Dark Paradise
5 We Were Born To Die
Capitulo O5 – We Were Born To Die.
Justin’s P.O.V
– Doutora, doutora! – gritava repetidas vezes enquanto pulava alguns pedaços de madeira e concreto que despencavam.
Minha pele ardia, o suor escorria em cascatas e toda aquela fumaça estava me sufocando. Se não estivesse com a blusa tampando meu nariz e minha boca, estaria totalmente com falta de ar e quem sabe, caido inconsciente à uma hora dessas.
Podia ouvir a estrutura do predio ranger e algumas labaredas queimarem minhas costas, me fazendo morder os labios fortemente pra evitar um grito de dor.
– Doutora! – gritei mais uma vez, após tirar a camisa de frente a boca.
Fechei os olhos em fendas ao ver um corpo caído enfrente a uma porta de metal enorme. Como a da minha cela. Era ela!
Partes de seus tenis já estavam em chamas, então, corri até a mesma e tentei apagar o fogo com a blusa e rapidamente, tirei o resto dos tênis que sobrara. Sua pele estava em carne viva e sangrava.
– Angel... – murmurou enquanto a levantava em meus braços e bufei irritado. Os idiotas não haviam a tirado dali.
Tirei a doutora dos meus braços e a coloquei sentada, bem longe do perigo e com as costas apoiadas na parede. Peguei minha camisa – o que sobrou dela após apagar o fogo e retirar os tenis – e forçava a maçaneta, mas, aquilo parecia estar emperrado e minahs maos estavam queimando, parecia que estava colocado minhas mãos sobre labaredas.
Depois de muito esforço, consegui forçar a mesma a abrir e entrei na cela de Angelina. O lugar estava cheio de fumaça e fogo. Procurei pelo pequeno corpo e a encontrei... Suas pernas estavam sendo consumidas pelo fogo.
– Porra! – disse exasperado enquanto corria em direção à menina.
Com dificuldade, apaguei as chamas das pernas da garota e a ajeitei em meus braços, ao lado de fora, peguei a doutora e, numa habilidade sobrenatural, ajeitei as duas em meus braços, enquanto corria pra fora dali.
Mais pedaços de madeira, tijolos e concretos caiam por todos os lados. O fogo parecia ter se multiplicado e o portao de saída parecia nunca se aproximar. A fumaça entrava pelas minhas narinas, me dando falta de ar e me deixando tonto. Minhas pernas estavam começando a vacilar e meus olhos a pesarem.
– Vamos lá Justin, falta pouco, seu porra. – disse ficando irritado comigo mesmo enquanto tentava me apressar.
Vigas caiam por todos os lados, dificutando ainda mais a minha saída. As duas estavam pesadas e machucavam meus braços, o fogo queimava minha pele, a fumaça me fazia ter dificuldades pra respirar, o suor ensopava meu rosto e; a calça jeans que usava, parecia pesar uma tonelada.
Dei um sorriso de canto ao ver a porta de saida e apressei ainda mais, passando correndo pela mesma. Assim que senti o vento gelado bater contra meu corpo fervendo, era como se um choque tivesse tomado conta de mim e meu corpo fraquejou por completo. Cai sentado, meus braços sederam e o corpo das duas cairam deitados na grama.
– Anne, Anne... – o idiota do Ryan Butler veio correndo e pegou a doutora nos braços.
– Coloque na maca Ryan. – alguem disse, mas, não prestei atenção, apenas deixei meu corpo cair pra frente e fechei os olhos, exausto.
– Bieber, você está bem? – abri um pouquinho os olhos ao sentir algo molhado e gelado se encostar as minahs costas nuas. Era Nice. Apenas meneei a cabeça em sinal positivo, enquanto me entregava ao torpor de sentir aquele gélido vento.
Annelize’s P.O.V
Pisquei cinco vezes antes de abrir os olhos rapidamente, mas, tudo que pude ver era escuridão. Apenas a tediosa e medonha escuridão. Sentia algumas partes do meu corpo formigar, juntamente de algumas dores e minhas pernas davam leves tremedeiras.
Virei à cabeça pra direita e, pude notar um pequeno feixe de luz, proveniente de um pequenino abajur apoiado em uma mesinha do outro lado do quarto. Vaguei meus olhos por todo o local. Tinha vários aparelhos, que tinham seus fios nada legais grudados em minha pele, um pedestal com soro e uma agulha ultra venosa enfiada em minha veia, embebedando a mesma com o soro. Sorri fraquinho ao ver meu Ryan deitado todo desajeitado no sofá, enquanto dormia. Senti como se minhas mãos estivessem amarradas e quando as visualizei as duas estavam enfachadas, aquilo causou uma agonia, pois não conseguia ficar com a mão coberta, mas fui me acostumando.
Tentei falar algo, mas, minha garganta estava sendo bloqueada por um tubo que me atrapalhava demais. Tentei forçar mais algumas vezes, mas, não conseguia nada, então, acabei desistindo.
Não sei por quanto tempo fiquei olhando parar o teto, não sei quanto tempo fiquei olhando para Ryan que dormia pesadamente no outro lado do quarto. Meus pensamentos vagavam em Angelina e minha mente tentava processar como eu havia conseguido escapar de dentro da torre feminina. Talvez Ryan tenha entrado um pouco logo atrás de mim e ido me buscar, ou deveria ser algum bombeiro, ou até mesmo o tal segurança que entrara para salvar Angel havia conseguido me pegar.
Torcia pra que ele havia conseguido pegar a Angel tambem...
Havia me apegado demais a garotinha e, não queria que nada demais acontecesse com ela, pois mesmo que tenhamos convivido por muito pouco tempo, ela havia se transformado em uma pessoa especial pra mim e, torcia que no futuro, tivesse uma filha linda como ela, até porque, Angel tinha leves semelhanças comigo e com Ryan. Angelina escondia memórias negras e pertubadoras dentro de si, mas, todo esse lado obscuro havia sido coberto por uma criança doce e amavel, que amava assistir desenhos e brincar com as bonecas.
Se algo acontecesse a ela, eu nunca me perdoaria. Jamais.
Meus pensamentos foram cortados pelo barulho alto de Another Brick In The Wall II, o grito alto e em seguida os acordes aguçados ecoaram pela sala, juntamente acompanhado pelas vozes. Ryan deu um pulo do sofá e rapidamente desligou o celular, olhando pra mim rapidamente e virando o rosto para o celular. Sorri fraco ao vê-lo virar a cabeça novamente em minha direção, enquanto seus olhos se arregalavam cada vez mais e sua boca abria-se cada vez mais.
– Ann? – murmurou – Minha Anne?!
Tentei falar, mas, fora frustrado. Minha voz não saia de jeito nenhum. Suas mãos passeavam pela minha bochecha e a ponta de seus dedos me acarinhavam, me fazendo sorrir e deixando meus olhos marejados.
– Não chore meu amor, está tudo bem agora. – deu um beijo longo em minha bochecha – Vou só chamar o médico. Calma ok.
Assim que os médicos entraram no quarto, uma bateria de exames começara. Sentia uma dor insuportavel no pé direito e sentia minhas coxas queimarem, como se ainda houvesse chamas ali. Havia dormido por dois dias seguidos e estava apenas a base de remedios para dor e para as queimaduras.
– Minhas pernas. — disse. Finalmente haviam tirado aquele tubo da inha garganta. — Acho que quebrei algo. — eu poderia diagnosticar aquilo.
Ryan encarou o médico e depois me encarou.
– Está com três fraturas no pé direito Annelize. — o médico disse.
– Sim, mas minhas coxas queimam. — mais uma vez eles se entre olharam.
Ryan me ajeitou na cama me deixando sentada, estava me sentindo inútil não podendo usar minhas mãos. Afastei os lençóis para ver o que estava acontecendo e minhas duas coxas estavam enfaixadas, meus pé estavam com uma vermelhidão na ponta e um estava enjesado.
– Quanto profundo foi isso? — perguntei sem o olha-los.
– Segundo grau. — o médico não estava falando com nenhuma leiga, eu sabia a proporção de uma queimadura de segundo grau,sabia o quanto minhas pernas ficariam feias.
Eu não poderia me importar só comigo, aliás, aquilo tudo tinha acontecido por uma pessoa. Meu intuito era salvar Angelina.
– E... E Angelina?
– Angelina Rasec?
– Sim senhor – disse me ajeitando na cama parando de olhar parte do meu corpo destruido.
– Ela fora bastante atingida pelo fogo, suas pernas estão gravemente feridas e, seu corpo não estava reagindo bem a medicação, então a mantemos em coma induzido...
– O que? – disse espantada, colocando as mãos sob a boca.
– Anne, Angelina foi bem mais atigida que você se não fosse o Bieber, talvez não chegariamos a tempo de salvá-la.
– Que? Justin salvou Angel? — disse mais espantada.
– E você também. — o médico disse sorridente.
– Ele nos salvou? — senti meu coração disparar como se fosse rasgar o peito.
– É inacreditavel, mas o garoto problema resolveu fazer algo de últil na vida. — Ryan disse debochado.
Não conseguia acreditar naquilo, não conseguia entender o porquê dele ter feito isso. Então a voz que escutei, a voz que me salvou era a dele? Foi como se houvesse um apagão em minha mente, eu já não conseguia me lembrar como era a voz dele, já não conseguia mais me lembrar daquela voz que escutei antes de acordar aqui.
– Justin Bieber me salvou. — minha voz saiu falhada.
– Uma coisa não podemos negar, o garoto teve um ato heróico arriscando a vida para salvar as duas. — eu ainda estava em estado de choque.
– Grande merda. — Ryan disse ensiumado.
Mas o que estava acontecendo? Primeiro eu pegava afeto a uma paciente visivelmente problematica e agora um dos meus piores pacientes salvava minha vida? Aquele cara me odiava, ele nunca disse, mas não precisava seus olhares falavam tudo o que precisava.
Justin’s P.O.V
O guarda estava me conduzindo para a sala de visitas, pelo menos uma vez pude caminhar livre sem aquelas desgraças de algemas, minhas mão estavam enfaixadas por causa das queimaduras e me pouparam de colocar aquele negócio no meu braço.
Jazzy estava me esperando e quando ela me viu entrar o alivio em seus olhos a tomou.
– Justin. — ela correu e me abraçou. — Eu estive tão preocupada. Você está bem? Está melhor?
– Jazzy, estou bem. — disse um pouco seco a afastando e me sentando.
– Todos ficaram preocupados com incêndio, mas graças a Deus não aconteceu nada com você.
– Uma pena, né? — ela revirou os olhos ignorando o que eu havia dito.
Ter que enfrentar aquilo me deixava com mais raiva do mundo. Eu odiava ver minha irmã indo me visitar naquele lugar, odiava saber que ela tão inocente, tão jovem, estava ali por mim. Eu não precisava daquilo.
– Você foi muito corajoso. Um herói. — ela disse empolgada.
– Só fiz o que qualquer um faria. — dei de ombro.
– Não. Justin você foi forte, corajoso, destemido... Foi um grande herói. Enfretou o fogo e salvou duas mulheres. — ela sorriu. — Estou orgulhosa de você.
– Não sente vergonha em sentir orgulho de merda?
– Justin...
– Jazmyn não gosto de te ver nesse lugar, não gosto que você venha aqui!
– Eu sei. — ela se acomodou na cadeira. — Mas não ligo. Sempre que puder vou vir te visitar, você nunca vai se livrar de mim. Sou sua irmã chata esqueceu? — ela cruzou os braços petulantes.
Bufei desistindo de tentar algo com ela.
– Está tomando direito os remedios e tudo mais?
– Jazmyn...
– Tá bom, não vou dar uma de irmã mais velha. Enfim... Não encontrei o doutor nos corredores essa manhã.
– Não perdeu nada.
– Ah. — ela deu de ombro. — Sempre que a gente se encontra fica um clima chato, acho que ele nunca sueperou...
– Jazzy uma doutora quase morreu, por isso ele não está por aqui.
– A que você salvou? — não vou negar, estava preocupado com ela, mas ninguém me dava noticias.
– A própria – disse simplesmente.
– Elas ficaram muito machucadas? – murmurou.
– Porque você mesmo não vai ver?
– E depois voltar aqui e te contar né... – sorriu, me fazendo bufar – Irei visitar a nossa Angelina, você sabe que amo aquela garota e, depois irei ver a sua doutora.
– Jazmyn! – a repreendi.
– Ok. Desculpe – riu enquanto erguia as mãos em sinal de rendimento. – Mas, irei e voltarei Biebs. Juro que voltarei, ainda hoje ou amanhã.
Levantou-se junto comigo e, quando me virei pra poder andar em direção a porta da sala, senti seus miudos dedinhos se fecharem em meu pulso e seu corpo magro, mas, esbelto puxar-me pra trás. O acolhedor abraço de Jazmyn era a única coisa que conseguia libertar o verdadeiro Justin Bieber. O de dois anos atras, o cara que era livre e não morava nessa bosta de Institute.
– Jazzy... – murmurei ao sentir seus labios se chocarem contra minha bochecha, enquanto ela me apertava mais contra si. – Amo você Minnie.
– Te amo Booboo. – murmurou se separando de mim – E eu volto.
Dei as costas a ela, saindo da sala sem ao menos me despedir.
Pudia ver os operários começarem a construir uma nova torre feminina. O processo estava andando rapidamente e em questão de dias, aquela nova porcaria estaria completamente pronta para o uso. Andei de modo calmo, passando por alguns operários que me olhava, de esguela.
Não eram homens o suficiente pra encararem nos olhos um cara da Heller... Fracos, otários.
Com dificuldade, peguei a maldita cartela de cigarros e o isqueiro do bolso de trás da calça, me jogando sob um banco de concreto em seguida. Coloquei a cartela do lado, junto de isqueiro do meu lado, em seguida, comecei a desfazer as voltas da faixa em minha mão. Essa merda incomodava demais.
– Hey! Bieber, hey! – ouvi alguem gritar, mas, não me virei, não modifiquei a espressão, apenas continuei a desenrolar – Pare com isso, o que pense que está fazendo?
A vadia tocou em minha mão, em uma parte descoberta e que havia sido bem atingida pelo fogo. Soltei a faixa e a empurrei, enquanto mordia o lábio inferiror e tentava ignorar a dor. A idiota caira no chão.
– Bieber, pelo amor de Deus, não faça isso! – murmurou enquanto hesitava se vinha em minha direção ou não. Apenas dei de ombros, terminando de tirar a faixa.
Enrolei dedo por dedo e, a mão toda. Estava parecendo uma múmia. A enfermeira havia olhado todo o processo que eu havia feito e, no final, tirou uma fita adesiva do bolso de seu jaleco e grudou a ponta da faixa na outra, finalizando.
– Por mais que seja um brutamonte, bom trabalho e obrigada Bieber – disse ela e aoenas peguei meus cigarros e meu isqueiro e sai de perto dela. Como estavamos muito próximos, acabei dando um encontrão na mesma.
Andei por volta de quinhentos metros, até me jogar em outro banco e puxar um cigarro da cartela, o prendendo entre os dedos e acendendo o mesmo, dando uma longa tragada em seguida.
Isso era bom demais.
Levantei-me e coloquei a cartela de cigarros e o isqueiro no bolso. Caminhava pelo Institute, o tedio embebedava minahs veias e meus olhos passeavam pelo armamento pesado que os seguranças principais tinham em mãos.
Mas, algum filho da puta colocou amão sob a minha que estava machucada e apertou:
– E ai super heroi da mini vadiazinha e da doutorinha gostosa – riu e apertou ainda mais minha mão — Vamos Bieber, você tem que voltar pro lugarzinho de merda que cara merdas com você tem que ficar... A Heller.
Movimentei meu braço com força, me livrando da mão do desgraçado e com a mão boa, dei um soco em seu rosto. Quando ele tentou revidar, me abaixei, acertando um chute em sua barriga, perto dos pulmões. Dei dois socos diretos em seu rosto, um deles, com a mão infachada que começou a latejar de dor.
Meus ombros foram puxados pra trás e dois pares de braços me seguraram.
– Quieto Bieber, agora – tentava me movimentar, mas, haviam me imobilizado completamente. Malditos.
– Agora é dois dias na solitária, seu desgraçado! – o segurança em que eu havia metido a porrada disse enquanto limpava a boca. Apenas ri debochado, enquanto o olhava com superioridade.
E reforçando: ninguem ali era digno o suficiente pra merecer tamanha atenção de mim. Principalmente pra ouvir minha voz.
Narrador P.O.V
A pequena Bieber andava calmamente pelo piso brilhante do hospital, indo em direção a recepção tentar buscar por alguma informação plausível.
– Olá – sorriu pra atendende morena que ao menos se virou pra dá-la atenção. – Sou Jazmyn Bieber e queria uma informação
A recepcionista ao ouvir o nome Bieber virou-se rapidamente para a garota loira e delicada a sua frente. Quem diabos no mundo não conhecia os poderosos Bieber’s? Ela não seria louca de não dar a atenção devida a Jazmyn Bieber.
– Sim senhorita Bieber – sorriu encantada com a beleza da garota.
– Queria saber qual é o quarto de Annelize Stones e de Angelina Rasec. – murmurou.
A recepcionista virar para seu computador e em questoes de segundos já anotava em um pequeno pedaço de papel o numero do quarto e do andar das duas pacientes. Se fosse qualquer pessoa comum, com certeza não ganharia essa valiosa informação assim, mas, ela era uma Bieber! Toda garota do país faria de tudo pra ser amiga de Jazmyn ou namorada de Jaxon, sem contar que Justin Bieber, mas, o mesmo havia sido condenado como louco, um psicopata assassino sem escrúpulos.
Após ter o papel em mãos Jazmyn agradeceu e rumou em direção ao elevador, apertando em seguida o botão do quinto andar. As portas de metal se abriram e ela caminhava firmemente pelo corredor. Seu rosto de boneca constratava com as paredes brancas e, varias pessoas que ali estavam – adolescentes meninas e meninos – a encaravam.
Estava no corredor de UTI, Olhou mais uma vez no papel e parou em frente ao quarto. Bateu na porta duas vezes antes de abri-la e dar de cara com um médico, que vinha em sua direção.
– Ah, olá – disse sem jeito – Eu... Quero ter um momento com a paciente.
– O que você é da mesma, senhorita...
– Bieber, Jazmyn Bieber – apertou a mão do médico – Eu conheço Angelina há tres anos e, nós, os Bieber somos meio que responsáveis por ela.
– Ah sim, entendo.
Jazmyn ficara cerca de trinta minutos com Angelina e ouvindo do médico tudo que havia aocntecido com a garota. Lagrimas escorriam de seus olhos, molhando suas bochechas, mas, ela não conseguia evitar. Angelina havia entrado pro Institute pouco tempo depois que seu irmão e, de um jeito louco, havia se apegado a garota, tanto que mandava presentes pra mesma sempre que podia.
– Faça o que tiver de ser feito – murmurou Jazzy encarando Angel pelo vidro do lado de fora do quarto. – Custe o que custar, dinheiro não é o problema. O senhor tem meu telefone, qualquer coisa, ligue.
– Sim senhorita.
Jazmyn desgrudou-se do espelho e meneou a cabeça em direção ao medico, dando as costas ao outro e andando em direção ao elevador. Sua cabeça girava e parecia pesar uma tonelada, eram problemas demais pra ela aguentar sozinha. Quando tinha Justin livre era tudo tão mais facil...
Apertou o botão do terceiro andar e rapidamente estava no mesmo, caminhando sorrateiramente até o quarto da doutora que seu irmão mais velho salvara a vida. Seu coração palpitava de orgulho e um sorrisinho não sumia de seus labios.
– O que está fazendo aqui? – ouviu a voz grossa atras de ti e seus olhos se arregalaram no mesmo segundo, respirou fundo tres vezes antes de se virar.
– Não é da sua conta.
– A partir do momento que imagino o que esteja fazendo aqui, é sim da minha conta. Vá embora Bieber.
– Não vou sair daqui enquanto não fizer o que tiver de fazer.
– Estou te avisando, vá embora. Anne não quer visitas.
– Não responda por ela. Estou aqui e só sairei depois que fizer isso, nada vai me impedir, nem você... Butler.
Jazmyn deu as costas ao homem e girou a maçaneta da porta, mas, ao mesmo tempo, alguem do lado de dentro virou a mesma, fazendo a porta abrir e uma senhora de olhos azuis surgir em sua frente.
– Oh! – Jazzy murmurou assustada – Me desculpe – riu baixinho – Esse é o quarto de Annelize Stones?
– Sim querida! Quem é você mesmo?!
– Sou Jazmyn Bieber, prazer.
– Sou Candency Stones, mãe da Anne, entre por favor.
Jazmyn se esgueirou pela porta e entrou no quarto, tendo a visão da bela doutora deitada confortavelmente em uma cama hospitalar.
– Anne querida, essa é Jazmyn Bieber.
– Bieber? – Anne disse surpresa.
– Sou a irmã mais nova de Justin, vim vê-la e ver Angel tambem...
– Mãe nos deixe a sós. E leve Ryan com você – murmurou e a mae deixou o quarto, puxando o genro que acabara de entrar com uma cara emburrada.
Anne disse com um sorriso nos labios. Sua mente processava coisas rapido demais e, ela como uma bela garota curiosa, não mediria esforços pra fazer tudo que passava em sua mente.
Annelize’s P.O.V
Finalmente! Sair daquele hospital me deixava feliz, poder voltar a minha rotina normal me deixava mais feliz do que ficar naquela cama deitada o dia todo. Assim que recebi alta, obriguei Ryan a me levar até o quarto de Angel, uma semana e a situação dela era instável. Tinha convicção e fé que ela se salvaria e voltaria a encantar aquele lugar macabro, com aquele sorriso contagiante.
– Anne querida você pode voltar pra casa se recuperar e... Não precisa voltar pra aquele lugar nunca mais. — mamãe disse preocupada pela milésima vez.
– Candecy pare de desencorajar Anne. Ela vai voltar e vai continuar lutando para ser uma ótima profissional. — o genial doutor Stones disse, mas eu revirei os olhos.
– Querido, Anne está ainda com o pé fraturado ela poderia ficar uns dias em casa.
– Se não tivermos obstáculos nunca venceremos na vida. — ela abaixou o olhar derrotada.
– Mãe, não estou voltando obrigada. Estou voltando porque tenho uma missão naquele lugar e sabe... Tem gente lá que precisa de mim e eu quero ser alguém mãe.
– Sogrinha pode ficar relaxada! Vou cuidar de Anne com mais cuidado ainda. — Ryan disse apertando minha cintura e depositando um beijo em minha bochecha.
– Tá vendo mãe? Tenho uma segunda mãe ao invés de um namorado. — ela sorriu.
– Ryan, já disse que se tivesse sua idade seria uma de suas pretendentes?
– Já. — Ryan disse rindo.
– Pois bem... Reforço o que disse.
– Mãe. — disse rindo ela sempre fazia esse tipo de brincadeiras.
– Temos que ir. — papai disse seco olhando no relógio em seu pulso. — Tenha cuidado Annelize. — ele segurou em meus ombros encarando meu olhar. — Antes de se importar com os outros cuide de você primeiro. — soltei o ar tentando me acalmar. — Boa sorte. — ele beijou minha testa, mas eu não me movi.
– Mãe. — me afastei dele e dei um abraço caloroso nela. — Eu te amo e não se preocupe tudo vai ficar bem e eu vou me cuidar.
– Eu te amo minha bonequinha.
– Também te amo mãe.
– Candency, tenho uma palestra em menos de uma hora. — meu pai disse impaciente a apressando.
– Se cuida meu anjo!
– Pode deixar. — sussurei ela se depediu de Ryan e depois partiu. — Eae Butler está preparado? — disse mancando com dificuldade até o carro.
– Preparado pra que? — não deixei que ele me ajudasse, eu tinha que me acostumar com aquela bota imobilizadora.
– Estou de volta e sua vidinha de cachorrão acabou. — ele gargalhou.
– Agora terei que tomar mais cuidado, ser mais discreto ao olhar as enfermeiras gostosas estagiárias.
– Safado! — dei um soco leve na massa dele.
– Posso falar uma coisa?
– O que? — ele me agarrou prensando meu corpo junto ao carro.
– Eu senti sua falta. — me deu um beijo rápido. — Senti sua falta nas vezes que visitou minha sala. — selou nossos lábios outra vez. — Senti sua falta pelas manhãs, quando não via o sorriso mais lindo desse mundo. – e finalmente ele me deu um beijo descente.
– Eu também senti muita falta daquele lugar. — não sei por que o olhar de Bieber se fixou em minha mente me fazendo entrar em transe.
Eu estava de volta, eu o veria. Senti meu coração disparar. Como se eu tivesse a necessidade de manter algum tipo de contato visual com ele, como se eu necessitasse do toque daquele homem, como se eu o desejasse mais que tudo nesse mundo.
– Ann? — Ryan gritou me tirando de meus deliciosos desvaneios.
– Que? — disse confusa ajeitando o cabelo.
– Pensando na morte da bizerra? — se a bizerra fosse eu e o assacino Justin Bieber seria ótimos pensamentos. Sacudi a cabeça me forçando a esquecer daquilo, aquela completa insanidade, estava começando a acreditar que quem precisava de um psiquiatra era eu.
Ryan passou o caminho todo me contando como funcionaram as coisas no tempo em que estive fora. Não havia mudado nada. Minha lingua coçou para peguntar de uma pessoa que definitivamente me interssava, mas resolvi esconder aquele desejo proibido, aquela necessidade pecaminosa, resolvi ignorar. Ele era apenas meu paciente, só isso, era apenas meu paciente e eu tinha que parar de pensar aquelas coisas.
– Chegamos. — Ryan passou a mão em minha coxa com cuidado fazendo um carinho.
– Lar doce lar. — disse irônica.
– Ué, há semanas atrás você odiava esse lugar e agora está assim, o chamando até lar.
– As coisas mudam. — dei de ombro abrindo a porta do carro.
Respirar aquele ar e sentir aquela sensação de mistério pairando no ar me fez sentir realmente como se estivesse em casa. Encarei os três prédios – sendo que um deles ainda estava sendo construido – e Heller me tirou um risinho sastifatório.
– Porque não me deixa te ajudar? — Ryan disse enquanto caminhavamos.
– Porque consigo me virar sozinha. — ele carregava minha pequena mala.
– Está andando que nem uma pata.
– E com muito charme. — ele riu.
Depois de um tempo conseguimos chegar ao meu quarto, não conseguia ficar mais nem um minuto em pé. Atravessei o pátio todo mancando até chegar ao dormitório e sentia meu pé latejar. Ryan ajeitou as coisas para eu dormir e ainda separou a roupa que usaria no outro dia. Estava com o pé quebrado, não impossibilitada.
– Ry está tudo bem, pode ir deitar; não vou precisar de mais nada.
– Acho que vou dormir aqui com você.
– Tá louco? Está querendo ser demetido? — disse rindo. — Sério meu amor estou bem, já tomei todos os remédios e se eu precisar eu grito e aposto que você vai ouvir.
– Devia ter obrigado você a ir com seus pais.
– Calado Butler... Vá dormir que sua cara de exaustão é visível. — ele bufou.
– Isso é maldade. Você sabe me infeitiçar e tira proveito disso. — gargalhei.
– Isso se chama poderes femininos.
– Boa noite An. — ele me deu um beijo rápido se dispedindo. Apagou as luzes e saiu.
Não foi muito dificil pegar no sono, ainda mais quando tinha tomado uma penca de remédios para um monte de coisa, em questoes de segundos... Desmaiei.
Senti um cheiro bom de Bacon e me espreguicei na cama dispertando tendo uma ótima visão. Ryan estava sentado no pé da cama com uma bandeija cheia de coisas para eu comer.
– Bom dia. — ele disse sorrindo.
– Marcação cerrada. — ele sorriu.
– Não iria te deixar subir escadas com esse pé, né. — puxei um bacon e coloquei na boca iniciando meu café enquanto Ryan me encarava.
– Não vai comer?
– Ja comi. — continuei devorando tudo. — Tem certeza que vai atender hoje?
– Humhum. — ele bufou.
– Que horas são?
– Quinze pras oito.
– Merda! — gritei pulando da cama esquecendo que meu pé estava quebrado sentindo um pouco de dor.
– Vai com calma Ann. — ele gritou enquanto eu me dirigia ao banheiro para um banho rápido.
– A consulta do Bieber é as oito. — gritei tirando a bota e entrando em baixo do chuveiro.
Tinha dificuldade em me arrumar e estava forçando de mais meu pé, mas estava contendo a dor se não Ryan surtaria.
– Todos esses esforços por causa daquele idiota?
– Não! Todo esse esforço porque sou uma médica pontual. — não daria tempo de prender meus cabelos os escovei os deixando solto.
Ryan estava esparramado em minha cama, com as mãos atrás da cabeça me olhando enciumado, últimamente ele só fazia isso, ficava emburrado quando o nome do Justin era citado e principalmente quando se falava do ato heróico.
– Faz um favor? — disse definitivamente pronta abotoando o jaleco. — Tranca meu quarto quando sair? — ele balançou a cabeça, em sinal de puro tedio.
Dei um selinho nele e peguei as chaves de minha sala em minha gaveta e sai em disparada pelos corredores. Faltavam três minutos. Mancar, e tentar andar de pressa não combinava, virei o corredor vendo duas pessoas parada em minha sala. Justin e o guarda já estavam a minha espera. Tentei controlar a respiração que estava ofegante por ter corrido, me aproximei e percebi o sorrinho de lado sarcastico de Justin ao me ver, não sei se ele estava sorrindo para mim ou estava rindo de mim por está andando daquele jeito, mas ignorei aquilo e me dirigi até a porta para destranca-la.
– Achei que não viria doutora. — o guarda disse.
– Me atrasei um pouco. — em fim conseguir parar de tremer e abri a porta estava completamente nervosa.
– Está melhor? — ele peguntou olhando a bota em meu pé.
– Na medida do possivel. — sorri gentil. Vi as faixas na mão de Justin e notei que tinha umas suturas na testa também. Será que tudo aquilo aconteceu no dia do incêndio?
Empurrei a porta entrando primeiro e depois fiz um gesto para que ele entrasse. Com seu tipico e perfeito sorriso irônico no rosto ele demorou um pouco, mas depois entrou e foi direto para o acento devido. Fechei a porta e caminhei com lentidão até minha cadeira.
Sentia meu coração palpitar forte e as dobras de meus dedos soavam deixando minha mão levemente geladas. Porque ele me causava tudo aquilo? Aquela sensação de que meu coração sairia pela boca, arrepios pelo corpo todo e frio repentinos na barriga me fazendo ter a sensação de que tudo o que eu disesse não seria bom o suficiente para escutar outra vez aquela voz.
Respirei fundo e me ajeitei pegando meus materiais, agarrei a caneta preta descontando meu nervosismo nela, era tão dificil o encarar. Mais uma vez controlei a respiração e sorri.
– Olá. — como de costume ele não disse nada, me olhou superior, como todas às vezes. — Bastante machucados. — disse gesticulando a mão apontando a sutura na testa e pequeno corte no canto da boca.
Ele soltou o ar de forma intediada e se esparramou na cadeira de forma deslechada.
– Está tudo bem com você? — nenhum progresso ele continuou calado e já podia sentir uma pontinha de irritação me tomar. — Então vamos ao que interessa... Muito obrigada. — ele arqueou a sobrancelha. — Muito obrigada por ter salvado minha vida e de Angelina. Obrigada por arriscar sua vida para salvar a minha e de Angel. — disse fechando os olhos lentamente me desviando daquele olhar fixo incomodada com o silêncio.
– De nada. — uma voz diferente pairou na sala, de inicio pensei que o guardo havia entrado, mas não abri os olhos, completamente espantada. Justin havia falado.
Continua...
Notas finais
Desculpem pela demora.
obriagda por todas as recoemndações e reviews, vocês sao as melhores de todo o mundo e temos mt orgulho de vocês irmas beliebers ♥
vamos tentar nao demorar com o proximo
beeeeeeeeeeeeajs da Caamslicius e da Kimlicius.
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