Dark Moon

37 Capítulo 37


Renesmee Capítulo 37

Nesse mesmo dia, eu faltei a todas as aulas, igual a Zack, que ficou comigo na casa dele. Mas eu não podia ir para a escola com as roupas que eu tinha na casa dele. E muito menos ir para casa. Afinal, o que minha mãe vai achar de mim? acho que provavelmente ela simplesmente vai adivinhar a verdade, quase tudo o que aconteceu.

Meu pai nem precisa adivinhar, já que eu quase nunca consigo esconder as coisas dele. Muitas vezes vem na minha mente e eu não consigo esconder. E se algum dia eu levar Zack lá em casa, ele não vai fazer idéia de que meu pai vai poder entrar na mente dele na hora que ele bem quiser.

Passei um bom tempo com Zack, a maior parte nos divertimos muito, mas eu sabia que uma hora ou outra meus pais iriam vir me procurar, e acho que não iria demorar muito para isso acontecer. E tenho certeza que Jacob disse a eles onde eu estava.

Jacob. Para onde será que ele foi? O que será que ele pensou exatamente da minha roupa? E pior, será que ele contou isso a minha família, ou meu pai apenas viu isso na mente dele? Será que Zack lhe disse alguma coisa?

Bom, eu estava deitava com Zack no sofá, estávamos vendo um filme de terror cujo eu nem sei o nome. Mas às vezes era um cenário assustador, Zack me abraçava com força e eu lhe dava um beijinho. Em uma das vezes eu o apertei, quando o filme fez um barulho, mas logo eu adormeci nos braços de Zack, já que eu estava muito cansada, eu dormi muito mal bêbada, afinal, eu estava com forte dor de cabeça, eu mais desmaiei do que dormi.

“Renesmee, olhe para a mamãe” minha mãe dizia enquanto eu estava prestando atenção em uma das colheres que eu estava brincando. Dos enxovais da vovó Esme. Quando eu finalmente olhei para ela.

“Eu quero que me prometa que nunca irá provar do sangue humano” minha mãe me fez prometer.

“Prometo. Nunca Renesmee vai beber sangue humano, mamãe” eu prometi assim, satisfazendo-a, e deixando um lindo sorriso em seus lábios.

Assim, eu voltei a mexer com as colheres que estavam ocupando toda a minha atenção. Eu mal fazia idéia do que eu havia prometido a ela direito. Eu era muito pequena para isso. Mas logo depois vieram imagens rápidas em minha mente. Do rosto de todas as pessoas que eu matei, eu não quero mais ver ela assim, sofrendo. Eu não quero mais que elas sofram enquanto eu as mato. Eu mal fazia idéia de que eu havia descumprido uma promessa.

Acordei assustada e toda suada, com lagrimas nos olhos. Meus olhos pareciam pesar, mas eu tinha que levantar. Eu não podia ficar mais tempo aqui, eu não podia correr o risto de meus pais me verem desse jeito. E nem me encontrarem aqui, nessa casa, eu tinha que dar um jeito de ir embora, mas não podia ir para casa, porque eu preciso de alguma roupa, mas se eu trocar eles vão ver que eu mudei a roupa que eu estava antes. Nem olhei para as minhas roupas ainda esparramadas no chão.

Desci as escadas rapidamente, eu tenho pressa de sair logo dessa casa, eu não posso correr o risco de meus pais me encontrarem assim do jeito que eu estou. Eu rapidamente vi onde Zack estava. Ele ainda não havia saído do sofá, fiquei com dó dele, que deixou de dormir em sua cama por minha causa.

“Zack, eu preciso ir” eu disse, chegando perto da sala, no sofá onde ele ainda assistia TV.

“Por quê?” ele perguntou, parecia estar ainda grogue de sono, enquanto se sentava no sofá e eu me sentava ao seu lado.

“Eu não sei quanto tempo meus pais vão esperar para vir a trás de mim” eu confessei a ele. Acho que nunca dormi na casa de ninguém assim, que não era conhecido da família. Nunca fiquei tanto tempo fora. Era estranho não ser controlada o tempo todo.

“Você vai na escola amanha?”Zack me perguntou hesitando em me deixar ir embora.

“Não sei. Mas sei que nos veremos em breve” eu respondi em duvida.

Dei um beijo de leve em sua testa, segurando seu rosto entre minha mãos. Passei a Mao em seu cabelo e lhe dei as costas para andar em direção a porta, que eu sabia que estava destrancada. Quando Zack pegou em minha mão, me puxando e encostando meu corpo junto ao dele.

“Eu não ganho nenhum beijinho?” ele me provoca, fazendo beicinho.

Não deu tempo de mim responder, Zack me puxou rente a ele e me deu um beijo, que eu retribui sorrindo. Mas depois disso eu finalmente consegui ir para a porta, e quando eu abri ela, me virei e voltei a olhar para Zack, lhe mandei um beijo, no ar. Ele estava me observando enquanto eu ia embora.

Eu tinha que correr muito rápido para esconder o que eu realmente estava vestindo, porque com certeza as pessoas não pensariam que era biquíni de jeito nenhum. Enquanto eu me esforçava para ir rápido, um plano se formava em minha mente. Era perfeito. E se eu conseguir cumpri-lo, dará tudo certo. Eu agradeço pela minha tia Alice não conseguir ver meu futuro. Isso veio a calhar.

Eu corria em direção a La Push, e meu plano exatamente era apenas pedir a ajuda de Jacob, com esperança de que ele ainda goste o mínimo de mim, para poder me ajudar. Essa é a hora de que eu mais preciso da ajuda dele. Mas eu não posso ficar muito tempo em sua casa, porque sei que se isso acontecer, vou acabar me envolvendo com ele novamente, e eu não posso fazer isso antes de falar com Zack.

O vento ficava cada vez mais frio, e chicoteava contra a minha face como se tivesse pegando fogo. Eu mal sentia meus pés e minhas pernas, eu tentava correr o máximo que eu podia. Eu vou ficar com essa roupa para ir a casa de Jacob, eu preciso ir direto para lá. Eu estava quase chegando a sua casa.

Eu via a sombra de uma pequena casa, com uma oficina do lado. E fui chegando cada vez mais perto. Passei pela porta sem nem mesmo bater. Estava bem mais quente lá dentro. Eu me sentia em casa. Como se fosse totalmente diferente a casa de Zack da casa de Jacob, digo, como se a casa do Jacob eu me sentisse completamente em casa, como se a casa fosse minha. E na de Zack não. Mas eu sei que as duas casas são bem diferentes, a do Zack é bem maior, mas sinceramente, eu prefiro a do Jacob.

Eu vasculhei em todo lugar e entrei em todos os cômodos, não tinha ninguém em casa. Eu saí logo de lá, desistindo, e pensando que Jacob deveria estar na casa de meus avós. Então eu tentei de novo.

Depois de procurar em todos os lugares da casa, e não achar ninguém, o que mais eu posso fazer, esperar que alguém chegue, talvez. Então mesmo com o intenso frio, eu decidi caminhar na praia, sem muita idéia de como reagir.

A praia estava totalmente vazia, a não ser por uma pessoa que eu não conseguia ver quem era, porque estava bem no fim da praia, no lado oposto do que eu estava. Parecia estar agachado ou sentado, não dá para ver direito, então desisti de tentar adivinhar.

Eu fui caminhando devagar e deixando meus és afundarem na areia gelada, enquanto eu pensava o que eu iria falar com Jacob, quando eu o visse. Eu não sei como eu vou começar a falar, a me desculpar. Afinal, eu só o magôo. Eu não podia simplesmente conversar com ele. Não, eu tinha que ser egoísta e mandona. Eu não posso ser simples e disciplinada. Jacob sempre faz a coisa certa, mas eu não, tudo o que ele concerta, eu torno a quebrar. É como se Jacob fosse à parte perfeita de mim.

Eu podia me desculpar com Jacob. Ou talvez contar tudo para ele. Eu não sei o que eu vou fazer quando eu ver Jacob. Eu não sei como ele me vê. Eu não sei se ele ainda gosta de mim, ou apenas se ele me tratará bem. A essa altura, eu não sabia mais de nada.

A lua estava cheia e dava para vê-la, estava uma linda noite hoje. É uma das noites mais lindas que eu já vi. Eu nunca tinha prestado atenção, nas estrelas, na lua. Acho que nunca tive tempo. E antes, eu nem saia muito de casa. Só para caçar. Estava cada vez mais frio, e eu estava quase congelando. Eu chegava cada vez mais perto da pessoa que olhava fixamente para o mar.

Eu não tinha medo, quem quer que fosse, eu iria passar, normal, como se não tivesse ninguém. Eu só iria olhar, para ver se eu conhecia, mas do jeito que a pessoa está, acho que ela nem irá me olhar. Parecia deprimida, triste. Se não é isso, ela está escondendo o rosto, parecia que ela não podia estar aqui, e ela estava escondida. Ou disfarçado. Não sei.

Parecia que a praia era infinita. Quanto mais eu andava, mais parecia que ela nunca iria acabar. Eu nunca tinha reparado que ela era tão grande assim. Eu acho que é porque, sempre que eu venho aqui, eu estou com Jacob, e com ele, parece que horas são minutos. Eu me perco, me acho, e me perco novamente, sem nem mesmo perceber. É como se com ele eu fosse outra pessoa, completamente diferente. Eu nem consigo descrever isso com palavras. É um sentimento, que eu nunca tinha experimentado antes. E eu sei, que com Zack, não é a mesma coisa. Mas é a única pessoa que me faz esquecer Jacob, por um tempo.

Eu chegava cada vez mais perto da tal pessoa misteriosa, mas agora eu reconhecia os traços, alguns. Meu corpo tremia de frio. O vento parecia me cortar, quando passava. Eu acho que eu conhecia essa pessoa. Eu lembro. Eu acho que eu sei.

Eu sei quem ela é. Eu não acredito que possa ser ela, aqui, nesse lugar? Como? Por que?

Notas finais
Jacob, na praia. Só falei, porque já postei o próximo capítulo. Ok?