Dark Paradise
2 Capítulo 1
Notas iniciais
enfim, rapidinho aqui, só pra avisar que as musiquinhas que eu vou colocar no inicio dos cap (tipo a frase do ultimo) eu vou sempre deixar o link dela la em baixo, por ter experiencia propria de querer a musica e não achar hahaha.
só isso, fofocarei mais lá em baixo SO PRA NÃO PERDER O COSTUME KKKKKK.
boa leitura :))
I’d be lying through my theeth if I told you that I’m ok
- Belo quarto... – Peter disse ao passar pela porta e me ver sentada na cama, que era a única coisa não embalada ou que não estava dentro de caixas de papelão.
- belo cheiro... – disse me referindo ao cheiro que as caixas de papelão tinham deixado impregnado no ambiente.
Levantei-me e abri uma delas.
- precisa de ajuda com isso? – preguntou, encostando-se ao batente da porta.
- por quê? Você vai me ajudar? – levantei a sobrancelha olhando para ele.
- claro que não, mas eu podia chamar a mamãe para você... – deu de ombros e eu revirei os olhos.
Ele já a sair do quarto quando chamei seu nome.
- obrigada – sorri.
- mas eu nem ajudei em nada... – disse confuso.
- não por isso, idiota – revirei os olhos e sorri de novo – obrigada por recusar a faculdade que você queria e escolher a que fica só a meia hora daqui, para poder ficar comigo... – dei de ombros.
- eu não recusei outra faculdade...
- eu vi a carta no lixo, Pete – sorri, sentindo meus olhos encherem de água.
Peter não tinha conseguido entrar na faculdade ano passado e tinha passado o ultimo ano estudando e trabalhando em um café da cidade para tentar mais uma vez esse ano.
- não era pra você saber – disse com um risinho sem graça e entrou no quarto mais uma vez
- obrigada – disse e ele me abraçou, dando um beijo no alto de minha cabeça.
- vai ficar tudo bem, pirralha, só me promete que não vai fazer aquilo de novo, ok? – disse apertando ainda mais o abraço.
- eu prometo – também estreitei meus braços ao seu redor
- eu te amo, pirralha – deu outro beijinho no topo de minha cabeça.
- eu também te amo – sorri e levantei os olhos para olhar para ele.
- se alguém me contasse eu não ia acreditar... – papai disse. Estava parado na porta do quarto segurando uma caixa de papelão; seu rosto mostrava uma surpresa dramática com a cena – vocês estão doentes ou alguma coisa?
- não enche, pai... – disse revirando os olhos e ele riu, descendo a escada.
Pete piscou para mim e saiu do quarto.
Respirei fundo e resolvi começar a arrumar meu novo quarto.
Demorei o dia todo, mas finalmente consegui colocar tudo em ordem. Ainda estava meio bagunçado, mas pelo menos agora já estava mais parecido com algo que eu podia chamar de quarto.
A parede atrás da cama tinha sido pintada de amarelo claro e tinha algumas florezinhas douradas subindo do chão até o teto no lado esquerdo. A parede ao lado tinha sido enchida com milhares de fotos que contornavam a janela e não deixavam nem um espacinho branco. Uma mesa branca estava encostada na parede em frente à cama, com todas aquelas bobagenzinhas de mesas de estudo espalhadas sobre ela. Logo acima, duas prateleiras brancas estavam cheias de livros e, na parede restante, estava o armário (também branco) ao lado da porta que levava para o banheiro. Já tinha colocado meus bichinhos de pelúcia em cima da colcha velha de retalhos que cobria a cama e eu me joguei nela, cansada de mais para qualquer coisa além de dormir.
- ei – Peter disse entrando distraído no quarto e parou surpreso olhando em volta – como você fez tudo isso hoje? Eu não consegui nem acabar de tirar as minhas roupas da mala...
- eu sempre disse que era mais esperta do que você, Peter... – disse sentando na cama e dando de ombros.
- tá, tá... – fez um movimento com a mão como se dissesse que não ligava – eu só vim te dizer que amanha eu vou ao festival que vai ter no píer e vou te arrastar comigo, ok? Ok, então – disse rapidamente.
- pra quê, Peter? Eu não quero ir... – disse manhosa.
- bom, porque você tem uma semana até as aulas começarem, e esse é um bom jeito de socializar... – disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
- e se eu não quiser socializar? – disse com um sorriso falso e ele revirou os olhos.
- você vai, Ems. Esteja pronta as cinco – fez um joia com a mão e saiu para o corredor.
Bufei e deixei meu corpo cair na cama.
Tinha sido um ano difícil e eu não sabia se estava pronta para novos amigos, por mais estranho que isso possa parecer. Eu sabia que o motivo disso era que eu tinha medo. Medo de achar alguém tão bom quanto Sarah, alguém que me fizesse sentir como ela me fazia sentir e então eu me sentiria culpada. Culpada por parecer estar substituindo ela.
Soltei um risinho pelo nariz. Isso era ridículo. Sentir-me culpada por fazer amigos, que tipo de doença era aquela?
Sarah iria querer que eu fizesse novos amigos. Era capaz de imaginá-la dizendo que, se fizesse o contrário, terminaria sozinha em uma casa cheia de gatos.
E eu odiava gatos.
*****
Coloquei minha calça jeans rasgada, uma bata alaranjada, um cachecol marfim e calcei meu vans preto.
Desci a escada ainda terminando minha trança embutida e encontrei Peter na porta da garagem. Sorri falsamente para ele e entrei no carro.
- você sabe que vai me agradecer mais tarde, não é? – disse ligando a ré e saindo da casa – quando tiver alguém com quem lanchar no primeiro dia de aula – sorriu docilmente e eu apenas liguei o rádio em resposta.
O píer não ficava muito longe e em poucos minutos estávamos passando pela entrada formada por um enorme arco de balões coloridos.
O píer era enorme e me fez lembrar de nossa viagem para Brighton, exceto pelo fato de não ter brinquedos de parque espalhados pelo assoalho de madeira, e sim barracas de diversas cores e também pessoas. Muitas pessoas. Parecia que a cidade inteira estava ali, aliás.
Olhei para Peter e ele me deu um olhar encorajador, seguindo por entre elas e me fazendo ir atrás dele.
Demos algumas voltas e Peter cumprimentou algumas pessoas que ele já conhecia da faculdade.
- pode ir encontrar seus amigos, Pete, eu vou ficar bem sozinha – disse apertando seu braço e sorrindo.
- não, tudo bem ficar aqui com você, Ems – deu de ombros e eu revirei os olhos.
- é sério, Peter, pode ir – dei uma empurradinha nele – eu não tenho dez anos mais e, também, eu tenho que socializar por ai, e ficar com você do meu lado não vai ajudar – dei de ombros também.
- tem certeza que não tem problema? – levantou as sobrancelhas.
- claro – sorri passando a mão pela minha bolsa. Tudo o que eu queria era ficar sozinha para poder tirar fotos do pôr-do-sol espetacular que eu sabia que veria da ponta do píer.
- tudo bem então. Me liga quando quiser ir embora, ok? – concordei com a cabeça e ele ainda hesitou alguns segundos antes de sumir no meio das pessoas.
Sorri para mim mesma e segui até o final do píer, onde muitos casais aproveitavam o cenário romântico, enquanto eu estava muito ocupada tentando achar a posição perfeita para usar minha Canon nova e fazer mágica com aquele pôr-do-sol.
Tirar fotografias sempre tinha me acalmado, e não é preciso dizer que, no ultimo ano, eu tinha conseguido muitas fotos.
Se Peter visse que estava fazendo isso ao invés de tentar tropeçar em uma nova amiga por aí, provavelmente jogaria a câmera tão longe que alcançaria o mar, há tantos metros de distância.
Sorri com o resultado após algumas fotos e decidi comprar um algodão doce, porque nunca se é velho de mais para um algodão doce.
Tive que andar por algum tempo até achar a carrocinha que tinha visto em algum lugar entre a entrada e a ponta do píer, mas finalmente paguei o senhor e coloquei o amontoado de açúcar rosa na boca.
Dei alguns passos distraídos, olhando em volta, olhando as novas pessoas que comporiam minha vida, e acabei esbarrando em alguma coisa com força. E essa alguma coisa derramou toda a pipoca no chão.
- ai meu Deus – disse já me ajoelhando no chão para ajudar a catar o desastre que eu tinha cometido – me desculpa eu tava tão distraída que nem vi você...
- tudo bem – a garota disse com um sorrisinho. Estava ajoelhada na minha frente, tirando o saquinho de minhas mãos e me forçando a parar de catar as pipocas do chão como uma idiota – nem estava tão bom mesmo. Você me poupou de ter que comer isso com cara boa – disse com uma risadinha e eu sorri.
- eu posso te pagar outra... – disse sem graça.
- não, eu estava falando sério, está ruim mesmo – disse e deu outra risadinha.
Era uma garota engraçadinha. Tinha os cabelos claros, claros daquele tipo quase loiro, mas ainda sim sem ser loiro de verdade. Tinha olhos castanhos e um dos sorrisos mais brancos que eu já tinha visto. Vestia uma jaqueta de couro marrom, uma blusa bege e jeans surrados.
Era simpática.
– você é nova. Eu gosto de pessoas novas, o que não acontece muito por aqui – sorriu e então estendeu a mão – sou Carrie Wood
- Emily Westwick – sorri e apertei sua mão.
- e então, o que te trás à essa coisa monótona que chamam de cidade?
- o emprego do meu pai – revirei os olhos – mas não que faça muita diferença da minha outra cidade, que é tão pequena quanto essa... – sorri
- não reclama não, eu rezo todo dia pro meu pai ser transferido pra Londres – demos uma risadinha – vai ver algum dia você tem essa sorte... – deu de ombros e antes que eu percebesse estávamos andando e conversando.
- você veio sozinha pra cá? – perguntou finalmente aceitando um pedaço de meu algodão doce.
- não, meu irmão veio também, mas tá perdido por aí com o pessoal da faculdade – dei de ombros.
- sei como é. Irmãos, quero dizer – disse revirando os olhos e então parou – falando no capeta... – gritou um menino com os cabelos iguais os dela e olhos gentis. Ele chegou perto e perguntou o que queria – comprei pipoca pra você – sorriu e estendeu o pacotinho que ainda estava na sua mão com um pouco de pipoca.
- brigado, Carrie, você é até fofa quando quer – sorriu e mandou um beijo para ela, pegando o saquinho de sua mão.
- essa é Emily Westwick, Finn, mostre um pouco da educação que a mamãe te deu – disse beliscando seu braço.
- prazer, Emily – disse beijando minha mão em um gesto exagerando, o que me fez rir – sou Finn Wood – sorriu e levantou as sobrancelhas para a irmã, como quem diz “melhor?”
- muito prazer, Finn – sorri.
- espera, você é a garota nova não é? A garota que está morando na casa dos Lightbirds, não é? – sorri aliviada, apenas por ter sido pega de surpresa com o final da pergunta. Digamos que eu estava esperando alguma coisa sobre minha experiência com mortes próximas, se é que você me entende.
- sou eu sim...
- moramos a um quarteirão e meio de você – sorriu como se aquilo fosse uma coisa muito boa.
- que ótimo – sorri mais uma vez – isso é bom, eu acho, já que meus vizinhos se limitam a crianças chorando na casa da esquerda, um velhinho rabugento na da direita e um cara que eu tenho quase certeza que vende drogas na casa da frente... – disse pensativa.
- ele vende – disseram juntos.
- isso é melhor ainda – senti meu sorriso crescendo – quer dizer que meu irmão me deve vinte libras – Carrie sorriu.
- eu tenho que ir, meninas, os caras tão querendo passar em uma festa aqui perto – então olhou para a irmã – não me espere acordada – piscou.
- ah, que gracinha... – a menina disse revirando os olhos e ele riu, se afastando.
- vocês parecem da mesma idade – comentei quando ele já estava longe com os “caras” – qual a diferença de vocês? Um ano? – perguntei curiosa.
- três minutos – sorriu e eu levantei a sobrancelha – somos gêmeos, taraaam – disse balançando as mãos no ar, me fazendo rir.
- que legal!
- não é...
- eu queria muito ser gêmea, sabia?
- não queria não...
- eu tô falando sério, Carrie
- eu também... – disse e então rimos.
Ela me puxou até um canto onde estavam armadas algumas mesas brancas com toalhas festivas coloridas e nos sentamos em uma que dava para ver o mar.
O sol já tinha se posto e as luzes do píer já tinham sido acesas.
Ficamos conversando pelo o que pareceram horas e então meu celular tocou.
- acho que já vou embora – Peter disse do outro lado da linha – vamos?
Concordei e expliquei onde estava, para que ele me achasse.
Acabamos dando carona para Carrie e ela se ofereceu para ir à minha casa aquela semana para me ajudar a acabar de desempacotar o que faltava. Assim que ela entrou em casa, Peter se virou para mim com um sorriso vencedor irritante no rosto.
- e então, você prefere me agradecer pessoalmente, por carta ou e-mail? – levantou as sobrancelhas.
- cala a boca – cruzei os braços e revirei os olhos.
Ele deu uma gargalhada e então dirigiu mais um quarteirão e meio até em casa.
Notas finais
GENTEEE (avisei que ia fofocar kk) eu não sei se alguém já leu um livro que chama cidade dos ossos, mas é tipo MUUUITO BOOOOMM!! e tipo, é uma serie, e é peefeita e engraçada e cheia de personagens sarcásticos e irônicos (como amo!!)e ta no meu cantinho de livros preferidos e ajhvaljnçdço. ENFIM, o motivo de toda essa alegria que vem da minha pessoa é que saiu o segundo trailer do filme (yaaaaaaayyy) que apesar de ter personagens com ple ta men te diferente do que eu pensava, eu to muiiiiito animadaaaa!!! enfim, se vc é fã tbm, comente comigo antes que eu exploda de felicidade sozinha, se não é fã, é seu dia de sorte, acabo de trazer mais alegria pra sua vida kkkkkk, da uma olhada aaiii : http://www.facebook.com/photo.php?v=10200351605166552&set=vb.110520415691374&type=2&theater
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foi mal, é que eu tinha que partilhar isso com alguem kkkk
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