Dark Paradise

1 Summertime Sadness


Notas iniciais
Então, história nova, perdão leitores porém perdi a animação para continuar com a outra.
Espero que gostem.
♥

Era uma tarde nublada de inverno, o dia em que os pais de Cassie sofreram o acidente e lá estava ela; minha pequena garota de cabelos loiros quase brancos de pé enfrente ao túmulo de seus pais. Eu sabia que ela não iria suportar tudo aquilo por muito tempo, mas nunca pensei que fosse acontecer dessa maneira, tão... Inesperadamente.

Ela não conseguiria ficar na antiga casa sozinha, disso eu sabia, então supliquei aos meus pais que me deixassem passar alguns dias com ela, pra ela se sentir melhor e mais segura. Os primeiros dias ela ficava apenas em seu quarto observando a foto de seus falecidos pais, não estava comendo, não fazia nada além de... Pensar. Achei melhor não comentar já que ela estava tão abalada, essa garota amava os pais mais que tudo na vida. Então aconteceu.

Cassie tinha acordado mais abalada do que nunca, seus olhos estavam inchados, ela estava desmoronando. Então me pediu:

-- Amor, eu quero comer comida... Chinesa, pode ir comprar pra mim?

Eu não iria negar o pedido de minha namorada então fui.

Cassandra on:

Eu já não aguentava mais esse inferno. Ter pré-anorexia, ter meus pais mortos, tudo estava desmoronando, a única coisa a se fazer era... acabar com isso rápido.

A única luz iluminando meu quarto era os enfeites dourados, que eu havia pegado no sótão depois do natal, e foi assim que aconteceu. Amarrei-o devagar no lustre e subi na sacada da escada, estava acabado, esse era o fim, o fim da dor, o fim do sofrimento, o... Fim. Prendi a corda em meu pescoço e me joguei.

Escuridão.

Finn on:

Eu não deveria ter ido. Lá estava ela, minha menina, minha princesa, dependurada em luzes douradas de natal. Isso era sério? Ela tinha feito isso?

Larguei as sacolas no chão e subi as escadas, a desamarrando, e ela não estava respirando. Peguei-a no andar debaixo, em meus braços, o meu primeiro amor estava ali, pálida com seus cabelos loiros presos em uma trança. Comecei a gritar desesperadamente, isso não estava acontecendo, não agora.

Liguei para a ambulância e a deitei em sua cama, parecia em paz como nunca esteve. Lembrei-me de todas as loucuras, das vezes que nos encontramos de madrugada às escondidas, dos beijos dela, dos carinhos dela, do sorriso dela. Ah... aquele sorriso poderia iluminar o mundo inteiro, mas eu nunca mais o veria. A ambulância chegou e levou o corpo, o corpo magro perfeito que eu tanto amava, em um saco plástico preto.

O que vai ser de mim agora? Sem ela, eu não sou nada, eu sou apenas um garoto idiota que não sabe fazer nada sem estragar tudo.

Estava acabado, ela estava morta.