé, agora mudou tudo. Caleb está normalmente sendo atirado ao chão do que me atirando, eu estou indo muito bem nas nossas lutas corporais, mas não quero evoluir mentalmente, não quero aprender feitiços, não quero ter o prazer de saber de alguma coisa que eu possa usar para o lado ruim. Quero minha vida de volta.

– No que está pensando? – Suzanna finalmente se dirigiu a mim, os olhos castanhos dourados dela estavam longe do livro agora.

– Ahm, nada, estava só lembrando dessa semana.

De certa forma era verdade.

– E você?

Suzanna deu de ombros.

– O de sempre. Tentando salvar meu relacionamento.

Lauren de repente pareceu com um vestido rosa que tenho absoluta certeza que era para ela.

– Vocês perceberam o quanto somos azaradas para relacionamentos? – ela disse.

Nunca tinha pensado nisso, mas o que ela disse tinha fundamento.

– Tudo que aconteceu com Isaac. A mãe do Andrew doente e ele tendo que ir embora. O Matt agora brincando de pique-esconde, uma hora aparece, outra hora não aparece.

– Mas você agora tem o Damian. – Suzanna disse, ela não estava sendo arrogante, estava desanimada na verdade.

– Verdade. – Lauren não pode não sorrir.

– Não vamos pensar nessas coisas. – eu disse. – Tudo que nos pertencer, realmente, voltará. E aquilo que não nos for de direito, não retornará. Agora vamos cuidar de achar esses vestidos, porque eu ainda tenho um jantar em família quando eu chegar em casa.

Pela primeira vez em Sponvilly, o prefeito decidiu que precisava mudar a temática de festa de verão da cidade, o que acabou chegando a uma finalidade que até agora eu não estava curtindo nem um pouco: haveria um baile de máscaras.

A praça onde ficava a escola publica seria palco para a primeira parte celebração, todos estariam convidados. Quando a noite finalmente chegasse, a maioria dos jovens se deslocariam para a entrada de um salão de festa que havia no interior da cidade, perto da casa do prefeito. Era enorme, grandes estátuas decoravam o jardim verde com miosotis, uma entrada para um alpendre europeu de decoração grega, a tonalidade da casa era entre o amarelo e o bege, pincelados suavementes, já que a estrutura em si chamava mais atenção do que deveria ser a cor. A segunda parte da celebração, quem estivesse disposto poderia ir, inclusive a carater, então não era apenas tentar achar o vestido ideal, tinha que fazer toda a combinação. Enquanto Suzanna tentava não destruir a atmosfera com seu mal-humor, Lauren procurava do outro lado da sala. Entre os cabides, finalmente achei aquilo que cairia perfeitamente em mim. Era um vestido sem mangas, de colo alto, de cintura fina e o pano de duas camadas soltava-se lentamente até os pés, a cor era entre o bege e o branco champanhe, pedras desenhavam o vestido até o final do tecido leve. Assim que coloquei meus olhos em cima dele, me apaixonei. Aproximei-me de Suzanna e lhe mostrei minha escola.

– É maravilhoso. – disse-me.

– É mesmo. – concordei, depois de colocá-lo apoiado no braço. – Você encontrou o seu?

Suzanna suspirou.

– Estou sem muita vontada de me levantar desse banco e circular por essa loja. – ela murmurou.

– Por favor, Suzanna, faça esse esforço por mim. – ajoelhei-me para fitá-la. – Não estrague seus momentos por causa de alguém.

– Mas eu o amo. – sua voz estremeceu.

– Eu sei... – falei baixinho. – Se o ama, lhe dê um tempo. Você precisa saber que apesar de vocês estarem juntos, certas coisas devemos resolver sozinhos.

Ela me olhou de má vontade.

– Odeio quando você está certo. – depois deu um meio sorriso.

– Pelas as medeixas loiras de Paris Hilton, esse vestido está gritando Suzanna Sprousen! – Lauren apareceu tinindo seu salto alto até nós.

Ela carregava um vestido dourado tomara que caia, ele tinha o mesmo cumprimento que o meu, mas no lugar das pedras brancas, ele era repleto de pedras douradas, brilhava ouro. De cintura colada, soltava-se mais abertamente após a decida do quadril. Os olhos de Suzanna também brilharam.

– Se você o vesti-lo, Suzanna, eu prometo que nunca mais deixarei você em paz.

– Você nunca me deixa em paz, Lauren. – ela murmurou. – Mas você tem razão, ele está gritando meu nome.

Suze se levantou num pulo e foi sentir o pano do seu vestido. Ele certamente ficaria perfeito com ela, principalmente por causa da tonalidade do seu cabelo mais claro, entre o castanho e o ruivo.

– Já que você achou o de Suzanna, onde está o seu? – perguntei, sentando-me no banco onde até então Suzanna estava mofando.

– Já estou passando ele com a minha mascara. – ela disse dando de ombros.

– Você está louca? Tudo nessa loja é caro. – eu tentei dizer isso o mais baixo possivel.

– E você achava que elas iam alugar o vestido?

– Eu pensei que talvez, com um pouco de persuação, conseguiriamos convencer a dona da loja. – dei um sorriso amarelo, incrédula até com a minha propria inocencia.

– Por Deus, Nina, são apenas alguns doláres, mais do que gastaríamos o restante do ano, mas é por um bem comum, não vamos arranjar vestidos como esses nas lojas para alugar.

Eu tinha sido econimica desde que o começo do ano passado porque estava pensando na minha faculdade em Nova York, mas como tudo mudou, os planos principalmente, metade do que eu ia gastar com voos, alimentação e hospedagem até encontrar uma casa em Nova York, eu deixei guardado para usar aqui em Sponvilly, e surpreendentemente, eu tinha juntado uma boa quantia.

– Se Isobel não me matar...

– Você passou por ataque de pânico, alergia a verbena e asma, você é imortal, querida. – Suzanna me deu uma olhada rápida. – Isobel vai entender a urgência.

– Tudo bem, mas prefiro pagar a vista, quem sabe ela não sente pena de mim. – levantei-me preguiçosamente.

– Melhor não olhar para sua etiqueta, porque ela está gritando doláres, doláres e mais doláres. – Lauren sussurrou.

Meu coração estava acelerado, mas como Suzanna disse, era de urgência, poucas vezes na vida eu poderia ter a chance de sair com as minhas amigas e comprar vestidos para festejar-mos uma festa feita pelo prefeito, era o tipo de diversão que eu tinha deixado de pensar desde os ultimos acontecimentos.

Ser uma bruxa, estar apaixonada por um vampiro, fazer parte de uma irmandade antiga de orginais que fundaram uma cidade sobrenatural e ser perseguida por outros vampiros estava liderando minha lista de acontecimentos, nada parecia normal aos meus olhos, nem mesmo uma saída com as minhas amigas sem a ideia da probabilidade de esbarrar em alguém que poderia muito bem conhecer minha história e ali mesmo me atacar. Apesar de que graças a Caleb eu estava conseguindo me defender de forma astuta.

A caixa fez o barulho de troco, eu já tinha entregado os doláres e pagado meu vestido juntamente com uma máscara com elevações devido a desenhos que imitavam ondas, fitas brancas dançavam nela, no fundo bege igual a cor do meu vestido. Coloquei tudo em sacolas, e depois de lembrar que eu tinha que deixar Lauren e Suzanna nas suas respectivas casas, eu ainda tinha um jantar na casa de Isobel para terminar a noite e finalmente amanhã começar os preparativos para a festa que segueria no sábado.

– Não desligue seu celular ou eu mesma irei bater na sua porta caso não me atender. – Lauren me ameaçou. – Vamos nos reunir na sua casa sábado porque é mais perto do salão.

– Pode deixar, general.

– Não brinque com isso. – ela me mostrou a lingua.

– Okay, tchau Lauren. – eu disse. – Vou sentir saudades.

– Eu também. Vinte e quatro horas, meu deus, é quase uma eternidade.

Soltei uma risada baixa.

– Não tente suicidio.

– Será dificil, mas prometo. – ela acenou e fechou a porta.

Suzanna preferiu que eu deixasse no bar de sua tia, que era mais perto da loja que estávamos do que a casa de Lauren. Eu não podia deixar de pensar no que estava acontecendo com Matt, mas ao mesmo tempo eu não podia ficar pensando, Suzanna não sabia de nada, eu não poderia arriscar sua segurança contando-a sobre algo tão perigoso, na verdade, eu não sabia o que fazer.

Após algumas voltas na cidade, finalmente estacionei o carro na garagem e fui correndo até a entrada da casa. Deveria ser cinco horas agora, mas tia Isobel já estava preparando nosso almoço balançeado que ela prometeu, ou seja, peixe, molho, arroz e verduras. Eu estava amando, menos tio Maison, que tem uma dieta muito diferente dessa, e que já se acostumou a fingir gostar de comer macarrão. Fechei a porta atrás de mim e ouvi barulho da televisão vindo da sala, eu sabia exatamente o que estava acontecendo. Tio Maison e Rick estavam espalhados pelo sofá gritando euforicamente para a TV enquanto jogadores da liga européia tentavam astutamente marcar o gol da vitória. Eles mal me notaram, por isso decidi ir para a cozinha.

Isobel estava com a barriga pressionada na pia enquanto cortava as verduras e Megan mandavam mensagens pelo celular. Aproximei-me dela e beijei sua testa, ela me notou muito pouco. Encostei-me no balcão e a encarei. Megan estava a poucos meses de fazer quinze anjos e pela primeira vez percebi como ela estava grande e mais parecida com uma O’Connel, tirando os olhos azuis quais ela herdou do tio Rick. Ela está vidrada no seu celular e sorri de vez em quando, eu me lembro de carregá-la no colo, de fazer tranças em seu cabelo negro, lmebro de muitas coisas e tudo que vejo aqui como o tempo passou tão rápido.

– Ei, querida, chegou a muito tempo? – Isobel se aproximou e beijou meu rosto.

– Não muito. Quer ajuda?

– Quero assim, enquanto Megan finge que o celular é mais importante do que nós e seus tios estão gritando com os jogadores, estou aqui sozinha. – ela murmurou, mas havia um pouco de brincadeira na sua voz.

– Eu imagino. Posso cortar as verduras, se quiser. – eu olhei para o lado e vi que ela não tinha terminado.

– Okay, eu vou começar a fazer o molho.

Era finalmente sexta quando Caleb me ligou e implorou que eu o ajudasse a encontrar uma roupa que funcionasse. Ele também iria e desde que Clarice chegou a cidade, ele não teve tempo para pensar na sua roupa.

– Por que não a chamou? – nós estávamos dentro da sua casa agora depois dele me ligar pedindo que eu viesse pegá-lo.

– Porque Clarice está no clã, alguma coisa está realmente chamando sua atenção lá. – havia um vinco na sua testa.

Pelo jeito Clarice além de ter pego o carro de Caleb, também estava fugindo do seu controle, e tudo que fugia das mãos dele, o deixava seriamente frustrado.

– Você está com ciumes da sua irmã?

– Claro que não. Isso é proteção. – ele me deixou sozinha na sala e foi em direção ao andar de cima.

Caleb estava tentando encontrar sua carteira enquanto eu passeava pela sua casa recém comprada. Ele e Clarice iriam morar aqui e por incrível que pareça, era no mesmo bairro em que os McDowell antes moravam. Senti meu coração arder, mas não podia ficar remoendo essa dor, eu ainda iria conseguir encontrar o Andrew, nós ainda iriamos reverter todo esse mau presságio, ele estaria comigo em breve, mesmo que demorasse mais alguns meses... ou mesmo anos.

Um sofá de estofado preto em formato de L decorava a sala, uma prateleira com diversos tipos de vinhos, vodkas e outras bebidas estavam postas ali para qualquer pessoa que sentisse vontade de se servir. Uma cortina marrom caia sobre a janela enorme, tão parecido com a casa dos McDowell que decidi que vampiros não gostavam da ideia de serem observados. Suas vidas eram repletas de segredos e cortinas grandes e grossas faziam parte para escondê-los. Além da decoração icone de um bom catalogo de dia das Bruxas, tapetes que não pareciam com nada com gosto americano, estava mais para asiático e quadros que me deixavam um pouco assustada, algo realmente me chamou a atenção. Tinha um enorme espelho retangular na sala com decoração vinho, parecia que vermelho era definfivamente a cor favorita dos vampiros. Ele tinha bordas douradas coberta por pedras de brilhante e ouro, ele era maravilhoso e deveria ser muito caro, mas não foi isso que me chamou a atenção, porque apesar de que ele parecesse um espelho, ele não mostrava reflexo algum, ou melhor, não mostrava meu reflexo. Eu fiquei sismada com esse feitio, andei de um lado a outro tentando compreender a armação do espelho, toquei levemente o vidro, mas nada mostrou, nem a sombra de minhas mãos. Quando Caleb desceu ligeiramente rápido na escada eu finalmente despertei.

– Achei. – ele disse se refirando a sua carteira que ele balançava para mim. – Estava embaixo da cama.

Ele se aproximou esperando que eu me juntasse a ele, mas não pude parar de encarar o espelho ainda com muita curiosidade.

– O que foi?

– Por que ele não mostra o meu reflexo? – perguntei, apontado para o espelho.

Caleb deu um meio sorriso.

– Ele é enfeitiçado. Clarice ganhou em uma de nossas viagens a India com nosso pai. Uma bruxa indiana nos deus. – ele encarava o espelho. – Ele não mostra aquilo que não é puramente humano.

Engoli secamente e entendi o que ele disse.

– Uma hora ou outra tenho que me acostumar com a ideia de que não sou humana. – dei um sorriso fraco a ele.

– Não ser puramente humano, Nina, não te faz uma pessoa má ou horrível, acredito que tudo na vida existe um destino, se existimos, é porque fomos feitos para isso, não existiria vampiros maus, com poderes e muita imortalidade se não houvesse outros de mesma grandeza, porém bons.

Caleb tocou meu ombro e o massageou lentamente.

– Tente não se fazer um monstro, porque você não é.

Ele se moveu e decidi que ele tinha razão. Eu tinha feito muitas escolhas na minha vida, e sabia que a maioria delas não envolvia fazer outra pessoa sofrer, eu sempre tentei encontrar o melhor de mim, e é o que farei. Deixei o quadro para trás e segui Caleb até a saída. O jardim era mais bonito que a da casas do McDowell e pelo o que sei sobre Clarice, ela gosta de flores, então tudo isso ficará mais bonito do que já está. Caleb entrou pela porta do passageiro e atravessei o lado para abrir a porta. Tudo aqui é repleto de lembranças que faziam meu coração se encher de esperança novamente, eu sabia que tudo aquilo que vivi com Andrew não iria destruir sem que lutássemos. Olhei uma ultima vez para o final da rua, onde sua casa ficava e voltei meu olhar para a mansão de Caleb. Uma sombra se formou na janela do ultimo andar, senti meu coração acelerar e meus treinamentos com Caleb surgir efeito, a adrenalina estava começando a queimar.

– Caleb, venha aqui! – eu quase gritei.

Caleb abriu a porta ligeiramente rápido do seu lado e me encarou.

– Tinha alguém na sua janela.

– O quê? – suas sobrancelhas estavam juntas e olhei rapidamente para ele.

– Tinha alguém ali, na sua janela.

Quando ambos olhamos para o ultimo andar, não havia nada além de um vidro embaçado e uma cortina espessa do outro lado.

– Não tem ninguém na minha casa, Nina. E mesmo que estivesse, não corro perigo, nem você, deve ser alguém do clã ou mesmo Clarice.

Encarei forçadamente a janela outra vez, mas não havia nada, se alguém tinha aparecido ali, sabia exatamente como despistar.

– Você não quer perder a chance de me ver num terno caro em primeira mão, ou quer Nina? – Caleb acenou para mim.

Eu tive que rir.

– Meu sonho.

– Eu sabia. – ele piscou.

Ignorei a janela e entrei dentro do carro, Caleb fez o mesmo.

Nós seguimos para a mesma loja que eu tinha ido com Suzanne e Lauren da outra vez. Ele estava tagarelando sobre a irresponsabilidade de Clarice ir sozinha ao clã sem conhecer nada sobre os vampiros dali, e mesmo que uma parte de mim estava ouvindo, a outra se lembrava da festa de Halloween quando Andrew deixou definitivamente claro que me amava, que éramos um casal.

Pisquei algumas vezes e percebi que já tinhamos chegado. Tranquei e alarmei o carro, Caleb estava a minha frente usando seu habitual jeans azul e uma blusa de manga curta preta combinando com seu Ray Ban. Ele sabia que era bonito e charmoso, por isso quando entrou na loja e observeu as garotas, ele fez questão de passar os dedos pelo cabelo para bagunçá-los. Caleb poderia ser demasiadamente bonito, mas não era nem um pouco humilde em relação a isso, porque ele sabia que chamava atenção.

– Eu quero ternos, os mais caros que tiver e combinações de mascaras para o baile de verão da prefeitura. – ele se inclinou para uma vendedora de cabelos louros e piscou para ela.

Puxei a barra de sua blusa para trás e revirei os olhos.

– Se você tem a intenção de arrumar uma garota para ficar com ela, tudo bem, continue flertando, mas se você tem a intenção de pegar uma garota por algumas horas, por favor, não seja um cafageste. – disse-lhe baixinho.

Ele se aproximou.

– Eu não me apaixono, Nina. Eu não tenho a sensibilidade de gostar de uma garota, se me interesso por uma, eu só fico satisfeito quando consigo o que eu quero.

Abri levemente a boca esperando processar os piores julgamentos, mas sabia que não adiantaria de nada, eu não poderia mudar o Caleb, éramos apenas amigos, até mais do que isso, poderiamos ser dois irmãos, e eu sabia que a garota que iria finalmente mostrar para Caleb que toda pessoa tem a chance de amar seria aquela que ele se apaixonaria perdidamente. E eu queria estar aqui para conhecê-la.

Nós sentamos num banco branco enquanto esperávamos a atendente e Caleb assobiava baixinho admirando as pernas de uma garota que procurava um vestido entre os cabides sabendo que estava sendo obseravada. Para meu alívio, a vendedora que tinha um sorriso de canto a canto, voltou com inumeras combinações de ternos para nós.

– Onde tem um lugar mais reservado para irmos? – Caleb perguntou apontando para ele e para mim.

Segurei-me para não rir da expressão da garota quando me notou ali, ela tinha as bochechas vermelhas, como se presenciasse uma traição, ou melhor, ela estava achando que Caleb se referia a mim como uma namorada. Ela nos moveu para outro lado da loja e juro que percebi que ela sussurrando um desculpa para mim, mas achei que fosse coisa da minha cabeça.

– Eu vou me trocar. – Caleb pegou a primeira combinação. – Por favor, se segure para não entrar lá dentro. – ele apontou para o provador.

– Será muito dificil, pois estarei a alguns metros de ver você sem camisa.

– E de cueca preta box.

Joguei minha cabeça para trás e soltei uma gargalhada. Caleb me ignorou e entrou no provador.

Notas finais
postarei as roupas de base no proximo capitulo, COMENTEM POR FAVOR, EU IMPLORO!