Dark Paradise
1 Always and Forever
Notas iniciais
Always and Forever
Ephraim percebeu desde o momento em que a viu que ela seria a sua destruição. Não foi graças aos seus poderes de anjo que chegou a esta conclusão. Megan caminhava com a imagem de Helena de Tróia. Quem não se apaixonaria por tamanha beleza? Os cabelos de ouro, os olhos de esmeralda e a pele de porcelana, faziam-na parecer uma boneca. Uma rosa como ele gostava de dizer. E como tal ela também tinha espinhos — espinhos envenenados — e seriam eles que acabariam com a vida do Anjo.
Megan não acreditava no amor, mas pensando bem, se anjos e demónios existiam porque não poderia ele existir? Ephraim tinha as chaves do coração dela, e achando-se na posse delas, não se preocupou em rouba-lo sem dizer uma única palavra. Ela realmente não esperava que fosse um anjo a fazê-lo, principalmente um "Rit Zein". Mas ele salvou-lhe a vida, sem razão alguma para o fazer. E mesmo escutando a dor no seu coração não a matou (como era comum ele fazer), mas apagou a dor, lentamente mas de forma eficiente. E ele jurou — Sempre e Para Sempre - que ficariam juntos e que a protegeria de tudo e todos, nem que lhe custasse a vida. O que não lhe ocorreu é que fosse ela a tirar-lha.
Megan permanecia em posição de ataque, a espada dos anjos na mão esquerda — ela sempre gostara de ser diferente. Ephraim á sua frente, quase tinha matado Dean e ameaçava a vida de muitos. Sabia que não iria resistir, iria ceder perante a sua rosa. "Desculpa" a palavra saiu repleta de dor e ressentimento e Megan avançou rápida como uma serpente e implacável com um tigre. Ephraim não gritou quando sentiu a lâmina penetrar a carne e chegar até ao seu estomago, aproximando-se do seu coração, dilacerando a sua graça. Ele gostava de ter dito mais mil coisas, gostava de ter dito que compreendia, mas a única coisa que conseguiu dizer foi a sua antiga previsão: "A minha rosa, o meu fim". A dor dentro de Megan gritava e era ensurdecedora para ele; doía-lhe mais do que a própria dor.
Séculos atrás ele tinha-se perguntado de como era a morte, pelo menos para os anjos. Ninguém lhe soube responder, ou simplesmente não quis. Mais tarde ouviu dizer que se viam os nossos melhores momentos, mas não era verdade. Agora face a face com a morte via que não era assim. Era dolorosa, lenta e escura. Viu os lábios de Megan moverem-se, mas não conseguiu ouvir o que dizia, depois a espada foi num movimento rápido e incrivelmente doloroso. Sentiu os lábios de Meg contra os dele numa ação desesperada. Viu Sam segura-lo com cuidado e Castiel ao lado dele. Mas a última coisa que viu foram os olhos dela, verde como as colinas do paraíso.
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