Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, quase um mês sem postar não é mesmo. Desculpa mesmo.
Eu estava tendo provas durante duas semanas direto, e também estou tendo que estudar para o vestibulinho de final de ano da minha escola e então não tenho muito tempo de escrever.
Sorry, mas vou escrever outro capitulo agora mesmo e vou postar até sábado, juro juradinho :)
Bjs :*

Liam voltava para o andar de cima da casa cabisbaixo, tentava pensar em como contar para Daniel que deixou Victoria escapar novamente. Não tinha medo de Daniel, apenas não queria decepsionar seu irmão; mas também não poderia ter prendido Victoria naquele lugar, para que fosse torturada e não poderia deixar que ela descobrisse a verdade sobre seu passado e destino dessa forma.

Daniel estava encostado na parede de frente para o escritorio, sua expressão deixava bem claro que ele estava cansado e irritado. Essa maldição atormentáva- os a anos e estava finalmente tudo perto de acabar.

-Cadê a Victoria, Liam? -Daniel se virou para Liam. Sua voz expressava toda sua raiva. -Deixou ela escapar de novo, não foi?

-Sinto muito. Não poderia prendê- la aqui contra sua vontade. -Liam confessou. Daniel se mostrou claramente impaciente, começou a andar de um lado para o outro e a sussurar coisas sem sentido algum.

-Deixou ela ir embora? Você é louco. -Daniel perdeu a cabeça e começou a gritar com Liam. -Deixou a vadia escapar.

Liam não aguentou ouvir seu irmão falar assim de Victoria e o empurrou com toda sua força contra a parede que estava logo atrás de Daniel.

-Cala a boca. -Liam gritou. Seu irmão parecia assustado. Provavelmente não pretendia presenciar uma ação dessas vindas de Liam que sempre foi um garoto muito calmo. -Não fala assim da Victoria.

-Eu poderia acabar com você agora mesmo, poderia te matar. Mas não tenho tempo para falar, felizmente para você tenho coisas mais importantes para fazer. -Daniel ameaçou Liam.

-Irmão eu não quero arrumar problemas com você. Mas eu juro que se você encostar um dedo na Victoria eu acabo com você. -Liam retrucou a ameaça. Daniel deu de ombros.

-Vamos, temos que decidir o que vamos fazer com as vampirinhas. -Liam foi até a porta do escritório e abriu- a.

Alisson estava sentada com na coltrona com as pernas em cima de uma mesinha de centro e Madisson estava revirando a sala. Provavelmente tentando achar um jeito de escapar. Era tão estranho ver Alisson completamente calma e tranquila e ver Madisson em desespero, nem parecia que as duas estavam enfrentando a mesma situação.

-Vamos ter que começar com as duas mesmo, já que você deixou Victoria escapar. -Daniel parou centimetros atrás de Liam. Era incrivel a maneira como Daniel conseguia irritar Liam sem nem ao menos fazer esforços.

Os dois observavam as meninas e ela nem ao menos se importaram com a presença deles, pois continuaram fazendo a mesma coisa.

-Não querem saber o irá acontecer com vocês? -Daniel perguntou as meninas. Alisson deu de ombros, seu tom de insignificancia sempre irritava Daniel.

-Eu acho que sei o que vocês irão fazer, apenas não quero acreditar. -Madisson começou a falar. Daniel fez sinal para que ela continuasse. -Irão fazer algum tipo de ritual macabro, depois nos entregar as forças malignas e nos matar. Eu só queria saber o que vocês ganham com isso. -Todos podiam sentir o tom de medo na voz de Madisson.

-É o trabalho deles. É isso que eles fazem; matam vampiros. -Alisson olhava para os dois caçadores com raiva. Seu olhar não demostrava medo e sim raiva, ódio, irritação. Os caçadores quase podiam ter certeza que ela queria dizer "se eu não estivesse presa aqui, vocês estariam mortos".

-Sim é o nosso trabalho e adoramos fazer o que fazemos. Matar vampiros é algo incrivel vocês não acham? -Daniel disse sinico.

-Não. Sabe o que eu acho mais divertido do que ver alguém matar vampiros. Eu mesma matar caçadores e suas familias. -Alisson retrucou em tom de ameaça.

-Está mesmo ameaçando minha familia? -Daniel questionou ficando ainda mais irritado com a situação. -Não preciso ter medo, todos foram mortos por criaturas sanguinárias assim como você. Só me sobrou Liam, meu irmão.

-Logo, logo você não terá nem mesmo Liam. Ele vai morrer. E você também. -Alisson se levantou e caminho calmamente até a porta ficando frente a frente com Daniel.

-Você está sugerindo que irá matar à mim e ao meu irmão? -Alisson riu.

Madisson e Liam suspiraram pesadamente. Sabiam que essa briga ainda iria durar por muito tempo e pior, isso não levaria à nada. Apenas estariam perdendo tempo.

-Mais ou menos... Eu irei te matar, sim. Com todo o prazer do mundo e farei de tudo para que sua morte seja dolorosa e lenta. Mas não matarei Liam, eu acho que ele irá morrer em poucas horas mesmo. -Alisson dizia enquanto olhava Liam de cima à baixo. Daniel nem sabia o que fazer, tentava descobrir o que Alisson queria dizer com isso tudo.

-Ali, do que você está falando? -Madisson perguntou ao ouvido da amiga.

-Você não percebeu, ele está com um machucado enorme na perna se não morrer por perda de sangue, irá morrer de infecção. A sua perna está bem ruim.

Daniel se virou para Liam e deu uma preve olhada em sua perna, o curativo que Liam havia feito não tinha ajudado muito, havia sido em vão. Pois o machucado continuava aberto e fazendo com que Liam perdesse muito sangue.

-O que vamos fazer? -Daniel estava muito preocupado com o irmão. Liam apenas abaixou a cabeça.

-Que pena que vocês não conheçam ninguém que saiba como salvar o Liam não é mesmo? -Alisson deu um sorriso maldoso e voltousse em direção à poltrona.

-O que você está insinuando? -Indagou Daniel.

-Por favor se você sabe como me ajudar, diga- me. -Liam implorou para Alisson.

-E o que eu ganho com isso? -Os garotos deram de ombros. -Pensem bem, vocês queriam nos matar e agora eu tenho a chance de ver um de vocês morrerem. Porque ajudaria- os?

-Porque se você me ajudar, ganhará a sua liberdade e da sua amiguinha também. -Liam respondeu.

-Eu poderia contar para vocês aonde encontrar a cura, mas quero vê- los sofrer. -Alisson disse em um tom despressivel.

-Sua vadia loira e... -Daniel começou a perder a linha, não aguentava mais ficar perto de Alisson. Ele ameaçou entrar na sala, mas Liam segurou- o.

-Parem... -Madisson gritou. -Ela não sabe de nada.

-E como você sabe disso? -Liam perguntou.

-As armas contra vampiros podem realmente nos matar ou machucar de verdade. Mas elas não matam apenas vampiros, matar qualquer criatura, humana ou sobrenatural. Quando você se machucou, o veneno que mata vampiros entrou em sua pele e agora você vai morrer. -Madisson tentou explicar.

-Porque isso afeta os humanos também? -Liam perguntou ainda mantendo seu calmaria.

-Essas rosas negras que vocês pegam o estrato para criar as armas, elas tem uma substância que é quase como um vírus para os humanos. Mas para os vampiros tem o poder de nos matar instantaneamente se acertar nosso coração. -Contou Madisson.

-Existe antiduto? -Daniel perguntou.

-Eu não sei. A unica pessoa que sabe se existe ou não um antiduto não está presa nessa sala. -Mad disse.

-Victoria. -Os dois irmãos disseram ao mesmo tempo.

-Eu vou atrás dela. -Liam anunciou.

-É claro, você vai chegar pra ela e dizer: "Oi, eu tô com suas amigas presas na minha casa e meu irmão está lá armando um jeito de matá- las. Mas eu queria realmente saber se você pode me ajudar, eu tô morrendo." -Alisson tentou ensenar o encontro entre Liam e Victoria. -É claro que ela vai te ajudar. -Alisson disse ironica.

-Se ela não te ajudar por bem, irá ajudar por mal. Iremos força- la a dizer onde achar a cura. -Daniel disse.

-Insuportável. -Alisson se referiu a Daniel em voz alta. Ele apenas fez careta e ignorou- a.

-Eu tenho que tentar falar com ela. Não importa se ela me ajudará ou não. -Liam falou decidido.

Conversar com Victoria parecia ser algo ótimo para se fazer antes de morrer. Liam não queria morrer estando brigado com Tori.

-Boa sorte! -Alisson disse como sempre com seu tom de ironia. As vezes isso irritava até mesmo suas amigas.

[...]

-Você vai ficar ai parado, nos encarando o resto do dia? -Madisson perguntou à Daniel.

Daniel estava sentado de frente a porta do escritório onde as garotas estavam trancadas. No mesmo momento em que Mad proferiu sua pergunta Daniel levantou os olhos de sua estaca de madeira e olhou para Mad.

-E o que você quer que eu faça? -Daniel perguntou.

-Que tal ir fazer algo de util. Só falta você me dizer que a parte mais interessante do seu dia é ficar sendo babá de vampiras. -Alisson provocou.

Daniel abriu a boca para responder Alisson, mas Madisson foi mais rápida e interrompeu- o.

-Que tal você nos contar porque está nos prendendo aqui? -Madisson deu a ideia.

-Porque ele quer nos matar, idiota. -Alisson respondeu por Daniel.

-Na verdade não é por isso. É algo bem mais complicado. Tem todo uma história por trás disso, uma maldição que só vocês poderão nos ajudar a quebrar. -Daniel revelou.

[...]

Liam desceu as escadas o mais rápido possível- o que era devagar, já que ele estava com a perna machucada.- Saiu da mansão e caminhou cambaleando para dentro da floresta.

Agora ele já conseguia sentir os efeitos do veneno de seu ferimento em seu corpo. E isso significava que seu tempo estava acabando.

Andava desesperadamente entre as arvores tortas, sem vida, aquele lugar era algo realmente tenebroso mesmo com a luz do dia. Liam não apenas queria, ele precisava chegar rápido ao outro lado do lago.

Avistou ao longe a casa de Victoria, branca, enorme, no meio do nada. Não seria dificil de achar. Durante o dia a casa tinha um aspecto divino, chique; bem diferente de sua mansão que parecia tenebrosa até mesmo nos dias mais cheios de vida.

Subiu com dificuldade na soleira da casa. Liam já não tinha todos os sentidos de sua perna, se sentia fraco. Bateu algumas vezes na porta e depois de minutos Victoria finalmente atendeu.

-Liam... -Ela abriu um lindo sorriso ao vê- lo. Mas logo seu corpo foi se enrigecendo e seu sorriso se fechando. -O que faz aqui?

-Eu- Eu preciso da sua ajuda. -Gaguejou. -Por favor Victoria.

-Porque deveria ajudá- lo? -Victoria perguntou friamente. -Já não fiz o bastante não te matando ontem à noite? Acho melhor você ir embora. -Victoria começou a fechar a porta lentamente, mas antes disso...

-Eu estou morrendo Tori. -Liam contou a grande tragédia. Victoria parou de fechar a porta no mesmo instante, a expressão em seu rosto era de espanto.

-Foi por causa de ontem não é? Eu sou a culpada por você estar morrendo. -Ao terminar a frase Victoria pode sentir seus olhos se encherem de lágrimas.

Ela não sabia o porque desse sentimento todo por Liam. Apenas sabia que sentia- o, por mais que ignorasse esse sentimento. Ela não deveria sentir isso, mas simplesmente aconteceu.

Era como se os dois fossem imãs que se atraiam um para o outro. Como peças de quebra- cabeças que se completavam. Os dois eram assassinos, os dois odiavam a espécie um do outro, os dois se amavam mesmo em segredo.

-Não é sua culpa. Eu não deveria ter levado esse plano à diante. Não deveria ter tentado te matar. -Liam confessou seus sentimentos.

-Como você quer que eu te ajude? -Victoria perguntou.

-Madisson me disse que você era a unica que poderia me salvar. -Liam contou. -Eu não sei como.

É claro, Victoria seria mesmo a unica que poderia salvar Liam. Sua avó era sensitiva, ou se prefirirem poderiam chamá- la de bruxa. Só que a avó de Vic só usava seus poderem para o bem, tudo com equilibrio da natureza. Victoria passava muito tempo quando criança com sua avó e com o passar dos anos acabou aprendendo muitas coisas sobre feitiços e até mesmo bruxaria. Poderia ajudar Liam com um simples feitiço. Mas não queria ,ou melhor, ela não podia.

-Eu posso mesmo te salvar Liam. Mas eu não vou. -Victoria falou bruscamente. -Eu quero que você morra, quero que sofra, quero que vá para o inferno que é o seu lugar. -O tom de voz de Victoria aumentou e ela bateu a porta com toda força.

-Eu vou estar te esperando no inferno, pois lá também é o seu lugar.- Liam gritou.

Victoria deslizou até o chão e ficou encostada com sua cabeça na porta. Ela queria levantar e abrir a porta, ajudar Liam e poder ficar com ele. Mas não podia voltar atrás, não agora. Sentiu seus olhos marejarem e aos poucos seu rosto foi molhados por lágrimas amargas e tristes. Era como se seus sentimentos estivessem sendo expressados em forma de lágrimas.

Do outro lado da porta Liam também escorregou e se encostou na porta. Ele poderia entrar a força e conversar com Victoria, mas não queria força- la a nada. Se ele tivesse mesmo que morrer não queria morrer sendo odiado por Tori. Apenas a ideia de ser odiado por ela já fazia mal a Liam. Sentiu algumas lágrimas fujonas escaparem por seus olhos e molharem seu rosto, mas se reprimiu, não iria chorar. Não queria mesmo chorar.

-Eu sei que você não quer que eu morra. Mas já que isso vai acontecer mesmo, eu só quero que você saiba de uma coisa...: -Liam deu uma longa pausa. Parecia tentar juntar forças para admitir uma coisa dessas.

-Eu vou sentir sua falta. -Finalmente falou.

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Mereço reviews? Recomendações? Favorites? Bjs e até o próximo capitulo :)