Dark Paradise
13 Revelações
Não consegui ouvir a conversa de Kat e o rapaz misterioso, tive que sair de onde eu estava escondido. Voltei para casa de Aria, ela tinha pedido permissão para os pais de dormir na minha casa. Ela não queria ficar ali depois do que aconteceu. Logo Kat apareceu e nós fomos todos para minha casa. No carro ficamos em silêncio o caminho todo, assustados e chocados com o que tinha acontecido. Já em casa resolvemos dormir todos juntos na sala, era melhor ficarmos todos juntos essa noite.
– Alguém avisou a Tessa? — Perguntei para Noah
– Sim eu já liguei pra ela lá da festa — Disse Noah deitado em um colchão ao lado de Alex
– O que aconteceu hoje foi terrível, nunca presenciei uma morte — Aria falou abalada
– Ninguém aqui presenciou — Alex continuou
Derick se levantou e foi para a cozinha. Eu o segui até lá.
– E se ele se matou depois de saber tudo que eu contei a ele — Sussurrou Derick pegando um copo de água nervoso
– Quanto a isso não se preocupe, ele estava disposto a fazer algo, até me pediu ajuda para acabar com a farsa de Tessa, se ele tivesse com intenção de se matar, ele não me pediria essa ajuda — Falei
– Então você acha que?
– Sim Derick, alguém matou Cole, não foi um acidente e ele também não se matou, alguém queria se livrar dele
– Bom e conseguiu — Disse Katherine entrando na cozinha de surpresa
– Droga Kat, me assustou — Eu disse passando a mão no rosto
– Calma, sou eu. Quero conversar com você
– Precisa ser agora? hoje?
– Sim, eu prefiro que seja agora, e ainda hoje
– Ok — eu disse deixando o copo em cima do balcão
Seguimos para o quarto da minha mãe, Kat queria privacidade para conversar. Ao chegar no quarto depois de andar por aquele corredor que parecia não ter fim, Kat fechou a porta e começou a andar de um lado para o outro
– Mika me conta como foi que você foi parar naquele hospital para viciados — disse Kat perguntou diretamente
– Como sabe sobre o hospital? Eu ainda não tinha dito isso a você — Perguntei assustado
– Me conta tudo, depois eu também conto como sei
– Está bem, bom eu estava numa época triste depois da morte do meu pai naquele acidente. Por um tempo eu achei que tinha superado, mas eu comecei a entrar num estado depressivo, abandonei meus amigos e a faculdade, comecei a frequentar um clube, usar drogas, beber. Minha mãe no inicio tentou me tirar desse vício, mas quando conheci Nara, uma garota que frequentava o clube, ela me fez viciar ainda mais, e quando minha mãe tentou me impedir de vê la eu fugi de casa. Eu comecei a roubar para usar drogas e um dia acabei sendo pego. Nara me deu as costas quando a policia me levou, nunca mais a vi. Minha mãe conseguiu me tirar da cadeia, mas teve de me internar em uma clínica de reabilitação. Fiquei por seis meses nessa clínica, tres meses tancado, recebendo medicamentos, sempre quase sedado. Depois os outros tres meses, eu já podia receber visitas, recebi uma piscicóloga que recomendou que eu morasse no interior. Foi ai que viemos para cá, essa é minha história, agora me diz. Como sabe que eu estava na clínica?
– Porque eu vi você lá — Disse Kat séria, ela não estava mentindo, e porque mentiria
– Como você me viu lá?
– Eu estive internada na mesma clínica
– Você internada? porque?
– Eu menti quando disse que fui para Nova York, eu nunca estive lá. Meu pai abusou de mim, quando eu fui contar para minha mãe ela não acreditou em mim. Eu não aguentava mais sofrer aqueles abusos. Um dia eu esperei meus pais dormirem, fui até a cozinha e peguei uma faca, fui devagar até o quarto dos meus pais e tentei mata lo. Mas ele conseguiu se defender, minha mãe depois disso ligou para a clínica e pediu que me internassem. Fui tirada de casa como louca, todos na rua me olhavam, sai de camisa de força até a clínica. Minha mãe disse que eu estava muito doente, que eu era uma assassina e pediu para que fizessem tratamento a choque comigo. Quase morri naquele hospital, um dia quando consegui permissão para andar pelo hospital eu vi você chegando, aproveitei que você fez aquela confusão e enquanto tentavam te acalmar, eu roubei uma chave. Voltei para meu quarto, esperei até a noite e estava fugindo, mas voltar pra casa seria horrível se meus pais ainda estivessem lá, eu fui ate a casa deles por sorte consegui abrir a porta sem barulho nenhum, depois liguei o gás do fogão. No outro dia a noticia da morte deles estava nos jornais da cidade. Foi então que eu voltei, a primeira vez que apareci em público me perguntaram como eu não morri junto com meus pais, eu disse que estava na clínica e só cheguei no dia seguinte.
– Kat estou chocado com essa história — Falei com a boca aberta e olhos arregalados.
– Eu fui muito má — Kat dizia sem parar
– Kat não vou julgar você pelo que fez, me desculpe mas seus pais mereciam isso
– Eu sei, digo isso a mim mesma sempre, mas eu sei que eu não tinha o direito de tirar a vida de alguém
– Tudo bem Kat, mas isso já passou, o que você fez foi sobreviver, mas porque quis me contar isso hoje?
– Porque quando eu fugi da clínica, deixei a porta aberta, a porta do meu quarto onde uma maniaca psicopata estava. Ela também fugiu, muitas outras mortes misteriosas aconteceram assim que eu voltei para cidade. Um lugar onde era calmo, claro todos viraram os olhares para mim, eu era a nova ali, eu era a suspeita sempre. Eu poderia manter esse segredo guardado mas eu sei quem matou Cole essa noite
– E quem foi? — Perguntei
– Isso eu vou dizer depois quando eu tiver certeza.
– Bom vou respeitar seu desejo
– Obrigada
– Venha aqui — pedi para Kat sentar no meu colo
– Você é a primeira pessoa compreensiva que eu conheço, tenho confiança em você — Disse Kat esfregando seu nariz no meu
– Eu sei o que é ser mal compreendido, não vou julgar você, pelo contrario, quero entender você, ter você — Eu disse a beijando,
Depois voltamos a Sala, Kat limpou as poucas lágrimas que ela tinha derramado, até porque ela era muito forte, não era de chorar tão fácil. Derick estava com uma cara melhor, ele e Aria estavam discutindo sobre qual filme colocar pra assistir.
– E o que você acha certo? olhar a festa inteira pra outra pessoa — Disse Alex para Noah
– Eu não olhei pra ninguém — Noah insistia em dizer isso
– Eu não sou idiota Noah, você não me ama não é verdade — Disse Alex com a voz alterada
– Porque você sempre fala em amor? é um pouco cedo para amor não acha? — Noah retrucou
– Pois bem Noah, é muito cedo mesmo, tirei conclusões sobre você muito cedo, faça o favor de sair de cima de mim — Alex falou se levantando do colchão onde estava e indo para o lado de Derick e Aria
– Sua primeira briga — Falei chegando mais perto
– Primeira e última — Disse Alex
– Todos temos nossos momentos ruins, mas depois tudo volta o normal — Aria falou tentando acalmar os nervos
– Nunca vai voltar ao normal, sabe por que? Noah só estava querendo alguém pra não ficar sozinho e Mika, ele esse que está na sua frente, ele nunca vai me amar como eu o amo, Noah está certo é cedo pro amor, mas amor pelo Noah que eu não posso sentir, Eu te amo Mika, não esqueço do seu beijo, seu toque, mas o que importa não é? Agora Katherine está de volta, a preciosa Katherine que você tanto admirava, se eu não tinha chances antes, imagino que agora são impossíveis
Eu olhei para Alex, ele estava com lágrimas nos olhos, Aria ficou sem palavras e assustada com a reação dele. Também nos assustamos, Noah depois daquelas palavras se levantou pegou suas coisas e saiu pela porta, não olhou para tras. O clima deveria ser de respeito e silêncio pelo Cole, mas parecia um programa de briga familiar. Alex saiu andando em direção ao quarto, Tentei impedir
– Espere — Falei tocando em seu braço
– Me deixa em paz — Ele falou se desviando de mim e de Kat que estava do meu lado.
– Acho melhor ir falar com ele — Falei
– Não. Deixe ele pensar no que disse e fez essa noite — Falou Kat segurando minha mão
Voltei para o colchão companhado de Kat, Aria e Derick dormiram abraçados. Eu e Kat fizemos o mesmo. Acordei no dia seguinte com o sol batendo no rosto. As cortinas estavam abertas. Acordei todo mundo, o Enterro de Cole seria hoje. Nos trocamos, colocamos nossa roupa preta, para mostrar luto. Alex não falou com ninguém durante o caminho até o cemitério. No Carro apenas eu Aria e Kat conversava. Derick também estava quieto mexendo no celular a toda hora.
O Enterro foi como todos, os mais chegados chorando rios. outros em volta segurando aquela flor branca. Olhando para aquele caixão descendo no fundo daquele buraco. Tessa estava do lado da mãe de Cole e ao lado do irmão. Uma lágrima corria dos olhos dela, mas ela não mostrava reação com o rosto. Depois chegamos um pouco mais perto jogar nossa rosa. Tessa ficou ali em pé mais alguns minutos.
– Odeio enterros — Disse Derick enquanto nós voltávamos para ocarro
– Ninguém gosta — Aria falou
– Derick eu posso falar com você? — Perguntou Noah que veio correndo desviando de túmulos.
– Claro — Disse Derick
– Mas a sós — Continuou Noah
Alex deu um olhar sorriu de canto e se apressou mais na frente
– Noah entendo que você queria conversar comigo, mas não vejo motivos para gente ficar a sós
– Derick porque você está sendo assim tão grosso? — Noah perguntou, a gente continuava andando, eu, Aria e Kat estávamos atras deles.
– Eu não estou sendo grosso — Derick Riu — Mas o que tínhamos pra conversar foi a muito tempo, eu que demorei a perceber isso, ms eu já percebi, estou com alguém agora, estou feliz. Espero que você também seja Noah, de verdade, eu sempre quis sua felicidade, se você um dia gostou um pouquinho de mim, me deseje o mesmo
Noah ficou parado no meio do caminho, seus olhos se encheram de lágrias. Derick realmente estava mudado, alguém estava fazendo isso com ele, talvez essa nova pessoa que ele conheceu. Aria ficou chocada ao ver o fora que Derick deu em Noah. Ela foi perguntando a ele quem era essa tal pessoa.
– Deixa eles irem na frente — Falou Kat me segurando um pouco
– O que foi? — Perguntei assustado
– Meu contato me ligou, já descobri qual foi a garota que saiu do hospício naquela noite que fugi.
– Ela também matou Cole?
– Isso ainda não sei, mas agora já sabemos quem é a psicopata solta na cidade, já sabemos de quem suspeitar
– E quem é ela? — Perguntei ancioso
– A psicopta que fugiu aquela noite é Monique Strange
Fale com o autor