Dark Night's...
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Autora: Daysiane (Daysi)
Capítulo 1
Ok.
Depois de dez dias que as aulas haviam começado, é que eu realmente fui para a escola. E para meu maior azar, era numa quinta-feira, o céu estava imensamente nublado, e ainda por cima estava chovendo. Passei pela minha escrivaninha que ficava perto da janela do meu quarto, coloquei as chaves de casa, a chave do meu carro e o meu celular, que acabara de apitar com a seguinte mensagem:
“Desce logo. Estou te esperando aqui embaixo, perto da garagem.
Nik... :D”
Coloquei os três objetos dentro da minha mochila, que estava um pouco pesada, com os cadernos, e os livros que eu havia ido buscar na escola. “Ok, Nik. Já, já nos encontramos.” Pensei sozinha comigo. Passei pela sala, com a mochila na mão, calcei meu all-star branco, depois fui direto à cozinha.
- Bom dia, mãe. — Disse eu a minha mãe, que estava entretida com o noticiário, que estava passando na TV.
- Bom dia, Lili. Dormiu bem? – Perguntou ela, olhando para mim, com cara de preocupada.
Toda manha ela me fazia a mesma pergunta. Desde que eu comecei a ter uns sonhos estranhos, e acordar me debatendo, ou então acordar no meio da noite gritando, e depois não conseguir dormir mais, minha mãe agia dessa forma.
- Dormi sim, mãe. Só estou preocupada pelo fato de hoje ser o meu primeiro dia na Ojai Valley School.
- Mas lá é legal, filha. Tem varias atividades legais, tem um bosque, o riacho. Lembra? – Perguntou minha mãe, levantando-se e vindo em minha direção. Estiquei meus braços, e ela me abraçou. Como eu amava o abraço da minha mãe, era reconfortante, e me revigorava.
- Eu sei mãe. Mas é que entrar numa escola, depois que as aulas começaram, é difícil. – Falei, encostando minha cabeça no ombro dela, prestes a chorar.
- Meu amor, você vai se acostumar. Você tem uma boa razão para poder entrar na escola agora.
- É eu sei mãe.
- Não se preocupa. Eu sei que você consegue você tem o gênio do seu pai, se adapta facilmente, por isso são tão parecidos.
Eu sorri, e ela sorriu junto comigo.
- Eu espero Sra. McEvoy.
- Sra. McEvoy? – Perguntou minha mãe sorrindo, e fazendo cosquinhas em mim.
- Ta... Mãe... Satisfeita? – Falei, dando gargalhadas.
- Melhor assim, mocinha.
- Te amo, mãe.
- Também te amo, filha. Agora se apresse, senão você vai se atrasar.
Ela me deu um beijo na testa, e desfizemos o abraço. Ela voltou a se sentar na cadeira, para ver o noticiário. E eu fui direto ao balcão.
- Mãe, a senhora comprou as minhas barrinhas? – Perguntei.
- Sim filha, esta na parte de baixo do balcão. Mas você sabe que você tem que tomar um café da manhã saudável. Não gosto que você coma essas barrinhas.
- Ok, mas são gostosas, e podem substituir o café.
- Não vou discutir com você, mocinha.
- Ta mãe... Mas já estou atrasada, não dá tempo...
Ela olhou pra mim com cara feia, eu ri. Abri as portas, e me abaixei para pegar a barrinha de cereal. Abri o pacote e peguei uma barrinha. Comecei a comer. Levantei fechando as portas do balcão, e fui direto a geladeira. Abri e peguei uma caixinha de suco de soja, sabor uva, que era o que eu mais amava. Coloquei o canudinho para eu poder tomar o suco. Meu celular apitou de novo. Peguei minha mochila do chão, eu a abri e peguei meu celular. Era Nik:
“Vamos logo, senão a gente vai se atrasar.”
Respondi a mensagem:
“Já estou indo.”
Passei pela minha mãe.
- Tchau mãe, amor da minha vida. – Ela olhou pra mim e sorriu.
- O que seria dessa casa sem você, amorzinho? – Falou ela. Eu ri. Dei um beijo na testa dela. – Tchau filha, se cuida. Vai com Deus.
- Vou me cuidar sim, mãe.
- Que bom.
Abri a porta, e desci a escada de dois em dois degraus.
- Enrolada! – Foi à primeira coisa que Nicolle me disse.
- Bom dia pra você também. – Respondi de mau humor.
Nicolle era minha prima, e ainda que eu tivesse chegado à Nova York há pouco tempo, eu já a considerava como minha melhor amiga, (claro, no momento eu só conhecia ela, por isso a considerava minha melhor amiga), ela era legal, e sorria muito. Era bom passar o tempo com ela, pois eu nunca ficava naquela melancolia de sempre. Ela tinha 16 anos, a mesma idade que eu, era um pouco mais alta que eu, o seu cabelo era castanho e cacheado, e iam até a cintura, seus olhos eram castanhos escuros, e ela tinha um porte físico magro. Eu, pelo contrario, era baixa, meu cabelo era loiro escuro, mais para o liso do que para o ondulado, e fazia uns mínimos cachos na ponta, pois meu cabelo eu tinha cortado em “V” repicado, e só ia até um pouco mais da metade das costas. Eu não era gorda, mas não era tão magra quanto Nicolle, eu tinha um pouco mais de carne que ela, e meus olhos eram castanho-claros, quase mel. Eu não era a Afrodite em pessoa, mas também não era a “mora torta”. Eu me achava bonita ao ponto de não ser feia. Resumindo, formávamos uma dupla “perfeita”.
Apertei o controle, e o portão da garagem se abriu, fazendo um barulho de metal raspando em metal. Eu tinha que fazer uma nota mentalmente e, lembrar meu pai de que já estava na hora de trocar aquele portão. Fazia um mês que nós havíamos mudado para Nova York, e que tínhamos ido morar naquela casa. Meu pai havia comprado aquela casa, e o portão automático já estava lá, a não sei quantas décadas, e por isso o portão fazia esse barulho, toda vez íamos tirar o carro da garagem.
Dei graças a Deus por nessas horas eu ter um carro, pois só de pensar quantos quilômetros tinha a distancia de casa ate a escola, já me dava uma preguiça, porque era longe, quando digo longe, é que é longe de verdade, devia ser uns quarenta e cinco a cinqüenta minutos a pé. Fazia pouco tempo que eu tinha aquele carro, explicando melhor, fazia uma semana que meu pai havia me dado, de presente de boas-vindas a Nova York, ser filha única, tem essas regalias. Entrei na garagem, destravei as portas do meu Audi A8L W12 preto, (pois é, Audi A8L W12 preto, meu pai tinha comprado no leilão, então não foi o preço normal dele, que é bem carinho, sem contar que esse é o carro dos meus sonhos!), coloquei minha mochila no banco traseiro, e Nicolle fez o mesmo. Entrei no meu carro, sentei no banco do motorista. Liguei o carro, comecei a manobrar, tomando cuidado para não bater no carro da minha mãe, sai da garagem. Quando estava lá fora, fechei o portão e Nicolle entrou no carro.
Preparei-me para enfrentar um dia longo e cansativo, ainda mais quando se tem uma tagarela do lado. Ok, eu gostava da tagarelice dela.
- Lili, quando chegar à escola, não olhe para um garoto, lindo, maravilhoso e super-gato, mas gato mesmo sabe? Ele parece o Apolo em pessoa. Ele é muito lindo!
- Ta Nik. E como é esse garoto? – Perguntei com cara de quem estivesse enojado.
- Ok. Não precisa fazer essa careta, ta? – Falou ela.
- Ta bem. Prossiga. – Falei, mudando a marcha.
- Então, ele é um pouco alto, digamos que ele tenha 1,75 de altura. Na maioria das vezes, ele fica sozinho, mas de vez em quando ele fica com um grupinho de meninos, que também são muito bonitos, mas nem tanto quanto ele, e nesse grupo fica umas duas a três garotas, que também são lindas, mas a beleza de todos eles é amedrontadora, chega ser perturbador, e muito tentadora. O cabelo dele é preto, cortado estilo moicano que ele só deixa desarrumado, mas deixa-o com cara de cínico, e muito sexy. – Ela sorriu, ao falar isso. – Ele é forte, sarado, pra ser mais sincera. – Nik olhou pra mim, e deu um sorriso malicioso. – Os olhos dele são azuis, quando ele encara a gente parece que ele, sei lá, é como se os olhos dele penetrassem a gente. É esquisito, mas ele é lindo. Ai, ai!... A pele dele parece irradiar, é lisinha, e ele é branco, mas aquele branco bronzeado sabe? – Falou ela, com brilho nos olhos.
- Hum, se eu não te conhecesse, diria que está apaixonada. – Falei, arqueando as sobrancelhas. – Uma pergunta: e se eu olhar para ele, o que acontece? Ele vai derreter? Vai virar cinzas? O que? – Falei, irritada. O que esse “talzinho” tinha de especial que ninguém podia olhar para ele?
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