Dark - Segunda Temporada
16 Capitulo 14
Notas iniciais

CAPITULO XIV — Caleb Blackwood
Parrish estava sentado numa cadeira imperial de enorme encosto dourado, seus cabelos negros encaracolados desciam pela sua testa como uma proteção, seus olhos azuis acinzentados encaravam uma taça de vidro com vinho dentro esperando que Caleb desse o primeiro passo, mas para sua decepção, ele ficou parado encostado na porta de madeira que separava este comodo secreto do restante dos convidados do salão de festas. Eles estavam quietos a um longo tempo desde que Caleb o reconheceu por trás de toda parafernália, esse terno vermelho escuro com uma grava borboleta preta com detalhes dourados não engava ninguém. Pelo menos não alguém que conhecia muito bem as vestimentas que os cidadãos de Vinum comemoravam no aniversário de Alexandre Gorvinov, um antigo vampiro que foi responsável pela expulsão dos bruxos que atacaram os vampiros originais. Alexandre tinha reunido o que chamaram um tempo depois de The Goulden Elite, vampiros imperiais com poderes fantásticos, no qual Caleb e muitos triarcos acreditam que Edmund tenha se reunido para proteger sua familia e Meredith.
O terno vermelho escuro significava o sangue derramado e os detalhes dourados formavam o simbolo de valor, de preciosidade, de ouro, dos vampiros mais preciosos e valorosos que existiam na terra. Parrish tinha sido estúpido por estar exatamente em Sponvilly com uma vestimenta dessa sabendo que Caleb e Andrew se encontravam na cidade, mas após alguns segundos, Caleb teve absoluta certeza que Parrish queria ser encontrado.
Há alguns minutos atrás, Caleb tinha visto que finalmente Andrew foi corajoso e decidiu contar a Nina que estava de volta, mas ele tinha plena certeza que Andrew não usaria esse momento para contar como ele conseguiu essa fançanha, de estar aqui antes do que as palavras de um triarco ditava: você está banido por vinte anos.
Mas ninguém acusaria e baniria um McDowell ou muito menos um Blackwood.
Caleb tirou as mãos das costas e do encosto da porta de madeira e decidiu que não iria mostrar sua aflição e hesitação por ter Parrish no seu territorio. Caleb se moveu para a mesa de bebidas e se serviu genuinamente.
– Se está aqui, — ele disse enquanto tomava um gole lento de vinho. – com toda certeza tem um objetivo.
– É verdade. – Parrish tinha um ascendente sotaque inglês como alguém de Vinum tem.
– O triarco está envolvido nisso?
– Claro que não. – Parrish rolou os olhos azuis para Caleb. – Eu saí dos anseios do triarco a algum tempo, Caleb. Eles não se importam. Eu não me importo.
– Que bom. – Caleb fingiu interesse. – Isso quer dizer que você está aqui por livre e espontânea vontade.
– Por interesses também.
– É o que acreditei. – Caleb fez um sinal de confirmação com a cabeça.
Parrish deu um sorriso gentil, mas para Caleb tudo isso não passava de uma encenação barata. Parrish era perigoso, tanto ele como Andrew sabiam disso.
– Faz muito tempo que não o via. – Parrish ditou parecendo necessário. – Desde a temporada na Itália, você e Andrew tomaram caminhos diferentes.
Caleb fez um sinal de entendimento.
– Ah, sim, Itália. Você ainda adora relembrar dessa cidade.
Parrish o olhou de soslaio.
– Isso me mantém forte. – disse. – Lembranças que não posso esquecer.
– O que você fará com elas?
– As botarei em prática.
Caleb sentiu que Parrish estava falando realmente sério.
Há alguns anos atrás, antes de Andrew se mudar para Sponvilly, ele e Caleb tinham conhecido Parrish na cidade de Vinum indo para uma temporada divertida na Itália. Belas garotas, nenhum sinal do triarco e muita diversão. Caleb implorou que Andrew aceitasse essa chance para poder sumir dos seus problemas desde que Edwin morreu, e um desses problemas era sua mãe. Rebecca não podia controlar os transtornos de Andrew, suas dores, suas raivas e Caleb era o único que podia, e nada mais justo do que dar uma folga para ambos.
Andrew aceitou a proposta.
A Itália era divertida, ensolarada e atrativa para boa parte dos vampiros, por isso Parrish estava indo para lá, ele tinha planos. Uma festa acontecia a baixo de um grande salão de festas, na area subterrânea, uma população jovial inteira estava lá, as pessoas se divertiam, gritavam, cantavam, dançavam e tudo que Andrew queria era um pouco de perigo, perigo que Parrish soube exatamente dar-lo. O que tinha sido apenas uma diversão, se tornou uma chacina quando Parrish trouxe um bocado de amigos vampiros para tomar de conta dos humanos que não sabiam sobre suas reais identidades. Caleb e Andrew sabiam exatamente o que aconteceria, por isso decidiram que não iriam estar ali para ver o que estava prestes a acontecer, até que Andrew encontrou Muriel.
Muriel deveria ter quinze anos, tinha cabelos louros, um nariz afilado, mas grande demais no seu rosto delicado, olhos redondos e pretos, ela estava se divertindo um pouco antes de alguém arranhar seu braço e puxar seu cabelo, soando como uma ameaça na qual ela não poderia escapar. Muriel lembrava sua mãe, sua verdadeira mãe, a que morreu carbonizada antes de salvá-lo, além dele Adam e Estenio. Havia um retrato pintada na sala de jantar, sua mãe disse que seu primo tinha feito como presente quando eles se mudaram para a Inglaterra assim do casamento com seu pai, ela nunca o tirou dali porque lembrava da sua infância. Cabelos louros, grandes, finos, os olhos redondos e pretos, tão pretos quanto qualquer outra coisa, ela estava sentada numa pedra firme rodeada de grãos de trigo, ela parecia bela e Muriel lembrava ela.
Andrew empurrou Caleb e correu até o meio daquela festa quente e abafada, trouxe Muriel para seus braços, imobilizando o outro vampiro de tentar qualquer coisa. A garota estava assustada e tinha o braço sangrando por causa do arranhão, mas naquele momento, Andrew só pode mirar os olhos negros assustados, os mesmos que sua mãe tinha quando a sua casa começou a pegar fogo e Andrew, ainda menino, chorava alarmado nos braços de Adam. Ele não podia deixar que ninguém se ferisse alí, não só por causa de Muriel, mas por causa de sua familia, do seu pai, ele não queria dor, sangue, ele só queria vingança, e aquelas pessoas eram inocentes.
– Tire-a daqui. – Andrew gritou para Caleb, sabendo que seu amigo tinha plena certeza sobre seus pensamentos, sobre a lembrança de sua mãe, por isso ele parecia mobilizado pela dor que Andrew estava sentindo.
Após Caleb proteger a garota, o vampiro moreno avançou para Andrew travando uma briga feia. As pessoas gritavam e corriam, enquanto Andrew socava o rosto do vampiro e as vezes era socado por ele, jogado no chão e espancado, mas recuperava-se logo depois. Ele sabia que aquilo só terminaria se um deles caíssem morto no chão, e Andrew sabia que não seria ele. E não foi.
O vampiro que estava morto no chão era o irmão de Parrish.
– Você não pode estar aqui por esse motivo. De novo não. – Caleb resmungou impacientemente incomodado por ter que estar ali.
– Era meu irmão. – Parrish gritou.
– Todos nós já perdemos alguém, Parrish.
– Ele era a minha única familia. – ele vociferou.
– Sua única familia iria matar várias pessoas inocentes por causa de um desejo estúpido. – Caleb se irritou com seu tom de voz.
– Era diversão.
Caleb riu para si mesmo, talvez um pouco alto demais.
– Você está aqui para tentar culpar o Andrew por matar seu irmão enquanto defende o desejo de de matar pessoas inocentes dele? Você é patetico, Parrish.
Parrish tinha a cabeça dolorida, tinha planejado estar aqui a alguns meses, sabia exatamente o que iria fazer, mas agora, tudo que ele sentia era uma raiva exacerbada que não podia controlar, ele queria sentir o poder de vingar a morte do seu irmão, ele queria e almejava isso a tanto anos e parecia maravilhado com a ideia de concretizar, mas não seria o Caleb que tornaria seus planos um fracasso.
– Eu quero vingança. – Parrish empurrou a cadeira que estava sentado e desistiu de toda genuidade de falar com o Caleb. – Eu quero o Andrew.
Caleb rolou os olhos, entediado, ele não podia acreditar que Parrish estava aqui após anos de diferença, estava aqui por vingança, pelo seu irmão assassino, o monstro que Andrew matou para salvar Muriel e outras inumeras pessoas inocentes.
– Pegue suas coisas e suma daqui quanto é tempo, Parrish, você sabe que não conseguirá o que você quer.
– Não me substime. – Parrish falou entre dentes. – Você não sabe o que é ter alguém que você ama morto.
– Eu sei.
– Não sabe como eu sei! – ele gritou de volta, seu cabelo encaracolado balançava na sua testa. – Se soubesse, me diria onde está o Andrew neste exato momento.
– E o que você vai fazer? Socar ele até que Andrew arranque sua garganta e coma no jantar? Ah, por favor, Parrish, seja mais inteligente e sobreviva.
– Eu quero tirar tudo que ele ama. – Parrish o ignorou, cercou a mesa de madeira e a ultrapassou.
– Você está indo por um péssimo caminho, meu amigo. – Caleb soltou um risinho baixinho enquanto saboreava seu vinho.
– Não, não estou. – Parrish tinha um sorriso sombrio no rosto. – Estou começando pelo melhor amigo dele.
Caleb ergueu bem os olhos, mas fora um sinal de alerta lento, porque Parrish rasgou sua garganta antes mesmo que ele despertasse. Caleb caiu para trás tropeçando nos proprios pés e derrubando a taça de vidro no tapeque, longe o bastante dele. Sua camisa branca estava totalmente destruida por causa do sangue de sua pele. Ele ficou irado, irritado e furioso, sabia que aquele arranhão levaria alguns segundos para curar, mas também sabia que se Parrish tentasse outra façanha, isso pioraria em poucos minutos.
Caleb ergueu as pernas até o peito e chutou com tudo Parrish que andava na sua direção. Ele voou até a mesa de madeira e deslizou por ela, derrubando tudo pela frente e caindo atrás da cadeira de madeira que estava sentado. Por sorte, a musica alta do baile lá embaixo apagaria qualquer curiosidade de algum convidado. Caleb conseguiu se eguer um pouco desengoçado, mas não rápido o suficiente para evitar uma reviravolta de Parrish. Ele arrancou e, velocidade atrás da mesa e se jogou contra Caleb novamente, socando-lhe o rosto e com a perna chutando seu peito bem forte. Caleb tropecou novamente agora caindo sentado numa cadeira de estofado macio.
Parrish estava cego de raiva, qualquer um poderia ver isso, e por alguns segundos Caleb ficou nervoso com a ideia de não conseguir controlá-lo e acabar tendo seu coração rasgado do seu peito, por isso tinha que pensar rápido. Parrish se aproximou novamente sem temer seu companheiro, mas antes que chutasse ou socasse o Caleb, ele o empurrou novamente e jogou a mesa com bebidas para o alto, arremessando no peito de Parrish fazendo-o tropeçar e cair para trás da mesa de madeira, sua vestimenda rasgada e molhada pelos copos de vidros e pela bebida. Sem demoras, Caleb ficou de pé e destruiu a primeira cadeira que estava a seu alcançe, dobrando suas pernas ao meio e afilando com os dedos o que poderia ser uma arma preciosa. Parrish estava gemendo lá trás quando Caleb apareceu e segurou seu colarinho, empurrando-o com força no chão e enfiando a estaca no seu peito, ferindo-o fortemente.
– Estou sendo gentil enfiando alguns centimetros longe do seu coração, porque se fosse o Andrew, — Caleb riu em divertimento. – se você realmente tivesse tentado me matar e conseguido, ele arrancaria seus membros um por um e depois o moeria e daria para os tubarões, ele faria de você um coquital de sangue e carne podre.
– Seu... Merda. – Parrish cuspiu sangue, gemendo de dor logo depois.
– Shh! – Caleb colocou seus dedos nos lábios sujos de sangue do Parrish. – Não faça esforço, poderia ser pior. Andrew é a melhor pessoa que já conheci em toda a minha vida, é meu melhor amigo, mas com raiva, ele é seu pior pesadelo. Nunca ouse ameaçar meu melhor amigo na minha frente outra vez, ou eu mesmo farei de você uma monte de carne podre.
Caleb empurrou o corpo de Parrish para trás e o deixou gemendo.
– Tenha uma boa noite. Ou tente ter pelo menos.
Caleb bateu as mãos entre si tirando as migalhas da madeira que estavam em sua mão e observou o comodo destruido parcialmente. Ele não queria estar aqui quando alguém resolvesse notar esse lugar.
Caleb destrancou a porta e fechou logo depois, impedindo que alguém a mais visse, mas para sua surpresa, o comodo estava totalmente vazio, o corredor e os outros quartos estavam silenciosamente calmos, pelo menos alguma coisa havia dado certo. Caleb precisava, neste exato momento, de um banho, de um delicioso momento a sós numa banheira gelada para poder tirar todas as marcas da sangue do seu corpo, e ele teria isso em mente se não fosse por um detalhe que ele havia esquecido de notar. Ele nem sabia como tinha esquecido disso, mas no momento, havia ignorado por completo. Suzanna estava inclinada numa janela retangular e comprida carregando na sua mão direita uma taça e na esquerda uma garrafa de champanhe, ela tinha o vestido dourado preso ao corpo como uma segunda pele, o penteado desfeito e o cabelo castanho avermelhado solto selvagem nos ombros inclinados na janela.
Caleb podia notar que toda a sua tensão dissipava quando via Suzanna. E odiava ter que ressaltar isso.
Ele iria dobrar a esquerda e seguir caminho para o banheiro masculino tentar de alguma maneira esconder a macha terrivel na sua camisa de botões branca, mas algo bem profundo dentro dele o impediu de se mover, ele só queria estar ali parado como se precisasse estar.
Quando Nathalie estava prestes para voltar ao quarto onde Suzanna estava, Caleb pensou que ela de alguma forma persuasiva, impediria de Nina ir a essa festa para poder ficar ali ouvindo seus transtornos, e Nathalie não podia ficar, essa noite havia sido feito especialmente para ela. E para o Andrew. Por isso, reunindo toda a sua paciência, ele impediu de Nathalie subir pela escada e decidiu chamar Suzanna ele mesmo. Caleb sabia que seria um trabalho dificil, complicado e quase impossivel, mas a noite de Andrew e Nina não iria estragar só por causa de Suzanna e seus problemas com o Matt.
Ele deu dois toques na porta antes de abri-la e avistar Suzanna sentada desengonçada na beirada cama com o rosto vermelho e a respiração falha, ele sabia que ela estava prestes a chorar, e Caleb não se dava bem com mulheres chorando porque nunca sabia o que dizer e o que fazer.
Suzanna esperava qualquer pessoa abrir aquela porta, menos o Caleb, por isso quando o viu, ela imaginou todos os tipos de xingamentos para poder tirá-lo dali e impedi-lo de vê-la chorando por um cara. Ela odiava a si mesma por estar chorando por um cara, quanto mais o Caleb, alguem que ela repudiava com todas as suas forças.
– O que diabos você está fazendo aqui? – ela gritou olhando para ele com os olhos vermelhos e furiosos.
Caleb sabia que se Suzanna pudesse cuspir fogo, ele estaria carbonizado.
– Tentando salvar nossa noite.
– Dê um fora daqui antes que eu chute você daqui. – ela resmungou, seus olhos fulminantes.
Caleb não segurou seu divertimento e sorriu, ele gostava do temperamento explosivo e impulsivo de Suzanna, ela era sempre tão forte, tão insensivel e má que ele podia imaginá-la sendo uma vampira. Ela seria a vampira mais genuia que ele podia conhecer.
– Será um grande esforço você enfiar um salto desse nas minhas pernas.
– Eu não iria estragar meu louboutin chutando suas pernas. Eu estava pensando em algo no meio delas.
Caleb se arrastou para seu lado na cama e riu, dessa vez bem alto.
– Por que você está rindo, Blackwood? – Suzanna o encarou, apesar de não querer concordar, ela estava vermelha por Caleb estar sentado tão perto dela, ela podia chutar mentalmente a si mesma, mas para alguém que ela repudiava, Caleb era extremamente cheiroso.
E Caleb sabia disso, porque ele conseguia ler sua mente.
– Desculpe, não queria deixá-la vermelha.
Suzanna bufou.
– Saia daqui.
Ele não a obedeceu.
– Que inferno, Caleb, eu não quero ver você, não quero ouvir a sua voz ou sentir a droga do seu perfume contaminando meu ar, então dê um fora daqui. – sua voz suou alta o suficiente para ser o único som audivel pelos proximos três segundos.
Caleb continuou sentado, olhando-a profundamente sem se mover. Ele podia odiá-la, pordia ter certeza que era um sentimento mutuo, mas Caleb não podia simplesmente fechar os olhos e esconder os fatos: Suzanna era estupidamente linda.
– Por que ainda está aqui?
– Porque eu quero que você se levante e desça até o carro, você tem uma celebração para ir.
– Se você não é surdo, eu disse que não iria. – positivamente, Suzanna não estava mais gritando.
– Por favor, Suzanna, não faça isso. – Caleb disse com os olhos fechados, abrindo-os depois lentamente. – Não se deixe ferir por alguém.
– Eu não quero ouvir seus conse...
– Cala a boca Suzanna e me escute pelo menos uma vez. – ele a interrompeu.
Suzanna tinha a boca levemente aberta e as bochechas coradas, mas coradas de raiva, mas mesmo assim ela não disse nada.Era um avanço para o Caleb.
– Eu irei me odiar para sempre depois do que vou dizer, mas – Caleb disse baixinho. – você é uma mulher incrível, é divertida, é linda, apesar de ser impulsiva e cabeça dura. Você tem um lindo sorriso quando este não é ocasionado depois de você me xingar com um dos seus novos palavrões favoritos. O Matt pode ser o motivo de muito desses sorrisos, mas não deixe que ele seja o dono de todos eles.
Caleb se levantou e andou em direção a porta, seu orgulho doendo dentro de si, sabia que Suzanna iria rir dele por trás após confirmar que Suzanna era linda para ela, que esse pensamento tinha saído finalmente da sua cabeça, mas ele não podia deixar de falar, ele, por mais que odiasse seu temparamento, Suzanna não merecia sofrer por alguém, ela era boa demais para isso, ela era forte demais para chorar po um cara, normalmente ela faz o tipo de que nunca chora.
– Espere. – Suzanna disse atrás dele.
Caleb estava surpreso, mas mesmo assim se virou para ela.
– Você, hm, você tem razão. – Suzanna não o olhou diretamente, mas havia sido um grande avanço.
Caleb voltou para ela e ergueu sua mão.
– Ainda tem um lugar para você no jipe.
E pela primeira vez, Suzanna aceitou algo vindo dele.
Caleb nunca contaria a ninguém sobre essa noite, sobre o que tinha dito a Suzanna, era particular e pessoal demais, nem ele sabia porque isso parecia tão intimo, mas esperava que Suzanna nunca contasse a ninguém. Ele não queria ter mais coisas em segredo com Suzanna, por isso ele ignorou a vontade de ir lá e perguntar o por quê dela estar enchendo a cara e sozinha naquele lugar, e se virou para o corredor a esquerda, deixando-a sozinha definitivamente.
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