Dark Moon
52 Capítulo 52
Renesmee capitulo 52
“Alô? Pai?” tentei, depois que Jacob resolveu passar o telefone.
“Oi, Renesmee, aonde você está?” meu pai parecia nervoso.
“Eu estou em Volterra. Tem que vir me buscar, eu não agüento mais.” Declarei, o mais rápido que pude.
“Com quem?” ele perguntou, parecia que sua raiva aumentava cada vez mais conforme eu ai falando.
“Os Volturi me pegaram..~j.” mas não consegui acabar de falar.
“Rápido, rápido. Eles estão subindo no elevador.” Joham gritou lá daquela outra sala.
Não pensei duas vezes, saí correndo e nem esperei meu pai acabar de falar, escutei sua voz ainda gritando meu nome no telefone, que sem querer deixei fora do gancho, não voltei mais no telefone, com medo que os Volturi me vejam.
“Mas que próspero está sendo o trabalho aqui, eim?” Aro dise com sua voz tranqüila e irritante.
Ele saiu do elevador juntamente com Caius e Marcus
“Mas que barulho é esse?” Caius foi andando em direção da secretaria, onde eu tenho certeza que o telefone estava caído, e eu estava rezando para que meu pai já tenha desligado. Eles continuaram a andar para lá, e eu fui atrás, Aro foi mais rápido e pegou o telefone, já escutando quem estava falando.
“Ah, Edward, então é você que está aí.” Aro disse ainda calmo. Como se nada tivesse acontecendo. “Ah, nossa. Pena que não será possível, já que vamos nos mudar de lugar hoje mesmo. Estamos indo par outro lugar, fora e bem longe da Itália.” Declarou.
O que? Fora da Itália? Dessa eu não sabia e nem esperava por alguma mudança de planos. Como, se todos os equipamentos estão aqui? Aí que eu fui acordar, mas quando di, já era tarde demais.
“Pai!” gritei correndo para perto do telefone “É mentira!” tornei a gritar, com todas as minhas forças, mas ele não me ouviu, Aro já tinha desligado o telefone e agora voltou toda sua atenção a para mim. Comecei a chorar.
“Por que?” soltei em meio aos soluços. Caí de joelhos no chão e abaixei minha cabeça
“Você me desapontou.” Aro disse tranquilamente. “Pensei que você fosse se comportar melhor, querida.” Continuou. Eu não olhava em seu rosto, apenas continuava a chorar baixinho com o cabelo caindo no meu rosto.
“E você?” Caius apontava para o Joham.
“Ele não tem culpa, fui eu que fugi, saí correndo dele, e como a secretária não estava, aproveitei para ligar.” Eu disse, baixinho, mas eu sabia que eles ouviriam.
“Vamos, levante-a, e leve-a para qualquer um dos porões, só que os mais fundos que você achar.” Aro mandou, quando eu vi duas mãos brancas, grandes e fortes, me levantando – mãos do Felix — nem vi que ele já estava atrás de mim.
“Não!” gritei, lutei,me retorci, chutei e soquei mas de nada adiantou meu esforçou, totalmente em vão.
Ele me carregava – como se eu pesasse gramas e não quilos – pelos corredores, por algumas escadas, e por várias saídas, com paredes asquerosas, das quais eu tentava me esquivar, até que ele passou por uma porta grossa de madeira, onde tinha uma tranca de ferro por fora que era ligada a vários parafusos grandes e pesados. Era impossível sair dali. Ele me jogou no chão, rasgando um pedaço gigante na minha roupa. Ele virou seu rosto de lado, continuando a me olhar maliciosamente ao invés de ir embora. Ele veio andando para mais perto de mim, bem devagar, e eu fui me arrastando para trás, até encostar na parede gelada e nojenta, não tinha mais para onde ir. Fiquei olhando ele se aproximando.
“Não, por favor.” Eu lhe implorei, mas ele me ignorou e continuou andando para mais perto de mim cada vez mais. Comecei a chorar de novo. Ele já estava a um passo de chegar a mim.
“Felix! Venha aqui!” Caius gritou, fazendo Felix grunhir. E me fazendo suspirar de alívio, não quero nem pensar no que poderia ter acontecido de Caius não o tivesse chamado. Ele se virou e foi embora, fechando a porta e me deixando no escuro. Escutei as trancas se fechando com um estalo ensurdecedor. Abracei minhas pernas e comecei a chorar novamente, meus olhos já ardiam, e eu estava com sono. Me levantei daquele chão gelado e fui para perto da porta. E bati nela com força dizendo:
“Se vocês não sabem ainda, eu durmo. Mas não tá dando para ficar nesse chão gelado e asqueroso!” Gritei.
Não ganhei resposta alguma. Voltei a sentar onde eu estava antes de me levantar, e depois de chorar por algum tempo, adormeci mesmo sentada e abraçada aos meus joelhos.
Foi um sono sem sonhos, acordei e encontrei um travesseiro e uma manta, no chão, perto de onde eu ainda estava. Continuei encarando aquela manta, tentando pensar no que eu posso fazer para reverter essa situação e de como eu vou me desviar do Felix, tenho nojo dele.
Me levantei e voltei a ir para perto daquela porta, por onde a luz passava pelas suas fendas, iluminando parcialmente a sala. Eu bati mais uma vez na porta, com força.
“Tô com fome!” gritei dessa vez. Vamos ver o que eles me trazem.
Voltei para o meu cantinho e já esperei pelo pior, fiquei muito tempo lá, encarando aquele travesseiro branco. Sem saber o que fazer ou falar. O que planejar. Não dá para fazer nada. Eu não consigo nem pensar direito.
Joham passou por aquela porta, com Felix lhe acompanhando. Ele colocou um prato com algumas coisas dentro perto de mim, e Felix continuou me olhando desconfortavelmente. Até que eles saíram e as trancas voltaram a fazer barulho.
Vi o que eles tinham me trazido, era um prato comum de almoço, não com muita coisa, mas nem tão vazio. Comecei a comer com os talheres que também estavam junto com o prato.
Eu comi bem devagar, por falto do que fazer depois. Quando acabei, coloquei o prato de lado, junto com tudo que me deram. Tentei dormir de novo, mas não consegui, por tanto me levantei e fiquei andando de um lado para o outro, com nervosismo em excesso. Escutei a porta estralar novamente.
“Vamos! Saia!” Caius mandou, grosso e mandão como sempre, como pode ser tão diferente de Aro?
Eu andei atrás dele, até chegarmos na mesma sala que eu tanto odiava e temia, a sala onde eu deitava naquela cama de hospital, e sentia medo por minha pele frágil com todas aquelas agulhas pontudas Olhei para Joham, ainda bem que ainda estava vivo, ele entrou na sala, e me olhou, como se estivesse se desculpando. Eu não entendi, comecei a me desesperar.
Ele começou a mexer em uma das agulhas.
“Não! Não!” eu gritava enquanto quase arrancava meus cabelos da cabeça. “Por favor.” Tentei “Eu disse que respondia tudo.” Pedi.
“Não. Hoje não, você vai ter que aceitar, são só algumas agulhinhas.
Joham começou a preparar uma agulha que ele pegou, injetou um liquido branco, eu fiquei olhando, ele pegou só um pouco e trouxe a agulha para perto de mim, comecei a chorar. Ele enfiou a agulha e eu gritei o mais alto e forte que eu consegui, seria capaz de quebrar vidros.
Ele injetou aquilo em mim, mas não me fez efeito algum, ainda bem. Mas quando ele me fez alguma perguntas, dizendo se eu estava bem ou não, o que eu estava sentindo, falei que estava bem.
Mas dessa vez, ele pegou uma quantidade maior e colocou bem mais, veio com a agulha para perto de mim, e a mesma coisa se repetiu, coloquei o máximo de ar nos meus pulmões.
Mas foi diferente dessa segunda vez, porque parecia algum tipo de analgésico, fui perdendo um pouco dos meus sentidos, e não gostei muito disso, fiquei meio tonta e minha cabeça começou a girar um pouco.
Quando ele me fez as mesmas perguntas respondi sinceramente, então ele pegou mais ainda, agora pegou tudo o que restava e colocou na seringa. Voltei a gritar, esse grito foi o melhor de todos.
Ele injetou em mim, e quando acabou eu não conseguia ver ele direito, ele estava injetando diretamente na veia do meu braço, e pelo que ele disse, já era para eu estar desmaiada ou pior, mas só estou doida e tonta por um tempo, e que os vampiros normais são imunes a esse tipo de medicamento.
Foi quando eu me toquei, do que ele realmente estava injetando em mim e me deixando sem enxergar quase nada, não conseguia pensar e muito menos raciocinar, por isso eu custei para encontrar essa resposta que eu estava observando. Eu não acredito que injetaram isso.
Notas finais
Beijos.
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